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sábado, 27 de junho de 2015

As sete maiores vergonhas do Brasil em todos os tempos

Até os dias de hoje há controvérsia sobre a antiguidade dos povos do Novo Mundo. As estimativas mais tradicionais mencionam 12 mil anos, mas pesquisas recentes arriscam projetar de 30 mil a 35 mil anos. Sabe-se pouco dessa história indígena, e dos inúmeros povos que desapareceram em resultado do que agora chamamos eufemisticamente de “encontro” de sociedades. Um verdadeiro morticínio teve início naquele momento: uma população estimada na casa dos milhões em 1500 foi sendo reduzida aos poucos a cerca de 800 mil, que é a quantidade de índios que habitam o Brasil atualmente.
A lista dos episódios mais vergonhosos da história nacional foi elaborada pela antropóloga Lilia Schwarcz e a historiadora Heloisa Starling, autoras do recém-lançado ”Brasil: uma biografia”.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Comissão de Anistia solta nota oficial sobre Lamarca

Na contramão da cidadania, dos direitos humanos, da anistia, da Constituição, do Estado brasileiro, do Direito brasileiro, da nossa história, um juiz do Rio de Janeiro, decidiu anular os atos da Comissão de Anistia, de 2006. Esses atos determinavam o pagamento de uma indenização para Maria Pavan Lamarca, viúva de Carlos Lamarca, e seus dois filhos, num total de R$ 300 mil. Neste mesmo ato foi definido o pagamento de pensão equivalente ao posto de General-de-Brigada para a viúva. O juiz resolveu anular tudo e determinou, ainda, o ressarcimento dos valores já pagos à família, corrigidos monetariamente segundo a variação do IPCA/E e acrescidos de juros. Quem moveu a ação foi o advogado João Henrique Nascimento de Freitas, um dos autores da ação popular que suspendeu o pagamento da indenização para 44 camponeses que foram vítimas de tortura por parte do Exército na guerrilha do Araguaia. A família vai recorrer.
Na contramão da cidadania, dos direitos humanos, da anistia, da Constituição, do Estado brasileiro, do Direito brasileiro, da nossa história, um juiz do Rio de Janeiro, decidiu anular os atos da Comissão de Anistia, de 2006.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

PSDB não aceita processo democrático e nuvens ameaçadoras permanecem sobre o céu de Curitiba

No início da tarde da última quinta-feira (12), logo após as 14 horas, nuvens escuras começaram a se formar em todos os quadrantes (norte, sul, leste e oeste) do céu de Curitiba. Já perto das 15 horas, uma nuvem carregada se formou bem em cima do Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná. Quem de longe acompanhava a formação destas nuvens imaginava uma tempestade sobre Curitiba. Neste exato momento, milhares de pessoas, de todas as idades, se concentravam, desde cedo, no Centro Cívico, em frente ao Palácio Iguaçu e à Assembleia Legislativa. Era o quarto dia de concentração e manifestação. Os que na praça estavam, além de acompanhar o movimento das nuvens, acompanhavam também o movimento da tropa de choque da Polícia Militar. Sobre os manifestantes se armavam duas tempestades, uma vinda do céu e outra, da terra: a repressão.
No início da tarde da última quinta-feira (12), logo após as 14 horas, nuvens escuras começaram a se formar em todos os quadrantes (norte, sul, leste e oeste) do céu de Curitiba. Já perto das 15 horas, uma nuvem carregada se formou bem em cima do Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná.
Quem de longe acompanhava a formação destas nuvens imaginava uma tempestade sobre Curitiba. Neste exato momento, milhares de pessoas, de todas as idades, se concentravam, desde cedo, no Centro Cívico, em frente ao Palácio Iguaçu e à Assembleia Legislativa. Era o quarto dia de concentração e manifestação.
Os que na praça estavam, além de acompanhar o movimento das nuvens, acompanhavam também o movimento da tropa de choque da Polícia Militar.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Por que na Europa se combate crise com menos arrocho e aqui se faz o contrário?

