Federico García Lorca (Fuente Vaqueros, 5 de junho de 1898 — Granada, 19 de agosto de 1936) foi um poeta e dramaturgo espanhol, e uma das primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola devido ao seus alinhamentos políticos com a República Espanhola e por ser abertamente homossexual.
Mostrando postagens com marcador poeta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poeta. Mostrar todas as postagens
domingo, 27 de julho de 2014
terça-feira, 19 de junho de 2012
O Poeta da Vez...
Fernando Antônio Nogueira Pessoa foi um dos mais importantes escritores e poetas do modernismo em Portugal. Nasceu em 13 de junho de 1888 na cidade de Lisboa (Portugal) e morreu, na mesma cidade, em 30 de novembro de 1935.
Biografia
Fernando Pessoa foi morar, ainda na infância, na cidade de Durban (África do Sul), onde seu pai tornou-se cônsul. Neste país teve contato com a língua e literatura inglesa.
Adulto, Fernando Pessoa trabalhou como tradutor técnico, publicando seus primeiro poemas em inglês.
Em 1905, retornou sozinho para Lisboa e, no ano seguinte, matriculou-se no Curso Superior de Letras. Porém, abandou o curso um ano depois.
Pessoa passou a ter contato mais efetivo com a literatura portuguesa, principalmente Padre Antônio Vieira e Cesário Verde. Foi também influenciado pelos estudos filosóficos de Nietzsche e Schopenhauer. Recebeu também influências do simbolismo francês.
Pessoa passou a ter contato mais efetivo com a literatura portuguesa, principalmente Padre Antônio Vieira e Cesário Verde. Foi também influenciado pelos estudos filosóficos de Nietzsche e Schopenhauer. Recebeu também influências do simbolismo francês.
Em 1912, começou suas atividade como ensaísta e crítico literário, na revista Águia.
A saúde do poeta português começou a apresentar complicações em 1935. Neste ano foi hospitalizado com cólica hepática, provavelmente causada pelo consumo excessivo de bebida alcoólica. Sua morte prematura, aos 47 anos, provavelmente aconteceu em função destes problemas, pois apresentou cirrose hepática.
O ortônimo e os heterônimos de Fernando Pessoa
Fernando Pessoa usou em suas obras diversas autorias. Usou seu próprio nome (ortônimo) para assinar várias obras e pseudônimos (heterônimos) para assinar outras. Os heterônimos de Fernando Pessoa tinham personalidade própria e características literárias diferenciadas. São eles:
Álvaro de Campos
Era um engenheiro português de educação inglesa. Influenciado pelo simbolismo e futurismo, apresentava um certo niilismo em suas obras.
Era um engenheiro português de educação inglesa. Influenciado pelo simbolismo e futurismo, apresentava um certo niilismo em suas obras.
Ricardo Reis
Era um médico que escrevia suas obras com simetria e harmonia. O bucolismo estava presente em suas poesias. Era um defensor da monarquia e demonstrava grande interesse pela cultura latina.
Era um médico que escrevia suas obras com simetria e harmonia. O bucolismo estava presente em suas poesias. Era um defensor da monarquia e demonstrava grande interesse pela cultura latina.
Alberto Caeiro
Com uma formação educacional simples (apenas o primário), este heterônimo fazia poesias de forma simples, direta e concreta. Suas obras estão reunidas em Poemas Completos de Alberto Caeiro.
Com uma formação educacional simples (apenas o primário), este heterônimo fazia poesias de forma simples, direta e concreta. Suas obras estão reunidas em Poemas Completos de Alberto Caeiro.
AUTOPSICOGRAFIA
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: suapesquisa.com.br
sexta-feira, 4 de maio de 2012
O Poeta da Vez...
Patativa do
Assaré
Antônio Gonçalves
da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré (Assaré, Ceará, 5 de março de 1909 — 8 de julho de 2002), foi um poeta popular, compositor, cantor e
improvisador brasileiro.
Biografia
Memorial Patativa do Assaré, em sua cidade natal.
Uma das principais
figuras da música nordestina do século XX. Segundo
filho de uma família pobre que vivia da agricultura de subsistência, cedo ficou
cego de um olho por causa de uma doença.
Com a morte de seu pai, quando tinha oito anos de idade, passou a ajudar sua
família no cultivo das terras. Aos doze anos, frequentava a escola local, em
qual foi alfabetizado, por apenas alguns meses.
