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segunda-feira, 29 de março de 2021

Governador explica funcionamento de Lojas Zema na onda roxa

“Eu quero esclarecer que, há quase cinco anos, eu não participo da gestão das mesmas [Lojas Zema]. Segundo: a maioria dessas lojas, pelo que eu sei, são correspondentes bancários que recebem conta, e assim são tratadas. E terceiro: elas operam com e-commerce e têm o trabalho de retirada de mercadoria dentro delas”, explicou Romeu Zema em stories publicados no Instagram.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), usou as redes sociais nesta quinta-feira (25) para comentar as denúncias de que algumas unidades das Lojas Zema estavam funcionando no estado, mesmo durante a onda roxa – fase de restrições mais rígidas impostas pelo Governo mineiro. 
O governador esclareceu alguns motivos pelos quais os estabelecimentos podiam estar abertos, mas reforçou que, em caso de irregularidades, a população deve denunciar a loja.
“Eu quero esclarecer que, há quase cinco anos, eu não participo da gestão das mesmas [Lojas Zema]. Segundo: a maioria dessas lojas, pelo que eu sei, são correspondentes bancários que recebem conta, e assim são tratadas. E terceiro: elas operam com e-commerce e têm o trabalho de retirada de mercadoria dentro delas”, explicou Romeu Zema em stories publicados no Instagram.

“Mas deixo claro aqui: não aceito privilégio. Se alguém, inclusive essas lojas, estiver operando de forma inadequada, denuncie na polícia, denuncie na prefeitura. Nós estamos vivendo um momento em que todos têm de contribuir”, completou o governador. O serviço prestado pelas Lojas Zema de correspondente bancário, por meio do qual as pessoas podem pagar contas, pode se enquadrar na lista de atividades permitidas na onda roxa como “agências bancárias e similares”.

Denúncias

Nas redes sociais, circulam fotos e vídeos que mostram lojas da rede, em diferentes cidades de Minas, abertas em meio ao comércio fechado por determinação da onda roxa do programa Minas Consciente. Em um dos vídeos, filmado por um morador de Manhumirim, na região da Zona da Mata, é possível ver duas pessoas circulando no interior do estabelecimento.

“Queria que vocês vissem isso aqui, a loja funcionando a pleno vapor, mesmo com decreto de lockdown imposto por ele por uma medida muito mais política do que sanitária. Está aí funcionando, as pessoas entrando, saindo. Infelizmente, este é o país em que a gente vive. A lei só funciona para alguns. Queria que este vídeo chegasse ao governador para ele explicar para a sociedade por que as lojas dele estão funcionando, sendo que os demais comerciantes têm que manter tudo fechado”, diz o homem que grava o vídeo.

Onda roxa


A fase de restrições ainda mais rígidas foi anunciada no início deste mês – até então, as regiões com cenários mais graves eram enquadradas na onda vermelha, que não impunha restrições de circulação, por exemplo. Agora, no entanto, os municípios podem avançar para um estágio ainda mais grave, e, nesse caso, são colocados na onda roxa – é o caso, neste momento, de todas as cidades mineiras. A medida, com determinações rigorosas, foi criada diante do risco de um colapso do sistema de saúde.

Entre as restrições previstas pela onda, está a proibição de circulação de pessoas que não se deslocam para atividades essenciais; o toque de recolher das 20h às 5h; a proibição de reuniões presenciais, inclusive de pessoas da mesma família que não moram juntas; entre outras. Já os cultos religiosos permanecem autorizados em Minas. Confira o que está vetado em todo o estado:

  • Circulação de pessoas e veículos pra atividades não-essenciais;
  • Circulação de pessoas sem máscara em qualquer espaço público ou coletivo, ainda que privado;
  • Circulação de pessoas com sintomas de gripe, exceto para realização ou acompanhamento de consultas e exames médicos e hospitalares;
  • Realização de reuniões/eventos presenciais, inclusive entre pessoas da mesma família que não moram juntas;
  • Qualquer tipo de evento público ou privado que possa provocar aglomeração;
  • Funcionamento de bares e restaurantes (permitido somente para delivery)

Quais são as atividades essenciais?