O Banco Central EUROPEU Dobrou Como resistências da Alemanha - a "China" da Europa - e resolveu injetar Dinheiro na Economia estagnada Fazer continente, tal Como fizeram OS EUAs não há pós-crise.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

USP viola estatuto para se desfazer de hospital

O conselho da Universidade de São Paulo usou uma manobra gramatical para se desvincular de hospital em Bauru que é referência mundial em cirurgias craniofaciais
Um erro gramatical básico pode ter sido o expediente utilizado pelos conselheiros da Universidade de São Paulo (USP) para tentar salvar as contas da maior instituição educacional do País. Com o cuidado de não insinuar premeditação do Conselho, a Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) afirma que a má interpretação de uma vírgula no estatuto da universidade foi a responsável pela aprovação da transferência do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), em Bauru (SP), para a Secretaria Estadual de Saúde.
Um erro gramatical básico pode ter sido o expediente utilizado pelos conselheiros da Universidade de São Paulo (USP) para tentar salvar as contas da maior instituição educacional do País. Com o cuidado de não insinuar premeditação do Conselho, a Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) afirma que a má interpretação de uma vírgula no estatuto da universidade foi a responsável pela aprovação da transferência do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), em Bauru (SP), para a Secretaria Estadual de Saúde.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Defesa Civil decreta situação de emergência em 12 municípios brasileiros

Conforme portaria da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, publicada no Diário Oficial da União, as cidades mineiras que tiveram a situação de emergência decretada são: Bocaiúva, Comercinho, Ibiracatu, Joaquim Felício, Juramento, Malacacheta, Miravânia, Pai Pedro, Piumhi e Rio do Prado.Assim que o decreto municipal é reconhecido em âmbito federal, a prefeitura torna-se apta a pedir e receber recursos da União para recuperação de danos ou atendimentos emergenciais. Desde o início do ano, cerca de 200 municípios de Minas Gerais tiveram decretos municipais de situação de emergência ou de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal. Em Santa Catarina, devido às chuvas e ocorrência de granizo, esse número é de aproximadamente 100.Em outras duas portarias do Ministério da Integração Nacional, também publicadas hoje, no Diário Oficial, foi autorizado o empenho de R$ 114 mil para as cidades de Tarauacá (AC) e Ipirá (SC) para a execução de ações de restabelecimento de serviços essenciais afetados por fortes chuvas e enchentes. Para a cidade acriana foram empenhados R$ 52,2 mil e R$ 62,5 para o município catarinense.
A Defesa Civil reconheceu, hoje (3), a situação de emergência em dez municípios de Minas Gerais afetados pela seca ou estiagem e nas cidades de Sete de Setembro, no Rio Grande do Sul - devido a fortes chuvas - além de São José do Cerrito, em Santa Catarina, por conta de danos causados por chuva de granizo.

sábado, 2 de agosto de 2014

Conservadores querem que Aécio aplique receita de Thatcher no Brasil

Conservadores querem que Aécio aplique receita de Thatcher no Brasil
O que vai acontecer com o Brasil caos Aécio Neves aplique a receita receita thatcheriana, tão aclamada pela direita brasileira?
O terrorismo econômico está aí. Essencialmente, o que os conservadores estão dizendo é que a política econômica descarrilhou sob Dilma. Só Aécio salva, é a mensagem.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Política Nacional de Participação Social desperta histeria da direita no Brasil

Política Nacional de Participação Social desperta histeria da direita no Brasil
O decreto que institui a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), baixado recentemente pela presidenta Dilma, despertou a histeria das forças conservadoras e partidos de direita capitaneadas pelo DEM e PSDB.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A PM de São Paulo e os Black Blocs falam a mesma língua da ditadura

