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sábado, 15 de agosto de 2015

'É preciso tirar a Petrobras das mãos dos abutres internos e externos'

O desenvolvimento não é um caso de polícia, mas de política: a investigação deve atingir as pessoas físicas, não as instituições, que são essenciais país.
Segundo o jornal Valor Econômico, o Brasil deve ter uma perda imediata de R$ 100 bilhões ou 2% do PIB por causa da Lava-Jato. É o mesmo número que tem estimado diversas consultorias e bancos. Segundo o artigo, as perdas seriam ainda de 1,3 milhões de empregos e R$ 15,6 bilhões em massa salarial, ou seja, é muito menos em dinheiro para a sobrevivência das famílias trabalhadoras.
A corrupção existiu em todas as sociedades humanas. A história é pródiga em exemplos. Não há país ou instituição livre desse mal.
 
Por mais que se combata, não é possível dizer que ela será eliminada completamente. Mas combatê-la é nosso dever, como cidadãos, como profissionais e como homens públicos.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Teoria da conspiração: Globo soube antes do “Serra vice de Aécio"

Teoria da conspiração: Globo soube antes do “Serra vice de Aécio
Da redação, direto de nossos humoristas

Para acompanhar a notícia de que a nova novela da Globo faz propaganda do “45″, do PSDB, o fato de que a Globo, no programa de Marcelo Adnet, anunciou antes que ninguém que José Serra seria o vice de Aécio Neves.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Propinoduto pode superar R$ 1.000.000.000,00

 
Segundo levantamento do Tribunal de Contas do Estado, este foi o valor operado pelas empresas Siemens e Alstom

Amparado em levantamento feito por técnicos da Assembleia Legislativa paulista junto ao Tribunal de Contas do Estado, o líder do PT Luiz Claudio Marcolino diz que na cabeça do todo o esquema de fornecimento e manutenção operado nas empresas paulistas estão a Siemens e a Alstom.

“Pelos documentos que recebemos a propina e o superfaturamento variam de 8% a 30%. Era para subornar autoridades e, com isso, comprar licitações e prolongar contratos”, afirma.

Os negócios capitaneados, segundo afirma, pelo consórcio Siemens/Alstom, com participação de outras multinacionais (entre elas as espanholas CAF e Temoinsa, a canadense Bombardier, a sueco-suíça ABB e a japonesa Mitsui) com o governo paulista nas gestões de Luiz Antônio Fleury Filho (PMDB), Mário Covas (PSDB), José Serra (PSDB) e Geraldo Alckmin (PSDB) envolveram quase R$ 40 bilhões em valores atuais. Nas contas de Marcolino, o suposto esquema de propina teria movimentado entre R$ 320 milhões a R$ 1,2 bilhão.

O PT quer abrir duas CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito), uma em São Paulo e a outra, mista, no Congresso. O líder do PT diz que abancada encaminhou em 2008 denúncias sobre o esquema. Uma das representações, com fartura de informações, focava especificamente as atividades do empresário José Amaro Pinto Ramos.

No roteiro da investigação estão personagens ligados aos tucanos: Jorge Fegali Neto, ex-secretário estadual de Transporte em cuja conta o Ministério Público da Suíça encontrou e bloqueou R$ 7,5 milhões; Robson Marinho, ex-chefe de Casa Civil; Luiz Carlos Frayze David, ex-presidente do Metrô e atual conselheiro da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa); Benedito Dantas Chiarardia, ex-diretor da Dersa; José Luiz Alqueres, ex-presidente da Alstom e da Light; José Sidnei Colombo Martini, diretor da Alstom e da francesa Cegelec em 1999 e depois da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP); e Claudio de Senna Frederico, ex-secretário de Transporte.

A lista do PT inclui ainda o atual presidente da CPTM, Mário Manuel Seabra Rodrigues Bandeira; o diretor de manutenção da companhia, José Luiz Lavorente; e o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernando Ribeiro Fernandes.