De acordo com o Governo de Minas, são consideradas atividades essenciais na onda roxa:

  • setor de saúde, incluindo unidades hospitalares e de atendimento e consultórios;
  • indústria, logística de montagem e de distribuição, e comércio de fármacos, farmácias, drogarias, óticas, materiais clínicos e hospitalares;
  • hipermercados, supermercados, mercados, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, padarias, quitandas, centros de abastecimento de alimentos, lojas de conveniência, lanchonetes, de água mineral e de alimentos para animais;
  • produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados;
  • distribuidoras de gás;
  • oficinas mecânicas, borracharias, autopeças, concessionárias e revendedoras de veículos automotores de qualquer natureza, inclusive as de máquinas agrícolas e afins;
  • restaurantes em pontos ou postos de paradas nas rodovias;
  • agências bancárias e similares;
  • cadeia industrial de alimentos;
  • agrossilvipastoris e agroindustriais;
  • telecomunicação, internet, imprensa, tecnologia da informação e processamento de dados, tais como gestão, desenvolvimento, suporte e manutenção de hardware, software, hospedagem e conectividade;
  • construção civil;
  • setores industriais, desde que relacionados à cadeia produtiva de serviços e produtos essenciais;
  • lavanderias;
  • assistência veterinária e pet shops;
  • transporte e entrega de cargas em geral;
  • call center;
  • locação de veículos de qualquer natureza, inclusive a de máquinas agrícolas e afins;
  • assistência técnica em máquinas, equipamentos, instalações, edificações e atividades correlatas, tais como a de eletricista e bombeiro hidráulico;
  • controle de pragas e de desinfecção de ambientes;
  • atendimento e atuação em emergências ambientais;
  • comércio atacadista e varejista de insumos para confecção de equipamentos de proteção individual – EPI e clínico-hospitalares, tais como tecidos, artefatos de tecidos e aviamento;
  • de representação judicial e extrajudicial, assessoria e consultoria jurídicas;
  • relacionados à contabilidade;
  • serviços domésticos e de cuidadores e terapeutas;
  • hotelaria, hospedagem, pousadas, motéis e congêneres para uso de trabalhadores de serviços essenciais, como residência ou local para isolamento em caso de suspeita ou confirmação de covid-19;
  • atividades de ensino presencial referentes ao último período ou semestre dos cursos da área de saúde;
  • transporte privado individual de passageiros, solicitado por aplicativos ou outras plataformas de comunicação em rede.
Fonte:BHAZ

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Como Uber e Lyft estão comprando leis trabalhistas

A Proposição 22 da Califórnia pode reduzir, por décadas, os padrões de trabalho, especialmente para trabalhadores não brancos

Como de costume em anos de eleição presidencial, a empolgação da noite eleitoral na leal democrata Califórnia não virá das urnas, onde os democratas têm quase vitória garantida, mas da experiência exaustiva do estado com a democracia direta. E aninhada entre as 12 medidas eleitorais deste ano sobretudo, desde impostos a direitos de voto, justiça criminal, privacidade de dados e assistência médica, talvez esteja a decisão trabalhista mais importante em décadas.

Como de costume em anos de eleição presidencial, a empolgação da noite eleitoral na leal democrata Califórnia não virá das urnas, onde os democratas têm quase vitória garantida, mas da experiência exaustiva do estado com a democracia direta. E aninhada entre as 12 medidas eleitorais deste ano sobretudo, desde impostos a direitos de voto, justiça criminal, privacidade de dados e assistência médica, talvez esteja a decisão trabalhista mais importante em décadas.

