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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A PM de São Paulo e os Black Blocs falam a mesma língua da ditadura

Eu já escrevi antes sobre isso, no sábado, antes mesmo de saber dos conflitos que ocorreram no final da noite, quando os grupos “black blocs”, a Polícia de São Paulo e os espectadores dos shows de aniversário da cidade se envolveram em episódios de violência.
E, infelizmente, tudo o que aconteceu está em linha com o que eu dissera, o que sinceramente gostaria de que não acontecesse.
O fato é que, as imagens – tanto da depredação promovida pelos blocs, quanto da ação da PM na invasão de um hotel atirando balas de borracha sobre pessoas dominadas e as do espancamento de um suposto bloc por espectadores de um show de música – são assustadoras, ainda mais além que os ferimentos em pessoas e os quebra-quebras.
Mostram que estamos chegando a um ponto de comprometer a liberdade de manifestação que tantos nos custou conquistar mas que, agora, serve para que se ouça, como gritou o grupelho que desfilou pela orla do Rio, que “não vai ter copa nem eleição“.
A foto de capa  (já retirada, mas que pode ser vista aqui) do facebook dos black bloc paulistas não esconde o que pretendem.
Quem está apostando na desordem, no conflito e no forjar de uma crise?
Uma aposta que se expressa tanto na preparação do confronto, criminosa e violenta – e diante da qual Polícia e Justiça permanecem inertes – quanto na sua execução, que frequentemente começa na reação da Polícia às provocações e agressões com xingamentos e pedradas.
E que, da polícia paulista, recebe todo o combustível para causar o que se pretende: medo e comoção sociais.
As manifestações anticopa, que a democracia pode absorver, são raquíticas e restritas.
A única importância política que têm é fornecer, para policiais e black blocs, o cenário para sua selvageria.
Cuja exibição, nauseante, está fazendo com que se propague para todos aqueles que estão na rua, em principio pacificamente, seja para participar daqueles atos ou, simplesmente, para o lazer e as atividades nos espaços públicos.
Se existem medidas enérgicas a serem tomadas, estas não são subir o grau de repressão física a estes grupos.
Está claro que existem núcleos de incitação à violência organizados e está claro que há, sobretudo na polícia paulista, um ânimo à tratar com a mesma brutalidade a repressão às ações destes provocadores.
Já temos feridos, mutilados e, agora, um homem em estado de coma.
O Ministério Público e a Justiça, porém, não parecem ter nenhum tipo de ação orgânica contra estes grupos, que partiram e vão partir para atos mais violentos ainda, se e quando – e não há dúvidas de que haverá – existir qualquer manifestação, e até mesmo shows e outras reuniões pacíficas.

O episódio do espancamento do suposto black bloc no show mostra como tudo está tornando fácil a brutalidade como forma de expressão.
Manifestação virou sinônimo de  confrontos e agressões.
Que a polícia e a mídia , pressurosamente, se encarregarão de transformar em conflitos generalizados.
Responsabilizar judicialmente os que planejam e executam estas ações, longe de ser um ato antidemocrático é a única forma de preservar para a sociedade o que tanto lhe custou recuperar: o direito de se manifestar nas ruas, contra ou a favor.
Mas a direita preserva estes grupos e tanto é assim que as manifestações coxinhas os acolhem fraternalmente em suas manifestações “pacíficas”, mesmo sabendo que, dali a alguns quarteirões, eles partirão para os atos violentos.
A oposição, há um ano, transformou a Copa em disputa eleitoral. Seu fracasso ou, no mínimo, os confrontos de rua generalizados durante sua preparação e realização são sua única esperança eleitoral.
Não é preciso entender mais que isso para saber quem vem cuidando de providenciar gasolina para os coquetéis molotov dos black blocs.
Fonte: O Tijolaço

Celac reforça integração regional

Simón Bolivar, se vivo, estaria exultante com a próxima Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que acontece em Havana (Cuba) nos dias 28 e 29 de janeiro. Os historiadores atribuem ao herói libertador as primeiras palavras sobre a necessidade da integração regional. Isto porque, há quase 200 anos, ele redigiu a Carta da Jamaica, um dos textos mais antigos que faz alusão à unidade do que, na época, chamava-se América Meridional.

Hoje, a Celac é o maior mecanismo regional de diálogo e consulta política da região, dedicado a fortalecer os vínculos de consolidação da soberania e a integração dos povos latino-americanos. É constituída por 33 países da América Latina e Caribe que somam cerca de 600 milhões de habitantes.

Hugo Chávez, quando impulsionou a criação desse organismo intergovernamental e, posteriormente, quando participou de sua fundação em Caracas (Venezuela), no dia 3 de dezembro de 2011, não só materializou o sonho de seu compatriota Bolívar, mas fez valer a luta de outros líderes históricos da região, como Francisco de Miranda e o cubano José Martí, que pregava a construção da Pátria Grande.

A 2ª Cúpula da Celac tem como responsabilidade encontrar o consenso em meio a tantas nações distintas para que a região possa seguir avançando nos temas de desenvolvimento social, educação, saúde, meio ambiente e economia. Como disse Chávez, durante a cerimônia de criação do grupo, “uma das grandezas da Celac é que apesar das diferenças, aqui estamos para debater e definir o rumo da verdadeira integração e solucionar nossos graves problemas”.

A Celac representa, portanto, a vontade política e a persistência dos líderes latino-americanos, que buscam constituir um espaço de intercâmbio. Nenhum outro organismo reuniu tantos países, o que pode ser visto como fruto do empenho das forças progressistas que governam a região e buscam conseguir mais autonomia. 

Diante de um cenário no qual a interdependência mundial e o capitalismo desafiam o valor comunitário, a Celac mostra que um continente deve lutar unido contra as injustiças de um modelo civilizatório em decadência. Por isso, o bloco é uma “ameaça” àqueles que por tanto tempo dominaram a região com suas políticas intervencionistas e de exploração, como é o caso dos Estados Unidos, considerado o maior inimigo do processo de integração.

