sábado, 1 de agosto de 2015

Parabéns a elas! Grandes mulheres da África de língua portuguesa

Angolanas, cabo-verdianas, guineenses, moçambicanas, são-tomenses. Africanas. Mulheres acima de tudo. São a prova de que o rótulo de “sexo frágil“, deveria ser substituído por “sexo forte“. São filhas, mães, mulheres que lutaram pelos seus sonhos e servem como exemplo para toda a lusofonia. Usam a música, as palavras, o ativismo e a política como forma de conquistar espaço para o feminino no mercado de trabalho num continente onde a desigualdade de gênero é ainda mais intensificada do que nos restantes países.
Angolanas, cabo-verdianas, guineenses, moçambicanas, são-tomenses. Africanas. Mulheres acima de tudo.
São a prova de que o rótulo de “sexo frágil“, deveria ser substituído por “sexo forte“. São filhas, mães, mulheres que lutaram pelos seus sonhos e servem como exemplo para toda a lusofonia. Usam a música, as palavras, o ativismo e a política como forma de conquistar espaço para o feminino no mercado de trabalho num continente onde a desigualdade de gênero é ainda mais intensificada do que nos restantes países.
Para celebrar o Dia Internacional da Mulher Africana, selecionamos cinco nomes que fazem a diferença no seu dia-a-dia para o crescimento e desenvolvimento do continente africano:
Ary (Angola)

A cantora Ariovalda Eulália Gabriel, mais conhecida por Ary, é um exemplo destas mulheres que marcam o solo angolano.
Ary é a mais velha de seis irmãs e é um exemplo para todas as mulheres que sonham em mostrar ao mundo o seu talento. Desde menina, nunca deixou de lado os seus objetivos, nunca desistiu da música embora tenha encontrado muitos obstáculos pelo caminho. Dona de uma voz belíssima, opta por géneros musicais como Kizomba, Semba e Soul Music e hoje é uma cantora reconhecida em todo o mundo e em terras angolanas, onde já foi indicada várias vezes ao prémio “Diva de Angola”. Ary é conhecida pelo seu estilo único e performance no palco, é considerada um dos nomes sonantes no mundo da música angolana.
Carmen Souza (Cabo Verde)
Carmen-Souza
Considerada ícone da música cabo-verdiana, Carmen Souza, não poderia deixar de ser mencionada como exemplo quando se fala na mulher de Cabo Verde. Carmen nasceu no seio de uma família que foi obrigada a abandonar o país e emigrar para Portugal. Filha única, sempre viveu nos costumes e tradições da sua terra natal. Começou a cantar num coro da igreja e acabou nos maiores palcos do mundo ao lado dos maiores ícones da música internacional.
As músicas de Carmen levam para o mundo a cultura de Cabo Verde, com ritmos africanos que enchem a sua música misturados com o estilo único e próprio que a cantora apresenta álbum após álbum.

Luísa Diogo (Moçambique)
Luisa-Diogo
A política moçambicana Luísa Diogo é um exemplo claro de que uma mulher pode estar à frente de cargos políticos e tomar decisões fortes diante de homens com ideias contrárias. Luísa estudou muitos anos nas áreas ligadas à Economia e é agora a primeira mulher alguma vez nomeada chefe de Governo na história de Moçambique. Participou em várias negociações internacionais e nacionais e é um exemplo significativo para todas as mulheres que querem lutar por um país melhor participando no governo do seu país.

Dina Adão (Guiné-Bissau)
Dina-Adão
Dina Adão é sem dúvida uma das mulheres mais interessantes da Guiné-Bissau. É jornalista, atriz, musicista, ativista cultural e social, licenciada em direito e grande empreendedora. Dona de um sorriso carismático que é muito familiar nas telas da televisão e do cinema nacional, o seu trabalho foi além-fronteira e conquistou o Brasil. Dina foi a primeira mulher africana a trabalhar no Brasil como apresentadora do programa ‘Nova África’ da rede TV Brasil.
O trabalho de Dina Adão, que hoje é uma das mulheres mais influentes do país, é reconhecido tanto a nível nacional como a nível internacional.

Olinda Beja (São Tomé e Príncipe)
olinda
Olinda Beja é um exemplo puro da força dos sentimentos que as mulheres carregam consigo e os seus versos são prova da beleza das palavras de uma cultura e do amor pela tradição.
Para além escritora, Olinda é professora de ensino secundário, administradora financeira do Centro Nacional da Cultura de S. Tomé e Príncipe, Comendadora dos Países Irmãos Brasil – Tomé e Príncipe, contadora de histórias e dinamizadora cultural. O seu trabalho é de tal modo marcante que é objeto de estudo em várias universidade no Brasil e nas escolas portuguesas localizadas no Luxemburgo.
Fonte: Geledés

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