A Proposição 22 é simples. Ela cria uma isenção para funcionários de serviços de condução de passageiros e entrega baseados em aplicativos, permitindo que empresas como Uber, Lyft e DoorDash continuem classificando incorretamente os funcionários como empreiteiros independentes. Isso isenta essas startups de pagar um salário mínimo, abrindo uma brecha na lei AB-5 do ano passado, que transformou, em empregados, muitos contratados independentes e freelancers e conferiu a eles um punhado de direitos e proteções. Para esses trabalhadores, isso significaria inelegibilidade para o seguro-desemprego estadual, proteções ao trabalhador extremamente reduzidas, ausência de direito a horas extras, a licença médica, nenhuma proteção contra discriminação no local de trabalho e nenhum direito de negociação coletiva. Em essência, formalizaria e consagraria uma categoria inteiramente nova de empregos abaixo do padrão para uma classe de trabalhadores composta em sua maioria por pessoas não brancas e imigrantes. E faria isso permanentemente: a proposição afirma que qualquer emenda ao regime exigiria uma maioria de votos, sem precedentes, de sete oitavos na legislatura estadual.

No lugar das leis trabalhistas estaduais, a Proposição 22 “garante” certos benefícios, incluindo “assistência” completamente indefinida com prêmios de assistência médica e cobertura por invalidez para os feridos no trabalho. Para entender como esses benefícios são secundários, vejamos apenas para a promessa de “ganhos mínimos”. Aos motoristas é garantido um salário por hora de pelo menos 120% do mínimo local. Mas isso só entra em ação durante o tempo gasto ao dirigir, enquanto o tempo de espera ou de chegar a uma corrida ou entrega, que pode ser até 37 por cento do tempo gasto no trabalho, permanece sem remuneração. Quando você considera o tempo que permanece sem pagamento, a “garantia” renderia um salário submínimo para a maioria dos motoristas. Um estudo do Centro de Trabalho da Universidade da Califórnia em Berkeley estima que o salário médio de acordo com a Proposição 22 pode chegar a US$ 5,64 por hora, um corte drástico de salário em relação ao salário mínimo de US$ 13 que seriam garantidos aos trabalhadores como empregados.

A Proposição 22 rapidamente se tornou uma das batalhas políticas mais contenciosas do estado. É também a proposta eleitoral mais cara, não apenas na história da Califórnia, mas em toda a história dos Estados Unidos. As empresa de condução de passageiros e de entrega - Uber, Lyft, Postmates, Instacart, DoorDash - contribuíram com mais de US$ 184 milhões até agora para garantir sua aprovação. "No on 22", a campanha para defender a legislação trabalhista atual tem pouco mais de US$ 10 milhões.

Parte do motivo pelo qual isso se tornou uma prioridade tão cara para o Vale do Silício e seus patrocinadores de capital de risco é o risco de sua aprovação. O modelo de negócios do Uber e Lyft e seus compatriotas baseia-se na classificação errônea de sua força de trabalho como empreiteiros privados e nas proteções trabalhistas baratas e abaixo do padrão que isso acarreta. Por exemplo, a recusa em pagar para o fundo de seguro-desemprego do estado economizou ao Uber e Lyft combinados US$ 413 milhões desde 2014. Mesmo com essa vantagem, essas empresas ainda não obtêm lucro, mas obrigá-las a se conformar aos padrões de trabalho tornaria sua busca por lucratividade potencialmente impossível. Portanto, a sobrevivência como negócio para essas empresas está diretamente ligada à exploração de seus trabalhadores.

