quinta-feira, 14 de abril de 2016

7 motivos para entender porque este impeachment é golpe


5. Em 1964, o golpe também não tinha esse nome. Era “revolução”. Era mal disfarçado, como hoje. É pouco provável que o governo seja derrubado com tanques na rua –apesar de muitos opositores de Dilma pedirem isso. Mas há outras formas de se desrespeitar a democracia e derrubar um governante, e é isso o que a oposição, a mídia e setores do empresariado e do judiciário estão fazendo. Não há tanques, e pode se usar o nome que quiser. Mas, na prática, é golpe.

6. Governo não é como roupa, que se não serve ou você não gostou da cor você vai lá e troca. Numa democracia, a troca é pelo voto. Se não, é golpe.

7. Se todos os canhões da mídia, do judiciário e do empresariado estão voltados contra apenas um partido, o interesse não é o bem público ou a moralização da política. O interesse é prejudicar apenas esse partido para ganhar o poder no tapetão. E aí, novamente, não tem como dourar a pílula: é golpe.
Entenda de forma rápida e direta porque esta tentativa de impeachment é sim, um golpe. E espalhe para a sua rede!
1. Dilma Rousseff não é ré em nenhum processo. Não cometeu nenhum crime, e não é investigada pela Lava Jato. Isto, por si só, já encerraria a discussão: impeachment sem crime, é golpe.
2. O argumento para o impeachment são as “pedaladas fiscais”. O que é isso? Dilma colocou dinheiro da Caixa Econômica Federal em programas sociais, para conseguir fechar as contas e, no ano seguinte, devolveu esse dinheiro à Caixa. Não obteve nenhum benefício pessoal e nem seus piores inimigos conseguem acusá-la de qualquer ato de corrupção. O mesmo expediente foi utilizado por Lula, FHC, pela maioria dos governadores e prefeitos. Ou seja, usar esse fato para afastar apenas Dilma, é golpe.
3. Ao contrário de Dilma, os políticos que pedem seu afastamento, como Eduardo Cunha (que tem contas secretas milionárias na Suíça) Aécio Neves (citado em seis delações), têm muito a explicar. E mais da metade dos integrantes da comissão de impeachment (37 de 65 integrantes) estão na mira da Justiça, investigados por corrupção. Um processo conduzido por essas pessoas contra uma presidenta que não é ré em nenhuma ação, é golpe.
4. Dilma Rousseff foi eleita com mais de 54,5 milhões de votos. Derrubá-la sem que haja nenhum crime cometido não apenas é golpe como é um desrespeito com a maioria do eleitorado brasileiro. Não à toa um dos líderes do movimento é o candidato derrotado em 2014, Aécio Neves. Perder uma eleição é chato, mas faz parte da vida. O próprio Lula foi candidato quatro vezes até ser eleito. Quem desejar ser presidente deve aguardar as eleições de 2018 e se candidatar. É assim que funciona numa democracia. Caso contrário, é golpe.
5. Em 1964, o golpe também não tinha esse nome. Era “revolução”. Era mal disfarçado, como hoje. É pouco provável que o governo seja derrubado com tanques na rua –apesar de muitos opositores de Dilma pedirem isso. Mas há outras formas de se desrespeitar a democracia e derrubar um governante, e é isso o que a oposição, a mídia e setores do empresariado e do judiciário estão fazendo. Não há tanques, e pode se usar o nome que quiser. Mas, na prática, é golpe.
6. Governo não é como roupa, que se não serve ou você não gostou da cor você vai lá e troca. Numa democracia, a troca é pelo voto. Se não, é golpe.
7. Se todos os canhões da mídia, do judiciário e do empresariado estão voltados contra apenas um partido, o interesse não é o bem público ou a moralização da política. O interesse é prejudicar apenas esse partido para ganhar o poder no tapetão. E aí, novamente, não tem como dourar a pílula: é golpe.
Fonte:PT MG

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