Não é novidade que Washington pressionou alguns governos latino-americanos para não participarem na reunião em Cuba, com o objetivo de minimizar a importância da 2ª Cúpula da Celac. No entanto, as mudanças que estão em curso na região indicam que é difícil que haja um retrocesso no processo de integração. 

As tentativas de isolar Cuba fracassaram. O país caribenho preside a Celac e é o anfitrião do encontro, o que é uma prova definitiva do restabelecimento das relações com todas as nações da região. É importante lembrar que o governo da ilha foi o primeiro a incluir em sua Constituição o objetivo da integração. Também foi ideia dos cubanos declarar a América Latina como “zona de paz”, o que deve ser aprovado durante a Cúpula.

A 2ª Cúpula da Celac deve receber ainda o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza. É a primeira vez que uma autoridade dessa entidade visita Cuba depois de sua expulsão do organismo em 1962. Apesar da expectativa sobre a presença de Insulza, os representantes cubanos reiteraram que não há nenhuma possibilidade de que o país volte a integrar a OEA.

Já neste fim de semana estão sendo realizadas reuniões com coordenadores nacionais e, na segunda-feira (27), há um encontro de chanceleres. O que se espera para a concretização definitiva das aspirações daqueles que idealizaram a Nossa América é que, nos próximos dias, nossos novos líderes tenham sabedoria para conduzir acordos políticos a fim de realizar ações comuns em prol dos povos latino-americanos.

Fonte: Blog do Miro

Lewandowski vai abrir segredo de Barbosa: inquérito desmente Mensalão


Entre hoje e amanhã, o presidente interino do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski tornará publico o Inquérito 2474, o chamado “gavetão”, o mais bem guardado segredo do Ministro Joaquim Barbosa.
O “gavetão” é a peça originária do Inquérito 2245, que resultou no “mensalão”. Na ocasião, o relator Joaquim Barbosa cindiu o inquérito 2245 e as partes não aproveitadas se transformaram no inquérito 2474, aberto em março de 2007, que ele manteve sob segredo de Justiça.
Apesar de garantir que não haveria mais “gavetas” no STF, Joaquim Barbosa recusou-se a divulgar o conteúdo do inquérito.
Em 2011 deferiu pedido formulado pela defesa de Daniel Dantas, abrindo apenas a ele o inquérito (http://tinyurl.com/kgnobew). Mas negou a dois condenados do “mensalão” alegando que não teria nenhuma relação com a AP 470. No entanto, soube-se que laudos da Polícia Federal, que atestariam a participação de Daniel Dantas no financiamento de Marcos Valério, foram encaminhados para o Inquérito 2474, e não para o 2245. Assim como laudos que atestavam a aplicação dos recursos da Visanet em campanhas promocionais.
Ao dar publicidade ao Inquérito, Lewandowski permitirá que não apenas Dantas, mas todos os interessados possam conhecer seu conteúdo.
Há suspeita de que, ao excluir as contribuições de Dantas, atestadas por laudos da Polícia Federal, a PGR teria encontrado dificuldades em justificar o montante movimentado por Valério. Daí a razão de ter tratado como desvio os R$ 73 milhões da Visanet, ignorando laudos técnicos que atestavam a aplicação dos recursos em campanhas.
O PGR Antônio Fernando de Souza se fixou em um parágrafo do relatório de auditoria inicial do Banco do Brasil:
“A inexistência, no âmbito do Banco do Brasil, de formalização de instrumento, ajuste ou equivalente para disciplinar as destinações dadas aos recursos adiantados às agências de publicidade dificulta a obtenção de convicção de que tais recursos tenham sido utilizados exclusivamente na execução de ações de incentivo ao abrigo do Fundo”.
O relatório não nega a aplicação dos recursos. Apenas – dada a fragilidade dos relatórios – informava não ser possível assegurar que “foram utilizados exclusivamente nas ações de incentivo ao abrigo do fundo”.
O PGR Souza ignorou o “exclusivamente” e entendeu que o relatório atestava que a totalidade das verbas publicitárias da Visanet haviam sido desviadas. Posteriormente, aposentou-se e passou a trabalhar em um escritório de advocacia agraciado com um contrato gigante com a Brasil Telecom.
A divulgação do 2474 poderá ser de boa valia para Barbosa esvaziar boatos de que seu filho teria sido contratado por uma das empresas beneficiadas com recursos da Visanet, e cujo caso foi transferido para o “gavetão”. Ou de que o Banco Rural teria feito com a TV Globo operações semelhantes às que fechou com o PT.
Fonte: Blog O Escrevinhador

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Oposição incita protestos violentos contra o governo da Ucrânia

Confrontos entre manifestantes e policiais em Kiev, na Ucrânia, nesta quarta-feira (22), voltaram a colocar os protestos naquele país sob o foco da mídia internacional. Líderes da oposição ao governo foram citados pela emissora Russia Today, nesta quinta (23) ameaçando o governo de que “partirão para ofensiva” caso suas exigências não sejam cumpridas, com ações violentas cujas imagens têm causado alarme.


Reuters
Yulia Tymoshenko e Arseniy Yatsenyuk da oposição na Ucrânia
Yulia Tymoshenko, líder do Partido da Pátria, o maior da oposição na Ucrânia, e seu colega, então ministro das Relações Exteriores, Arseniy Yatsenyuk, no Parlamento ucraniano, em 2007.
Os manifestantes continuam mobilizados no centro de Kiev, causando tensões e mantendo ações violentas. “Amanhã, se o presidente não responder (...), vamos partir para a ofensiva”, disse Vitaly Klitscheko, um dos líderes nos protestos, em um discurso para milhares de ucranianos na Praça da Independência.

Ainda em 2013, as manifestações violentas eclodiram quando o presidente da Ucrânia, Victor Yanukovich, decidiu suspender a assinatura de um acordo que levaria à adesão do país à União Europeia.