Se a Proposição 22 for aprovada, ela alcançará muito além de algumas centenas de milhares de motoristas na Califórnia que trabalham com entrega de comida e condução de passageiros. Essa aprovação enviaria ondas de choque por todo o país, tornando-se a base, para uma camada formalizada de mão de obra abaixo do padrão, que certamente seria exportada para várias indústrias e milhões de trabalhadores, e também internacionalmente.
Também criaria um precedente preocupante para o uso de dinheiro do capital de risco na política, já que haveria prova óbvia de sua capacidade de comprar seu caminho para se isentar da regulamentação vigente por meio de urnas e anular a vontade de várias câmaras de um legislativo eleito democraticamente. “Se ficar claro que você pode comprar qualquer lei com US$ 180 milhões, então muito mais indústrias seguirão por esse caminho, transformando bons empregos em empregos ruins, ensino em tempo integral para todos os professores substitutos, enfermagem sindicalizada em empregos precários de enfermagem”, diz Veena Dubal, professora associada de direito da Universidade da Califórnia, Hastings. “A forma como eles redigiram é tal que se espalhará além da indústria de entrega, literalmente formalizando toda a exploração que acontece na economia informal… é a maior ameaça desde os anos 1930 que os Estados Unidos sofrem para a rede de segurança social, salário mínimo e acesso a pagamento seguro.”

Com todo esse dinheiro, a campanha "Yes on 22" está pulando todos os obstáculos, contratando grandes firmas de relações públicas como MB Public Affairs, que fizeram sua reputação trabalhando para as Grandes do Tabaco e perseguindo críticos, às vezes de forma cruel. Enquanto isso, Uber e Lyft pagaram para colocar mensagens do "Yes on 22" nas interfaces de seus próprios aplicativos. Uma tela que aparece quando os motoristas do Uber se conectam, os obriga a se comprometer afirmativamente em votar “Sim na Proposição 22” antes de serem alocados para viagens ou entregas.

A campanha produziu uma grande blitz publicitária multimídia, até mesmo tentando remodelar a Proposição 22 como uma questão de justiça racial. É uma manobra cínica, reformulando uma lei que eliminaria o piso salarial de uma força de trabalho predominantemente minoritária e imigrante como uma prioridade de justiça racial. Usando a linguagem de ativistas e reivindicando o endosso de grupos representantes das monirias (mesmo que não os tenham), a campanha tentou convencer os eleitores de que a aprovação seria um triunfo para as comunidades não brancas. Em certos casos, o campo "Yes on 22" confiou em desinformação completa, sugerindo que tem o apoio de grupos do Black Lives Matter, esses grupos simplesmente esclarecerem que este não é o caso. Atualmente, o site “Yes on 22” indica que o capítulo de Sacramento da National Action Network do Rev. Al Sharpton apoia a iniciativa, embora as declarações da liderança do grupo indiquem o contrário.

Mas a liderança de grupos institucionais de negros e latinos na Califórnia, incluindo o capítulo estadual da NAN, o NAACP da Califórnia e a Fundação Si Se Puede, apoiaram formalmente o "Yes on 22". O Lyft ofereceu transporte gratuito para membros da NAACP e NAN até abril, com o último grupo tendo recebido dinheiro do Uber e Lyft no passado.
O apoio da presidente do NAACP da Califórnia, Alice Huffman, ao “Yes on 22” foi particularmente prolífico e flagrante. Huffman apareceu em anúncios pedindo aos eleitores que apoiassem a Proposição 22, e apareceu em um e-mail que o Uber enviou a seus clientes intitulado “Por que as comunidades não brancas apoiam a Proposição 22”. Ela escreveu artigos de opinião em jornais negros defendendo a proposição por motivos de justiça racial e aparece repetidamente no manual do eleitor da Califórnia e em um panfleto eleitoral chamado “Minority News” que faz campanha a favor da medida. Deixando de lado o endosso entusiástico e repetido dela e da NAACP da Califórnia à medida, o fato é que Huffman recebeu US$ 85.000 até agora pela campanha "Yes on 22" como consultora de relações públicas, parte de um incrível montante de US$ 1,2 milhão das campanhas das medidas deste ano para sua empresa, AC Public Affairs.

Ao contrário de Huffman e seu próprio bolso, a Proposição 22 criaria um conjunto inferior de proteções trabalhistas para uma classe de trabalhadores que é uma maioria da minoria. “Por que queremos bicos para pessoas não brancas que pagam menos que recebem os brancos?”, pergunta Dubal. “Códigos e classificações salariais diferenciadas para pessoas não brancas e imigrantes são exatamente o que os democratas do sul defenderam durante o New Deal, quando queriam manter os trabalhadores agrícolas reprimidos e argumentaram que eles não deveriam ter acesso ao salário mínimo”.

