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terça-feira, 19 de junho de 2012

O Poeta da Vez...


foto de Fernando Pessoa
Fernando Antônio Nogueira Pessoa foi um dos mais importantes escritores e poetas do modernismo em Portugal. Nasceu em 13 de junho de 1888 na cidade de Lisboa (Portugal) e morreu, na mesma cidade, em 30 de novembro de 1935.
Biografia 
Fernando Pessoa foi morar, ainda na infância, na cidade de Durban (África do Sul), onde seu pai tornou-se cônsul. Neste país teve contato com a língua e literatura inglesa. 
Adulto, Fernando Pessoa trabalhou como tradutor técnico, publicando seus primeiro poemas em inglês. 
Em 1905, retornou sozinho para Lisboa e, no ano seguinte, matriculou-se no Curso Superior de Letras. Porém, abandou o curso um ano depois.
Pessoa passou a ter contato mais efetivo com a literatura portuguesa, principalmente Padre Antônio Vieira e Cesário Verde. Foi também influenciado pelos estudos filosóficos de Nietzsche e Schopenhauer. Recebeu também influências do simbolismo francês.
Em 1912, começou suas atividade como ensaísta e crítico literário, na revista Águia. 
A saúde do poeta português começou a apresentar complicações em 1935. Neste ano foi hospitalizado com cólica hepática, provavelmente causada pelo consumo excessivo de bebida alcoólica. Sua morte prematura, aos 47 anos, provavelmente aconteceu em função destes problemas, pois apresentou cirrose hepática.
O ortônimo e os heterônimos de Fernando Pessoa
Fernando Pessoa usou em suas obras diversas autorias. Usou seu próprio nome (ortônimo) para assinar várias obras e pseudônimos (heterônimos) para assinar outras. Os heterônimos de Fernando Pessoa tinham personalidade própria e características literárias diferenciadas. São eles:
Álvaro de Campos
Era um engenheiro português de educação inglesa. Influenciado pelo simbolismo e futurismo, apresentava um certo niilismo em suas obras. 
Ricardo Reis
Era um médico que escrevia suas obras com simetria e harmonia. O bucolismo estava presente em suas poesias. Era um defensor da monarquia e demonstrava grande interesse pela cultura latina.
Alberto Caeiro
Com uma formação educacional simples (apenas o primário), este heterônimo fazia poesias de forma simples, direta e concreta. Suas obras estão reunidas em Poemas Completos de Alberto Caeiro.

AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração

Vídeo sobre a matéria:

Fonte texto: suapesquisa.com.br

Os desafios à Rio+20


Iniciada há poucos dias, Rio+20 abriga chefes de Estado, e ambientalistas e movimentos sociais na Cúpula dos Povos. O evento corre o risco de frustrar expectativas caso não tenha, como ponto de partida, compromissos assumidos na Agenda 21 e acordos firmados na Eco-92 e reiterados na Conferência de Johanesburgo, em 2010.


Há verdadeira conspiração de bastidores para, na Rio+20, escantear os princípios do desenvolvimento sustentável e os Objetivos do Milênio, e impor as novas teses da "economia verde”, sofisma para encobrir a privatização dos recursos naturais, como a água, e a mercantilização da natureza.

O enfoque dos trabalhos deverá estar centrado não nos direitos do capital, e sim na urgência de definir instrumentos normativos internacionais que assegurem a defesa dos direitos universais de 7 bilhões de habitantes do planeta e a preservação ambiental.

Cabe aos governos reunidos no Rio priorizar os direitos de sustentabilidade, bem-estar e progresso da sociedade, entendidos como dever de garantir a todos os cidadãos serviços essenciais à melhor qualidade de vida. Faz-se necessário modificar os indicadores de desenvolvimento, de modo a levarem em conta os custos ambientais, a equidade social e o desenvolvimento humano (IDH).

A humanidade não terá futuro sem que se mudem os padrões de produção, consumo e distribuição de renda. O atual paradigma capitalista, de acumulação crescente da riqueza e produção em função do mercado, e não das necessidades sociais, jamais haverá de erradicar a miséria, a desigualdade, a destruição do meio ambiente. Migrar para tecnologias não poluentes e fontes energéticas alternativas à fóssil e à nuclear é imperativo prioritário.

Nada mais cínico que as propostas "limpas” dos países ricos do hemisfério Norte. Empenham-se em culpar os países do hemisfério Sul quanto à degradação ambiental, no esforço de ocultar sua responsabilidade histórica nas atividades de suas transnacionais em países emergentes e pobres. Há que desconfiar de todas as patentes e marcas qualificadas de "verdes”. Eis aí um novo mecanismo de reafirmar a dominação globocolonialista.