A situação econômica e social de diversos países do bloco, devastadas pela recessão e pelas medidas de arrocho impostas pelos credores regionais e internacionais, têm preocupado o mundo, mas a oposição ao governo de Yanukovich ficou revoltada com a sua decisão e iniciou uma série de protestos que têm sido avaliados como uma tentativa de golpe.

Ainda assim, depois de uma reunião de três horas entre o presidente e os líderes da oposição, os manifestantes disseram que não tinham recebido qualquer resposta positiva às suas exigências, que foi expandida para incluir a suspensão das leis anti-rebelião, a demissão do governo e a antecipação das eleições.

Yanukovich ofereceu a continuidade das conversações sobre as leis no dia seguinte, ou seja, nesta quinta (23), de acordo com Arseniy Yatsenyuk, liderança no maior partido de oposição na Ucrânia, o Partido da Pátria, da direita conservadora-liberal, que defende a adesão à UE. 

A líder do partido é a ex-premiê Yulia Tymoshenko, que tem um histórico de má gestão, corrupção e abuso de poder, pelo que foi julgada e condenada a sete anos de prisão. A UE havia alegado uma motivação política no julgamento da ex-premiê e, por isso, suspendido o processo de assinatura de acordos econômicos e comerciais. 

As negociações para o Acordo de Adesão à UE e do Acordo de Livre-Comércio Abrangente e Sustentável tinham sido retomadas, entretanto, mas o governo ucraniano resolveu suspender o processo, sobretudo devido às exigênciais tradicionais de reformas neoliberais impostas como condicionantes. 

Em alternativa, a adesão à União Aduaneira entre Rússia, Cazaquistão e Bielorrússia foi avançada, o que levou a Europa e os EUA a alegarem que a pressão russa havia impedido a adesão da Ucrânia ao bloco europeu, o que já foi negado pelos governos envolvidos.

Apesar disso, a oposição ainda está convocando os manifestantes a continuarem na praça e para prepararem-se para uma possível “ofensiva da polícia”. Yatsenyuk disse a um grande grupo: “Precisamos fazer tudo o que pudermos para impedi-los de expulsar-nos,” de acordo com a Russia Today.

Protestos violentos e confrontos midiáticos


De acordo com a emissora russa, diversos manifestantes continuam ocupando as ruas ao redor do Parlamento, queimando pneus, quebrando lojas e outras construções e formando barricadas.

     Foto: RIA Novosti / Andrey Stenin
  

A polícia passou toda a noite mantendo sua posição, tentando apagar incêndios com canhões de água. Depois de quatro dias de protestos, o centro da capital ucraniana continua parecendo uma zona de guerra, com fumaça, barricadas e escombros.

O ex-presidente ucraniano Leonid Kravchuk disse reconhecer e agradecer a paciência dos oficiais de polícia enquanto confrontavam os manifestantes em uma das ruas ocupadas, Grushevskogo.
“Eles estão atravessando um desafio enorme: apanhando, sendo alvos de pedras e misturas inflamáveis, mas eles permanecem lá e aguentam. Não são muitos os países que têm tropas que tolerariam tal tratamento em uma situação similar.”

Os confrontos de quarta entre os manifestantes e a polícia foram intensificados durante a tarde depois de as tropas de choque terem expulsado vários rebeldes da rua Grushevskogo.

Filmagens da capital ucraniana mostraram centenas de policiais usando gás lacrimogênio, balas de borracha e outras bombas de efeito moral que produzem clarões e barulhos alto (chamadas “flashbang”), no que foi considerada a maior ação de dispersão desde o último episódio, com a ênfase sobre a repressão violenta de alguns policiais.

Manifestantes responderam com um ataque intenso com pedras e coquetéis Molotov, impedindo o avanço da polícia por um breve período, inclusive com a vantagem provocada pela fumaça dos pneus queimando.

As informações avançadas pela mídia internacional têm divergido sobre o número de mortos nos confrontos, com estimativas entre dois e quatro manifestantes vitimados nos últimos quatro dias de protestos. Ainda assim, são as primeiras vítimas fatais dos embates, enquanto 200 pessoas ficaram feridas, de acordo com aRussia Today.

Outras imagens também mostraram manifestantes com paus e chamas atacando policiais que formavam um cordão de segurança à volta de edifícios do governo. Além disso, muitos lançavam pedras, entulhos e coquetéis Molotov diretamente contra os policiais.

O Ministério de Assuntos Internos publicou um vídeo mostrando um grupo de policiais sendo atacados repentinamente, desde trás de uma cerca, na segunda-feira (20). Bombas com gasolina foram lançadas no meio dos cordões, incendiando os uniformes dos policiais, dos quais alguns também foram vistos atirando de volta os coquetéis Molotov lançados pelos manifestantes.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro Nikolay Azarov disse que a polícia não recebeu instruções adicionais sobre o uso da força contra os envolvidos nos protestos. Os procedimentos em vigor incluem a garantia de uso mínimo da força, apenas nos casos dos manifestantes mais violentos.

“As instruções dadas aos oficiais foram simples: evitem o uso da força contra manifestantes pacíficos e impeçam a tomada violenta dos prédios e instituições do governo,” disse Azarov em entrevista à emissora britânica BBC.

