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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

CASO VEJA-CACHOEIRA TESTA FRONTEIRAS DO JORNALISMO


Edição/247
“O Policarpo nunca vai ser nosso”, texto da atual edição de Veja, aumenta rol de dúvidas sobre interação entre publicação e contraventor; com senador Demóstenes como seu braço político, a revista seria sua mão editorial?; na Inglaterra, suspeitas de relações desvirtuadas com a polícia levaram o patrão Rupert Murdoch a se explicar no parlamento; aqui, pode acontecer o mesmo com Roberto Civita, dono da Abril, pelo longo flerte com o bicheiro?

Estão faltando peças no tabuleiro das relações entre a revista Veja, a de maior circulação do Brasil em papel, e a do contraventor preso pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Precisamente, cerca de 200 peças, equivalentes ao número de ligações telefônicas grampeadas legalmente pela PF entre o editor-chefe e diretor da sucursal de Brasília da publicação, Policarpo Junior, e Carlinhos Cachoeira. Nelas se poderá verificar o verdadeiro padrão do relacionamento entre o jornalista e sua fonte. Haveria só perguntas e respostas entre eles ou algum jogo de ataques e defesas editoriais, aprimorado ao longo do tempo, no interesse comum de Veja e do contraventor? Ou, ainda, ora do interesse de Veja, ora do interesse do contraventor?