O momento requer uma convenção mundial para controle das novas tecnologias, baseada nos princípios da precaução e da avaliação participativa. Urge denunciar a obsolescência programada, de modo a dispormos de tecnologias que assegurem o máximo de vida útil aos produtos e beneficiem a reciclagem, tendo em vista a satisfação das necessidades humanas com o menor custo ambiental.

À Rio+20 se impõe também o desafio de condenar o controle do comércio mundial pelas empresas transnacionais e o papel da OMC (Organização Mundial do Comércio) na imposição de acordos que legitimam a desigualdade e a exclusão sociais, impedindo o exercício de políticas soberanas. Temos direito a um comércio internacional mais justo e em consonância com a preservação ambiental.

Sem medidas concretas para frear a volatilidade dos preços dos alimentos e a especulação nos mercados de produtos básicos, não haverá erradicação da fome e da pobreza, como preveem, até 2015, os Objetivos do Milênio.

Devido à crise financeira, parcela considerável do capital especulativo se dirige, agora, à compra de terras em países do Sul, fomentando projetos de exploração de recursos naturais prejudiciais ao meio ambiente e ao equilíbrio dos ecossistemas.

A Rio+20 terá dado um passo importante se admitir que, hoje, as maiores ameaças à preservação da espécie humana e da natureza são as guerras, a corrida armamentista, as políticas neocolonialistas. O uso da energia nuclear para fins pacíficos ou bélicos deveria ser considerado crime de lesa-humanidade.

Participarei da Cúpula dos Povos para reforçar a proposta de maior controle da publicidade comercial, da incitação ao consumismo desmedido, da criação de falsas necessidades, em especial quando dirigidas a crianças e jovens.

Educação e ciência precisam estar a serviço do desenvolvimento humano e não do mercado. Uma nova ética do consumo deve rejeitar produtos decorrentes de práticas ecologicamente agressivas, trabalho escravo e outras formas de exploração.

Enfim, que se faça uma reavaliação completa do sistema atual de governança ambiental, hoje incapaz de frear a catástrofe ecológica. Um novo sistema, democrático e participativo, deve atacar as causas profundas da crise e ser capaz de apresentar soluções reais que façam da Terra um lar promissor para as futuras gerações.

Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Blog do Miro

Plenária Nacional da FITMetal: Metalúrgicos defendem novo projeto de desenvolvimento com valorização do trabalho