Fonte: Portal Vermelho

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Mulheres fazem 'Toplessaço' surpresa contra machismo


Toplessaço' surpresa reuniu mulheres contra o machismo em Vila Velha e gerou polêmica

Um ‘toplessaço’ movimentou a praia de Itapoã, em Vila Velha, na última segunda-feira. Sem anunciar na internet, como foi feito no primeiro encontro, o grupo de 15 mulheres foi à praia e ficou sem a parte de cima do biquíni. Segundo a organização, o protesto foi contra o machismo e a expectativa é que as pessoas encarem o manifesto como algo normal.
A escritora Tayana Dantas é uma das organizadoras e disse que o topless vai acontecer frequentemente a partir de agora. “Se o homem tem o direito de escolher estar com ou sem camisa, também podemos. Precisamos naturalizar essa prática”, comentou Tayana, que também organizou o toplessaço na Ilha do Boi, em Vitória, no dia 28 de dezembro de 2013.
Tayana ainda disse que, há alguns dias, só vai à praia de topless. “Isso tem que se tornar natural. As pessoas têm que se acostumar”, disse.
Em nota, a Polícia Militar informou que foi ao local e caracterizou o ato como “importunação ofensiva ao pudor”. Ninguém foi detido.
Fonte: Pragmatismo Político

Servidores públicos federais vão à luta por seus direitos

Os servidores públicos federais também elegeram a quarta-feira (22) o Dia Nacional de Luta para mobilizar os trabalhadores nos estados e assim negociar com o governo com mais força. “A CTB defende que o governo sente-se à mesa para negociar com os servidores e dessa maneira não deixar a população desassistida em relação aos serviços públicos federais”, assinala João Paulo Ribeiro, o JP, secretário do Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB, responsável pela Coordenação de Organização Sindical da Fasubra e dirigente para Assuntos Legislativos da CSTB. 
Ele explica ainda que a pressa dos trabalhadores reside na legislação eleitoral que impede concessão de aumentos salariais reais depois de abril, caso de 2014. “Depois de abril só pode repor a inflação do período, nada a mais”, defende o dirigente cetebista.
Já no dia 5 de fevereiro ocorrerá em Brasília o lançamento nacional da Campanha Salarial da categoria com grande ato público. “Com o lançamento da Campanha Salarial dos servidores públicos federais em Brasília, iremos solicitar uma reunião com a ministra do Planejamento Miriam Belchior e ainda protocolar nossas reivindicações na Casa Civil e no próprio Ministério do Planejamento”, assegura JP. "Porque 2014 além de ano eleitoral ainda conta com a reslização da Copa do Mundo", preconiza o sindicalista. “Uma das principais reivindicações dos servidores refere-se à antecipação do acordo firmado em 2012 que dividiu nosso reajuste de 15,8% em três parcelas, a última seria para o ano que vem, mas a inflação já corroeu nossos vencimentos", explica.
“Mesmo reconhecendo os avanços dos governos Lula e Dilma, os servidores públicos federais têm que se mobilizar para conquistar avanços nos seus direitos e melhorar as condições de trabalho e salariais para melhor atender a população”, reforça JP. Ele também reclama do processo de terceirização no serviço público.
Fonte: Portal CTB

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

2014 deve ser um bom ano?



O fato de a economia melhorar não contradiz a análise keynesiana

Há um otimismo alarmante sobre as perspectivas econômicas dos Estados Unidos para 2014. Deixem-me tornar a situação ainda mais alarmante, dizendo que eu compartilho esse otimismo. Por quê? Por causa do efeito Três Patetas: se você esteve batendo a cabeça na parede sem um bom motivo, se sentirá muito melhor quando parar.
A economia americana em 2013 tentou começar uma forte recuperação, mas foi contida pela péssima política fiscal federal. A habitação se recuperava; se as políticas de austeridade estaduais e locais não recuaram, pelo menos não se intensificaram; e os gastos das famílias começavam a se reanimar, enquanto os níveis de dívida caíam. Mas os federais aumentavam o imposto sobre a folha de pagamento, com corte de gastos via sequestro e mais.
Incidentalmente, por esses fatores, eu não levo a sério as alegações dos monetaristas de que o fracasso do crescimento em 2013 de certa forma mostrou que a política fiscal não importa. A austeridade nos EUA, embora seja algo ruim, não foi nem de longe tão intensa quanto a que aconteceu no sul da Europa. Foi suficientemente contida para que pudesse ser, e foi, mais ou menos compensada por outros desenvolvimentos ao longo de um único ano.
A questão é que a bateção de cabeça está prestes a parar porque não vamos continuar a nos mover na direção errada. Enquanto isso, o mercado habitacional continua avançando e outras coisas são relativamente favoráveis.
Nada justifica os diversos anos de recuperação lenta que deveria ter sido vigorosa. Esse tipo de previsão é muito menos confiável do que minhas previsões de que a inflação e as taxas de juro continuariam baixas nos EUA, enquanto continuássemos presos em uma armadilha de liquidez, que se baseava em modelos de fundamentos. Ainda assim, o ano começa com boas profecias.
Um breve adendo: se 2014 for um ano de crescimento relativamente bom, muitos considerarão isso uma refutação do keynesianismo – “Ei, caras! Vocês não previram que a economia nunca se recuperaria sem estímulo fiscal?” – Não, não previmos.
Como escrevi em 2009: “A longo prazo, teremos uma recuperação econômica espontânea, mesmo que todas as atuais iniciativas políticas falhem. Por outro lado, a longo prazo...” O fato de que as coisas eventualmente melhorem não é uma refutação da análise keynesiana nem motivo para desculpar ou desprezar os vastos custos humanos e econômicos das más políticas até agora, assim como não justifica as políticas de austeridade na Grã-Bretanha.
Queria falar sobre o 50º aniversário da Guerra à Pobreza do presidente Lyndon Johnson. Por volta de 1980, segundo o Centro para Orçamento e Prioridades Políticas, houve consenso de que ela falhara. Mas, como o CBPP concluiu em um artigo deste mês, isso não se sustenta quando se fazem os cálculos direito: as medidas contra a pobreza com a ajuda do governo mostram um declínio significativo desde os anos 60. Há mais miséria nos EUA do que deveria, mas menos do que havia.
Mesmo assim, o progresso foi decepcionante. Nesta altura da discussão, é importante perceber que os conservadores estão emperrados em uma narrativa fóssil, uma história sobre pobreza persistente que pode ter tido algo a ver três décadas atrás, mas está toda errada hoje.
A narrativa nos anos 70 era que a guerra à pobreza tinha falhado por causa da desintegração social: as tentativas do governo de ajudar os pobres foram superadas pelo colapso da família, a ascensão do crime. A direita e o centro muitas vezes afirmaram que a ajuda promovia a desintegração social. A pobreza era, portanto, um problema de valores e coesão social, e não de dinheiro. Isso sempre foi muito menos verdadeiro do que a elite queria acreditar.
Hoje em dia o crime caiu bastante, assim como a gravidez adolescente e assim por diante. A sociedade não desmoronou, e sim a oportunidade econômica. Se o progresso contra a pobreza foi decepcionante no último meio século, o motivo não é o declínio da família, mas a ascensão da extrema desigualdade. Os EUA são muito mais ricos do que em 1964, mas pouco ou nada do aumento de riqueza foi transferido aos trabalhadores na metade inferior da distribuição de renda.
O problema é que a direita continua nos anos 1970. Sua noção de uma agenda antipobreza tem a ver com botar preguiçosos para trabalhar e deixar de viver à custa do Estado. O fato de que os empregos de baixo escalão, mesmo que uma pessoa consiga um, não pagam o suficiente para tirá-la da pobreza não foi assimilado. E  a ideia de ajudar os pobres continua sendo heresia.
Fonte: A Carta Capital

