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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Ordem de serviço da PM e genocídio da juventude negra


Nos últimos dias, livros, revistas, dissertações e o computador têm sido minhas principais companhias. A tarefa é dura e desafiadora: escrever sobre Lélia Gonzalez (1935-1994), uma das maiores intelectuais negras que este país já teve.
Em um dos parágrafos, falei dos desafios a serem enfrentados para a superação da desigualdade racial existente no Brasil. Da mesma maneira, discorri sobre os avanços e vitórias que a população negra obteve, principalmente nas duas últimas décadas: A criação da SEPPIR em 2003, a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial em 2010, e mais recentemente a vitória histórica com a aprovação das Cotas no ensino superior.
Como ninguém é de ferro, resolvi desanuviar um pouco: um café e uma olhadela no Facebook. Minha estratégia não deu muito certo: me deparei com uma “ordem de serviço” (imagem acima) da Polícia Militar de São Paulo, o que mostra que, apesar dos avanços, a luta contra o racismo tem de ser cotidiana.
Temos na medida da PM Paulista uma continuidade histórica. Ainda no século XIX, representantes da classe dominante brasileira tomaram de empréstimo as teorias raciais disseminadas na Europa, que atestavam a inferioridade dos negros. Ao adaptá-las à realidade nacional, imputaram aos descendentes de escravos uma suposta tendência ao crime. Outrossim, o negro associado à criminalidade foi fundamentado pela Ciência, ganhou caráter institucional no Estado e acabou amplamente disseminado pela população.
Passados mais de um século, este estigma permanece arraigado no inconsciente coletivo e nas abordagens policiais. Os moradores das periferias, vilas e favelas, sobretudo os negros e do sexo masculino, são vistos como elementos suspeitos.
Do ponto de vista da violência urbana, um estudo realizado pelo Laboratório de Análises Estatísticas Econômicas e Sociais das Relações Raciais da UERJ mostrou que, entre os anos de 2009 e 2010, o número de pretos e pardos assassinados cresceu 46,3%. No contingente branco, esse crescimento foi de 0,1%.
Mano Brown, que recentemente pediu o impeachment do governador Geraldo Alckimim, pelo alto índice de jovens negros assassinados nas periferias de São Paulo, em 2011, durante palestra em Belo Horizonte afirmou que de cada 15 jovens assassinados 14 são negros. Esses números não deixam claro que um genocídio está em curso no Brasil, e pouco ou nada se faz para reversão desse quadro aterrador.
Os reflexos das teorias raciais formuladas pela elite brasileira nos anos finais do século XIX e início da primeira República também são visíveis no sistema prisional. No Rio de Janeiro, 90% da população carcerária é formada por afro-descendentes. Diante disso, torna-se impossível não lembrar dos versos de Gil e Caetano:
“mas presos, são quase todos pretos, ou quase brancos, quase pretos de tão pobres, e pobres são como podres, e todos sabem como se tratam os pretos”.
Num país que entende como natural a distância que separa negros e brancos, a postura genocida da Polícia Militar de São Paulo dificilmente é associada à violência racial. Além disso, quando chegam a ser noticiados na mídia são fruto de denúncias de moradores e de pressões dos movimentos sociais. Assim, é necessário louvar as reportagens veiculadas pela Rede Record e pela Carta Capital, que nos últimos anos têm levado ao ar e publicado matérias sobre a discriminação racial e a violência policial no Brasil. Fato raro na televisão brasileira.
Nas eleições de 2010, em um dos debates entre os presidenciáveis, Plínio Arruda, nos poucos minutos a que teve direito de se pronunciar, sintetizou numa frase um dos legados deixados pelos quase quatro séculos de escravidão no país: “Ser negro no Brasil é extremamente perigoso”.
Poucos devem ter prestado a atenção na assertiva de Plínio, porém, a “ordem de serviço” emitida pelo Comandante da PM, Ubiratam Beneducci, não deixa dúvidas de que o então candidato do PSOL estava coberto de razão. 
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Portal UJS

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ativistas seminuas protestam durante oração do Papa Bento 16


