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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Serie: “Os brasileiros mataram meu papai?” parte 3

A ligação entre agrotóxicos, soja, doleiros e a Lava Jato
Mas o caso Yerutí não foi a última vez que as duas empresas chegaram às manchetes dos jornais. A Comissão Bicameral de Investigação do Senado Paraguaio pediu em 2018 que se investigasse se a KLM S.A. era parte do esquema de lavagem de dinheiro de Darío Messer, o “doleiro dos doleiros”, preso pela Lava Jato em julho deste ano. Messer é amigo do ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes, que hoje também tem sua prisão decretada pela Lava Jato. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Cartes enviou US$ 500 mil para ajudar Messer a fugir da Justiça.

Em Yerutí, sobraram poucas famílias, entre elas a de Rubén Portillo

As empresas Cóndor S.A./KLM S.A. e Hermanos Galhera S.A. ficaram fora do processo criminal. Elas receberam apenas uma notificação administrativa da Seam, com uma multa.

Serie: “Os brasileiros mataram meu papai?” parte 2

País é o primeiro a ser condenado no Comitê de Direitos Humanos por uma morte relacionada ao uso de agrotóxicos

Ambas as empresas pertencem a sojeiros brasileiros. Porém, elas não tinham licença ambiental para plantar soja ou pulverizar os agroquímicos que se dispersavam com aeronaves leves, cujos tanques eram lavados em um riacho próximo. “Nenhuma delas cumpria com as mínimas normas ambientais”, afirmou na ocasião o engenheiro Ulises Lovera, diretor da Direção Geral de Controle de Recursos Naturais e Qualidade Ambiental, do Ministério de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Mades).
Ambas as empresas pertencem a sojeiros brasileiros. Porém, elas não tinham licença ambiental para plantar soja ou pulverizar os agroquímicos que se dispersavam com aeronaves leves, cujos tanques eram lavados em um riacho próximo. “Nenhuma delas cumpria com as mínimas normas ambientais”, afirmou na ocasião o engenheiro Ulises Lovera, diretor da Direção Geral de Controle de Recursos Naturais e Qualidade Ambiental, do Ministério de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Mades).

Série: “Os brasileiros mataram meu papai?” parte 1

Como a morte de um agricultor por uma possível intoxicação por agrotóxico na fronteira sojeira com o Brasil levou o Paraguai a ser condenado pela ONU
As melancias que Rubén Portillo havia plantado estavam a ponto de serem colhidas quando, em 6 de janeiro de 2011, ele não conseguiu se levantar, enfraquecido pela febre e vômitos. Esses sintomas pareciam diferentes, foi o que pensou sua parceira, Isabel Bordón, ao lembrar das erupções que tinham aparecido ao redor da boca e nos dedos algumas semanas antes. Isabel chamou sua cunhada, Norma Portillo, e pediu que o levasse de casa, a última que sobrara na Colônia Yerutí, até o centro de saúde da comunidade.
As melancias que Rubén Portillo havia plantado estavam a ponto de serem colhidas quando, em 6 de janeiro de 2011, ele não conseguiu se levantar, enfraquecido pela febre e vômitos. Esses sintomas pareciam diferentes, foi o que pensou sua parceira, Isabel Bordón, ao lembrar das erupções que tinham aparecido ao redor da boca e nos dedos algumas semanas antes. Isabel chamou sua cunhada, Norma Portillo, e pediu que o levasse de casa, a última que sobrara na Colônia Yerutí, até o centro de saúde da comunidade.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Fudeu!!! Cai,Cai, Cruzeirão!!!


Chile: Apresentadora expulsa advogado de programa de TV ao negar ditadura.

Na última sexta-feira a apresentadora Tonka Tomicic fez um pedido inusitado em um programa de TV do Chile. Ela, que conduz o programa Bienvenidos 13 (Bem-Vindos 13, em tradução livre), pediu que o advogado Hermógenes Pérez de Arce se retirasse do estúdio. 

"Não se pode compartilhar o espaço televisivo com uma pessoa que está negando parte da história do Chile", afirma Tomicic. A cena inquietante viralizou hoje nas redes sociais brasileiras.


Arce afirmou no programa que não houve tortura durante o período ditatorial causando revolta nos outros convidados.

O advogado é conhecido por ter sido muito próximo do ditador Augusto Pinochet, que governou o país por 17 anos. 

Ao ser expulso, ele disse ter sido censurado pela jornalista. 

Documentos e testemunhas provam que a ditadura chilena foi muito sangrenta, deixando cerca de 3.200 mortos e desaparecidos no período. Cerca de 40 mil foram presas e torturadas por razões políticas.