Onde, alguém pode se perguntar, está o trabalho organizado em tudo isso? Os irrisórios $ 10 milhões que o "No on 22" conseguiu arrecadar vieram em grande parte dos sindicatos. Mas a mão de obra organizada foi extremamente atingida pela pandemia, com sua onda concomitante de demissões, que simultaneamente impulsionou o compartilhamento de viagens e, particularmente, as empresas de entrega, que viram o uso aumentar com a limitação das pessoas de fazer compras e ir a restaurantes com conforto.
Os democratas nacionais, incluindo Joe Biden, Kamala Harris e Elizabeth Warren, se opuseram à Proposição 22, mas não foram especialmente enfáticos sobre o assunto. Isso é um tanto compreensível, uma vez que a votação na Califórnia tem um perfil inferior ao da eleição presidencial. Mas os democratas da era Obama assumiram cargos de alto escalão em várias empresas de aplicativos. Tony West, que serviu por cinco anos e meio no Departamento de Justiça de Obama e já esteve em seu terceiro posto mais alto, é cunhado de Kamala Harris e é o diretor jurídico do Uber. O ex-conselheiro sênior de Obama, Valerie Jarrett, está no conselho da Lyft.

Isso é o restabelecimento de uma crise intrapartidária que ocorreu há pouco mais de um ano, quando o AB-5, o projeto de lei que conferia status de empregado a trabalhadores de cargueiro e outros contratados independentes, estava sendo considerado na legislatura estadual. Alguém poderia pensar que sua aprovação teria resolvido a questão, mas as empresas de condução de passageiros responderam primeiro ameaçando deixar o estado inteiramente em uma greve de capital, uma medida que é ilegal na maioria dos países. Enquanto isso, essas empresas prometeram dinheiro recorde para contornar a lei com uma medida eleitoral, o que significa que agora tudo está em jogo na contagem dos votos em novembro.

De alguma forma, apesar do enorme desequilíbrio financeiro, as pesquisas ainda mostram que a corrida está relativamente acirrada, embora "No on 22" esteja atrás. Mas se a Proposição 22 for aprovada, terá um impacto mais profundo sobre o trabalho do que a eleição de Joe Biden, que fez da expansão da densidade sindical uma das prioridades de sua plataforma, ou mesmo uma vitória democrata na Câmara, no Senado e na presidência. Pode até ter um impacto mais profundo sobre o trabalho organizado do que uma nomeação de Amy Coney Barrett para a Suprema Corte. Com a ida da leal democrata Califórnia, também irá o país.

Fonte: Carta Maior

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Jovem se demite do Walmart com megafone e xinga colegas de trabalho; veja vídeo

Após o desabafo, a jovem se despede de um amigo, chamado Ariel, e agradece a ela por ter conseguido indica-la à vaga de emprego na época que “mais precisava” de dinheiro

Pouco após de ser mandada embora de um cardo na rede de supermercados estadunidense Walmart, a filipina Shana Ragland, de 19 anos, que mora nos Estados Unidos, resolveu denunciar casos de assédio moral e sexual, racismo, e sexismo que ocorreram durante os quase dois anos que trabalhou por lá.

Pouco após de ser mandada embora de um cardo na rede de supermercados estadunidense Walmart, a filipina Shana Ragland, de 19 anos, que mora nos Estados Unidos, resolveu denunciar casos de assédio moral e sexual, racismo, e sexismo que ocorreram durante os quase dois anos que trabalhou por lá.