A partir dessa época, começou a fazer repentes e a se apresentar
em festas e ocasiões importantes. Por volta dos vinte anos recebeu o pseudônimo
de Patativa,
por ser sua poesia comparável à beleza do canto dessa ave.
Indo
constantemente à Feira do Crato onde participava
do programa da Rádio Araripe, declamando seus poemas. Numa destas
ocasiões é ouvido por José Arraes de Alencar que, convencido de seu potencial,
lhe dá o apoio e o incentivo para a publicação de seu primeiro livro, Inspiração
Nordestina, de 1956.
Este livro teria
uma segunda edição com acréscimos em 1967, passando a se chamar Cantos do Patativa.
Em 1970 é lançada nova coletânea de poemas, Patativa do
Assaré: novos poemas comentados, e em 1978 foi
lançado Cante
lá que eu canto cá. Os outros dois livros, Ispinho e Fulô e Aqui tem coisa,
foram lançados respectivamente nos anos de 1988 e 1994. Foi casado com Belinha,
com quem teve nove filhos. Faleceu na mesma cidade onde nasceu.
Obteve
popularidade a nível nacional, possuindo diversas premiações, títulos e
homenagens (tendo sido nomeado por cinco vezes Doutor Honoris
Causa). No entanto, afirmava nunca ter buscado a fama,
bem como nunca ter tido a intenção de fazer profissão de seus versos. Patativa
nunca deixou de ser agricultor e de morar na mesma região onde se criou (Cariri) no interior do Ceará. Seu trabalho
se distingue pela marcante característica da oralidade. Seus poemas eram feitos
e guardados na memória, para depois serem recitados. Daí o impressionante poder
de memória de Patativa, capaz de recitar qualquer um de seus poemas, mesmo após
os noventa anos de idade.
A transcrição de
sua obra para os meios gráficos perde boa parte da significação expressa por
meios não-verbais (voz, entonação, pausas, ritmo, pigarro e a linguagem
corporal através de expressões faciais, gestos) que realçam características
expressas somente no ato performático (como ironia, veemência, hesitação,
etc.). A complexidade da obra de Patativa é evidente também pela sua capacidade
de criar versos tanto nos moldes camonianos (inclusive sonetos
na forma clássica), como poesia de rima e métrica populares (por exemplo, a
décima e a sextilha nordestina). Ele próprio diferenciava seus versos feitos em
linguagem culta daqueles em linguagem do dia-a-dia (denominada por ele de
poesia "matuta").
Obras
Livros de poesia
§ Inspiração Nordestina: Cantos
do Patativa (1967);
§ Cante
Lá que Eu Canto Cá (1978);
§ Ispinho e Fulô (2005) (1988);
§ Balceiro.
Patativa e Outros Poetas de Assaré (Org. com Geraldo Gonçalves de Alencar)
(1991);
§ Cordéis
(caixa com 13 folhetos) (1993);
§ Aqui Tem Coisa (2004) (1994);
§ Biblioteca de Cordel: Patativa
do Assaré (Org.
Sylvie Debs) (2000);
§ Digo
e Não Peço Segredo (Org. Guirlanda de Castro e Danielli de Bernardi) (2001);
§ Balceiro
2. Patativa e Outros Poetas de Assaré (Org. Geraldo Gonçalves de Alencar)
(2001);
§ Ao
pé da mesa (co-autoria com Geraldo Gonçalves de Alencar) (2001);
§ Antologia
Poética (Org. Gilmar de Carvalho) (2002);
§ Cordéis e Outros Poemas (Org. Gilmar de
Carvalho) (2008).
Poemas
§ A
Triste Partida;
§ Cante
Lá que eu Canto Cá;
§ Coisas
do Rio de Janeiro;
§ Meu
Protesto;
§ Mote/Glosas;
§ Peixe;
§ O
Poeta da Roça;
§ Apelo
dum Agricultor;
§ Se
Existe Inferno;
§ Vaca
estrela e Boi Fubá;
§ Você
se Lembra?;
§ Vou
Vorá;
§ Caboclo
Roceiro.