Fonte: Uol Notícias

Ação criminosa da polícia de Doria deixa 9 mortos pisoteados em SP

Uma desastrosa e truculenta ação da Polícia Militar (PM) do governo João Doria (PSDB-SP) deixou nove pessoas mortas neste domingo (1) durante um baile funk na comunidade de Paraísopolis, na zona sul de São Paulo. Todas as vítimas morreram pisoteadas, numa demonstração da irresponsabilidade com que a gestão tucana intensificou a repressão nas periferias da capital. Participantes do baile negaram a versão da PM – segundo a qual policiais agiram em resposta a criminosos que se esconderam na festa.
Segundo testemunhas, PMs encurralaram frequentadores em uma viela da comunidade, o que levou ao pisoteio das vítimas. Imagens de vídeos que circularam neste domingo fortalecem essa versão. Num dos registros – que comprovam os abusos –, policiais dão socos, tapas e pontapés em adolescentes, já dominados, em uma viela. Outro vídeo mostra a PM disparando balas de borracha.
Segundo testemunhas, PMs encurralaram frequentadores em uma viela da comunidade, o que levou ao pisoteio das vítimas. Imagens de vídeos que circularam neste domingo fortalecem essa versão. Num dos registros – que comprovam os abusos –, policiais dão socos, tapas e pontapés em adolescentes, já dominados, em uma viela. Outro vídeo mostra a PM disparando balas de borracha.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

"Eu deveria ter dado um tiro no meio da cara dele", diz policial

Vaza áudio de mulher que humilhou trabalhadores: "O meu descontrole foi pouco. Eu deveria ter dado um tiro no meio da cara dele". Policiais são afastados após vídeo viralizar nas redesO policial civil Mitri Guedes Paranhos e a investigadora Luciana Maria de Souza foram afastados de suas atividades depois de serem flagrados em um vídeo agredindo e humilhando um funcionário dos Correios do Espírito Santo, que estava trabalhando.O vídeo, que viralizou na internet e recebeu milhares de críticas, foi gravado na última segunda-feira (25/11) durante manifestação de policiais civis por “melhores salários e condições de trabalho”.
O policial civil Mitri Guedes Paranhos e a investigadora Luciana Maria de Souza foram afastados de suas atividades depois de serem flagrados em um vídeo agredindo e humilhando um funcionário dos Correios do Espírito Santo, que estava trabalhando (relembre aqui).

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Por que é equívoco pensar que a Lei do Feminicídio é solução para violência fatal contra as mulheres Parte 2

Importância de tipificar a violênciaPode parecer algo meramente técnico e jurídico, já que quando classificado como feminicídio, a pena do autor do crime é aumentada podendo chegar a 30 anos de prisão – enquanto em outros casos de homicídio simples a pena máxima fica em 20, – mas não é apenas isso. Vale lembrar também que especialistas da área não consideram que leis como essas são responsáveis por reduzir o número de casos, mas sim contribuir para a criação de políticas públicas para lidar com a raiz do problema.
Pode parecer algo meramente técnico e jurídico, já que quando classificado como feminicídio, a pena do autor do crime é aumentada podendo chegar a 30 anos de prisão – enquanto em outros casos de homicídio simples a pena máxima fica em 20, – mas não é apenas isso. Vale lembrar também que especialistas da área não consideram que leis como essas são responsáveis por reduzir o número de casos, mas sim contribuir para a criação de políticas públicas para lidar com a raiz do problema.

Por que é equívoco pensar que a Lei do Feminicídio é solução para violência fatal contra as mulheres Parte 1

Número alto de feminicídios no Brasil escancara negligência do Estado no combate à violência contra a mulher, apontam especialistas
A Lei do Feminicídio no Brasil pode até ser considerada relativamente nova, mas a discussão e o debate sobre o tema certamente não são. Assim como este 25 de novembro também não é. Instituído pela ONU há dez anos como dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, a data lembra um crime ocorrido em 1960, quando as irmãs Minerva, Patria e Maria Teresa Mirabal, conhecidas como “Las Mariposas”, foram mortas a mando do regime do presidente da República Dominicana, Rafael Trujillo.



No entanto, mesmo após tantos anos de ativismo e conquistas, ainda há muito a ser discutido quando o assunto é o combate à violência contra a mulher e aplicação da Lei do Feminicídio. No Brasil, atualmente, parte central do debate gira em torno da criação e, principalmente, implementação de boas políticas públicas na área e a valorização da discussão de gênero em diversas esferas da sociedade, de acordo com especialistas ouvidas pelo HuffPost Brasil.
Na semana passada, o Rio de Janeiro chegou a registrar quatro casos de feminicídio em 48 horas. Adriana Valéria, de 33 anos, foi morta pelo namorado no dia em que fazia aniversário. Jéssica da Silva Salles, de 31, foi morta ao buscar pertences na casa do ex-namorado. Sirlene Ferreira de Lacerda, de 38, foi assassinada pelo ex-namorado com um tiro na cabeça.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Como se previa, retirada de radares fez aumentar tragédia nas estradas