Eu já escrevi antes sobre isso, no sábado, antes mesmo de saber dos conflitos que ocorreram no final da noite, quando os grupos “black blocs”, a Polícia de São Paulo e os espectadores dos shows de aniversário da cidade se envolveram em episódios de violência.
E, infelizmente, tudo o que aconteceu está em linha com o que eu dissera, o que sinceramente gostaria de que não acontecesse.
O fato é que, as imagens – tanto da depredação promovida pelos blocs, quanto da ação da PM na invasão de um hotel atirando balas de borracha sobre pessoas dominadas e as do espancamento de um suposto bloc por espectadores de um show de música – são assustadoras, ainda mais além que os ferimentos em pessoas e os quebra-quebras.
Mostram que estamos chegando a um ponto de comprometer a liberdade de manifestação que tantos nos custou conquistar mas que, agora, serve para que se ouça, como gritou o grupelho que desfilou pela orla do Rio, que “não vai ter copa nem eleição“.
A foto de capa  (já retirada, mas que pode ser vista aqui) do facebook dos black bloc paulistas não esconde o que pretendem.
Quem está apostando na desordem, no conflito e no forjar de uma crise?
Uma aposta que se expressa tanto na preparação do confronto, criminosa e violenta – e diante da qual Polícia e Justiça permanecem inertes – quanto na sua execução, que frequentemente começa na reação da Polícia às provocações e agressões com xingamentos e pedradas.
E que, da polícia paulista, recebe todo o combustível para causar o que se pretende: medo e comoção sociais.
As manifestações anticopa, que a democracia pode absorver, são raquíticas e restritas.
A única importância política que têm é fornecer, para policiais e black blocs, o cenário para sua selvageria.
Cuja exibição, nauseante, está fazendo com que se propague para todos aqueles que estão na rua, em principio pacificamente, seja para participar daqueles atos ou, simplesmente, para o lazer e as atividades nos espaços públicos.
Se existem medidas enérgicas a serem tomadas, estas não são subir o grau de repressão física a estes grupos.
Está claro que existem núcleos de incitação à violência organizados e está claro que há, sobretudo na polícia paulista, um ânimo à tratar com a mesma brutalidade a repressão às ações destes provocadores.
Já temos feridos, mutilados e, agora, um homem em estado de coma.
O Ministério Público e a Justiça, porém, não parecem ter nenhum tipo de ação orgânica contra estes grupos, que partiram e vão partir para atos mais violentos ainda, se e quando – e não há dúvidas de que haverá – existir qualquer manifestação, e até mesmo shows e outras reuniões pacíficas.

O episódio do espancamento do suposto black bloc no show mostra como tudo está tornando fácil a brutalidade como forma de expressão.
Manifestação virou sinônimo de  confrontos e agressões.
Que a polícia e a mídia , pressurosamente, se encarregarão de transformar em conflitos generalizados.
Responsabilizar judicialmente os que planejam e executam estas ações, longe de ser um ato antidemocrático é a única forma de preservar para a sociedade o que tanto lhe custou recuperar: o direito de se manifestar nas ruas, contra ou a favor.
Mas a direita preserva estes grupos e tanto é assim que as manifestações coxinhas os acolhem fraternalmente em suas manifestações “pacíficas”, mesmo sabendo que, dali a alguns quarteirões, eles partirão para os atos violentos.
A oposição, há um ano, transformou a Copa em disputa eleitoral. Seu fracasso ou, no mínimo, os confrontos de rua generalizados durante sua preparação e realização são sua única esperança eleitoral.
Não é preciso entender mais que isso para saber quem vem cuidando de providenciar gasolina para os coquetéis molotov dos black blocs.
Fonte: O Tijolaço

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Raízes do Brasil: no levante dos bisturis, ressoa o engenho colonial


Credite-se à elite brasileira façanhas anteriores dignas de figurar, como figuram, nos rankings da vergonha do nosso tempo.

A seleta inclui a resistência histórica à retificação de uma das piores estruturas de renda do planeta.

Ademais de levantes bélicos (32,62,64 etc) contra qualquer aroma de interferência num patrimônio de poder e riqueza acumulado por conhecidos métodos de apropriação.

O repertório robusto ganha agora um destaque talvez inexcedível em seu simbolismo maculoso.

A rebelião dos médicos contra o povo. 

Sim, os médicos, aos quais o senso comum associa a imagem de um aliado na luta apela vida, hoje lutam nas ruas do Brasil. 

Contra a adesão de profissionais ao programa ‘Mais Médicos', que busca mitigar o atendimento onde ele inexiste. 

A iniciativa federal tem uma dimensão estrutural, outra emergencial. 

A estrutural incorpora as unidades de ensino à política de saúde pública. Prevê um currículo estendido em dois anos de serviços remunerados no SUS. 

Prevê, ademais, investimentos que dotem os alvos emergenciais de estruturas dignas de atendimento. 

A ação transitória requisitará contingentes médicos, cerca de 10 mil inicialmente, para servir em 705 municípios onde o atendimento inexiste.

Ou naqueles aquém da já deficiente média nacional de 1,8 médico por mil habitantes ( na Inglaterra, pós Tatcher, diga-se, é de 2,7 por mil). 

Enquadram-se neste caso outros 1.500 municípios.

O salário oferecido é de R$ 10 mil.

O programa recebeu cerca de 12 mil inscrições. 

Mas o governo teme a fraude.

A sublevação branca incluiria táticas ardilosas: uma corrente de inscrições falsas estaria em operação para inibir o concurso de médicos estrangeiros, sobre os quais os nacionais tem precedência. 