O vídeo no qual ela desabafa em um autofalante, para alertar clientes e provocar colegas, foi publicado na plataforma TikTok no último sábado (31) e viralizou. A usuária "@belzebrub", do Twitter, legendou a pequena epopéia trabalhista de Ragladn. Assista:
"Atenção todos os clientes, funcionários e gerentes do Walmart: meu nome é Shana, do estoque, e eu só queria dizer que Henry é um canalha racista, Giovana é uma racista, Lia é uma gerente babaca. Essa empresa demite funcionários negros sem motivo. Essa empresa trata seus funcionários feito merda, especialmente os do estoque", ouve-se em um trecho das imagens.

Após o desabafo, a jovem se despede de um amigo, chamado Ariel, e agradece a ela por ter conseguido indica-la à vaga de emprego na época que “mais precisava” de dinheiro. “Eu me demito dessa porra”, termina a trabalhadora no vídeo, que soma mais 6,3 milhões de curtidas na rede social. 

Fonte: O Tempo 

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Trabalhador morre no Carrefour, corpo é coberto e local continua funcionando

Desumanidade: Trabalhador morre em supermercado no Recife, corpo é coberto por guarda-sóis e local continua funcionando como se nada estivesse acontecendo. Carrefour divulga três notas para tentar justificar episódio

A morte de um homem no Supermercado Carrefour, no Recife (PE), não impediu que o local continuasse funcionando normalmente como se nada estivesse acontecendo. O caso aconteceu na última sexta-feira (14), mas só agora ganhou repercussão após milhares de denúncias de internautas.
A morte de um homem no Supermercado Carrefour, no Recife (PE), não impediu que o local continuasse funcionando normalmente como se nada estivesse acontecendo. O caso aconteceu na última sexta-feira (14), mas só agora ganhou repercussão após milhares de denúncias de internautas.

A vítima é um representante de vendas que faleceu enquanto trabalhava. O corpo dele foi coberto por guarda-sóis e cercado por caixas de papelão, engradados de cerveja e tapumes improvisados entre as gôndolas.

Funcionários e clientes denunciaram a desumanidade da administração local, que decidiu não fechar o supermercado. O Carrefour identificou o homem como Moisés Santos e disse, em nota, que a causa da morte foi infarto fulminante.

“O homem tinha 53 anos e trabalhava como representante de uma empresa de alimentos. Ele morreu, parece que de um mal súbito, e o corpo ficou lá das 7h30 até as 11h. Ficaram esperando a chegada do IML [Instituto de Medicina Legal] “, afirmou o representante Renato Barbosa.

Segundo Barbosa, o supermercado estava cheio no momento em que o cadáver ficou coberto e isolado no corredor. “Dava para ver o corpo e as pessoas comentaram”, contou. A área onde ficou o corpo também foi isolada por uma fita amarela e preta e engradados de cerveja.

Em resposta aos comentários feitos pela internet, o Carrefour publicou três notas nas redes sociais. Na primeira delas, a empresa lamentou o que aconteceu na loja.
O Carrefour também disse que a equipe de prevenção e riscos acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), assim que o prestador de serviços começou a passar mal, e “seguiu todos os protocolos durante o socorro e após o falecimento”.

A empresa disse ainda que segue “prestando toda assistência necessária para a família, neste momento tão difícil”. O Carrefour afirmou que “os protocolos para que as lojas sejam fechadas quando fatalidades como essa aconteçam já foram alterados”.

Nas redes sociais, as crítica se intensificam à medida em que o caso ganha mais visibilidade. “O que somos para a empresa? Apenas lucro. O Carrefour não podia perder horas de lucro e decidiu ‘esconder’ o corpo do homem e vida que segue. É a banalização da morte”, lamentou uma internauta. “Mais um dia comum na selva capitalista”, observou outro.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

"Feliz" dia do Operador de Telemarketing - 'Você não presta para nada': a rotina de estresse, xingamentos e pressão dos atendentes de telemarketing

Imagine um emprego em que sua função é passar o dia todo ao telefone. Não é exagero, é o dia todo mesmo, com direito a apenas uma pausa de 20 minutos para a refeição e outras duas de 10 minutos cronometradas – assim como as idas ao banheiro.Do outro lado da linha, estão clientes irritados pelos problemas causados por uma empresa da qual muitas vezes você não é funcionário e sobre a qual não tem qualquer responsabilidade. No entanto, naquela ligação, é você quem personifica todos os erros e os defeitos dela e, por causa disso, acaba sendo o alvo da ira de todos aqueles consumidores insatisfeitos.