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

ONU condena demolições de casas palestinas por Israel na véspera de natal

Notícia foi revelada no mesmo dia que "canal secreto" de comunicação entre Netanyahu e Abbas foi descoberto

Cerca de 68 pessoas perderam suas casas na véspera de natal

A ONU (Organização das Nações Unidas) condenou a demolição de habitações palestinas na Cisjordânia por Israel na noite de natal, pedindo a suspensão imediata das atividades. Cerca de 68 pessoas perderam suas residências.

"A UNRWA (A agência da ONU de ajuda aos refugiados palestinos) condena as últimas demolições na Cisjordânia, as mais recentes na véspera do Natal", afirmou em um comunicado, Chris Gunness, porta-voz da entidade. Até agora, pelo menos 1.103 palestinos foram desalojados em 2013 por estas demolições, "que violam o direito internacional", de 663 construções, entre elas, 250 casas, na Cisjordânia e Jerusalém oriental", afirma a ONU em nota oficial.

Como consequência, a UNRWA "pede a Israel que ponha fim, imediatamente, as demolições administrativas", informa o comunicado.

Canal secreto entre Israel e Palestina

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, têm há anos um canal secreto de diálogo por meio de um empresário palestino que reside em Londres.

Esta via alternativa de comunicação foi estabelecida quando Netanyahu chegou ao poder em 2009, informou nesta quinta-feira (26/12) o jornal israelense Yedioth Ahronoth, ressaltando que perdeu força desde que as partes começaram a falar diretamente, em julho passado, ao redor da mesa de negociações.
Segundo o jornal, nos últimos anos o assessor e homem de confiança de Netanyahu, o advogado Itzjak Moljo, costumava viajar de vez em quando a Londres para abordar questões de interesse mútuo com um interlocutor palestino e homem de confiança do presidente Abbas.

Este tipo de canal informal de diálogo - conhecido no jargão diplomático como "backchannel"- serviu para resolver problemas que preocupavam ambas partes e teve grande importância na legislatura anterior de Netanyahu.

"Tinha três objetivos: resolver problemas diários no terreno, abrir caminho para um possível acordo político, e convencer a outra parte do interesse em retomar as negociações de paz", segundo o "Yedioth".

(*) Com informações da Agência EFE, AFP e RT
Fonte: Opera Mundi

Os anúncios mais sexistas de 2013

Os 10 anúncios mais sexistas de 2013. Confira os anúncios que despertaram a ira dos consumidores em 2013 pelo modo como retrataram as mulheres, a partir de seleção feita pelo AdWeek
10. Estereótipo
Sem dúvida o mais brando entre os representantes dessa lista, o comercial do Google acabou pecando pela estereotipização. No anúncio do novo Gmail, é possível observar uma mulher conversando com suas amigas sobre assuntos cliché como tricô, calçados e compras de maneira geral.
9. Ícone

A figura de “Rosie The Riveter” é um ícone cultural nos Estados Unidos, representante das mulheres americanas que trabalharam em fábricas na Segunda Guerra Mundial. Usá-la como uma dona-de-casa satisfeita com a limpeza proporcionada pelo anunciante Swiffer. Depois da recepção azeda na internet, a marca pediu desculpas e prometeu remover a imagem de todos os seus materiais de marketing.
8. Oportunismo
O oitavo lugar da lista é um comercial de orçamento astronômico da Axe para o Super Bowl 2013. Mas o dinheiro não garantiu a boa recepção da campanha, criticada por mostrar uma mulher oportunista que julga seus interesses amorosos tendo como base o status. A modelo troca sem pestanejar um salva-vidas por um astronauta no vídeo criado para promover o Axe Apollo.
7. Fome voraz
O tema do anúncio é um sanduíche da rede de fast-foods Carl Jr. Mas o conteúdo preferiu focar nas formas feminas de uma bela modelo de biquíni. O excesso de erotismo causou incômodo na Nova Zelândia, e o vídeo foi considerado muito libertino para a TV.
6. Motoristas
O site de serviços automotivos TrueCar.com estreou uma campanha que se afirmava como feminista. A estratégia era vender a marca como ajudante para mulheres, retratadas como inseguras e desinformadas quando o assunto é a compra de carros. O site ajudaria a dispensar a presença de um homem durante o processo. Mas todas as mulheres realmente não sabem comprar veículos? A recepção negativa mostrou que a ideia escolhida não foi muito feliz.
5. Quente
A campanha do macarrão instantâneo Pot Noodle foi batizada de “Peel the Top Off a Hottie”, frase ambígua que pode ser traduzida como “Tire o top de uma gostosa”. Não bastasse a abordagem, a execução do vídeo também foi criticada por sua infantilização e abuso de clichês.
4. Duas medidas
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A mesma camisa, dois anúncios totalmente diferentes. A Ameican Apparel causou desconforto este ano quando o post de uma blogueira chamada Emelie Eriksson correu o mundo apontando as incríveis diferenças entre a versão masculina e feminina da mesma campanha. A marca defendeu-se, afirmando que não via discriminação.
3. Beleza
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O anúncio da empresa de TI Acora mostra uma mulher obesa deitada na frente de um homem indeciso e a pouco feliz frase: “Algumas tarefas podem ser terceirizadas”. A ideia gerou, merecidamente, uma série de protestos. A companhia britânica voltou atrás no Twitter. “Pedimos desculpas a qualquer um que pode ter sido ofendido, e o anúncio já foi removido.”
2. Sequestro
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Um anúncio no qual mulheres são sequestradas e ficam presas no porta-malas não parece ser a melhor maneira de promover um carro. Adicione a isso a presença do ex-primeiro ministro italiano Sílvio Berlusconi e as caricaturas de conhecidas amantes dele chorando. O resultado? Um grande escândalo internacional para a Ford, que justificou que a peça não foi autorizada.
1. Objetos
O varejista de eletrônicos RadioShack utilizou mulheres seminuas (e modelos masculinos completamente vestidos) para tentar deixar sua marca mais sexy. O comercial foi alvo de muitas críticas em blogs, veículos e comunidades feministas, que destacaram o uso de produtos fálicos e as cenas em que as modelos substituem móveis e objetos.