A construção de uma nova política industrial que propicie o crescimento e desenvolvimento do Brasil passa, necessariamente, pela valorização do trabalho. Em síntese, esse foi o recado dado por cerca de 250 metalúrgicos - dentre eles trabalhadores de base, dirigentes e lideranças sindicais - que estiveram reunidos nos dias 8 e 9, em Betim (MG), na Plenária Nacional da Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (FITMetal).
O evento reuniu, aproximadamente, 25 sindicatos da categoria espalhados por todo país, a maioria ligada à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
O presidente da FITMetal, Marcelino da Rocha, ressaltou que a plenária ratificou o trabalho que a entidade já realiza há dois anos, com destaque para a unificação das ações e das bandeiras de luta de metalúrgicos e trabalhadores classistas. 
Marcelino acentuou, ainda, que, neste período, a entidade cresceu, também, do ponto de vista representativo, pois, atualmente, já reúne cerca de 350 mil metalúrgicos em todo Brasil, particularmente trabalhadores de montadoras e dos setores de autopeças, naval e eletroeletrônico.
Calendário de lutas
Sob o lema “Construir uma nova política industrial brasileira comvalorização do trabalho”, a plenária propiciou aos metalúrgicos a oportunidade de assistir e participar de debates com temas importantes para a classe trabalhadora, dentre os quais a análise da conjuntura econômica internacional e nacional e seus reflexos sobre os trabalhadores e o movimento sindical; a valorização do trabalho no processo de industrialização e desindustrialização; além das questões relativas à unicidade e pluralismo sindical. 
Após terem feito um balanço das ações levadas a cabo pela FITMetal em seus dois anos de história, os participantes da plenária realizaram a eleição da nova diretoria - que não sofreu grandes alterações em seu quadro, aprovaram um calendário de lutas para o próximo biênio, com destaque para as ações que reforcem as campanhas unificadas das centrais sindicais brasileiras em temas de interesse geral dos trabalhadores; redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem diminuição dos salários; fim do Fator Previdenciário; implantação de um Contrato Coletivo Nacional por ramo de atividade e, principalmente, a luta por um novo projeto de desenvolvimento para o Brasil, com valorização do trabalho.
 Análise de conjuntura
Coube ao jornalista Umberto Martins, assessor da CTB, a palestra de abertura da Plenária Nacional da FITMetal, na noite da sexta-feira 8, que teve como tema “A análise de conjuntura mundial e nacional”.
Martins fez uma abordagem da crise econômica mundial que, segundo ele, pelo menos desde 2007, atinge alguns dos principais países do mundo, e traz reflexos para a classe trabalhadora, “vítima do desemprego, arrocho salarial e de uma ‘feroz’ ofensiva contra os direitos sociais”.
Para o assessor da CTB, embora o Brasil não esteja imune aos reflexos desta crise, a política de valorização do salário mínimo, iniciada ainda no governo Lula, aliada à redistribuição de renda, redução do desemprego e aumento real dos salários, são medidas que fortaleceram o mercado interno, ampliando o consumo das famílias, o que acabou por ajudar na redução dos impactos negativos sobre a economia do país. 
“O maior efeito da crise tem se dado através do processo de desindustrialização da economia nacional, com as perdas no mercado interno e a desnacionalização de muitas empresas”, exemplificou. Martins defendeu a formação de uma ampla unidade dos sindicatos, das centrais sindicais e da classe trabalhadora, de modo a resgatar a agenda de ações definida durante a realização da segunda Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), em junho de 2010, em São Paulo, que ratificou algumas das principais bandeiras de luta da classe, como a redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários, a reforma agrária, ratificação da convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) – que proíbe a demissão imotivada, dentre outras reivindicações.
Valorização do trabalho
No segundo dia de debates, no sábado 9, o vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, fez uma explanação sobre a valorização do trabalho nos processos de industrialização e desindustrialização.
Segundo ele, para fazer frente ao problema da desindustrialização, o Brasil precisa ter uma indústria forte, competitiva e com alta produtividade. “O carro-chefe do crescimento econômico tem que ser a indústria”, afirmou.
De acordo com Santana, para os trabalhadores, o crescimento econômico é condição necessária para valorizar o trabalho. “Com uma economia pujante, o ambiente se torna mais favorável para realizar boas campanhas salariais, ter mais e melhores empregos e maiores salários”, argumentou.
Nivaldo Santana também defendeu medidas mais ousadas do governo Dilma Rousseff para retirar o país do cenário de estagnação econômica.Para ele, o governo deve persistir em medidas como a redução gradual dos juros, aumento dos investimentos públicos e privados e, sobretudo, incorporar nesta agenda uma “política de valorização do trabalho, com criação de empregos de qualidade e bem remunerados”.
“Combater a desindustrialização é uma grande bandeira de luta em prol do progresso do país e do emprego de qualidade”, afirmou. O fortalecimento dos sindicatos começa pelos princípios de unidade, baseada na unicidade sindical, que é o principal mecanismo para evitar a fragmentação e a formação de sindicatos por empresa, afirmou, em sua palestra sobre unicidade e pluralismo sindical, o secretário-geral da CTB, Pascoal Carneiro.
Segundo ele, a CTB defende o aperfeiçoamento do sistema sindical brasileiro, com vistas ao fortalecimento do sindicalismo, da representação dos trabalhadores, do poder de negociação das entidades, com observância das regras e normais mais favoráveis, mas, principalmente, da capacidade de luta dos sindicatos pelo direitos do trabalhadores, de modo a não permitir o enfraquecimento dos sindicatos. “Defendemos a contribuição sindical compulsória como fonte de sustentação financeira dos sindicatos, pois, para fazer a luta contra o capital, os sindicatos precisam ter recursos”, ressaltou.
Unicidade sindical
Durante a palestra, o secretário-geral da CTB foi taxativo ao defender a unicidade sindical como um sistema de organização representativo mais democrático que a pluralidade sindical, considerado um modelo “individualista, formado por correntes políticas de pensamento único”, e que apenas representa os trabalhadores associados aos sindicatos.
De acordo com Pascoal, dentre outras características, a unicidade sindical tem a vantagem de ser organizada por categoria econômica e profissional, conta com uma só entidade representativa da categoria, além de ter o sindicato como base de sustentação de todo sistema e com o poder de representar e negociar por todos os trabalhadores, associados ou não.
“Defendemos o aprofundamento da liberdade sindical, com a instituição do direito de organização no local de trabalho, com caráter unitário vinculado ao sindicato, com estabilidade no emprego, com eleição da qual participem todos os trabalhadores de base, com este pleito sendo organizado e coordenado pelo Sindicato”, acrescentou.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Blog da CTB MG

domingo, 17 de junho de 2012

Janio de Freitas entrou para o Clube Nextel?


Miguel do Rosário n'O Cafezinho

Publico o artigo de Janio de Freitas com um aperto no coração, pois ele desmoraliza de vez, para mim, um dos últimos nomes em que eu acreditava na grande imprensa. Freitas inicia o texto fazendo um ataque pesadíssimo à CPI, e aí o leitor espera que ele vá revelar alguma coisa nova, grave, para validar seu argumento. Traz um assunto apenas, surrado, sobre a casa do… Agnelo!