Interrogações deste mesmo tipo, mas sobre outros personagens, com outra nomenclatura, foram feitas na Inglaterra, no ano passado, durante os acontecimentos em torno do escândalo News Corp. O caso resultou no fechamento do centenário tablóide sensacionalista News of the World, cujos jornalistas atuavam em associação direta com a polícia investigativa do país – a Scotland Yard --, para a qual distribuíam dinheiro em troca de informações em primeira mão. O caso começou na redação, apanhou em cheio a editora executiva Rebekah Brooks, mas recaiu mesmo sobre o colo do patrão Rupert Murdoch. Ele se viu obrigado a ir ao parlamento do país pedir desculpas, tentar se explicar e, por fim, anunciar o sepultamento de sua publicação.
Aqui, no caso Veja-Cachoeira, a aliança da revista, por meio de seu editor-chefe, se deu, de maneira ainda obscura, com um contraventor preso sob acusação de liderar um pesado esquema de operação de jogos ilegais e infiltração em diferentes escalões do poder. Na Inglaterra, jornalistas e policiais. Aqui, com bandidos. Há fortes suspeitas de que Cachoeira, pelo método de gravações ilegais com interlocutores de seus próprios auxiliares, tenha até mesmo fabricado provas comprometedoras contra adversários. As ligações perigosas de Cachoeira com o líder da publicação em sua área mais estratégica, a sucursal de Brasília, e as dúvidas sobre uma longa aliança editorial entre eles já demandam, de per si, uma investigação independente. E esta terá, necessariamente, de incluir o dono da publicação, Roberto Civita, presidente do grupo Abril, e não apenas um ou alguns de seus funcionários. É o que lembra, em post deste sábado 31, o jornalista Luís Nassif, em Esqueçam Policarpo: o Chefe é Roberto Civita. “Policarpo realmente não era de Carlinhos Cachoeira. Ele respondia ao comando de Roberto Civita. E, nessa condição, estabeleceu o elo de uma associação criminosa entre Cachoeira e a Veja”, escreve Nassif, que continua: “Não haverá como fugir da imputação de associação criminosa. E nem se tente crucificar Policarpo ou o araponga Jairo ou esse tal de Dadá. O pacto se dá entre chefias – no caso, Roberto Civita, pela Abril, Cachoeira, por seu grupo”. 
Na edição que chegou às bancas neste sábado, Veja evitou enfrentar o fato de frente. Não há uma linha sequer sobre a informação veiculada durante toda a semana, em diferentes canais, mas especialmente na internet, a respeito do gigantesco volume de grampos nas conversas entre Policarpo e Cachoeira no período de 2008 a 2010. Na semana retrasada, quando o assunto já era de domínio público, a revista não veiculou uma palavra sequer sobre as ligações perigosas entre Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que resultaram na saída deste da liderança do partido no Senado, em abertura de investigação formal dentro da agremiação e numa solicitação de bastidores para que ele se afaste antes de, inevitavelmente, ser expulso.
O caso que Veja ignorou, na torcida para que não crescesse como cresceu, deriva agora, também, para a revelação de uma série de acertos para ilícitos entre Cachoeira e Demóstenes. Sobrou, na esteira das revelações, até para o até então insuspeito ator e deputado federal Stepan Nercessian (PPS-RJ), que emergiu como beneficiário de um empréstimo de R$ 175 mil feito pelo contraventor. Neste sábado 31, quase simultaneamente à revelação do empréstimo, Nercessian pediu afastamento do PPS e de seu posto na Comissão de Segurança Pública e Crime Organizado da Câmara dos Deputados – sem dúvida um cargo bastante estratégico para o amigo que comanda um poderoso esquema de jogos ilegais.
Mas não apenas. O governador de Goiás, Marconi Perillo, vai ficando cada vez mais chamuscado pelas revelações extraídas das investigações de dois anos da Operação Monte Carlo. A prisão de Cachoeira se deu na elegante residência em Alphaville Ipês, em Goiânia, que pertencera a Marconi e fora vendida por ele a um empresário do setor de ensino do Estado. Este, por sua vez, permitia que Cachoeira ali vivesse. Triangulação de interesses? É uma das questões que está no ar, uma vez que Valter Paulo Santiago, dono da Faculdade Padrão, está entre os beneficiados pelo programa de pagamento a instituições de ensino superior, pelo governo local, de bolsas de estudos. Ou seja, recebedor de recursos do Estado, Santiago comprou uma casa do governador, o titular da autoridade cedente, que, por sua vez, registrou a venda em sua declaração de renda por um valor de aproximadamente um terço do que afirmara – R$ 1,4 milhão em três cheques versus R$ 417 mil declarados.
Por todas estas e outras, o caso Cachoeira-Demóstenes é um dos mais explosivos dos últimos tempos, dada a ampla ramificação de interesses do contraventor e seu apetite por articulações dentro das estruturas de poder. E dentro desse caso há a questão Veja-Cachoeira ou Cachoeira-Veja. Dono de um relacionamento bastante próximo com Policarpo, com que dialogava frequentemente, o contraventor tinha em Demóstenes um braço político e, ao que deixa claro, via em Policarpo sua mão editorial. “Os grandes furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz”, disse, no trecho revelado pela própria Veja, o contraventor a seu auxiliar e ex-araponga da Abin Jairo Martins. “Quantos já foram rapaz. E tudo via Policarpo”, festejou.
Cachoeira e Policarpo são velhos conhecidos. Já em 2004, como resgatou 247, a parceria fonte-jornalista funcionava a pleno. Perseguido por uma CPI aberta na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro para apurar o jogo ilegal e encerrada com a recomendação, por 58 votos a zero, entre os deputados, para sua prisão, Cachoeira teve em Policarpo, então, um cioso interlocutor. Matéria assinada por ele, chamada Sujeira para Todo Lado, repercutiu no então presidente da Câmara Federal, João Paulo Cunha, que ordenou a abertura de uma sindicância, uma vez que, de acordo com Veja, alguns parlamentares eram suspeitos de terem ouvido de auxiliares de Cacheira uma proposta de compra de votos de R$ 4 milhões no total. Importante: a gravação da conversa sobre a discussão da proposta foi feita pelos próprios auxiliares de Cachoeira. Pode-se supor, entre outras hipóteses, que o contraventor resolveu fabricar uma prova, ao enviar emissários com proposta de compra de votos, para levar a CPI ao naufrágio, por desmoralização. Na prática, foi isso o que aconteceu. Cachoeira não foi preso na ocasião, sendo levado pela polícia apenas sete anos depois, em fevereiro deste ano.
Nesse meio tempo, em 2005, Cachoeira foi responsável pela entrega a Policarpo da fita que deu origem ao chamado escândalo do Mensalão, na qual o então diretor dos Correios, Maurício Marinho, recebe um pacote de R$ 3 mil. Essa fita, cujas imagens e diálogos foram veiculados por Veja em primeira mão, foi gravada por auxiliares do próprio Cachoeira. Àquela altura, o senador Demóstenes Torres, que já era o braço político do contraventor, sabia que fora preterido para o cargo de Secretário Nacional de Justiça. Há a suspeita que, em represália, ele teria atuado com Cachoeira para prejudicar o PT, o governo Lula e, mais especialmente, o então chefe do Gabinete Civil José Dirceu, que teria sido o responsável pelo veto ao seu nome. Neste contexto, a propina paga por homens do próprio Cachoeira a Marinho deu a partida para o surgimento do pior fato político possível para os adversários de Demóstenes e de seu grupo, que tem Cachoeira como prócer.
Veja, servindo-se de sua fonte na contravenção, não apenas deu vazão às fitas gravadas pelo pessoal de Cachoeira, como prosseguiu divulgando, nos anos seguintes, todo o material que ele produzia e passava às mãos de Policarpo Junior. É frase dele, repita-se: “Os grandes furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz”. Este material incluiu o ‘furo’ do pedido de dinheiro por parte de Valdomiro Diniz, em fita gravada em 2002, desta feita pelo próprio Cachoeira. A notícia saiu em Veja em 2004, mostrando que a parceria já funcionava bem.
Não é do interesse de Veja, agora, puxar por essa memória. A estratégia, manifestada no curto texto “O Policarpo Nunca Foi Nosso”, na edição desta semana, busca carimbar no editor-chefe a marca do profissional acima de qualquer suspeita. Para tanto, utiliza Carlinhos Cachoeira como avalista: “O Policarpo você conhece muito bem. (...) Ele não faz favor para ninguém e muito menos para você”, disse o contraventor, hoje preso, para seu auxiliar e ex-araponga Jairo Martins, também encarcerado pela Operação Monte Carlo. “Nós temos de ter jornalista na mão, ô Jairo. Nós temos que ter jornalista. O Policarpo nunca vai ser nosso...”. Pelos serviços prestados a Veja, a verdade é que Policarpo Junior poderia ter ganho, nesta semana, uma defesa melhor, de um advogado mais qualificado. No editorial do diretor de redação Eurípedes Alcântara, nenhuma linha a respeito. É como se o diretor da sucursal de Brasília estivesse sozinho em seu relacionamento com Cachoeira, mas há toda uma gigantesca máquina editorial por detrás desse circuito.

