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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Wassef e advogados de Lula e Witzel são alvo de buscas sobre desvios no sistema S

Escritórios de advocacia são investigados por suposto desvio envolvendo 355 milhões do Sesc, Senac e Fecomércio

Entre os alvos das buscas estão o advogado Frederick Wassef, que já defendeu o senador Flávio Bolsonaro, o advogado Cristiano Zanin, que representa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a advogada Ana Tereza Basilio, que defende o governador afastado do Rio, Wilson Witzel.

Entre os alvos das buscas estão o advogado Frederick Wassef, que já defendeu o senador Flávio Bolsonaro, o advogado Cristiano Zanin, que representa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a advogada Ana Tereza Basilio, que defende o governador afastado do Rio, Wilson Witzel.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato no Rio, a ofensiva é aberta em paralelo ao início de uma ação penal contra 26 pessoas, incluindo o ex-governador Sérgio Cabral e a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo. A Procuradoria informou que a 7ª Vara Federal Cível do Rio aceitou acusação referente a parte das investigações, sendo que a peça abrange 43 fatos criminosos e trata de crimes de organização criminosa, estelionato, corrupção (ativa e passiva), peculato, tráfico de influência e exploração de prestígio.

As investigações partiram da Operação Jabuti, aberta em 2018, e reuniram dados compartilhados de apurações da Receita, Tribunal de Contas da União, da Operação Zelotes, quebras de sigilos telefônico, telemático, fiscal e bancário, e também informações de Orlando Santos Diniz, ex-gestor das entidades paraestatais e delator, diz a Procuradoria.

O Ministério Público Federal informou que entre 2012 e 2018 o Sesc, o Senac e a Fecomércio do Rio teriam destinado mais de 50% do seu orçamento anual a contratos com escritórios de advocacia. A denúncia já aceita pela Justiça Federal aponta que de tal montante, ao menos R$ 151 milhões foram desviados em esquema supostamente liderado por Orlando Santos Diniz e integrado por Marcelo Almeida, Roberto Teixeira, Cristiano Zanin, Fernando Hargreaves, Vladimir Spíndola, Ana Tereza Basílio, José Roberto Sampaio, Eduardo Martins, Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo. Os 11 foram denunciados por organização criminosa, indicou a Procuradoria.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, o esquema incluía “o uso de contratos falsos com escritórios daqueles acusados ou de terceiros por eles indicados, em que serviços advocatícios declarados não eram prestados, mas remunerados por elevados honorários”.

“As apurações comprovaram que Diniz era persuadido pelos integrantes da organização criminosa no sentido de que novos contratos (e honorários) eram necessários para ter facilidades em processos em curso no Conselho Fiscal do Sesc Nacional, no TCU e no Judiciário. Como os contratos eram feitos com a Fecomércio/RJ, entidade privada, o seu conteúdo e os seus pagamentos não eram auditados pelos conselhos fiscais do Sesc e do Senac Nacional, pelo TCU ou pela CGU, órgãos que controlam a adequação dos atos de gestão das entidades paraestatais com a sua finalidade institucional”, indicou o MPF em nota.

Até o fechamento dessa matéria a reportagem não havia obtido o posicionamento dos citados. O espaço está aberto para manifestações.

O Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram na manhã desta quarta-feira, 9, a Operação E$quema S para cumprir 50 mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas, escritórios de advocacia e outras empresas investigadas pelo possível desvio, entre 2012 e 2018, de cerca de 355 milhões das seções fluminenses do Serviço Social do Comércio (Sesc RJ), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac RJ) e da Federação do Comércio (Fecomércio/RJ).

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Justiça proíbe TV Globo de exibir documentos do caso Flávio Bolsonaro

Decisão é da 33ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio e atende pedido da defesa do senador 

Os advogados Rodrigo Roca e Luciana Pires, responsáveis pela defesa do senador Flávio Bolsonaro, entraram com uma ação ontem na 33ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio e conseguiram na tarde desta sexta-feira, dia 4, uma tutela provisória proibindo a Rede Globo de expor qualquer documento ou peça do processo referente à investigação sobre o esquema de “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) — que corre em sigilo.

Os advogados Rodrigo Roca e Luciana Pires, responsáveis pela defesa do senador Flávio Bolsonaro, entraram com uma ação ontem na 33ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio e conseguiram na tarde desta sexta-feira, dia 4, uma tutela provisória proibindo a Rede Globo de expor qualquer documento ou peça do processo referente à investigação sobre o esquema de “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) — que corre em sigilo.

A decisão é da juíza Cristina Serra Feijó.