Algumas considerações rápidas sobre o texto de Freitas:
  1. A casa de Agnelo não tem nada a ver com o foco da CPI do Cachoeira. Portanto, é ridículo Freitas pretender desqualificar a CPI por “não investigar” a fundo a casa de Agnelo. O que aliás é uma mentira imbecil, visto que a CPI quebrou os sigilos de Agnelo por 10 anos, de maneira que qualquer problema com a casa do governador será encontrado.
  2. Freitas diz que a casa foi comprada por 400 mil reais e hoje vale 3 a 5 milhões. Ora, eu comprei o meu apartamento na Lapa por 56 mil reais e hoje ele vale 250 a 300 mil reais. A valorização da casa de Agnelo é totalmente normal. Mais uma mentira imbecil de Freitas, portanto.
  3. O jornalista também lança suspeitas sobre o governador acerca de sua suposta omissão na denúncia imediata dos roubos cometidos na gestão anterior, visto que Agnelo teria recebido os vídeos em primeira mão. Ora, mais uma ilação idiota, pois a quebra de sigilo do governador também poderá ajudar a verificar esse tipo de esclarecimento. Repare que nem defendo Agnelo, o que eu acho bizarro é Freitas atacar a CPI por suas virtudes. Se Freitas tem alguma desconfiança de Agnelo, deveria estar satisfeito pela CPI ter quebrado seus sigilos por 10 anos, não?
  4. De qualquer forma, as desconfianças de Freitas em relação a Agnelo, além de me parecerem descabidas, não têm nada a ver com o foco da CPI, que é investigar o esquema Cachoeira. Se formos usar a CPI para investigar todos os maus feitos de todos os governadores, em relação a todos os assuntos, beneficiaremos o Clube Nextel. CPI tem que ter foco.
  5. Na segunda parte do texto, Freitas faz elocubrações confusas sobre a Delta, e deita considerações arrogantes sobre o que a CPI deveria ou não fazer, no momento em que ele , Janio de Freitas, acha certo. O presidente da CPI, Vital do Rego, deu entrevista ao UOL, pertencente à mesma empresa que paga os salários de Janio de Freitas. Ele não viu a entrevista? Rego diz que Cavendish será chamado a seu devido momento, depois que os parlamentares conseguirem se aprofundar um pouco mais na papelada que está chegando à CPI. Não adianta nada chamar depoentes sem uma anterior coleta de informações. Além do mais, é ridículo alegar blindagem da Delta, depois da quebra de sigilo nacional da empresa, da publicação de todos os contratos da empresa com o governo federal na internet, da devassa feita pelo CGU e posterior declaração de sua inidoneidade.
  6. Diante de um ataque tão rasteiro, tão mal fundamentado, só me resta a triste conclusão de que Freitas tem rabo preso com o esquema Cachoeira e quer ver a CPI afundar. É isso, ou ele é burro. Bem prefiro acreditar que ele é simplesmente burro. 
  7. A postura de Freitas revela a decadência moral profunda da imprensa tradicional. Se Freitas fosse um blogueiro, e esse texto fosse um post, a seção de comentários seria abarrotada com críticas bem fundamentadas apontando suas incoerências bizarras, o que constrangeria profundamente o jornalista. Como ele escreve lá no alto do pedestal de sua coluna em jornal impresso, ninguém pode protestar.
Video sobre a matéria:

Fonte texto: Blog O Esquerdopata


Sarau comemora aniversário do Movimento Popular da Mulher


O professor Gilson Reis participou nessa sexta-feira (15/06) de um Sarau de Poesia em comemoração ao aniversário do Movimento Popular da Mulher – MPM no Clube Mineiro da Cachaça. Cerca de 20 mulheres se reuniram para comemorar a luta pela emancipação feminina com declamação de poesias e muita cantoria.


Poetas como Cecília Meirelles, Adélia Prado, Lya Luft entre outras e outros, fizeram parte da noite. O sarau começou com o poema Dolores, lido pela presidente do MPM Bebela. Gilson também declamou uma poesia de sua autoria, feita há alguns dias atrás ao ser desafiado, no dia da cachaça, comemorado no mesmo bar, a escrever. O professor, que revelou seu lado poeta, foi muito aplaudido e se disse feliz com o reconhecimento. A comemoração ainda teve parabéns e bolo.


De Belo Horizonte, Sheila Cristina


Fonte texto: Blog do Gilson Reis

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Serra vai depor na CPI do Cachoeira?


Em sessão realizada hoje (14), a CPMI do Cachoeira decidiu convocar mais dez pessoas para depor nos próximos dias. Entre elas, a esposa do mafioso, Andressa Mendonça, o jornalista Carlos Bordoni – que disse ter recebido das mãos de Marconi Perillo R$ 40 mil por serviços de rádio durante a campanha do tucano – e Lúcio Fiúza, ex-assessor do governador de Goiás.  


Por maioria, os parlamentares que integram a comissão optaram por não convocar, por enquanto, o dono da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, e o ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot. A decisão gerou protestos. Alguns tucanos inclusive fizeram uma encenação para exigir a imediata convocação de ambos.