Os xingamentos vão desde
Do outro lado da linha, estão clientes irritados pelos problemas causados por uma empresa da qual muitas vezes você não é funcionário e sobre a qual não tem qualquer responsabilidade. No entanto, naquela ligação, é você quem personifica todos os erros e os defeitos dela e, por causa disso, acaba sendo o alvo da ira de todos aqueles consumidores insatisfeitos.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

MPT processa a Tel Telemática em R$20 milhões por irregularidades em Itabuna

A ação está sendo apreciada pela 1ª Vara do Trabalho de Itabuna, onde fica a filial da empresa de telemarketing contratada pela empresa de telefonia. Além de pedir a correção imediata das práticas ilegais listadas, o MPT pede que as empresas sejam condenadas a pagar indenização de R$ 20 milhões. O pedido de liminar feito pelo órgão para obrigar a empresa a corrigir as ilegalidades no ambiente de trabalho ainda não foi apreciado pela Justiça, apesar de ter sido ajuizada em julho do ano passado.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) está movendo ação civil pública contra a operadora Oi e a Tel Telemática, empresa que presta serviços de telemarketing, pela prática de um grande conjunto de irregularidades trabalhistas ao longo de vários anos.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

A Verdadeira Face do Telemarketing

Perda de audição, dores, depressão: qual a realidade das operadoras de telemarketing?
Aproximadamente 72% são mulheres, 84% com idade entre 18 e 29 anos. Esse setor corresponde ao maior empregador na área de serviços do país, sendo a grande maioria empresas terceirizadoras que prestam serviço para grandes empresas renomadas e contratam por um salário mínimo cheio de descontos.
Estima-se que no Brasil hoje o setor do telemarketing empregue cerca de 1,5 milhão de trabalhadores, sendo a ampla maioria jovens, mulheres e negros, com aproximadamente 72% de mulheres e 84% com idade entre 18 e 29 anos. Esse setor corresponde hoje ao maior empregador na área de serviços do país, sendo a grande maioria empresas terceirizadoras que prestam serviço para grandes empresas renomadas e contratam por um salário mínimo cheio de descontos.
Oi, não te vi esses dias. Você está bem? 
- To sim, tava de atestado, mas infelizmente já voltei.

sábado, 5 de novembro de 2016

Aquele que mais lambe o patrão é o mais agressivo com a faxineira

Leandro Karnal (São Leopoldo, 1º de fevereiro de 1963) é um historiador brasileiro, atualmente professor da UNICAMP na área de História da América.
Foi também curador de diversas exposições, como A Escrita da Memória, em São Paulo, tendo colaborado ainda na elaboração curatorial de museus, como o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo.Graduado em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e doutor pela Universidade de São Paulo, Karnal tem publicações sobre o ensino de História, bem como sobre História da América e História das Religiões.

Neste trecho de uma palestra, o professor fala da tirania e sobre a religião que surge para “tornar suportável o insuportável”. Discorre ainda sobre a cascata de tirania de que se vale o tirano para estelecer-se
Leandro Karnal (São Leopoldo, 1º de fevereiro de 1963) é um historiador brasileiro, atualmente professor da UNICAMP na área de História da América.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

"Contax parcelou nosso VT e Vale-Alimentação" (denúncia de Porto Alegre)

Como se não bastasse o mísero valor de R$5.51 por dia, a Contax, uma das maiores empresas de telemarketing do país, anunciou na semana passada em Porto Alegre o pagamento parcelado do ticket alimentação/refeição dos teleoperadores.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