Fonte: Veja

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

STJ afasta Witzel do governo do Rio e decreta prisão de pastor Everaldo

Mentor da candidatura e da campanha de Wilson Witzel, Pastor Everaldo se notabilizou por batizar Jair Bolsonaro nas águas do rio Jordão

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) divulgou nesta sexta-feira (28) a decisão de afastar Wilson Witzel (PSC) do governo do Rio de Janeiro e expediu mandados de prisão contra o pastor Everaldo Dias Pereira, presidente do PSC, e Lucas Tristão, ex-secretário de Desenvolvimento Econômnico do estado.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) divulgou nesta sexta-feira (28) a decisão de afastar Wilson Witzel (PSC) do governo do Rio de Janeiro e expediu mandados de prisão contra o pastor Everaldo Dias Pereira, presidente do PSC, e Lucas Tristão, ex-secretário de Desenvolvimento Econômnico do estado.

Agentes da Polícia Federal estão nas ruas para cumprir os mandados de prisão. Há também ordens de busca e apreensão na sede do governo do Rio de Janeiro e em estabelecimentos ligados à primeira-dama do Estado, Helena Witzel.

Não há mandado de prisão contra Witzel e quem assume o governo é o vice, Cláudio Castro, também do PSC.

Ligação com Bolsonaro

Mentor da candidatura e da campanha de Wilson Witzel, Pastor Everaldo se notabilizou por batizar Jair Bolsonaro (Sem partido) nas águas do rio Jordão.
Ex-deputado, Everaldo é pastor na Igreja Assembleia de Deus e tem um longo histórico de relação com o clã Bolsonaro, mas virou desafeto após o rompimento de relações entre o presidente e o governador do Estado.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Bolsonarismo desce ao nível mais baixo com ataque inaceitável à repórter da Folha

Depoente na CPMI das fake news nesta terça, 11, Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário da empresa Yacows, acusada de espalhar mensagens em massa, e falsas, na eleição de 2018, escreveu um dos capítulos mais baixos da nossa história.

Disse que Patrícia Campos Melo, repórter da Folha, se insinuou para ele em troca de informações para uma matéria.
Depoente na CPMI das fake news nesta terça, 11, Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário da empresa Yacows, acusada de espalhar mensagens em massa, e falsas, na eleição de 2018, escreveu um dos capítulos mais baixos da nossa história.
Disse que Patrícia Campos Melo, repórter da Folha, se insinuou para ele em troca de informações para uma matéria.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Moro elogia decisão de Fux de suspender juiz de garantias e #InFuxWeTrust explode no twitter

Rodrigo Maia criticou a decisão do ministro do Supremo como "desnecessária e desrespeitosa com o Parlamento brasileiro"
A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux de suspender a aplicação do mecanismo do juiz de garantias pela Justiça até o plenário da Corte julgar o mérito da ação foi elogiada pelo ministro Sergio Moro e virou alvo de gozação no twitter. A tag #InFuxWeTrust chegou a ocupar o topo dos tópicos mais comentados da rede social. A frase foi escrita por Moro em uma das conversas entre a turma da Lava-Jato vazadas pelo site The Intercept.
A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux de suspender a aplicação do mecanismo do juiz de garantias pela Justiça até o plenário da Corte julgar o mérito da ação foi elogiada pelo ministro Sergio Moro e virou alvo de gozação no twitter. A tag #InFuxWeTrust chegou a ocupar o topo dos tópicos mais comentados da rede social. A frase foi escrita por Moro em uma das conversas entre a turma da Lava-Jato vazadas pelo site The Intercept.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Igrejas devem mais de R$ 460 milhões ao governo Parte 2

A dívida milionária das entidades religiosas com o governo quase teve um fim em 2017. Na época, a bancada evangélica havia conseguido incluir as igrejas nas organizações que teriam anistia de dívidas, na votação da Medida Provisória do Refis.
A quantidade de entidades registradas na Receita também tem crescido anualmente. Em 2018, o número de instituições religiosas no país passou de 25 mil. Em 2005, não chegavam a 15 mil.

Igrejas devem mais de R$ 460 milhões ao governo Parte 1

Mais de 1.200 entidades religiosas têm dívidas com a Receita; Bolsonaro se reuniu duas vezes com fundador da igreja que mais deve e disse querer “fazer justiça para os pastores”Quase meio bilhão de reais – essa é a quantia que entidades religiosas devem à Receita Federal. O levantamento, realizado pela Agência Pública por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), revela que 1.283 organizações religiosas devem R$ 460 milhões ao governo. Desse total, 23 igrejas possuem dívidas de mais de R$ 1 milhão cada uma.
Quase meio bilhão de reais – essa é a quantia que entidades religiosas devem à Receita Federal. O levantamento, realizado pela Agência Pública por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), revela que 1.283 organizações religiosas devem R$ 460 milhões ao governo. Desse total, 23 igrejas possuem dívidas de mais de R$ 1 milhão cada uma.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

"Eu deveria ter dado um tiro no meio da cara dele", diz policial

Vaza áudio de mulher que humilhou trabalhadores: "O meu descontrole foi pouco. Eu deveria ter dado um tiro no meio da cara dele". Policiais são afastados após vídeo viralizar nas redesO policial civil Mitri Guedes Paranhos e a investigadora Luciana Maria de Souza foram afastados de suas atividades depois de serem flagrados em um vídeo agredindo e humilhando um funcionário dos Correios do Espírito Santo, que estava trabalhando.O vídeo, que viralizou na internet e recebeu milhares de críticas, foi gravado na última segunda-feira (25/11) durante manifestação de policiais civis por “melhores salários e condições de trabalho”.
O policial civil Mitri Guedes Paranhos e a investigadora Luciana Maria de Souza foram afastados de suas atividades depois de serem flagrados em um vídeo agredindo e humilhando um funcionário dos Correios do Espírito Santo, que estava trabalhando (relembre aqui).