Contratos com a Delta e Paulo Preto

Mas eles deveriam ser mais cautelosos. Afinal, os depoimentos do chefão da Delta e do ex-diretor do Dnit podem respingar num tucano de alta plumagem. A construtora realizou obras bilionárias em São Paulo na gestão de José Serra e Pagot já denunciou à revista IstoÉ um esquema de corrupção que envolvia o famoso Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, muito ligado ao ex-governador.

Não é para menos que um requerimento já foi apresentado à CPMI pedindo a convocação de José Serra. De autoria do deputado Doutor Rosinha (PT-PR), ele também inclui o explosivo Paulo Preto e parte da justificativa de que Serra deve explicações sobre o crescimento dos contratos da Delta entre 2005, quando o tucano foi prefeito, e 2010, quando deixou o governo estadual. Será que o eterno candidato, que agora disputa a prefeitura paulistana, vai ser convocado para depor? A ver!

Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Blog do Miro.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Do Amazonas ao Caribe, de canoa. O legado da revolução cubana por um mundo mais sustentável

A Associação Cultural Jose Marti de MG, Associação Cultural Jose Marti do RJ, Casa da América Latina, Clube de Engenharia, Espaços Cultural Diálogos do Sul, Fórum Social Mineiro, MST  convidam para as seguintes atividades durante a realização da Cupula dos Povos, no Rio de Janeiro



DIA 18 DE JUNHO - 18h30m
Clube de Engenharia -auditório do 25º andar  à Av. Rio Branco, 124- Centro- RJ

Por uma cultura da natureza e do ser humano - A Expedição do Amazonas ao Caribe, de canoa

Apresentação de documentário de 30 minutos sobre as principais contribuições para a ciência e o meio ambiente resultantes da expedição e debate com o sr. Angel Graña, da Fundação Antonio Nunez Jimenez, de Cuba, e vice-presidente da Federação Latinoamericana de Espeleologia.

Para a nossa atividade sobre a Cultura da Natureza e do Ser Humano, o sr. Angel Graña, que esteve ano lado do capitão do exército rebelde  Antonio Núñez Jiménez  na expedição  tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, do Amazonas ao Caribe, vai falar dos resultados obtidos nesta epopéia latinoamericana.


Participou como Geógrafo na histórica expedicão  En Canoa del Amazonas al Caribe juntamente com três dezenas de homens e mulheres de países como o Brasil, Colombia, Equador, Peru que navegaram cara ao sol durante várias semanas, com o objetivo de descobrir por via da ciência a insondável riqueza que guarda esta terra verde levando a bandeira da solidariedade latinoamericana,  e da cultura da natureza e do ser humano.

O sr. Graña trouxe com ele um vasto material que  e peço a todos que estimulem uma agenda durante o período de 15 a 23 de junho para que ele possa divulgar ao máximo mais este legado da revolução cubana.

DIA 19 DE JUNHO - 18h30m
Clube de Engenharia -auditório do 25º andar  à Av. Rio Branco, 124- Centro- RJ

As três questões centrais do problema ambiental 
Apresentação do engenheiro civil Luiz Carlos dos Santos que participou da Conferencia Mundial de los Pueblos sobre el Cambio Climático y los Derechos de la Madre Tierra em Cochabamba, Bolívia
Capitalismo e Sustentabilidade, incompatibilidade de gênios O enfoque está na dignidade e na salvação do Homem.  Apresentados os três únicos vetores do problema ambiental e como eles vêm se agravando. Em seguida apresentamos os quatros principais dificuldades para o tratamento do problema.

A partir do conceito de Pegada Ecológica, definimos uma grandeza que nos permite estabelecer a equação da relação do Homem com a Terra.
Da relação estabelecida, o objetivo é apresentar uma alternativa para alcançar um desenvolvimento menos agressivo ao meio ambiente.
Para realizar essa análise são apresentadas algumas evidências sobre renda, população e pegada ecológica para, posteriormente discutir como uma redistribuição de renda afeta a relação do homem com a terra.
Luiz Carlos F. Santos, empresário e ex-Secretário de Obras e Serviços Públicos e de Urbanismo da Cidade do Rio de Janeiro.

Fonte texto: Blog da Associação Cultural Jose Martí

A BOÇALIDADE ABISSAL DA FOLHA DE S.PAULO


CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR A BESTEIRA



















Em sua edição digital de hoje, o house organ tucano apresenta sua mais recente contribuição semântica à lingua pátria. Bem provável que, depois da cratera com 15 metros de altura, os gênios da raça que habitam a Alameda Barão de Limeira, 425, criem uma torre com 15 metros de profundidade.

Fonte texto: Blog Cloaca News.