Em números redondos e corrigidos até junho deste ano, os 618 contratos sob investigação totalizam R$ 39.968.165.575,45. Esse montante está dividido por período de governo, entre 1990 e 2013, com os respectivos valores desembolsados pelo governo.

No governo Fleury (1990-1994) foram 95 contratos, num total de R$ 3.380.711.014,16; no primeiro governo de Mário Covas (1995-1998), 114 contratos, num total de R$ 3.350.163.179,84; segundo governo Covas (1999-2000), 28 contratos de R$ 1.709.815.512,98; no primeiro governo de Geraldo Alckmin, 223 contratos, num total de R$ 8.258.324,747,75; no governo de José Serra, 110 contratos, num total de R$ 5.471.546.386,28; no atual governo de Alckmin, que começou em 2011, são 48 contratos num total de R$ 5.566.439.362,67.

Foram listadas no levantamento 20 empresas para as quais o consórcio executou serviços de construção ou manutenção. Os gastos mais relevantes foram feitos no Metrô, que firmou 77 contratos no valor total de R$ 18.334.839.189,98 e a CPTM, com 101 contratos e gastos de R$ 14.524.498.310,39.

Fonte: Blog O Esquerdopata

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Serra prega unidade. Tucanos tremem!


O eterno candidato José Serra, que andava meio sumido do ninho tucano e até ameaçou deixar o PSDB, apareceu na convenção nacional da sigla neste sábado (18). Setores da mídia direitista festejaram o seu desprendimento, que indicaria a forte unidade da oposição para as eleições presidenciais de 2014. O seu discurso, porém, deixa margens a dúvida e causa tremedeiras nos adeptos de Aécio Neves, o cambaleante presidenciável da legenda. Em nenhum momento o ex-governador paulista explicitou seu apoio ao senador mineiro. Até o jornalista Josias de Souza, da Folha tucana, estranhou a sua retórica marota. “O balé de José Serra na convenção que empurrou Aécio Neves para a antessala da candidatura presidencial deixou claro que a unidade do PSDB, tal como o partido a trombeteia, não existe”.

“Muitos falaram de improviso. Serra leu um discurso estudado. Pintou o poder petista como uma ameaça à democracia. E defendeu a união. Do PSDB? Não, das ‘forças políticas de resistência democrática’. Acha imprescindível ‘buscar a convergência’. No partido? ‘Não apenas no PSDB, mas com todos que estiverem dispostos a marchar com a decência e a justiça’. Quanto a 2014, José Serra declarou que vai ‘continuar a atuar em favor da unidade’. Do tucanato? Não, não, ‘das oposições e de quantos entendam que é chegada a hora de dar um basta a essa incompetência incrível’... Quer dizer: numa hora em que o PSDB tenta concentrar-se em Aécio, Serra informa que, na sua moldura, cabem muitos outros rostos – o de Eduardo Campos e o dele próprio, por exemplo”, relata o inconformado Josias de Souza. 

Para o colunista da Folha, o maior partido da oposição direitista só tem alguma chance de vitória em 2014 se caminhar unido. “Após colecionar três derrotas federais, o PSDB já está cansado de saber quais são os seus dilemas. O principal dilema do tucanato, aquele que condiciona todos os outros é: ou a unidade ou a certeza da derrota”. Para ele, porém, a convenção tucana de sábado não garantiu a união do partido. “Num evento em que Aécio era a estrela, José Serra não pronunciou nenhuma palavra que pudesse soar como um elogio ao novo presidente da legenda. Preferiu enaltecer a experiência dos demais membros da Executiva – quatro dos quais ligados a ele”. Josias de Souza ainda cita outros fatos que revelam o clima de desavença e de bicadas sangrentas no ninho tucano:

“O PSDB fretara um avião para trazer a Brasília sua caciquia de São Paulo. Convidado a embarcar no voo na companhia do amigo FHC e de Geraldo Alckmin, Serra refugou a oferta. Antes de rumar para a convenção, Aécio reuniu em seu apartamento os tucanos que chegariam junto com ele ao evento. Chamado, Serra preferiu se abster. Aécio chegou à convenção junto com FHC, Alckmin e o senador Aloysio Nunes Ferreira. Embora já estivesse na cidade, Serra não regulou seu relógio pelos ponteiros dos outros. Impôs aos demais uma espera de cerca de 30 minutos. Ao chegar, recebeu aplausos exclusivos”. Tudo indica que a “sólida unidade” da oposição direitista para a sucessão presidencial de 2014 é apenas um sonho de uma parte da mídia demotucana.