Vídeo sobre a matéria:


Fonte texto: Portal Brasil 247

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A ladra, mulher do ladrão, falava pelos cotovelos e foi eleita a musa da CPI pela imprensa corrupta brasileira, mas agora vai se calar

OPERAÇÃO MONTE CARLO - Andressa Cachoeira depõe hoje na CPI.
Mulher do bicheiro deve adotar a tática do companheiro e se recusar a responder às perguntas, mas deputado quer assegurar, via STF, o direito de questioná-la. Araponga também é esperado no Congresso
 


Andressa (D) teve que pagar fiança de R$ 100 mil após ser acusada de tentar chantagear o juiz Alderico Rocha Santos (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 21/6/12)
Andressa (D) teve que pagar fiança de R$ 100 mil após ser acusada de tentar chantagear o juiz Alderico Rocha Santos
Após o recesso parlamentar, a CPI do Cachoeira volta aos trabalhos hoje com os depoimentos de Andressa Mendonça, mulher do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e do policial federal aposentado Joaquim Gomes Thomé Neto, apontado como um dos arapongas da organização criminosa chefiada pelo contraventor. Apesar de Andressa não ter habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF) para permanecer em silêncio, ela não deve responder a nenhum questionamento. Entretanto, ao contrário do rito que vem sendo adotado pela comissão quando o depoente não quer falar, alguns deputados vão insistir nas perguntas.

Um deles é Onyx Lorenzoni (DEM-RS). O deputado, inclusive, entrou com pedido de liminar no STF para ter assegurado o direito de questionar, mesmo que os depoentes estejam munidos de habeas corpus. “Entrei com o pedido antes mesmo do recesso parlamentar. Até agora, o STF não decidiu sobre essa questão. Amanhã (hoje) cedo, meu advogado vai ao Supremo conversar com a ministra Rosa Weber. Entendo que deveremos fazer perguntas. O silêncio fala e pode modificar o relatório da CPI no fim dos trabalhos”, alegou o deputado.

Andressa será ouvida na CPI na condição de investigada. Por isso, ela pode ficar em silêncio, conforme a Constituição Federal, para não produzir provas contra si mesma. O advogado da mulher do bicheiro, Gerardo Grossi, solicitou, na sexta-feira passada, que o depoimento fosse adiado. O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), negou o pedido. O senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) alegou que o depoimento de Andressa é um dos mais importantes até o momento. “Ela vem na condição de investigada. Ela não é testemunha aqui na CPI. O papel não era apenas o de pombo-correio. O depoimento passa a ser um dos mais importantes.”

