Durante décadas, a arqueóloga Linda
Manzanilla perseguiu o declínio de Teotihuacán, o
momento do fim da Cidade dos Deuses, o grande incêndio que, como pensava há
muito tempo, determinou seu declínio. Foi se aproximando pouco a pouco, como
quem entalha em obsidiana os segredos do passado, até que os resultados da
pesquisa no palácio de Xalla, um enorme complexo não muito distante da Pirâmide do
Sol, chegaram às suas mãos. Teotihuacán caiu em grande parte pelo
fogo, ela não tem dúvida alguma. Os testes de carbono 14 e de arqueomagnetismo
datam o grande incêndio em torno do ano de 575. “Os edifícios da Calçada dos
Mortos, os espaços da elite –como Xalla– foram incendiados”, explica a
pesquisadora.
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020
História - Teotihuacán, a Cidade dos Deuses no México
História de um velho palácio ilumina a luta de classes que levou a urbe multiétnica ao colapso há quase 1500 anos
domingo, 25 de junho de 2017
Uma revolução acontece no México — mas a mídia “não sabe”
O que começou como uma greve dos professores contra a privatização da
Educação no país, se espalhou em manifestações, bloqueios e comunas. O EZLN,
histórico grupo revolucionário, notificou o governo que não irá tolerar a
violência institucional praticada contra a população.
Em um comunicado divulgado na sexta-feira, 17 de
junho, os zapatistas colocaram as seguintes questões relacionadas com a greve
em curso dos professores nacionais no México:quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Desaparecimentos forçados no México são marcados pela negligência das autoridades
O desaparecimento forçado de pessoas no México é marcado pela impunidade, investigações negligentes e números subestimados.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Para especialistas, política proibicionista agravou feminicídios relacionados ao narcotráfico no México
40% dos feminicídios da primeira década dos anos 2000 ocorreram após escalada da ofensiva do governo mexicano contra cartéis, em 2007; 'não há política que gere mais violência do que a da proibição', pontua pesquisadora

Uma mulher chega a uma delegacia de polícia no México. Sua filha saiu de casa e não voltou. A moça disse que voltaria, mas não se sabe nada sobre ela. “Ela deve ter fugido com o namorado”.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Turistas mexicanos espancam ladrão em Natal-RN
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Argentina teve 340 campos de concentração
Nu, encapuzado, acorrentado pelos pés e obrigado a permanecer agachado. Sem poder se mexer ou falar, as horas iam ficando cada vez mais pesadas na escuridão das chamadas “cuchetas” – cubículos de 80 centímetros de altura, sem teto e de paredes de divisórias de madeira. A estrutura vazada permitia aos guardas monitorar todos os prisioneiros
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Mídia: Inglaterra e México avançam e Brasil não sai do lugar

Se na Inglaterra os partidos firmam acordo para regulação de jornais, revistas e internet, e no México o novo governo apresenta projeto de alterações no marco regulatório das comunicações com vistas a quebrar o oligopólio, no Brasil as autoridades descartam qualquer iniciativa.
Na Inglaterra, foi anunciado acordo entre os três principais partidos ingleses – Conservador, Trabalhista e Liberal Democrata – para regulação da imprensa (jornais, revistas e internet) apenas quatro meses após a publicação do Relatório Leveson.
Os principais pontos a serem incluídos na Carta Régia que dará amparo legal ao novo órgão regulador são: a escolha dos membros (no mínimo quatro e no máximo oito e um presidente) deve ser “independente, justa e transparente”; os membros indicados pela mídia não podem manter cargos de editores ou publishers nem ser deputados ou senadores; a maioria dos membros deve ser “independente da imprensa”; o novo “código de conduta” deve descrever parâmetros “especialmente no tratamento de pessoas para obtenção de material jornalístico”; avaliar o respeito à privacidade quando não houver interesse público suficiente para quebrá-la; recomendar rigor das informações e a necessidade de prevenir interpretações equivocadas; deve ser criada uma linha direta para reclamações sobre quebra de conduta por parte de jornalistas; decisões sobre reclamações de quebra de conduta serão tomadas pelo órgão regulador antes de encaminhadas à Justiça; o órgão regulador terá o poder de aplicar sanções financeiras (com valor de até 1 milhão de libras esterlinas, ou cerca de R$ 3 milhões).
No México, o novo governo do presidente Enrique Peña Nieto apresentou projeto de alterações no marco regulatório das comunicações com vistas a quebrar o oligopólio de conglomerados, como América Móvil e Televisa, e promover a concorrência no setor.
O projeto prevê a instituição de um novo órgão regulador com poderes para obrigar a venda de ações de empresas com mais de 50% do mercado, além de multas e regulação de preços para beneficiar empresas menores. Será criada uma infraestrutura estatal de telecomunicações que possibilite o acesso à internet para 70% dos domicílios e 85% das empresas do país.