Fonte texto: Blog do Miro

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Serra e PSB contra Dilma em 2014 ?




matéria acima é de Catia Seabra, uma das mais experientes e bem relacionadas jornalistas políticas do país. A teoria – de que o PSB pode se desvencilhar do PT e se unir aos tucanos – tem sido ventilada por vários analistas da grande mídia.



Merval Pereira, por exemplo, em sua coluna de hoje, diz o seguinte:

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Por isso mesmo, o racha do PSB com o PT em Belo Horizonte, mais do que os de Fortaleza e Recife, está sendo visto pelo comando nacional petista como uma sinalização de que o governador Eduardo Campos está se movendo para uma distância segura do PT.

(…) Com ou sem partido novo, porém, o fato é que o candidato natural do PSDB à presidência da República em 2014 está costurando nos bastidores diversas alianças políticas para viabilizar sua candidatura, confiante em que a aliança da base aliada não resistirá às dificuldades de convivência interna nem à crise econômica que tende a se agravar.

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Parece até uma ação combinada. Todo mundo querendo implodir a base aliada. Só que estão forçando a barra. PT e PSB sempre se estranharam. Não é nenhuma novidade. Entretanto, a mídia está impondo uma interpretação enviesada, transferindo lógicas de ordem local para o plano nacional.

Tudo bem, temos entrevista com Ciro Gomes ao Estadão, dando umas cacetadas no PT. Mas Ciro bate ainda mais forte em Aécio. E com todo o respeito pelo importante quadro político que é Ciro Gomes, ele é carta fora do baralho. Não é confiável, nem para seu próprio partido. E sua afirmação de que o PT “aniquilou sua carreira política”, ao forçar sua saída da última eleição presidencial é simplesmente ridícula. Quem mandou Ciro sair foi o PSB, e por razões absolutamente racionais: Ciro nem o PSB tinham condições políticas para bancar uma candidatura, ainda mais num ambiente altamente polarizado entre PSDB e PT. O PSB tinha que se posicionar e agiu certo: sua posição gerou excelentes dividendos políticos para o partido.

Os problemas recentes entre PSB e PT podem até trazer, como pano de fundo, divergências programáticas mais graves, mas é preciso verificar sobretudo os componentes locais, que sempre agem com muita força numa eleição municipal.

Em Recife, o PT implodiu sozinho. Não há porque culpar PSB ou a relação entre PSB e PT pelos problemas na capital de Pernambuco.
Em Fortaleza, briga de egos e cabeças duras. Luizanne Lins, do PT, é uma cabeça quente. Os irmãos Gomes também são cabeçudos. A briga é certa.
Em BH, o Aécio envenenou e seduziu Marcio Lacerda, ao que parece prometendo apoio em eleição para governador em 2014.

Todavia, eu não acredito em ruptura de PSB com PT, e acho que a mídia está manipulando estatísticas de alianças. Há um sensacionalismo tendencioso por trás do anúncio da queda no número de alianças entre os dois partidos nas capitais brasileiras. É claro que, de uma eleição para outra, as condições políticas mudam totalmente, e a quantidade de alianças com outro partido pode cair ou crescer. Mas é importante ver o quadro total, nacional. O Brasil tem mais de 5 mil cidades, não é porque o PT e PSB romperam aliança em 2 ou 3 cidades que se pode dizer que o casamento acabou.

As declarações das lideranças do PSB tem sido enfáticas: o partido vai apoiar Dilma em 2014. É isso que importa, o resto é fofoca, ou especulação interessada. E os sinais políticos de hoje não indicam nenhuma mudança nesse sentido. Ao contrário, os dirigentes partidários deram mostras de aborrecimento pelos problemas nas alianças já mencionados, e trataram de dirimir as dúvidas quanto à mútua lealdade exibindo fotos de Lula e Eduardo Campos abraçando-se sorridentes.