MPL convoca ato contra o aumento da tarifa no Rio de Janeiro


O Movimento Passe Livre (MPL) do Rio de Janeiro faz manifestação nesta sexta-feira (20), às 17 horas, na Candelária, no Rio de Janeiro. A manifestação foi marcada após o anúncio de Eduardo Paes de que a Prefeitura irá elevar a tarifa em 2014, justificando a decisão pelo contrato que tem com as empresas.
O movimento afirmou, na página do evento, que "querem atacar a mais destacada conquista da população menos de 6 meses após a vitória das ruas. Este não é somente um ataque ao MPL, ou aos usuários desse caquético sistema de transporte coletivo, mas também contra todos que resolveram se erguer e usar a rua como espaço para exercício da política. A redução das tarifas é hoje o símbolo mais forte da força vinda das ruas. Por isso defender a manutenção da tarifa é lutar por uma perspectiva de luta popular e de massas (...). A rua e a luta não pertencem a este ou aquele coletivo, mas é de todos nós e na vitória todos nós avançamos por uma sociedade mais justa e livre de todas as catracas!"
A tarifa do ônibus no Rio de Janeiro atualmente custa R$ 2,75, valor reduzido após as diversas mobilizações e a lutas populares que ocorreram durante o mês de junho deste ano.
Fonte: Portal Caros Amigos

Sacudiu na rede/Fevereiro: Portuários se mobilizam contra a MP 595

sacudiu fevereiro
Durante as festas de final de ano, o Portal CTB recordará alguns dos textos que mais repercutiram na rede e no mundo sindical em 2013. A série continua com o mês de fevereiro, quando trabalhadores do setor portuário se mobilizaram contra a Medida Provisória (MP) 595, que tratava da reestruturação dos portos no país.
A CTB teve presença fundamental nessa discussão. Para o presidente da Federação Nacional dos Conferentes de Carga e Descarga, Vigias Portuários, Consertadores e Trabalhadores de Bloco (Fenccovib) e dirigente da CTB, Mário Teixeira, a reunião do dia 14 de fevereiro marcou o início dos debates em torno das propostas do governo que regulamentam o funcionamento dos portos.
No mês seguinte, a MP 595 seria assinada pela presidenta Dilma Rousseff, alterando o marco regulatório do setor. Além de Mario Teixeira, José Adilson, do Sindicato dos Estivadores do Espírito Santo e secretário adjunto de Relações Internacionais da CTB, também teve papel de grande importância durante as negociações.
Fonte: Portal CTB

China promete manter no alto para sempre a bandeira de Mao

O presidente chinês, Xi Jinping , disse nesta quinta-feira (26) que o Partido Comunista da China (PCCh ) vai manter bem alto e para sempre a bandeira do pensamento de Mao Tsetung, na busca do rejuvenescimento da nação chinesa. A declaração foi feita durante um simpósio dedicado ao fundador do Partido Comunista Chinês e líder da revolução Chinesa, na passagem do seu 120º aniversário de nascimento, transcorrido nesta quinta-feira (26)



 
Foto pública
Mao nasceu no dia 26 de dezembro de 1893 na aldeia de Shaoshan, situada na província central chinesa de Hunan, e faleceu em 1976 aos 83 anos. Como um dos fundadores da República Popular China, Mao Tsetung é uma das figuras mais influentes da história moderna da China.

O simpósio foi realizado no Grande Salão do Povo e presidido por Liu Yunshan com a participação de outros líderes , incluindo Li Keqiang , Zhang Dejiang , Yu Zhengsheng , Wang Qishan e Zhang Gaoli .

Antes do simpósio , os sete líderes visitaram o mausoléu de Mao na Praça Tian'anmen , fazendo três arcos em direção à estátua sentada de Mao e prestando suas homenagens aos restos mortais do grande líder da Revolução Chinesa .

Na passagem do 120 º aniversário do nascimento do líder chinês , Xi elogiou Mao e outros membros da antiga geração de revolucionários como "grandes figuras" na luta contra a opressão nacional e de classe.

Xi disse que Mao, o principal fundador do Partido Comunista, do Exército de Libertação e da República Popular da China, foi “um grande revolucionário proletário, estrategista e teórico” .

"Mao é uma grande figura que mudou a face da nação e levou o povo chinês a um novo destino ", disse Xi, que é também secretário-geral do Comitê Central do PCCh e presidente da Comissão Militar Central.

Ele ressaltou que uma visão histórica correta deve ser adotada para avaliar uma figura histórica . "Os líderes revolucionários não são deuses, mas seres humanos", disse.