Caboclo
Roceiro, das plaga do Norte
Que vive sem sorte, sem terra e sem lar, A tua desdita é tristonho que canto, Se escuto o meu pranto me ponho a chorar..... Tu és meu amigo, tu és meu irmão. |
— '''Caboclo Roceiro, Patativa do
Assaré
|
LPs
§ Em
1979, Patativa do Assaré se apresentou no Teatro José de Alencar sob a produção
artística do amigo Raimundo Fagner. De
posse de um gravador, Fagner editou o show e a CBS lançou o LP "Poemas
e Canções".
Títulos e prêmios
§ 1979
- Homenageado pela programação cultural do encontro da Sociedade Brasileira
para o Progresso da Ciência, SBPC, em Fortaleza;
§ 1982
- Recebe o diploma de “Amigo da Cultura”, outorgado pela Secretaria da Cultura
do Estado, pela “decidida atuação a favor do aprimoramento cultural do Ceará”;
§ 1982
- Cidadão de Fortaleza, título aprovado pela Câmara Municipal;
§ 1987
- Recebe a “Medalha da Abolição”, pelos “relevantes serviços prestados ao
Estado”;
§ 1989
- Cariri Ceará - Doutor Honoris
Causa pela Universidade Regional de Cariri;
§ 1989
- Inauguração da rodovia “Patativa do Assaré”, com 17 km, ligando Assaré a
Antonina do Norte
§ 1991
- Enredo da Escola Acadêmicos do Samba, de Fortaleza;
§ 1995
- Fortaleza, Ceará - Prêmio do
Ministério da Cultura na categoria Cultura Popular entregue pelo Presidente da
República Fernando Henrique Cardoso no Teatro José de Alencar;
§ 1998
- Recebe, dia 22 de maio, a “Medalha Francisco Gonçalves de Aguiar”, do Governo
do Estado do Ceará, outorgada pela Secretaria de Recursos Hídricos;
§ 1999
- Assaré, Ceará - Inauguração do
Memorial Patativa do Assaré;
§ 1999
- Título de Doutor
Honoris Causa da
Universidade Estadual do Ceará - UECE;
§ 1999
- Título de Doutor
Honoris Causa da
Universidade Federal do Ceará - UFC;
§ 1999
- Prêmio Unipaz, VII Congresso Holístico Brasileiro, Fortaleza, dia 20 de
outubro;
§ 2000
- Na festa dos 91 anos, recebe o título de Cidadão do Rio Grande do Norte;
§ 2000
- Título de Doutor
Honoris Causa da
Universidade Tiradentes, de Sergipe;
§ 2001
- Terceiro colocado na eleição do “Cearense do Século”, promovido pelo Sistema
Verdes Mares de Comunicação (o vencedor foi Padre Cícero);
§ 2001
- Recebe o troféu “Sereia de Ouro”, do Grupo Edson Queiroz, no Memorial
Patativa do Assaré, dia 28 de setembro;
§ 2002
- Prêmio FIEC, "Artista do Turismo Cearense", Fortaleza;
§ 2003
- Prêmio UniPaz, V Congresso Holístico de Crianças e Jovens, Fortaleza;
§ 2005
- Inauguração da "Biblioteca Pública Patativa do Assaré", Piauí;
§ 2004
- Título EFESO "Cidadão Empreendedor"(Escola de Formação de
Empreendedores Sociais);
§ 2004
- Troféu MST (Homenageado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra);
§ 2005
- Homenageado com Medalha Ambientalista Joaquim Feitosa;
§ 2005
- Inauguração da Biblioteca Municipal Patativa
do Assaré, Vila Nova, Piauí;
§ 2005
- Título de Doutor
Honoris Causa da
Universidade (?), Mossoró, Rio
Grande do Norte.
Representações na cultura
A vida do poeta
foi retratada em "Concerto de Ispinho e Fulô", da Cia. do Tijolo, peça que deu a
William Guedes o Prêmio Shell de Teatro em 2009 na
categoria de melhor música.A mesma companhia
também retratou o poeta na peça "Cante Lá que Eu Canto Cá!".
Poesia
O
Peixe
Tendo por berço
o lago cristalino,
folga o peixe
a nadar todo inocente.
Medo ou receio
do porvir não sente,
pois vive incauto
do fatal destino.
Se na ponta de
um fio longo e fino
a isca avista,
ferra-a inconsciente,
ficando o pobre
peixe de repente,
preso ao anzol
do pescador ladino.
O camponês também
do nosso Estado,
ante a campanha
eleitoral:
Coitado.
Daquele peixe tem
a mesma sorte.