Consumada a barragem, desistências em massa implodiriam o plano do governo no último dia de inscrição.

Desferir o golpe de morte com a manchete do fracasso estrondoso caberia à mídia, com larga experiência no ramo da sabotagem antipopular e antinacional.

A engenharia molecular contra a população pobre constrange o Brasil. 

Cintila no branco da mesquinhez a tradição de uma elite empenhada em se dissociar do que pede solidariedade para existir: nação, democracia, cidadania. 

O boicote ao ‘Mais Médicos’ não é um ponto fora da curva.

Em dezembro de 2006, a coalizão demotucana vingou-se do povo que acabara de rejeita-la nas urnas.

Entre vivas de um júbilo sem pejo, derrubou-se a CPMF no Congresso.

Nas palavras de Lula (18/07): 

"No começo do meu segundo mandato, eles tiraram a CPMF. Se somar o meu mandato mais dois anos e meio da Dilma, eles tiraram R$ 350 bilhões da saúde. Tínhamos lançado o programa Mais Saúde. Eles sabiam que tínhamos um programa poderoso e evitaram que fosse colocado em prática". 

As ruas não viram a rebelião branca defender, então, o investimento em infraestrutura como requisito à boa prática médica, ao contrário de agora.

A CPMF era burlada na sua finalidade?

Sim, é verdade. 

Por que não se ergueu a corporação em defesa do projeto do governo de blindar a arrecadação, carimbando o dinheiro com exclusividade para a saúde?

O cinismo conservador é useiro em evocar a defesa do interesse nacional e social enquanto procede à demolição virulenta de projetos e governos assim engajados. 

Encara-se o privilégio de classe como o perímetro da Nação. Aquela que conta. 

O resto é sertão. 

A boca do sertão, hoje, é tudo o que não pertence ao circuito estritamente privado. 

O sertão social pode começar na esquina, sendo tão agreste ao saguão do elevador, quanto Aragarças o foi para os irmãos Villas Boas, nos anos 40, rumo ao Roncador. 

Sergio Buarque de Holanda anteviu, em 1936, as raízes de um Brasil insulado em elites indiferentes ao destino coletivo. 

O engenho era um Estado paralelo ao mundo colonial.

O fastígio macabro fundou a indiferença da casa-grande aos estalos, gritos e lamentos oriundos da senzala ao lado, metros à vezes, da sala de jantar.

Por que os tataranetos se abalariam com a senzala das periferias conflagradas e a dos rincões inaudíveis?

Ninguém desfruta 388 anos de escravidão impunemente.

Os alicerces do engenho ficaram marmorizados no DNA cultural das nossas elites: nenhum compromisso com o mundo exterior, exceto a pilhagem e a predação; usos e abusos para consumo e enriquecimento. 

A qualquer custo.

O Estado nascido nesse desvão tem duas possibilidades aos olhos das elites: servi-la como extensão de seus interesses ou encarnar o estorvo a ser abatido.

A seta do tempo não se quebrou, diz o levante branco contra o 'intervencionismo'. 

O particularismo enxerga exorbitância em tudo o que requisita espírito público.

Mesmo quando está em questão a vida.

Se a organização humanitária ‘Médicos Sem Fronteiras' tentasse atuar no Brasil, em ‘realidades que não podem ser negligenciadas', como evoca o projeto que ganhou o Nobel da Paz, em 1999, possivelmente seria retalhada pela revolta dos bisturis.

Jalecos patrulham as fronteiras do engenho corporativo; dentro delas não cabem os pobres do Brasil.


Fonte texto: A Carta Maior

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Povos do campo: Debates e oficinas temáticas marcam segundo dia do Encontro Nacional