“Não podemos adorá-los como deuses ou nos recusarmos a permitir que as pessoas apontem e corrijam seus erros , apenas porque eles são grandes , nem podemos repudiá-los totalmente e apagar seus feitos históricos só porque eles cometeram erros ", disse Xi .

"Não devemos simplesmente atribuir o sucesso em circunstâncias favoráveis históricas aos indivíduos , nem devemos culpar os indivíduos por contratempos em situações adversas ", disse ele .

"Não podemos usar as condições de hoje e o nível de desenvolvimento e compreensão para julgar nossos antecessores , nem podemos esperar que os antecessores tenham feito coisas que somente os sucessores podem fazer ", disse Xi .

Nas novas condições , os membros do Partido devem aderir e fazer bom uso da "alma viva" do pensamento de Mao Zedong , ou seja, buscar a verdade nos fatos , a "linha de massas" e a independência, afirmou o dirigente .

O Partido Comunista Chinês iniciou em junho último uma campanha de um ano para fortalecer a "linha de massas", uma diretriz que afirma que o Partido é necessário para priorizar os interesses do povo .

Xi disse que não foi fácil encontrar um caminho correto . "O caminho decide o destino da nação".

"O socialismo com características chinesas não cai do céu", disse Xi, acrescentando que foi conseguido através do trabalho duro e do sacrifício do Partido e do povo.

Xi prometeu "tratar com seriedade” as "doenças" que prejudicam a natureza e a pureza do Partido e extirpar quaisquer “tumores malignos" no corpo saudável do Partido Comunista da China". O líder chinês salientou que o Partido deve fazer esforços persistentes para exercer a liderança do socialismo com características chinesas.

Nas províncias
Um simpósio foi realizado nesta quinta-feira (26) no berço da Revolução Chinesa para comemorar o 120º aniversário do nascimento de Mao Tsetung. O simpósio teve lugar em Xibaipo, uma antiga base revolucionária onde a direção do Partido Comunista da China se aquartelou de maio de 1948 até princípios de 1949 para preparar o projeto de um novo país e preparar o novo papel do PCCh como partido no poder.

Autoridades, moradores da localidade e outros visitantes participaram no simpósio no Museu Comemorativo Xibaipo.

Zhou Benshun, secretário do Comitê Provincial do PCCh em Hebei, pronunciou um discurso no simpósio, sublinhando a contribuição de Mao à causa revolucionária da China e seus esforços para construir o socialismo com características chinesas.

Outros dois simpósios foram organizados na cidade de Yan'an na província de Shaanxi, no noroeste e na cidade de Nanchang na província oriental de Jiangxi. Ambos os lugares foram famosas bases revolucionárias.

Nova publicação

No domingo passado (22) foi publicada uma cronologia em seis volumes sobre a obra do líder revolucionário, pelo Escritório de Pesquisas e Literatura do Partido Comunista da China

A cronologia oferece um panorama dos discursos e conversações de Mao, que nunca foram publicados em suas obras, explicaram os editores.

A obra desempenha um papel significativo na orientação das pesquisas sobre os pensamentos, teorias, trabalhos e ações práticas de Mao, assim com no estudo de suas conquistas, experiências e a árdua luta da revolução socialista da China e a construção dirigida pelo PCCh.

Os editores consideram ainda que a obra é muito importante também para estudar a origem e o fundamento das teorias socialistas com características chinesas.

Fonte: Portal Vermelho

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O financiamento da mídia alternativa e a revolução silenciosa