Número de acidentes graves nas vias federais interrompe queda e volta a subir este anoA conta da retirada de radares para controle de velocidade nas rodovias federais chegou. Como era esperado, o número de acidentes graves, em que há mortos ou feridos, subiu nos sete primeiros meses de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado. Foi a primeira elevação desde 2011, quando o país se comprometeu a adotar metas estabelecidas pela ONU para um trânsito mais seguro.
Número de acidentes graves nas vias federais interrompe queda e volta a subir este anoA conta da retirada de radares para controle de velocidade nas rodovias federais chegou. Como era esperado, o número de acidentes graves, em que há mortos ou feridos, subiu nos sete primeiros meses de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado. Foi a primeira elevação desde 2011, quando o país se comprometeu a adotar metas estabelecidas pela ONU para um trânsito mais seguro.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

História - Em 1906, o zoológico do Bronx exibiu um homem negro na Casa dos Macacos

O jovem negro que chegou ao zoológico do Bronx no verão de 1906 fez uma figura impressionante. Vestido com um terno branco, ele carregava um arco de madeira, uma aljava de flechas e um chimpanzé. Ele tinha 4 '11 ”de altura e pesava 103 libras, e quando sorriu, revelou um conjunto de dentes pontudos e talhados, como os de uma piranha.

O jovem negro que chegou ao zoológico do Bronx no verão de 1906 fez uma figura impressionante. Vestido com um terno branco, ele carregava um arco de madeira, uma aljava de flechas e um chimpanzé. Ele tinha 4 '11 ”de altura e pesava 103 libras, e quando sorriu, revelou um conjunto de dentes pontudos e talhados, como os de uma piranha.

Mulher negra trabalha quase o dobro do tempo para obter salário de homem branco

Análise do Dieese mostra que população negra trabalha mais e ganha menos e que as mulheres são as mais afetadasA população negra no Brasil ainda sofre com condições desiguais no mercado de trabalho. Além do nível de desocupação maior, aqueles que conseguem uma vaga de emprego trabalham mais e recebem menos. A distância entre brancos e negros passa também pela escolaridade e por postos de trabalho ocupados – que influenciam, por exemplo, a mobilidade para cargos de chefia, liderança ou comando.
A população negra no Brasil ainda sofre com condições desiguais no mercado de trabalho. Além do nível de desocupação maior, aqueles que conseguem uma vaga de emprego trabalham mais e recebem menos. A distância entre brancos e negros passa também pela escolaridade e por postos de trabalho ocupados – que influenciam, por exemplo, a mobilidade para cargos de chefia, liderança ou comando.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Polícia do Rio trabalha com tese de envolvimento de Carlos Bolsonaro no caso Marielle, diz jornalista da CBN

O vazamento ocorreu horas depois da divulgação do depoimento do porteiro do condomínio Vivendas da Barra à Polícia Federal
A Polícia Civil do Rio de Janeiro trabalha com a hipótese de envolvimento do vereador Carlos Bolsonaro na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A informação foi divulgada na noite desta quarta-feira pelo jornalista Kennedy Alencar na Rádio CBN. 



Conforme o jornalista Kennedy Alencar, a polícia segue a linha de investigação de que Carlos Bolsonaro teria relação próxima com Ronnie Lessa, acusado de ter disparado contra Marielle Franco e seu motorista. Também faz parte da linha de apuração da polícia o clima de hostilidade entre a vereadora e Carlos Bolsonaro. Ambos já tiveram uma discussão forte na Câmara Municipal.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro trabalha com a hipótese de envolvimento do vereador Carlos Bolsonaro na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A informação foi divulgada na noite desta quarta-feira pelo jornalista Kennedy Alencar na Rádio CBN.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

História - ZUMBI DOS PALMARES: HÁ 324 ANOS MORRIA O MAIOR SÍMBOLO DA LUTA ABOLICIONISTA DO BRASIL

Homenageado com o Dia da Consciência negra, Zumbi foi o maior e último líder quilombola do Brasil. Sua biografia continua rodeada de controvérsias
Em fevereiro de 1685, uma carta quase inacreditável cruzou o Atlântico e chegou a Pernambuco. Estava assinada simplesmente Rei.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Microsoft do Japão implanta fim de semana de três dias e produtividade aumenta 40%

Semana de 4 dias forçou os funcionários a usar seu tempo com mais eficiência - muitas das reuniões foram cortadas, encurtadas ou alteradas para reuniões virtuais em vez de presenciais.
O Japão é conhecido por ter algumas das mais longas jornadas de trabalho do mundo - quase um quarto das empresas exigia que os funcionários cumprissem mais de 80 horas extras por mês, de acordo com uma pesquisa do governo japonês de 2016. O país então introduziu uma nova lei este ano, limitando as horas extras legais a 45 horas por mês e 360 horas por ano.
A Microsoft do Japão introduziu uma nova estratégia com o objetivo de melhorar o equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho de seus funcionários: um fim de semana de três dias.