Nesta terça-feira (21) o segundo dia do Encontro Nacional Unitário dos Trabalhadores (as), Povos do Campo, da Águas e das Florestas, dirigentes sindicais realizaram um debate durante toda a manhã sobre os principais temas que envolvem o desenvolvimento sustentável do campo.
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Oficinas Temáticas
Em seguida começaram as oficinas temáticas, a oficina sobre direito e defesa da terra, do território, da água e luta pela reforma agrária, coordenada pelo MMC e CONAQ, que teve como expositores a vice-presidente e secretária de Relações Internacionais da Contag, Alessandra Lunas e representantes da Via Campesina, Apib e Conaq.
Já a oficina sobre Agroecologia, sustentabilidade, pesquisa e organização social e produtiva da agricultura familiar e camponesa foi coordenada pela secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Contag, Carmen Foro e um representante do MST, tendo como expositores assessores da Contag e do MAB.
Educação do Campo e Políticas Públicas para a agricultura familiar e camponesa foi o tema da terceira oficina coordenada pela Fetraf e MPA e que contou com os expositores Maria de Jesus (Via Campesina), Wender (MCP), Rosane (Fetraf) e José Wilson, secretário de Políticas Sociais da Contag. Sobre Soberania Energética quem falou foi Gilberto Cervinski, do MAB e Marcelo Leal, do MPA, coordenados pelo CIMI e Cáritas. A quinta oficina tratatou da Política de Alianças e fortalecimento das organizações sociais e das estratégias unificadas de luta e é coordenada pela Contag e pelo MST.
Durante todas as oficinas o clima de unidade dos diversos movimentos foi algo nítido. “Esse clima de unidade entre os trabalhadores do campo, água e floresta é fundamental, e a CTB apoia esse resgate da unidade do trabalhador em suas diversas formas de atuação”, declarou Carlos Rogério, secretário de Políticas Sociais da CTB.
Período da tarde
Continuando os trabalhos no período da tarde foi realizada a apresentação de uma adaptação da peça teatral Mutirão em Novo Sol, escrita em 1962 por um grupo de autores ligados aos Centros Populares de Cultura, entre os quais, Augusto Boal, encenada há cinquenta anos atrás durante o 1º Congresso Camponês (1961).
Ainda na tarde de hoje grupos formados por dirigentes de vários estados vão se reunir para discutir e identificar os principais desafios e potencialidades para articulação de ações e construção de um plano de lutas para o Estado.
As organizações sociais do campo que lutam pela reforma agrária e por um novo modelo de desenvolvimento para o país estão reunidas no Parque da cidade em Brasília, com cerca de sete mil delegados sindicais de todo o Brasil. Amanhã, no encerramento do encontro, acontece uma grande marcha coordenada pela Contag e Via Campesina.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Portal CTB Nacional

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Operários param obras do Castelão


Os cerca de 1.200 operários das obras do Castelão entraram em estado de greve pela segunda vez em menos de dois meses na manhã de ontem. De acordo com o Sintepav, sindicato que representa a categoria, os grevistas reivindicam salário unificado e cumprimento do acordo acertado em fevereiro deste ano, que ainda não ocorreu. Segundo a assessoria da Secretaria Especial da Copa (Secopa), as negociações ficaram por parte do Consórcio Construtor, formado pelas empresas Galvão Engenharia e Andrade Mendonça.

Na manifestação anterior, foram apontadas irregularidades no contrato dos trabalhadores das subempreiteiras, como diferença no salário, no valor da cesta básica e atrasos no pagamento. Na época, ficou acertada a unificação salarial e a quitação dos atrasados. No entanto, o presidente do sindicato, Raimundo Gomes, denuncia, além do descumprimento do acordo, a falta de pagamento referente às horas extras de trabalho.
Após assembleia no Castelão, a categoria decretou a paralisação e fez passeata em torno da Arena para divulgar suas exigências. Segundo o sindicato, a greve deve permanecer por mais duas semanas, até o dia 16, data em que haverá uma nova assembleia de trabalhadores.

Em nota oficial, o Consórcio divulgou que “sempre esteve à disposição para negociar e continua empenhado no sentido de chegar a um acordo que favoreça a todos”, além de afirmar que, em decorrência de abril ser o mês do dissídio dos trabalhadores da Construção Civil, as reivindicações dos operários já estavam sendo avaliadas e havia uma reunião marcada para dia 12 deste mês para discutir a questão.

Os empregadores garantem, ainda, que todos os termos do contrato estão sendo respeitados pelas subempreiteiras e que não haverá atrasos na entrega do Estádio. Porém, até a tarde de ontem, de acordo com a assessoria do sindicato, o estado das negociações entre os grevistas e o Consórcio resumia-se a “estamos aguardando [contato]”. O Castelão é o Estádio mais avançado em termos dos preparativos para o Mundial de 2014, com mais de 60% da obra concluída. Orçado em R$ 518,6 milhões, a nova arena receberá seis jogos da Copa de 2014, incluindo uma partida da seleção brasileira na primeira fase e outra no mata-mata.



Fonte texto: Portal Unegro