A comunicação nos Brics e no Mercosul


Do sítio do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Comunicação e Telecomunicação nos países do BRICS e do Mercosul foi o tema de debate realizado na noite desta quarta-feira (6), em São Paulo. Promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Socicom e Barão de Itararé, a atividade faz parte do Ciclo de Debates Panorama da Comunicação e Telecomunicações. Irene Gurgel do Amaral, bolsista do Ipea, e Renata Mielli, do Barão de Itararé, compuseram a mesa. A mediação ficou por conta de João Claudio Garcia, jornalista do Ipea. O professor Marcos Dantas (Universidade Federal do Rio de Janeiro) teve problemas de agenda e não pode comparecer.


Amaral apresentou a pesquisa publicada no Panorama da Comunicação e das Telecomunicações 2011/2012, lançado pelo Ipea. A pesquisa busca analisar o atual estágio dos sistemas de comunicação e telecomunicação de países do Mercosul e dos chamados BRICS. “A intenção, ao levantar as questões desses países, é discutir a ideia de uma suposta marginalização digital”, explica. “Existe uma acessibilidade maior aos meios tecnológicos e, embora as estatísticas sejam interpretativas, cresceu expressivamente a inclusão digital nesse sentido”.

Segundo Amaral, a telefonia móvel foi a que mais cresceu no setor. “É possível encontrar empresas de telefonia móvel do Brasil entre as maiores empresas do mundo”, diz. Ela destacou, principalmente, o crescimento da indústria de telecomunicações. A convergência midiática também foi abordada por Amaral; a migração de publicidade para as plataformas digitais aumentaram, de acordo com ela.

“A infraestrutura da Internet enfrenta o desafio de chegar às regiões mais remotas dos países, o que só a Rússia tem feito até o momento”, pondera. Segundo ela, “a pesquisa busca verificar de que forma as alternativas para a expansão da Internet e a inclusão digital estão sendo construídas”. Ela dividiu a pesquisa em duas frentes: a primeira seria em torno da infraestrutura de tecnologia para inclusão digital nos BRICS e Mercosul . A segunda seria a relação dos lugares estudados com o novo contexto tecnológico, incluindo suas regulações específicas.

Massificação x universalização do acesso

Na avaliação de Renata Mielli, Amaral apresenta um panorama geral sobre o setor nos países em questão. Em sua opinião, o cenário conflituoso em torno da ausência de regulação no setor é um indicativo de que algo está errado. “A legislação do setor é anacrônica e defasada. O Brasil adotou um caminho inverso ao de outros países estudados, pois é cada vez mais difícil separar radiodifusão e telecomunicação”, afirma.

Ela defendeu a necessidade de ampliar a participação da sociedade civil no processo de regulamentação e debate em torno das políticas de comunicação e telecomunicação. “Uma regulação que preconize a convergência digital é um desafio para os países BRICS e Mercosul. O regime de prestação do serviço, público ou privado, é uma questão bastante importante para a democratização do acesso”, diz.

O quadro atual, segundo ela, é baseado na competição. “Nós temos mais de 200 milhões de celulares porque 80% dos planos são pré-pagos; os benefícios, geralmente, são limitados apenas para quem usa a mesma operadora, além de o serviço ser caríssimo”, afirma Mielli. Para ela, o celular é um aparelho multimídia, o que torna o tipo de prestação de serviços ainda mais importante. “O governo trabalha com o termo ‘massificação’, em relação ao serviço de telecomunicação. O termo que eu acho correto é universalização”, opina. A exclusão, segundo ela, é digital e social, devido a essa opção mercadológica.

Em relação à Internet e à banda larga, Mielli acredita que devem ter gestão pública. “É preciso separar as estruturas dos serviços. A infraestrutura deve ser pública e, depois, distribui-se as licenças para os serviços. Não se trata de defender uma reestatização dos serviços, mas um controle público para garantir o acesso e a qualidade dos serviços”, diz.

Confira a agenda completa e programe-se:

-30 de maio: Regulação da Comunicação e Telecomunicações, com Monique Menezes (bolsista do Ipea); Venício Lima (professor aposentado da UnB) e Marco Schäffer (assessor da presidência do Ipea).

-6 de junho: Comunicação e Telecomunicações nos países BRICS e Mercosul, com Irene Gurgel do Amaral (bolsista do Ipea); Marcos Dantas (professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e João Claudio Garcia (jornalista do Ipea)

-13 de junho: Mapa cognitivo: Ensino da Comunicação no Brasil, com Maria Cristina Gobbi (bolsista do Ipea); Igor Fuser (coordenador do curso de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero) e Mirlene Bezerra (jornalista do Ipea).