Antes do pleito:
festa, riso e gosto.
Depois do pleito:
imposto e mais imposto…
Pobre matuto do
Sertão do Norte.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte Texto: Wikipédia
quinta-feira, 5 de abril de 2012
O Poeta da Vez...
Abgar Renault
_____________________________________
Pertenceu à Academia Mineira de Letras, à Academia Municipalista de Letras de Belo Horizonte, à Academia Brasiliense de Letras; ao Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Stanford, Califórnia, EUA, e foi Presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa de Belo Horizonte.
Em todos os postos que ocupou, como no magistério, Abgar Renault desenvolveu intensa e exemplar atividade, registrando em A palavra e a ação (1952) e Missões da Universidade (1955) seus estudos e reflexões. Além disso, foi um grande poeta. Contemporâneo de Carlos Drummond de Andrade, juntou-se ao grupo surrealista moderno e participou do movimento modernista de Minas Gerais. Desde então, sua importância na literatura contemporânea só fez crescer. Apesar de ter a obra associada ao Modernismo, fazia uma poesia original, audaciosa, não formalista e não ligada a nenhuma escola poética. Era dos que não faziam questão de aparecer em público, mas sua qualidade literária se impõe nos livros que publicou. Foi também um notável tradutor de poetas ingleses, norte-americanos, franceses, espanhóis e alemães. Era um grande especialista em Shakespeare. Sua poesia tem sido incluída em numerosas antologias, no Brasil e no exterior.
Obras: Sonetos antigos (1968); A lápide sob a lua, poesia (1968); Sofotulafai, poesia (1971); A outra face da lua, poesia (1983); Obra poética, reunião das obras anteriores (1990). Traduções: Poemas ingleses de guerra (1942); A lua crescente (1942), Colheita de frutos (1945) e Pássaros perdidos (1947), de Rabindranath Tagore; O boi e o jumento do Presépio (1955), de Jules Supervielle. Essas obras foram reunidas, em grande parte, em Poesia Tradução e versão (1994).
_____________________________________
Abgar Renault (A. de Castro Araújo R.), professor, educador, político, poeta, ensaísta e tradutor, nasceu em Barbacena, MG, em 15 de abril de 1901, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 31 de dezembro de 1995. Eleito em 1o de agosto de 1968 para a Cadeira n. 12, na sucessão de J. C. de Macedo Soares, foi recebido em 23 de maio de 1969, pelo acadêmico Deolindo Couto.
Era filho de Léon Renault e de Maria José de Castro Renault. Casado com D. Ignês Caldeira Brant Renault, teve dois filhos, Caio Márcio e Luiz Roberto, e três netos, Caio Mário, Abgar e Flávio.
Realizou os estudos primários, secundários e superiores em Belo Horizonte, onde começou a exercer o magistério. Foi professor do Ginásio Mineiro de Belo Horizonte, da Universidade Federal de Minas Gerais e, no Rio de Janeiro, do Colégio Pedro II e da Universidade do Distrito Federal. Eleito deputado estadual por Minas Gerais, nomeado Diretor da Secretaria do Interior e Justiça do mesmo Estado; Secretário do Ministério da Educação e Saúde Pública Francisco Campos e seu Assistente na Secretaria da Educação e Cultura do Distrito Federal; Diretor e organizador do Colégio Universitário da Universidade do Brasil; Diretor do Departamento Nacional da Educação, Secretário da Educação do Estado de Minas Gerais em dois governos, quando se notabilizou por incentivar o ensino no meio rural; Ministro da Educação e Cultura; Diretor do Centro Regional de Pesquisas Educacionais João Pinheiro em Belo Horizonte; Ministro do Tribunal de Contas da União; membro da Comissão Internacional do Curriculum Secundário da Unesco (1956 a 1959); consultor da Unesco na Conferência sobre Necessidades Educacionais da África, em Addis Abeba (1961); membro da Comissão Consultiva Internacional sobre Educação de Adultos, também da Unesco (1968-1972); representante do Brasil em numerosas conferências internacionais sobre educação levadas a efeito pela Unesco em Londres, Paris, Santiago do Chile, Teerã, Belgrado e Genebra; eleito várias vezes membro da Comissão de Redação Final dos documentos dessas reuniões; membro da Comissão Consultiva Internacional do The World Book Encyclopædia Dictionary (Thorndike-Barnhart Copyright, Doubleday & Company, USA, 1963); membro do Conselho Federal de Educação e do Conselho Federal de Cultura; Professor Emérito da Universidade Federal de Minas Gerais. Esteve sempre ligado à educação e, como professor, preocupou-se com a língua portuguesa, de que foi um conhecedor exímio e representante fiel.
