segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Em Goiânia, mãe tenta trocar criança por crack


Mulher venderia bebê de dois meses por R$ 20, valor da porção da droga
Uma mulher de 38 anos foi presa pela Policia Militar (PM) por tentar, supostamente, trocar a filha "Alana", com menos de dois meses de idade, por uma porção de pedras de crack avaliada em R$ 20. A prisão ocorreu na noite de domingo (8) em uma boca de fumo do bairro Parque Amazônia, em Goiânia.
De acordo com a PM, e no momento da prisão, a mulher se escondeu sob uma laje, com o bebê nos braços. Ela foi encaminhada para a Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher), onde foi levada e liberada após registro de boletim de ocorrência.
 - Eu não tentei negociar, e nem trocar, a minha filha por drogas.
Ela confirmou estar, no momento da prisão, longe da sua casa, e bêbada. Alega ter sido "chantageada" em um bar, onde pediu R$ 1,50 para a passagem de ônibus, e alguém sugeriu a troca. O caso foi repassado, nesta segunda-feira (9), para investigação da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente).
A tendência da Polícia Civil e do Conselho Tutelar é requerer na Justiça de Goiás a guarda do bebê da suspeita. Com menos de dois meses de vida, e "arrastada" pelas ruas, a menina sequer foi registrada em cartório. Maria de Lourdes da Silva, a avó materna da usuária de crack, disse que vai batizar a menina com outro nome. Ela recebeu a criança das mãos da conselheira tutelar Karine Rodrigues Santos Almeida.
O problema é que além de "Alana", como a criança sem registro é chamada pela família, Maria de Lourdes cuida de outras três, todas filhas da suspeita. E desconhece os pais biológicos, cuja guarda vem sendo decidida pela Justiça em favor da avó. Sem emprego, sem dinheiro, sem profissão, a mulher corre as ruas em busca de drogas e  bebidas após ter tido "uma paixão não correspondida", há 17 anos, segundo Maria de Lourdes.
O histórico, de acordo com outros parentes, reforçam o temor de que as quatro meninas reunidas precisam de lar e afetividade. A conselheira tutelar Karine, mesmo não vendo provas concretas da troca da criança por drogas, aposta que a mulher  vai mesmo perder guarda de "Alana".
 - Não há testemunhas da tal negociação. Mesmo assim, as chances de ficar com a criança são ínfimas.
 O Conselho entende que a polícia deverá enquadrar a mãe de "Alana" por promessa de entrega de filho a terceiro por meio de pagamento, ou maus-tratos. Situações como esta, onde pais usuários de drogas colocam a vida da criança em situação de risco, estão em alta nas estatísticas.
Em 2011, avaliou o conselheiro tutelar João Batista Martins, cerca de 4.000 casos como esse passaram pelo Conselho Tutelar, entre outras ocorrências de espancamento e estupro.
Vídeo sobre a matéria:

Fonte texto: Portal R7

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