O anseio serrista, portanto, não passa disso, de um anseio, e parece satisfazer mais a vontade de ferir Aécio do que, efetivamente, forjar uma aliança com Eduardo Campos.

Em 2018, aí sim, Eduardo Campos poderia ter sua chance. Mas pensar em 2018 agora é futurismo tolo.



Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Blog do Miro

terça-feira, 3 de julho de 2012

Vice de Serra agrava crise no PSDB


A escolha do ex-secretário municipal de Educação Alexandre Schneider (PSD) como vice na chapa de José Serra à prefeitura de São Paulo agravou a briga entre os tucanos na cidade. A decisão, tomada no sábado 30, é uma vitória do prefeito Gilberto Kassab e deixa insatisfeitos os tucanos mais próximos ao governador Geraldo Alckmin.


No fim de semana, alguns tucanos mostraram publicamente a bronca com a decisão. O tesoureiro do PSDB do estado, Fábio Lepique, criticou o vereador Floriano Pesaro e outros membros do diretório municipal pelo seu Twitter. Ao Estadão, o secretário estadual de Energia, José Anibal, disse que o “PSD é o cupim do PSDB em São Paulo”.

Os tucanos reclamam por dois motivos. Primeiro, acreditam que o PSD já havia “ganho demais” com a coligação na eleição para a Câmara Municipal. O “chapão” deixou de fora mais de 50 tucanos que podiam ser candidatos a vereador e deve diminuir a bancada tucana na capital. Como o PSDB já havia cedido na eleição proporcional, alguns tucanos acreditam que a vice na chapa majoritária deveria ficar com o próprio PSDB.

Além disso, o nome de Schneider também é mal visto por Alckmin e seus aliados. Schneider, então no PSDB, não ficou ao lado do seu partido na eleição de 2008. Ele abandonou a candidatura de Alckmin à prefeitura paulista e apoiou Kassab, então no DEM, a pedido de José Serra.

Schneider: “discussão é normal”
Em entrevista nesta segunda-feira 2, Schneider disse que teve uma conversa “boa e cordial” pelo telefone com Alckmin após ser escolhido por Serra. Ele minimizou a crise dentro do PSDB, dizendo que a discussão é normal e não afeta a sua campanha.

“É normal que você tenha uma discussão antes do processo eleitoral se iniciar sobre preferências. E a gente tem que respeitar essas preferências,” disse o candidato. “Eu me sinto muito tranquilo e acho que é natural que se coloquem umas questões durante o processo. Depois do processo finalizado, é hora de ir para a rua e buscar voto.”

Segundo Serra, o PSD nunca exigiu o cargo de vice. Ele disse ter levado em conta a “confiança pessoal” depositada em Schneider. “O Alexandre tem uma suavidade indestrutível”, disse Serra, segundo quem Schneider será seu “lado bonzinho”.



Vídeo sobre a matéria?
Fonte texto: Blog do Miro

quarta-feira, 6 de junho de 2012

JOSÉ SERRA E SEU MINISTÉRIO - IMAGINE SE ELE FOSSE ELEITO EM 2010

Imaginem se o Serra se elegesse em 2010.


Vice Presidente: Índio da Costa
Ministro Chefe da Casa Civil: Demóstenes Torres;
Ministro da Justiça: Gilmar Mendes;
Ministro da Agricultura: Marconi Perillo;
Ministro de Jogos e Turismo: Carlinhos Cachoeira;
Ministro da Educação: Walter Paulo Santiago;
Ministro das Comunicações: Roberto Civita;
Secretário de Comunicação Social: Policarpo Júnior
Ministro da Imprensa e Propaganda: Herr Reinaldo Goebbels;
Ministro da Fazenda: Sardenberg ou Míriam Leitão;
Ministério das Crianças e dos baixinhos: ACM Neto.