No que se refere à televisão aberta, o projeto prevê a entrada de duas novas redes de transmissão digital, além de um canal estatal nacional com programas educacionais e culturais. As redes existentes seriam obrigadas a oferecer programação gratuita para operadoras de TV a cabo, sem custo. Prevê-se ainda a eliminação de qualquer restrição ao investimento estrangeiro no setor.
O projeto está em tramitação na Câmara dos Deputados.
E na Terra de Santa Cruz?
Enquanto avanços ocorrem em países tão distintos como a Inglaterra e o México – sem mencionar países vizinhos latino-americanos –, no Brasil autoridades governamentais descartam qualquer iniciativa no que se refere à regulação do setor de comunicações. Ignora-se o que acontece no resto do mundo e se interdita até mesmo o debate público, deliberadamente confundido com ameaças à liberdade de expressão.
É como se, na Terra de Santa Cruz, questões decorrentes das inovações tecnológicas e da ausência de regulamentação de normas e princípios inscritos na Constituição, há um quarto de século, simplesmente não existissem.
Resta à sociedade civil organizada prosseguir trabalhando para mobilizar a “vontade das ruas”.
Todo apoio, portanto, à campanha liderada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), “Para expressar a liberdade – uma nova lei para um novo tempo”, e ao esforço para a elaboração de uma proposta que possa se transformar em Projeto de Lei de Iniciativa Popular.
Existe alguma alternativa?
Vídeo sobre a matéria:
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Uso propagandístico de pesquisas marcou campanha no México
O processo eleitoral em curso foi marcado pelo uso das pesquisas como um mecanismo de proselitismo. De outubro a junho foram difundidas ou reproduzidas 3.441 peças vinculadas a diversas sondagens. Além disso, o processo transcorreu em meio a acusações de compra e coação de voto. Neste contexto, considerando o volume de votantes, haverá cinco regiões chave para o resultado, entre as quais se destacam como as duas primeiras, o estado do México, de onde surgiu Peña Nieto, e o Distrito Federal, que já foi governado por López Obrador.

Como ocorre a cada seis anos, o primeiro domingo de julho é marcado no México pela disputa para a Presidência da República. Também será renovado o Congresso do país, fator chave para definir a margem de governabilidade do futuro mandatário: 128 senadores e 500 deputados serão eleitos neste domingo.
Nesta disputa, a primeira presidencial com um novo marco legal derivado da reforma eleitoral de 2007-2008, participam: Josefina Vázquez Mota (PAN); Enrique Peña Nieto (coalizão PRI-PVEM); Andrés Manuel López Obrador (coalizão PRD, PT e Movimento Cidadão), e Gabriel Quadri de la Torre, pelo Partido Nova Aliança.
O processo eleitoral em curso foi marcado pelo uso das pesquisas como um mecanismo de proselitismo. De outubro a junho foram difundidas ou reproduzidas 3.441 peças vinculadas a diversas sondagens. Além disso, o processo transcorreu em meio a acusações de compra e coação de voto. Neste contexto, considerando o volume de votantes, haverá cinco regiões chave para o resultado, entre as quais se destacam como as duas primeiras, o estado do México, de onde surgiu Peña Nieto, e o Distrito Federal, que já foi governado por López Obrador.
O estado do México tem mais de 10 milhões de eleitores, que equivalem a soma dos cidadãos que poderão votar em Aguascalientes, Baja California, Campeche, Colima, Nayarit, Querétaro, Quintana Roo, Morelos, Tlaxcala, Durango e Yucatán. Sem essas dimensões, a capital do país, tem o segundo maior aporte de votes: 7,2 milhões. A lista dos cinco estados com maior número de eleitores é completada por Vera Cruz (5,5 milhões), Jalisco (5,2 milhões) e Puebla (3,9 milhões).
O novo modelo de campanhas
Concluídas as campanhas mais curtas da história, com apenas 90 dias, 79 milhões 454 mil e 802 cidadãos irão às urnas neste domingo. O encurtamento da campanha não impediu a saturação propagandística com mais de 40 milhões spots transmitidos. Os partidos submeterão hoje à prova das urnas a eficácia de suas propostas, a penetração de sua propaganda, o carisma de seus candidatos e, inclusive, o efeito das desqualificações de seus adversários. Noventa dias de mensagens políticas que, neste período, diluíram os 60 mil mortos provocados pela guerra contra o narcotráfico, a violência extrema que atingiu o país, de um modo que não havia sido vivido até o período dos últimos seis anos.
As campanhas ocorreram também em um contexto econômico mundial muito adverso com a crise europeia e o consequente impacto no valor da moeda mexicana e nas expectativas de crescimento econômico e seu impacto na geração de empregos, no ocaso do mandato de Calderón.
Questionadas por serem onerosas, as eleições em 2012 custaram 4,1 bilhões de pesos, expressamente assinalados pelo Instituto Federal Eleitoral ao processo, sem contar os 5,7 bilhões de pesos de orçamento base, que inclui, essencialmente, salários do pessoal do instituto; 5,2 bilhões de pesos de financiamento para os partidos políticos, dos quais 680,5 milhões são expressamente destinados aos gastos de campanha e o restante para o financiamento ordinário dos partidos, o que inclui seus custos operacionais.