Dossiê
A mulher do contraventor foi acusada de chantagear o juiz Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara Federal de Goiânia. Ela teria ameaçado divulgar um suposto dossiê contra o magistrado caso ele não favorecesse Cachoeira no julgamento. Andressa teve que pagar fiança de R$ 100 mil para não ficar presa.

Acusado de ser um dos arapongas de Cachoeira, o policial federal aposentado Joaquim Gomes Thomé Neto está munido de habeas corpus. Informações extraoficiais apontam que, mesmo assim, ele deve falar apenas no início do depoimento. Há a expectativa de que ele se limite a ler um texto com os principais pontos da defesa. Em seguida, não deve responder a nenhum questionamento feito pelos integrantes da comissão.

Amanhã, estarão na CPI a ex-mulher do bicheiro Andréa Aprígio e o contador das empresas fantasmas do esquema, Rubmaier Ferreira de Carvalho. Os dois conseguiram habeas corpus e devem permanecer em silêncio.

As convocações do dono da Delta Construções, Fernando Cavendish, e do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot, mesmo já aprovadas, ainda não têm data para ocorrer. Durante coletiva de balanço dos trabalhos de investigação do primeiro semestre, o senador Vital do Rêgo havia assegurado que iria priorizar a convocação de pessoas que estivessem dispostas a falar. Pagot já declarou várias vezes que pretende contribuir com o trabalho de investigação dos parlamentares.

O silêncio dos acusados
Das 23 pessoas convocadas pela CPI, 12 não se pronunciaram e duas se limitaram a ler textos com os principais pontos da defesa. Outras nove prestaram depoimento ao colegiado. Confira quem não respondeu aos questionamentos dos parlamentares:

-  Carlos Augusto Ramos, o bicheiro Carlinhos Cachoeira, acusado de ser o chefe da organização criminosa
-  Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta no Centro-Oeste
-  Demóstenes Torres, ex-senador, apontado como o braço político da quadrilha
-  Écio Antônio Ribeiro, dono da empresa Mestra, que comprou, oficialmente, a casa de Perillo
-  Eliane Pinheiro, ex-chefe de gabinete de Perillo
-  Gleyb Ferreira da Cruz, um dos responsáveis pelas movimentações financeiras da quadrilha
-  Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, responsável pelas escutas clandestinas
-  João Carlos Feitosa, o Zunga, ex-subsecretário de Esporte do Distrito Federal
-  José Olímpio de Queiroga Neto, um dos gerentes da organização criminosa
-  Lenine Araújo de Souza, contador da organização (apenas leu a sua defesa)
-  Lúcio Fiuza Gouthier, ex-assessor do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB)
-  Marcelo de Oliveira Lopes, ex-assessor da Casa Militar do Distrito Federal
-  Rodrigo Moral Dall Agnol, contador da Delta
-  Wladimir Garcez, ex-vereador de Goiânia, ligado a Cachoeira (apenas leu a própria defesa).


Vídeo sobre a matéria:

Fonte texto: Blog do Aposentado Invocado

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Serra vai depor na CPI do Cachoeira?


Em sessão realizada hoje (14), a CPMI do Cachoeira decidiu convocar mais dez pessoas para depor nos próximos dias. Entre elas, a esposa do mafioso, Andressa Mendonça, o jornalista Carlos Bordoni – que disse ter recebido das mãos de Marconi Perillo R$ 40 mil por serviços de rádio durante a campanha do tucano – e Lúcio Fiúza, ex-assessor do governador de Goiás.  


Por maioria, os parlamentares que integram a comissão optaram por não convocar, por enquanto, o dono da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, e o ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot. A decisão gerou protestos. Alguns tucanos inclusive fizeram uma encenação para exigir a imediata convocação de ambos.

Contratos com a Delta e Paulo Preto

Mas eles deveriam ser mais cautelosos. Afinal, os depoimentos do chefão da Delta e do ex-diretor do Dnit podem respingar num tucano de alta plumagem. A construtora realizou obras bilionárias em São Paulo na gestão de José Serra e Pagot já denunciou à revista IstoÉ um esquema de corrupção que envolvia o famoso Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, muito ligado ao ex-governador.

Não é para menos que um requerimento já foi apresentado à CPMI pedindo a convocação de José Serra. De autoria do deputado Doutor Rosinha (PT-PR), ele também inclui o explosivo Paulo Preto e parte da justificativa de que Serra deve explicações sobre o crescimento dos contratos da Delta entre 2005, quando o tucano foi prefeito, e 2010, quando deixou o governo estadual. Será que o eterno candidato, que agora disputa a prefeitura paulistana, vai ser convocado para depor? A ver!

Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Blog do Miro.

terça-feira, 5 de junho de 2012

JUSTIÇA MANDA SOLTAR ARAPONGA DE CACHOEIRA - DADÁ HOJE, OS DEMAIS AMANHÃ.

DADÁ NÃO PODE CONVERSAR COM POLICARPO JR.

Onde passa boi, passa boiada. Dadá é o primeiro a sair, qualquer hora será o Cachoeira.


A Terceira Turma do TRF 1a. Região - Brasília - Concedeu ontem Habeas Corpus ao araponga Idalberto Matias, ex-sargento da Aeronáutica e um dos acusados de pertencer ao esquema criminoso da jogatina liderado por Carlos Cachoeira.

Segundo determinação judicial ele responderá em liberdade à sua possível participação na ação penal.

Dadá não pode sair de Brasília, tem de comparecer todas as vezes em que for convocado pela Justiça e não pode manter contato com as empresas mencionadas nos autos, até o fim do processo. 

Dadá está ainda impedido de "instalar novas escutas ilegais".


DADÁ

FUI !!!!!
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: 007BONDeblog

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O GRANDE MEDO DO SENADOR DEMóstenes TORRES É SER PRESO E IR PARA UMA CELA NA "PAPUDA".

SUANDO FRIO - DE IMPLACÁVEL INQUISIDOR À QUASE PRESIDIÁRIO

Senador Demóstenes Torres diz a colegas que teme ser preso.


Conforme já havíamos dito aqui, todo o trabalho da defesa do ainda senador DEMóstenes Torres, visa postergar o máximo possível uma decisão por parte do Senado em lhe cassar o mandato. Não há ninguém que acredite na absolvição de DEMóstenes, no Conselho de Ética e posteriormente no Plenário do Senado.
É aí que começa o drama de DEMóstenes, pois, sem o mandato, sem a prerrogativa do foro privilegiado no STF, ele passará a ser um cidadão comum, que como qualquer outro quando comete um crime pode pegar cadeia por isso. DEMóstenes Torres sabe que vai ter de depor na CPMI, e sabe que se quando sentar lá naquela cadeira, onde outros já estiveram sendo por ele "torpedeado", se já estiver sem a cobertura do privilégio, corre sério risco de sair algemado, direto para a Papuda. Motivos não faltam para que em breve ele tenha a prisão pedida e passe a ser, além de parceiro, vizinho de cela de Carlos Cachoeira.

Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Blog 007BONDlog

quarta-feira, 11 de abril de 2012

ANJ vai proteger o Robert(o) Civita?


Por Paulo Henrique Amorim, no blogConversa Afiada:

Segundo a Agência Brasil, saiu a CPI Mista do Demóstenes-Cachoeira-Perillo e do…

Segundo o Blog do Nassif, o deputado Fernando Ferro, do PT de Pernambuco, aquele que cunhou a expressão PiG, em homenagem a artigo de Ali Kamel, vai convocar o Robert (o) Civita.

(Esqueçam o Policarpo, sugeriu o Nassif: quem manda no detrito de maré baixa é o Robert (o) Civita).

(Quantos passaportes tem o senhor Civita?, perguntava-se o sempre pioneiro engenheiro Leonel),

E, agora, a Associação Nacional dos Jornais vai defender o Robert (o) Civita ?

A CPI do Cachoeira é uma ameaça à liberdade de imprensa dos donos do PiG?

A CPI vai chamar o Ernani de Paula, aquele que, na TV Record, melou o mensalão?

Não seria o caso de chamar o Roberto Jeferson para depor?

Ou a CPI vai fechar a lente no Cachoeira e deixar o… escapar por baixo das pernas?

Onde está o inesquecível Senador Heráclito Fortes, que melou o depoimento de Daniel Dantas na CPI dos Correios?

Onde está o senador Delcidio Amaral, que fecharia a CPI dos Correios sem pedir a incriminação de Daniel Dantas, não fosse a intervenção da senadora Ideli Salvatti?

Onde estarão Heráclito e Delcidio na hora em que Robert (o) Civita aparecer para depor?

Quem Robert (o) Civita contratará como advogado?

Com os de sempre, ele está perdido: perde todas.

Na Argentina, mandaram os Civita para correr.

Está na hora de copiá-la – pelo menos nisso.



Fonte texto: Blog do Miro