Ativistas exibiam cartazes e frases no corpo em defesa dos gays. Protesto ocorreu enquanto Papa fazia a oração dominical do Ângelus.
Ativistas do grupo feminista Femen protestaram seminuas neste domingo (13) na Praça de São Pedro, no Vaticano, enquanto o Papa Bento 16 fazia a tradicional benção dominical da oração do Ângelus da janela de seu apartamento. As ativistas exibiam cartazes e frases no corpo em defesa dos gays.
As quatro mulheres estavam posicionadas ao lado da Árvore de Natal na praça, diante da Basílica de São Pedro. Quando o Papa apareceu em sua janela para o Ângelus, elas começaram a se despir, e em segundos mostraram os seios no meio dos fiéis.
As militantes exibiam no peito a expressão “Cale a boca” e nas costas ‘In gay we trust’, alusão a ‘In god we trust’ (Em Deus confiamos, lema oficial dos Estados Unidos) e algumas exibiam cartazes nos quais estava escrito em letras garrafais “Cale a boca”. A ação durou apenas alguns minutos e elas foram imediatamente detidas.
O Femen é conhecido desde 2010 por suas ações de ‘topless’, principalmente em Rússia, Ucrânia e Inglaterra. Em setembro, elas criaram em Paris “o primeiro centro de treinamento” do “novo feminismo”. Essas feministas defendem também a democracia e o combate à corrupção.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Portal UJS

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

UJS Minas realizará plenária estadual neste final de semana


local daplenaria
A União da Juventude Socialista (UJS) de Minas Gerais realizará sua primeira plenária do ano neste final de semana na cidade de Betim.
Neste ano de 2012 a UJS realizará seu 16º Congresso Nacional e 10º em Minas. A plenária tem como principal objetivo a construção do planejamento político e organizativo do congresso da UJS mineira que acontecerá no mês de maio.
A plenária terá uma rica programação com a participação de várias lideranças políticas do estado. Também estará presente na atividade o diretor nacional de Movimento Estudantil Secundarista da UJS, Thiago Andrade.
Segundo Flávio Nascimento, presidente da UJS Minas, esta é uma atividade de extrema importância para a militância da entidade. “A UJS é uma entidade com uma forte marca ideológica e muita unidade política na ação. Por isso, nossas plenárias cumprem uma importante função de nortear o conjunto de nossa militância nas batalhas do próximo período”, relata Flávio Nascimento.
Toda a militância da UJS está convocada para a plenária. A taxa de inscrição é de R$10,00.
Confira a programação e endereço do local da plenária:
Dia 11/02 - sábado
9hs. O DESAFIO BRASILEIRO PARA A CONSTRUÇÃO DO SOCIOALISMO
Diogo Santos - estudante de Ciências Econômicas da UFMG e membro da Fundação Maurício Grabois - Minas
Geraldo Pimenta – ex-vereador e presidente do PCdoB em Betim
12:00hs. Almoço
13hs - JUVENTUDE E TRABALHO
Romney Mesquita - Dirigente do coletivo de juventude da CTB MG.
14hs. PAPEL DA UJS NA POLÍTICA MINEIRA
Wadson Ribeiro – Ex-presidente da UNE e da UJS e ex-secretário executivo do Ministério do Esporte
Sérgio Danilo - Historiador e membro da Fundação Maurício Grabois – Minas
17hs. Participação da deputada federal Jô Moraes(PCdoB) e do deputado estadual Carlin Moura(PCdoB).
18:30hs. Pré-Carnaval de Belo Horizonte: ala da UJS “AI SE EU TE PEGO” no bloco “As Teresas não são santas”.
Dia 12/02 – domingo
9hs. NAS REDES E NAS RUAS LUTANDO PELO BRASIL E PELA MINAS DOS NOSSOS SONHOS
Thiago Andrade – membro da executiva nacional da UJS
Flávio Nascimento – Presidente da UJS Minas
13hs.Pré–carnaval em belo Horizonte: Monobloco na praça da Liberdade
Vídeo sobre a matéria:


Local:
rua Brasília, nº330, bairro Santo Afonso, Betim-MG.