-20 de junho: Serviços, aplicativos e conteúdos digitais multiplataformas – Avanços no campo público da televisão digital, com Cosette Castro (bolsista do Ipea); Diogo Moisés (assessor da Empresa Brasil de Comunicação/TV Brasil e Coletivo Intervozes) e Fernanda Carneiro (jornalista do Ipea)

-4 de julho: Perspectivas e análises das tendências profissionais e ocupacionais para a área de comunicação no Brasil, com Andréa Fernandez (bolsista do Ipea); Marcia Quintanilha (diretora da Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj) e Pedro Cavalcanti (jornalista do Ipea).



Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Blog do Miro.

domingo, 10 de junho de 2012

Cúpula Social apoia proposta de novo organismo regional na AL


A Cúpula Social paralela à 42ª Assembleia da Organização de Estados Americanos (OEA) respaldou nesta segunda-feira a luta dos presidentes Evo Morales, da Bolívia, e Rafael Correa, do Equador, para a criação de um novo organismo regional e um novo sistema latino-americano de direitos humanos que não responda a ditames extrarregionais.

A Cúpula Social congrega delegações e representações sociais do Peru, Chile, México, Argentina, Chile, Equador, Brasil, Venezuela e Bolívia, entre outros países.

Ao ritmo de uma tradicional dança boliviana, ambos os mandatários foram elogiados pela firme proposta apresentada à OEA, sobre a criação de um novo organismo regional, o direito marítimo da Bolívia, a libertação dos cinco patriotas cubanos e a recuperação das Ilhas Malvinas pela Argentina.

"Como chilenos pensamos que é o desaparecimento de uma coisa antiga e o nascimento de algo bom. Esta organização deve ser profundamente anti-imperialista e em sua agenda deve constar a recuperação dos recursos naturais para cada povo, deve refletir a verdadeira integração dos povos", afirmou Juan Cuevas, representante da União Bicentenário do Chile.

"Não queremos ser colônia norte-americana", gritaram em uníssono os delegados – indígenas, trabalhadores e camponeses de diferentes países, que desfraldavam suas bandeiras e mostravam cartazes em apoio aos presidentes dos países que fazem parte da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba).

Vídeo sobre a matéria:

Fonte texto: Blog do Gilson Reis

quarta-feira, 6 de junho de 2012

JOSÉ SERRA E SEU MINISTÉRIO - IMAGINE SE ELE FOSSE ELEITO EM 2010

Imaginem se o Serra se elegesse em 2010.


Vice Presidente: Índio da Costa
Ministro Chefe da Casa Civil: Demóstenes Torres;
Ministro da Justiça: Gilmar Mendes;
Ministro da Agricultura: Marconi Perillo;
Ministro de Jogos e Turismo: Carlinhos Cachoeira;
Ministro da Educação: Walter Paulo Santiago;
Ministro das Comunicações: Roberto Civita;
Secretário de Comunicação Social: Policarpo Júnior
Ministro da Imprensa e Propaganda: Herr Reinaldo Goebbels;
Ministro da Fazenda: Sardenberg ou Míriam Leitão;
Ministério das Crianças e dos baixinhos: ACM Neto.


TEXTO - VINCENT VAN BLOGH

O BLOG ACRESCENTA:

MINISTRO DO MEIO-AMBIENTE: RONALDO MOTOSSERRA CAIADO
MINISTRA DO PLANEJADESMATAMENTO: KÁTIA ABREU 
CHEFE DA ABIN: ARAPONGA DADÁ
MINISTRO DAS CIDADES: PAULO PRETO
GURU PARA ASSUNTOS ALEATÓRIOS: MERVAL PEREIRA

CONCLUSÃO: ESTARÍAMOS FU)!)&$ e MUITO, MUITO, MUITO, MAL PAGOS.

É POR ESSA E POR OUTRAS, QUE O LULA ESTÁ CERTO !

Fonte texto: 007BONDeblog

terça-feira, 5 de junho de 2012

JUSTIÇA MANDA SOLTAR ARAPONGA DE CACHOEIRA - DADÁ HOJE, OS DEMAIS AMANHÃ.

DADÁ NÃO PODE CONVERSAR COM POLICARPO JR.

Onde passa boi, passa boiada. Dadá é o primeiro a sair, qualquer hora será o Cachoeira.


A Terceira Turma do TRF 1a. Região - Brasília - Concedeu ontem Habeas Corpus ao araponga Idalberto Matias, ex-sargento da Aeronáutica e um dos acusados de pertencer ao esquema criminoso da jogatina liderado por Carlos Cachoeira.

Segundo determinação judicial ele responderá em liberdade à sua possível participação na ação penal.

Dadá não pode sair de Brasília, tem de comparecer todas as vezes em que for convocado pela Justiça e não pode manter contato com as empresas mencionadas nos autos, até o fim do processo. 

Dadá está ainda impedido de "instalar novas escutas ilegais".


