O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto cresce diante da especulação imobiliária e comanda os protestos mais relevantes do País
Há cinco anos, Wilson Barbosa saiu de Oeiras, Piauí, para trabalhar em São Paulo. Na época, o então faxineiro pagava 350 reais para alugar a casa onde morava com a esposa e dois filhos no extremo da zona leste.
Eis mais um dos “crimes do regime cubano”: Os gastos com a política social. Enquanto na América Latina estes representam 10% do PIB e na União Europeia 25% em Cuba supera os 30%. No orçamento de 2012, o governo cubano destina 17 bi, 347 milhões e 800 mil pesos para a Educação, Saúde e necessidades sociais.
Mais de 800 milhões de pesos destinam-se a subsídios para pessoas com baixos rendimentos e 400 milhões de pesos para a proteção a pessoas em situação críticas, como os incapacitados por motivos físicos ou mentais, mães solitárias com filhos menores a seu cargo e aos que são colocados em posição disponível no processo de reordenamento laboral em curso.
No setor da saúde pública, uma das maiores fontes de ingresso de divisas (devido aos vários programas de cooperação internacional, que engloba mais de 40 mil profissionais, com cerca de 70 países), o orçamento disponibiliza 9% do PIB para desenvolvimento de um sistema integrado desde a atenção primária.
Estes programas de proteção social permitem uma mais equitativa distribuição dos recursos e respectiva aplicação no desenvolvimento humano, como o estado de saúde e nutricional da população, esperança de vida, saneamento e água potável, conservação do meio ambiente, participação politica, educação, cultura, informação e maior relevo do papel da mulher na vida econômica e politica.
3 mil pessoas. Esse foi o número de manifestantes que compareceram na manhã desta quinta-feira (05) na comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de SP, para protestar contra a desocupação da área (ocorrida no dia 22/01) e o suporte precário dado para as mais 1,5 mil famílias que ocupavam o local.
Manifestantes ocupam Pça Central de S. J. dos Campos (crédito: Nilton Cardim)
O protesto, convocado pela CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais), durante o Fórum Social Temático, reuniu, além de moradores desalojados, centrais sindicais, sindicatos e entidades de defesa dos sem teto e sem terra. A caminhada começou por volta de 9h na praça Afonso Pena,percorreu vias do centro, e terminou na sede da Prefeitura de São José dos Campos, por volta das 14h.
Segundo a prefeitura, a PM e a própria organização do ato, não houve incidentes. “A gente não quer mais confusão com a polícia e com a Guarda Civil. Nossa exigência é a desapropriação do terreno do Pinheirinho e melhorias nos abrigos onde estão as famílias”, afirmou Antonio Donizete, advogado que defende as famílias despejadas.
Desalojados convivem em condições precárias à espera de uma solução
Às 15h, os manifestantes se dirigiram até o terreno do Pinheirinho, onde foi distribuído às famílias desalojadas alimentos, como arroz, feijão, frutas e legumes, trazidos pelas entidades em quatro caminhões.
Para o membro da CMS e secretário de Cultura, Esporte e Lazer da CTB, é inaceitável a truculência usada contra as famílias de Pinheirinho e o descaso e isensibilidade dos governos estadual e municipal diante do problema. "Reforçamos nosso posicionamento totalmente contrário à truculência praticada pela polícia dos governos Geraldo Alkmim e Eduardo Cury. E manifestamos também nosso total apoio ao processo de ocupação urbana que o movimento comunitário realiza em defesa da moradia popular. Essas famílias retiradas de suas casas, precisam agora de uma solução. Não podemos aceitar essa situação de abandono por parte do poder público aos desalojado. Expressamos toda nossa solidariedade aos moradores de Pinheirinho e continuaremos nosso protesto contra essa desocupação irresponsável por parte do PSDB".
O caso de Pinheirinho alcançou repercussão internacional. Já houve notícias no jornal inglês The Guardian, na rede de televisão Al Jazeera, e no sítio da Anistia Internacional. A violência com que os moradores da comunidade foram tratados não deixou indignado somente o povo brasileiro. Manifestações de repúdio à desocupação arbitrária e à violência desferida vem ocorrendo em diversos países.
Manifestações de protesto em Madri e Berlim
Ativistas e organizações têm promovido diversas manifestações, muitas delas em frente às embaixadas brasileiras em seus respectivos países. Já ocorreram protestos na Alemanha, Espanha, Italia, França, Paraguai, Argentina, Portugal, EUA, Inglaterra, Irlanda, Escócia, Ucrania, Rússia, El Salvador, Costa Rica, Japão, Haiti, Venezuela, Honduras. Os ativistas aguardam ainda mais manifestações de repúdio à violência contra os moradores do Pinheirinho e pela desapropriação do terreno, que deve voltar para as mãos da comunidade.