Como ocorre a cada seis anos, o primeiro domingo de julho é marcado no México pela disputa para a Presidência da República. Também será renovado o Congresso do país, fator chave para definir a margem de governabilidade do futuro mandatário: 128 senadores e 500 deputados serão eleitos neste domingo.
Nesta disputa, a primeira presidencial com um novo marco legal derivado da reforma eleitoral de 2007-2008, participam: Josefina Vázquez Mota (PAN); Enrique Peña Nieto (coalizão PRI-PVEM); Andrés Manuel López Obrador (coalizão PRD, PT e Movimento Cidadão), e Gabriel Quadri de la Torre, pelo Partido Nova Aliança.
O processo eleitoral em curso foi marcado pelo uso das pesquisas como um mecanismo de proselitismo. De outubro a junho foram difundidas ou reproduzidas 3.441 peças vinculadas a diversas sondagens. Além disso, o processo transcorreu em meio a acusações de compra e coação de voto. Neste contexto, considerando o volume de votantes, haverá cinco regiões chave para o resultado, entre as quais se destacam como as duas primeiras, o estado do México, de onde surgiu Peña Nieto, e o Distrito Federal, que já foi governado por López Obrador.
O estado do México tem mais de 10 milhões de eleitores, que equivalem a soma dos cidadãos que poderão votar em Aguascalientes, Baja California, Campeche, Colima, Nayarit, Querétaro, Quintana Roo, Morelos, Tlaxcala, Durango e Yucatán. Sem essas dimensões, a capital do país, tem o segundo maior aporte de votes: 7,2 milhões. A lista dos cinco estados com maior número de eleitores é completada por Vera Cruz (5,5 milhões), Jalisco (5,2 milhões) e Puebla (3,9 milhões).
O novo modelo de campanhas
Concluídas as campanhas mais curtas da história, com apenas 90 dias, 79 milhões 454 mil e 802 cidadãos irão às urnas neste domingo. O encurtamento da campanha não impediu a saturação propagandística com mais de 40 milhões spots transmitidos. Os partidos submeterão hoje à prova das urnas a eficácia de suas propostas, a penetração de sua propaganda, o carisma de seus candidatos e, inclusive, o efeito das desqualificações de seus adversários. Noventa dias de mensagens políticas que, neste período, diluíram os 60 mil mortos provocados pela guerra contra o narcotráfico, a violência extrema que atingiu o país, de um modo que não havia sido vivido até o período dos últimos seis anos.
As campanhas ocorreram também em um contexto econômico mundial muito adverso com a crise europeia e o consequente impacto no valor da moeda mexicana e nas expectativas de crescimento econômico e seu impacto na geração de empregos, no ocaso do mandato de Calderón.
Questionadas por serem onerosas, as eleições em 2012 custaram 4,1 bilhões de pesos, expressamente assinalados pelo Instituto Federal Eleitoral ao processo, sem contar os 5,7 bilhões de pesos de orçamento base, que inclui, essencialmente, salários do pessoal do instituto; 5,2 bilhões de pesos de financiamento para os partidos políticos, dos quais 680,5 milhões são expressamente destinados aos gastos de campanha e o restante para o financiamento ordinário dos partidos, o que inclui seus custos operacionais.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Portal A Carta Maior
domingo, 10 de junho de 2012
Cúpula Social apoia proposta de novo organismo regional na AL
A Cúpula Social paralela à 42ª Assembleia da Organização de Estados Americanos (OEA) respaldou nesta segunda-feira a luta dos presidentes Evo Morales, da Bolívia, e Rafael Correa, do Equador, para a criação de um novo organismo regional e um novo sistema latino-americano de direitos humanos que não responda a ditames extrarregionais.
A Cúpula Social congrega delegações e representações sociais do Peru, Chile, México, Argentina, Chile, Equador, Brasil, Venezuela e Bolívia, entre outros países.
Ao ritmo de uma tradicional dança boliviana, ambos os mandatários foram elogiados pela firme proposta apresentada à OEA, sobre a criação de um novo organismo regional, o direito marítimo da Bolívia, a libertação dos cinco patriotas cubanos e a recuperação das Ilhas Malvinas pela Argentina.
"Como chilenos pensamos que é o desaparecimento de uma coisa antiga e o nascimento de algo bom. Esta organização deve ser profundamente anti-imperialista e em sua agenda deve constar a recuperação dos recursos naturais para cada povo, deve refletir a verdadeira integração dos povos", afirmou Juan Cuevas, representante da União Bicentenário do Chile.
"Não queremos ser colônia norte-americana", gritaram em uníssono os delegados – indígenas, trabalhadores e camponeses de diferentes países, que desfraldavam suas bandeiras e mostravam cartazes em apoio aos presidentes dos países que fazem parte da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba).
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Blog do Gilson Reis
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