TEXTO - VINCENT VAN BLOGH

O BLOG ACRESCENTA:

MINISTRO DO MEIO-AMBIENTE: RONALDO MOTOSSERRA CAIADO
MINISTRA DO PLANEJADESMATAMENTO: KÁTIA ABREU 
CHEFE DA ABIN: ARAPONGA DADÁ
MINISTRO DAS CIDADES: PAULO PRETO
GURU PARA ASSUNTOS ALEATÓRIOS: MERVAL PEREIRA

CONCLUSÃO: ESTARÍAMOS FU)!)&$ e MUITO, MUITO, MUITO, MAL PAGOS.

É POR ESSA E POR OUTRAS, QUE O LULA ESTÁ CERTO !

Fonte texto: 007BONDeblog

segunda-feira, 12 de março de 2012

Serra foi o mais cruel ministro do Planejamento


O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad aumentou o tom das críticas ao pré-candidato do PSDB, José Serra, e ao prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (PSD), hoje (12) em visita à região de Perus, na zona oeste da cidade. Haddad classificou Serra como "o mais cruel ministro do Planejamento" com as universidades públicas federais e, sem citar diretamente Kassab, afirmou que este promove "um concurso de vices" ao querer exonerar cinco secretários para colocá-los à disposição do tucano.

Instado a comentar a versão segundo a qual o PCdoB se afastaria do PT e poderia eventualmente compor com Serra, Haddad afirmou: "Eu não tenho falado com o PCdoB ultimamente. Falei com o Orlando (Silva, ex-ministro) tem uns 15 ou 20 dias. Conhecendo a história do PCdoB e lembrando que talvez o Serra como ministro do Planejamento tenha sido o mais cruel do ponto de vista orçamentário com as universidades públicas federais e, conhecendo a história da luta do PCdoB em defesa das universidades públicas federais, cuja expansão nós patrocinamos, eu duvido que essa informação proceda", respondeu.

Indagado sobre os motivos de Serra ser o mais cruel ministro do Planejamento, Haddad afirmou que o governo do PSDB "privatizou o ensino superior do País". "Foi o maior corte orçamentário. Começou em 1995 o período de arrocho do orçamento ao longo de todo o período plurianual que foi elaborado por ele. O PCdoB sabe disso melhor do que eu porque sentiu na pele. O presidente da UNE à época sentiu na pele o que é ser tratado por um governo que privatizou o ensino superior do País".

O ex-ministro da Educação também disparou contra a administração municipal que, segundo ele, tenta "maquiar" os baixos índices de aprovação com um pacote de obras para a cidade. "Há um desconforto na cidade com os últimos oito anos, mesmo que nos últimos meses se queira maquiar o que está acontecendo. Acho que o prazo é curto para se reverter a percepção que foi-se tendo em oito anos de que o tempo foi em algumas áreas perdido", afirmou.

Sem citar o atual prefeito, criticou o possível afastamento de parte do secretariado municipal. "Essa hipótese do afastamento de cinco secretários municipais é como se houvesse um concurso de vices, em vez de cuidar da cidade até 31 de dezembro. Você exonerar cinco secretários para fazer uma seleção é um descaso com a cidade", avaliou.

Com baixos índices de intenção de voto apontados pelas pesquisas Haddad jogou para o início do horário eleitoral na televisão e no rádio a alavancagem de sua popularidade. "Entendo que, em uma cidade como São Paulo, o único veículo que te dá condições de ser conhecido é a televisão. Nós infelizmente perdemos esse tempo de TV no primeiro semestre e vamos ter de conviver com essa realidade de que não será nessas visitas (semanais nos bairros) que vai aumentar a exposição das nossas ideias e dos nossos pleitos. Numa sociedade de massas, vamos ter de usar um veículo de massa. Vai ficar para a campanha", considerou.

Lula

Haddad afirmou acreditar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva retome na próxima semana as articulações políticas envolvendo a eleição municipal de São Paulo. Em visita à região de Perus, Haddad disse que conversou duas vezes com Lula por telefone hoje e afirmou que o ex-presidente pareceu animado.