Era filho de Léon Renault e de Maria José de Castro Renault. Casado com D. Ignês Caldeira Brant Renault, teve dois filhos, Caio Márcio e Luiz Roberto, e três netos, Caio Mário, Abgar e Flávio.
Realizou os estudos primários, secundários e superiores em Belo Horizonte, onde começou a exercer o magistério. Foi professor do Ginásio Mineiro de Belo Horizonte, da Universidade Federal de Minas Gerais e, no Rio de Janeiro, do Colégio Pedro II e da Universidade do Distrito Federal. Eleito deputado estadual por Minas Gerais, nomeado Diretor da Secretaria do Interior e Justiça do mesmo Estado; Secretário do Ministério da Educação e Saúde Pública Francisco Campos e seu Assistente na Secretaria da Educação e Cultura do Distrito Federal; Diretor e organizador do Colégio Universitário da Universidade do Brasil; Diretor do Departamento Nacional da Educação, Secretário da Educação do Estado de Minas Gerais em dois governos, quando se notabilizou por incentivar o ensino no meio rural; Ministro da Educação e Cultura; Diretor do Centro Regional de Pesquisas Educacionais João Pinheiro em Belo Horizonte; Ministro do Tribunal de Contas da União; membro da Comissão Internacional do Curriculum Secundário da Unesco (1956 a 1959); consultor da Unesco na Conferência sobre Necessidades Educacionais da África, em Addis Abeba (1961); membro da Comissão Consultiva Internacional sobre Educação de Adultos, também da Unesco (1968-1972); representante do Brasil em numerosas conferências internacionais sobre educação levadas a efeito pela Unesco em Londres, Paris, Santiago do Chile, Teerã, Belgrado e Genebra; eleito várias vezes membro da Comissão de Redação Final dos documentos dessas reuniões; membro da Comissão Consultiva Internacional do The World Book Encyclopædia Dictionary (Thorndike-Barnhart Copyright, Doubleday & Company, USA, 1963); membro do Conselho Federal de Educação e do Conselho Federal de Cultura; Professor Emérito da Universidade Federal de Minas Gerais. Esteve sempre ligado à educação e, como professor, preocupou-se com a língua portuguesa, de que foi um conhecedor exímio e representante fiel.
Pertenceu à Academia Mineira de Letras, à Academia Municipalista de Letras de Belo Horizonte, à Academia Brasiliense de Letras; ao Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Stanford, Califórnia, EUA, e foi Presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa de Belo Horizonte.
Em todos os postos que ocupou, como no magistério, Abgar Renault desenvolveu intensa e exemplar atividade, registrando em A palavra e a ação (1952) e Missões da Universidade (1955) seus estudos e reflexões. Além disso, foi um grande poeta. Contemporâneo de Carlos Drummond de Andrade, juntou-se ao grupo surrealista moderno e participou do movimento modernista de Minas Gerais. Desde então, sua importância na literatura contemporânea só fez crescer. Apesar de ter a obra associada ao Modernismo, fazia uma poesia original, audaciosa, não formalista e não ligada a nenhuma escola poética. Era dos que não faziam questão de aparecer em público, mas sua qualidade literária se impõe nos livros que publicou. Foi também um notável tradutor de poetas ingleses, norte-americanos, franceses, espanhóis e alemães. Era um grande especialista em Shakespeare. Sua poesia tem sido incluída em numerosas antologias, no Brasil e no exterior.
Obras: Sonetos antigos (1968); A lápide sob a lua, poesia (1968); Sofotulafai, poesia (1971); A outra face da lua, poesia (1983); Obra poética, reunião das obras anteriores (1990). Traduções: Poemas ingleses de guerra (1942); A lua crescente (1942), Colheita de frutos (1945) e Pássaros perdidos (1947), de Rabindranath Tagore; O boi e o jumento do Presépio (1955), de Jules Supervielle. Essas obras foram reunidas, em grande parte, em Poesia Tradução e versão (1994).
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto:Portal Netsaber
Assinar:
Postagens (Atom)