O cotidiano de uma trabalhadora terceirizada narrado por uma juíza

Juíza do trabalho narra o caso de Dona Zefa, trabalhadora terceirizada da limpeza. Com delicadeza, a magistrada retrata um cenário cruel e perverso de trabalhadores que são invisíveis e desvalorizados no empurra-empurra da terceirização


Em artigo para o Justificando, a juíza do trabalho Juliana Ribeiro Castello Branco conta o caso de Dona Zefa, trabalhadora terceirizada da limpeza na Justiça do Trabalho. “Dona Zefa é a que limpa o banheiro, que pede licença para tirar o lixo do gabinete, varre, espana, lava, e também é aquela que, de quando em quando, senta-se à mesa de audiência, na condição de reclamante”.
A história dela é de superação, trabalho duro, crescimento pessoal e profissional. Mas a realidade do trabalhador terceirizado é difícil. “A terceirização esfacela as relações pessoais, enfraquece o associativismo, impede a organização de pleitos coletivos e cria castas entre empregados e terceirizados, com direitos, salários e tratamento diferenciados. Este instituto, que os defensores afirmam ser imprescindível do ponto de vista econômico, é nefasto sob o aspecto social”.
Por Juliana Ribeiro Castello Branco*
Em artigo para o Justificando, a juíza do trabalho Juliana Ribeiro Castello Branco conta o caso de Dona Zefa, trabalhadora terceirizada da limpeza na Justiça do Trabalho.

sábado, 9 de julho de 2016

Empresa de call center é condenada por violar intimidade de funcionários

Contax Mobitel exigia informações pessoais dos trabalhadores, diz MPT.Ela também criava obstáculos para a aceitação de atestados de saúde.
A Justiça do Trabalho de Campinas (SP) condenou a empresa de teleatendimento Contax Mobitel a pagar uma indenização de R$ 1,1 milhão por recusar atestados de saúde e violar a intimidade dos funcionários.
O valor será repassado para duas entidades assistenciais, indicadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que é o autor da ação civil pública.
A decisão ainda cabe recurso e a Contax informou ao G1 que vai recorrer da decisão.
Após denúncias de não aceitação de atestados, o MPT deu início a uma investigação. Durante o processo, foi apurado que a empresa fazia diferenciação entre os atestados apresentados. A companhia aceitava apenas abonar faltas com documentos emitidos por médicos em detrimento daqueles feitos por profissionais como dentistas e fisioterapeutas.
A Justiça do Trabalho de Campinas (SP) condenou a empresa de teleatendimento Contax Mobitel a pagar uma indenização de R$ 1,1 milhão por recusar atestados de saúde e violar a intimidade dos funcionários.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A água marrom que as trabalhadoras da Contax são obrigadas a beber

Funcionárias da Contax gravaram vídeo no celular em que revelam a cor marrom da água disponibilizada no bebedouro. Doenças como síndrome do pânico, lesão por esforço repetitivo e até infecção urinária foram constatadas pelo Ministério do Trabalho. Empresa é responsável pelo teleatendimento do Bradesco, Citibank, Itaú, Santander, Net, Oi e Vivo
Na central de atendimento da Contax, só se entra com uma garrafa d´água e a roupa do corpo – nada mais. O ponto começa a contar depois que o funcionário liga o computador, coloca o fone no ouvido e digita sua senha. Se atrasar um minuto do horário de entrada, perde bônus.
A partir de então, um gerente faz a ronda, ditando ordens em voz alta. E há a ronda virtual: cada palavra dita aos clientes é gravada para que a equipe de escuta possa checar se o funcionário seguiu o script da empresa – e se o fez com um “sorriso na voz”. Se estiver num dia triste, perde bônus.
Na central de atendimento da Contax, só se entra com uma garrafa d´água e a roupa do corpo – nada mais. O ponto começa a contar depois que o funcionário liga o computador, coloca o fone no ouvido e digita sua senha. Se atrasar um minuto do horário de entrada, perde bônus.