DADÁ

FUI !!!!!
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: 007BONDeblog

sexta-feira, 1 de junho de 2012

LULA NA TELEVISÃO - O ÔNUS DA PROVA FICA COM GILMAR MENDES


'Quem inventou a história, que prove'.
Ex-Presidente Lula - No Programa do Ratinho - SBT

Ao lado de um muito sem graça e meio deslocado Haddad, o ex-Presidente Lula esteve ontem no Programa do Ratinho. A presença de Lula no SBT já estava sendo anunciada muito antes da polêmica com o Ministro Gilmar Mendes, assunto aliás que só foi tocado no final da entrevista.

Lula disse que não queria ficar alimentando polêmica sobre o fato e que quem fez a acusação que prove o que disse, e que quem quiser que acredite ou não acredite.



O Ministro Marco Aurélio de Mello concedeu entrevista a Folha.com -Poder - e tocou no episódio do julgamento do mensalão e na participação de Lula na referida questão.


É "legítimo" e "normal" que o ex-presidente Lula manifeste opinião sobre a data que considera mais conveniente para o julgamento do mensalão, afirmou o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (30).

Marco Aurélio é o segundo mais antigo dos atuais 11 ministros do Supremo, órgão responsável por julgar os acusados do mensalão. "Por que é aceitável? Primeiro porque é um leigo. Leigo na área do direito. Na área da política, não. Segundo, porque ele integra o partido, o PT", disse.

O efeito dos assassinatos de reputação sobre as famílias

Mario Sabino
Um dos piores 

Nessa loucura que tomou conta da mídia, de sair atirando contra quem passa pela frente, o maior fator de pressão é o que ocorre com as famílias das vítimas. É por aí que esses assassinos da honra atuam.

Acabo de chegar de um evento em que estava a sogra do ex-Ministro Orlando Silva. Primeiro, as reportagens falsas e escandalosas em torno do terreno que adquiriu. Depois a história jamais confirmada, do dinheiro que teria recebido na garagem do Ministério. Finalmente, os ataques à família, acusando a esposa, pelo fato de trabalhar em uma peça de teatro que tinha patrocínio de uma estatal.

A CBN abriu espaço para o senador Demóstenes Torres dizer que a família inteira teria que ser presa. Durante todo o tiroteio, a esposa de Orlando quedou em depressão brava, assim como outros familiares.

No Brasilianas de segunda, a procuradora federal Eugênia Gonzaga contando que, depois que entrou com uma representação contra um abuso em TV, foi alvo de ataques do colunista Arthur Xexéo, tentando desmoralizá-la. Depois do programa narrou o drama em família, os efeitos dos ataques sobre ela própria e sua mãe.

Até hoje, entrando-se no Google, o nome da juíza que deu a sentença favorável à representação aparece com dezenas de links depreciativos. O mesmo aconteceu com o presidente do TRF3, Newton de Lucca, quando ousou propor uma habeas mídia – um procedimento que permitisse às vítimas ter direito rápido de resposta.

Em Manaus, a médica Bianca Abinader é alvo, há anos, da campanha sistemática movida por um lunático, o radialista Ronaldo Tiradentes, valendo-se de uma concessão pública e da representação da CBN Manaus. Sem que as Organizações Globo movam uma palha para interromper a escalada insana. 

Há dois anos conversei com o diretor de uma estatal, alvo de uma dessas campanhas sistemáticas. Ele me contava o drama que era a filha chegar da escola ouvindo das coleguinhas ataques aos pais.

Eu mesmo vivi essa realidade, quando Roberto Civita colocou um desequilibrado para me atacar. As filhas mais velhas se reuniram com a esposa e montaram um pacto de não me trazer os dramas que viviam, para não me derrubar. Toda manhã, as caçulas iam para a escola nos deixando com o coração na mão, sem saber se as infâmias chegariam até elas. Durante a noite, o sofrimento surdo e obsessivo da esposa, ficando até de madrugada lendo o esgoto que escorria do portal da Abril e impotente, indignada com a falta de limites e de lei.

No dia em que a atacaram, escrevi um post indignado. Pressentiram que poderia estar ali a vulnerabilidade emocional da família e concentraram ataques em seu blog.

É por aí que esses assassinos de reputação atuam, afetando diretamente familiares. Pessoas que estão dispostas a enfrentar esse banditismo, quando veem o que os familiares estão sofrendo, perguntam-se se têm o direito de continuar a lutar. Mesmo assim, há os que resistem movidos por um único sentimento: o da indignação.

Guardarei para sempre a reação da caçula, de apenas 9 anos. Como é desligadinha, ficamos tranquilos achando que o clima terrível não a afetaria. Até o dia em que, na aula, alguém comentou que o pai assinava a revista Veja. Na mesma hora ela se levantou e informou:

- Não gosto da Veja porque falou mal de meu pai.

Em nome de todas as vítimas, em reação a todas essas infâmias continuadas, é que não se pode mais demorar na regulamentação da mídia, do direito de resposta.

O STF não pode ficar surdo a esses abusos continuados.