mídia
A deputada Luciana Santos (PCdoB-PE) abre as discussões sobre o financiamento público da mídia
Não há novidade nenhuma em afirmar que os meios de comunicação no Brasil são extremamente concentrados nas mãos de algumas poucas famílias. A surpresa que nos atinge está em saber que é justamente o dinheiro público do governo federal e dos governos estaduais e municipais o principal patrocinador dessa concentração.
No caso do governo federal é a Secretaria de Comunicação Social (SECOM) da Presidência da República, dirigida pela ministra Helena Chagas, a responsável por esse repasse de verbas para os grandes meios de comunicação. Nesse momento alguém poderia se perguntar: “Mas Helena Chagas, aquela jornalista da Globo?” Sim, a própria.
Esse repasse de verbas da SECOM é a principal fonte de sobrevida dos grandes meios de comunicação no Brasil. Para termos uma ideia do montante, apenas em 2012 cerca de R$ 10,8 bilhões foram repassados para os quatro grandes canais de televisão: Globo, Record, SBT e Band, sendo que 70% dessas verbas foram repassadas apenas para a Rede Globo.
Outro exemplo costumeiro é o da Editora Abril – responsável pela revista (semanal de ultradireita)Veja, entre outras – no Estado de São Paulo. Os paulistanos sabem que há anos o seu governo estadual vem patrocinando fortemente a editora da família Civita sem que haja qualquer transparência sobre as vantagens que tal parceria traz para o bem público. A coincidência entre a linha editorial da Abril e o programa político do partido que dirige o governo de São Paulo não parece ser fruto do acaso.
O interesse público depende da diversidade de fontes para a produção da informação. Uma sociedade que possui apenas poucas possibilidades de acesso a novos conteúdos torna-se refém sem sequer saber que suas mãos estão acorrentadas. É necessário que haja fontes diversas e plurais para que possamos confrontá-las e produzirmos nossas próprias opiniões.
No entanto, se por um lado os governos não manifestam desejo em alterar a estrutura da comunicação no país, por outro lado os movimentos sociais e a sociedade civil subalterna começam a reivindicar mudanças estruturais que venham de baixo para cima. Aí estão os exemplos dos milhares de jornais de bairros, rádios e tvs comunitárias e blogs alternativos que surgem diariamente. A indignação com as narrativas monocórdicas materializam-se assim nas mídias alternativas. E essas mídias alternativas querem recursos para sobreviver e cobram justa e legitimamente que mudanças sejam feitas nas prioridades dos governos.
O debate no Congresso Nacional
Na Câmara dos Deputados o debate sobre a necessidade do financiamento para a mídia alternativa tem ocorrido na Subcomissão Especial da Câmara dos Deputados sobre Mídia Alternativa presidida pela deputada federal Luciana Santos (PCdoB-PE). A subcomissão funciona no âmbito da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática desde dezembro de 2011 e ao longo desse período ouviu uma série de especialistas sobre o tema. O relatório final dos trabalhos da subcomissão foi aprovado em 13 de novembro de 2013 e agora será transformado em projeto de lei para seguir em votação no plenário da Câmara dos Deputados.
O relatório final apresentado pela deputada Luciana Santos é formado por 17 itens que, em síntese, afirmam ser responsabilidade do governo federal e de suas agências o fomento das mídias alternativas e a pluralidade e diversidade na distribuição das verbas oficiais de publicidade. De forma concreta o relatório propõe que 20% da publicidade oficial do governo federal sejam apenas para a mídia alternativa.
Brasília dá o primeiro passo
Brasília deu na semana passada o primeiro grande passo no sentido de democratizar o financiamento da mídia alternativa. A Proposta de Emenda à Lei Orgânica 51/2013 indica que 10% das verbas de publicidade dos poderes locais deverão ser repassados para veículos da blogosfera e da imprensa comunitária.
A proposta da deputada distrital Luzia de Paula (PEN) foi aprovada por unanimidade na Câmara Legislativa do Distrito Federal e será aceita com tranquilidade pelo governador Agnelo Queiroz (PT).
No Rio de Janeiro proposta está na ALERJ
No Rio de Janeiro a deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ) apresentou na Assembleia Legislativa no dia 23 de maio de 2013 o projeto de lei nº 2248/2013. A proposta da deputada comunista é a de que 20% da publicidade oficial do governo do Estado do Rio de Janeiro seja destinado à mídia alternativa como jornais comunitários, rádios e Tvs comunitárias e blogs.
Mas no Rio de Janeiro a proposta já indica que encontrará maiores obstáculos. Na semana seguinte à apresentação do PL na ALERJ, o gabinete da deputada Rejane recebeu a visita de advogados da Editora Abril para apontar o descontentamento da família Civita com a redistribuição das verbas para a mídia alternativa.
Ao contrário de Brasília que é governada por um histórico militante da esquerda, o Rio de Janeiro possui como governador o peemedebista Sérgio Cabral. E as boas relações de Cabral com a mídia carioca são bem conhecidas. Não passa pela cabeça de ninguém imaginar que Cabral permitirá que sua base na ALERJ aprove facilmente o PL 2248/2013.
Da revolução silenciosa para a revolução barulhenta
Aprovar mudanças na distribuição da publicidade oficial dos governos não é pouca coisa. No dia em que jornais de bairros, blogs, rádios e Tvs comunitárias passarem a receber uma parte do bolo, uma grande mudança se iniciará em nossa sociedade. Uma mudança de sotaque, uma mudança de cor, uma mudança de cultura. Uma nova narrativa de baixo para cima emergirá e verdades que hoje são absolutas passarão a ser contestadas. A revolução silenciosa passará então a ser barulhenta. Esse dia chegará.
Fonte: Portal FNDC

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Concentração da mídia é maior ameaça à liberdade de expressão

Para Frank La Rue, relator especial da ONU para a liberdade de expressão, maior ameaça hoje é a concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucos. 


“Há uma relação direta entre vigilância, privacidade e liberdade de expressão”, defendeu nesta quinta-feira (12) Frank La Rue, relator especial para a liberdade de expressão da ONU. La Rue apresentou alguns dos resultados de suas pesquisas hoje, no Fórum Mundial de Direitos Humanos, ao abrir o debate “Internet e o direito à privacidade e à liberdade de expressão”.
Para La Rue, a liberdade de expressão é um direito humano, e deve passar a ser visto como tal cada vez mais. Para além disso, é importante que seja entendido como um direito humano que facilita o acesso a outros direitos humanos. Poder expressar ideias e receber informação de qualidade, sem o filtro dos interesses mais estreitos, pode fomentar a participação e a cidadania.
Logo antes do painel, La Rue falou com Carta Maior e contou que entende hoje que a maior ameaça à liberdade de expressão paira hoje sobre os jornalistas e o jornalismo de maneira geral. Para ele, o maior problema é a concentração dos meios de comunicação nas mãos de alguns poucos grupos, fenômeno que acontece em nível mundial.
Ele ainda afirmou que considera o atual projeto de marco civil regulatório da internet do Brasil bom, mas que é preciso se estar atento a dois pontos: a questão da propriedade intelectual e a da neutralidade de rede – como ele mesmo explicitou mais tarde, no painel, basilar para uma internet democrática.
O advogado, nascido e formado na Guatemala, foi enfático ao dizer que “não podemos permitir que a internet sirva apenas a uma elite”. Ele fez o paralelo entre o fornecimento de energia elétrica, reconhecido como uma necessidade humana, com o serviço de internet, que deveria chegar a todas as pessoas, com a mesma qualidade.
Para ele, há uma relação direta entre vigilância, privacidade e liberdade. Ele questiona e critica o atual confronto que se coloca entre segurança nacional e respeito à privacidade na rede, e afirma que não há como existir liberdade de expressão de fato sem o respeito às privacidades.
La Rue usa o exemplo dos discursos de ódio e dos casos de cyberbullying presentes na internet, que, por mais que tenham que ser combatidos, não podem ser usados como pretexto para se controlar e censurar a internet. Não se pode deixar que os estados fiquem à vontade para decidir o que pode e o que não pode circular ou ser privilegiado na rede, pois nada garante que, por exemplo, um discurso de oposição ao governo poderia simplesmente ser qualificado como discurso de ódio e não circular livremente.
Fonte: Portal FNDC