quarta-feira, 15 de março de 2017

A informação como fonte de poder político

A mídia se apresenta como instrumento a serviço da sociedade sem lembrar que é também um poder em si, voltado aos seus próprios interesses.
Ele queria saber se “o crescente capital fixo da imprensa significaria também um aumento do poder que permite moldar a opinião pública arbitrariamente”. 
 
No início do século 20, nos primórdios do cinema, antes do rádio e da TV e muito distante da internet, apenas os jornais serviam como meio de comunicação de amplo espectro. 
 
Ainda assim já eram percebidos por Weber como fortes instrumentos de poder, na medida em que acumulavam capital e dominavam áreas maiores do mercado.
Faz pouco mais de cem anos. Em 1910, o sociólogo alemão Max Weber propôs ao 1º Congresso da Associação Alemã de Sociologia uma nova pesquisa. 

Ele queria saber se “o crescente capital fixo da imprensa significaria também um aumento do poder que permite moldar a opinião pública arbitrariamente”. 
 
No início do século 20, nos primórdios do cinema, antes do rádio e da TV e muito distante da internet, apenas os jornais serviam como meio de comunicação de amplo espectro. 
 
Ainda assim já eram percebidos por Weber como fortes instrumentos de poder, na medida em que acumulavam capital e dominavam áreas maiores do mercado.  
 
No entanto, na mesma época e pelas décadas seguintes esse poder seguiu camuflado pela ideia de que a imprensa seria um quarto poder, capaz de acompanhar criticamente as ações dos poderes institucionais. 
 
Até que em alguns momentos ela exerceu esse papel mas a medida em que as empresas de comunicação cresciam, incorporavam novas tecnologias, agregavam sob uma mesma direção novos veículos, o rumo editorial mudava gradualmente de direção. 
 
O acúmulo de capital necessário para constituir e manter uma empresa de comunicação coloca os seus proprietários numa faixa da sociedade cujos interesses são alheios aos da maioria da população. 
 
Comandam empresas que, na sua lógica comercial, em nada diferem de qualquer outra corporação similar, seja ela uma rede de supermercados ou uma fábrica de sabonetes.
 
Mas há uma diferença crucial: o tipo do produto colocado à venda. 
 
A cerveja ou o sabonete têm a sua realização, como mercadoria, esgotada no próprio ato da compra. 
 
Comprou, consumiu e acabou. 
Fonte: Carta Maior

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