"Ele tem que voltar ao hospital para concluir o ciclo de antibióticos até sexta-feira (16). Então, acho que a partir da semana que vem, de forma moderada, ele voltará a se reunir com os companheiros do PT", afirmou.

Questionado se Lula ligaria para Eduardo Campos, presidente nacional do PSB e governador do Pernambuco, para negociar uma possível aliança em São Paulo, Haddad respondeu: "Não posso te antecipar com quem ele vai falar, mas o presidente é bastante conversador". Haddad sustentou ainda que a voz de Lula está "bem melhor" e que sentiu no ex-presidente "condições de viver e participar da vida política do País".

Vídeo sobre a matéria:



Fonte texto: Portal Barão de Itararé

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O Picadeiro do Serra...


As bicadas entre os tucanos estão cada vez mais sangrentas. Quem dá mais uma prova cabal da briga fratricida no interior do PSDB é o insuspeito Estadão, que na campanha presidencial de 2010 publicou editorial em apoio a José Serra. Na coluna "Radar político", postada no final da noite de ontem (22), o jornal escancara a grave crise - inclusive com direito a um vídeo:

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Em vídeo divulgado por site ligado ao PSDB, militante tucana defende prévias e critica Serra: ‘Ele está sendo palhaço’

estadão.com.br

Atualizado às 22h21

Em um vídeo divulgado pelo site Sua Metrópole, plataforma colaborativa criada pelo diretório municipal do PSDB paulistano, a militante tucana Catarina Rossi, ligada ao PSDB Mulher da capital, critica duramente o ex-governador de São Paulo, José Serra, e defende a manutenção das prévias. “Ele (Serra) está sendo palhaço. Ele está brincando com a gente.”

“Nós somos passionais. Nós lutamos com o coração. Nós brigamos por aquilo que acreditamos que é o PSDB. Ele é que está fazendo a gente de palhaço”, diz Catarina no vídeo, que foi ao ar no dia 17, após encontro do diretório de Indianópolis. “Tem quatro pessoas brigando, trabalhando dia e noite, por um espaço. Porque ele não entrou também por esse espaço? Ele tem todo o direito e, se ele entrar, ele também terá todo o direito. Agora, não é justo, no fim do caminho, ele entrar.”

A indignação da militante tem a ver com a decisão de dirigentes do partido de pressionar o vencedor das prévias eleitorais do PSDB, que será realizada no dia 4 de março, a desistir da disputa e abrir caminho para a candidatura de Serra.

A militante tucana criticou também a postura de membros da bancada tucana na Assembleia Legislativa de São Paulo, que defenderam publicamente a candidatura de Serra. Ao final do vídeo, Catarina ameniza o tom das críticas. “Ele (Serra) tem competência, ele é preparado, ele é um homem digno, mas os outros quatro também são”, concluiu.

Após a publicação desta nota, o vídeo foi retirado do site Sua Metrópole, mas segue disponível no YouTube.


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Tucanos caminham para a extinção?

O duro discurso da militante do PSDB foi feito na quinta-feira passada, na sede do diretório estadual da legenda, durante um curioso "ato contra o golpe das prévias", que reuniu cerca de 90 filiados. Nenhum dos quatro pré-candidatos - Andrea Matarazzo, Bruno Covas, José Aníbal, Ricardo Tripoli - participou do ato de protesto. Nos bastidores, porém, eles têm criticado as manobras da cúpula partidária e do governador Geraldo Alckmin para implodir as prévias.

Para evitar maiores traumas, o vídeo foi retirado do sítio. "A direção municipal do PSDB não permite nenhum tipo de ofensa, sobretudo ao ex-governador José Serra, que é um líder muito respeitado", justificou Fábio Lepique, tesoureiro do diretório municipal e um dos criadores da página tucana na internet. Mas ninguém mais garante a unidade no interior do PSDB. O clima é de tensão e desconfiança. Há até quem preveja que os tucanos caminham para a extinção.



Vídeo sobre a matéria:
Fonte Texto: Blog do Miro