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Demora na justiça fez prescrever ação que investigava Edir Macedo por lavagem de dinheiro


Além do bispo da Igreja Universal, ação do MPF investigava outras três pessoas; processo estava pronto para ter uma sentença desde 2018, o que não aconteceu
O líder religioso e outros três integrantes da igreja também foram denunciados, no mesmo processo, por outros dois crimes: enviar remessas de dinheiro de forma ilegal ao exterior e por formação de quadrilha — mas também essas acusações foram consideradas prescritas, nestes casos, em fevereiro do ano passado.

 

Segundo o Código Penal, o prazo de prescrição para o crime de lavagem de dinheiro é de 16 anos mas cai pela metade quando envolve réus com mais de 70 anos — caso do líder da Universal que completou 74 anos em fevereiro, o que fez a ação penal extrapolar há um mês o prazo de oito anos para eventuais punições a Macedo.
  • Acusação de evasão de divisas e associação criminosa também tiveram prescrição decretada, só que no ano passado

  • Nas alegações finais, o MPF argumentou que não havia provas suficientes da evasão como antecedente da lavagem de dinheiro e pediu as absolvições dos investigados

  • “Assim sendo, prescrição, ou absolvição pura e simples, qual a diferença para o combativo órgão ministerial?”, questionou a juíza

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Lava Jato prende filho do ex-ministro Edison Lobão

Márcio Lobão, filho do ex-ministro Edison Lobão, foi preso na manhã desta terça-feira (10) na 65ª fase da Lava Jato, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF). A prisão é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado e foi efetuada no Rio de Janeiro (RJ).

A nova etapa da operação investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro proveniente de pagamento de vantagens indevidas relacionadas à Transpetro, que é subsidiária da Petrobras, e à Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
Márcio Lobão, filho do ex-ministro Edison Lobão, foi preso na manhã desta terça-feira (10) na 65ª fase da Lava Jato, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF). A prisão é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado e foi efetuada no Rio de Janeiro (RJ).

terça-feira, 27 de agosto de 2019

"Fod*, vagabunda morreu tarde", diz mulher ao comentar matéria sobre morte de Marisa

"Fodacy, morreu tarde. Vagabunda. Bandida", diz mulher ao comentar deboche de procuradores da Lava Jato sobre o falecimento de dona Marisa LetíciaA revelação pelo portal UOL de que membros da força-tarefa da Lava Jato tripudiaram da morte de Marisa Letícia foi uma das notícias mais comentadas na manhã desta terça-feira (27). As informações estão embasadas nos vazamentos do arquivo do The Intercept Brasil.

Dona Marisa Letícia deu entrada no hospital no dia 27 de janeiro de 2017, após sofrer um AVC hemorrágico. A morte cerebral foi diagnosticada no dia 3 de fevereiro. Um dia depois, a colunista do jornal Folha de S.Paulo, Mônica Bergamo, descreveu a agonia vivida por Marisa em seus últimos dias de vida.
A revelação pelo portal UOL de que membros da força-tarefa da Lava Jato tripudiaram da morte de Marisa Letícia foi uma das notícias mais comentadas na manhã desta terça-feira (27). As informações estão embasadas nos vazamentos do arquivo do The Intercept Brasil.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Moro edita portaria sobre deportação de 'suspeitos' e 'pessoas perigosas' usando ‘investigação em curso’

Portaria foi assinada em 25 de julho, mesmo dia em que a Operação Spoofing 
colheu depoimentos dos acusados de serem os “hackers” que teriam 
invadido celulares de autoridades
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, editou, na quinta (25/7), uma portaria, de número 666, que regula a deportação ou encurtamento da estadia no Brasil de pessoas consideradas “perigosas” ou “suspeitas” de praticar atos que contrariem a Constituição da República.

O texto, publicado nesta sexta-feira (26/07) no Diário Oficial da União, foi editado no mesmo dia em que a Operação Spoofing, da Polícia Federal, ouviu depoimentos dos acusados de serem os “hackers” que teriam invadido celulares de autoridades, incluindo o do ministro Moro e o do presidente Jair Bolsonaro.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, editou, na quinta (25/7), uma portaria, de número 666, que regula a deportação ou encurtamento da estadia no Brasil de pessoas consideradas “perigosas” ou “suspeitas” de praticar atos que contrariem a Constituição da República.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Dono da Mercedes-Benz que arrastou vendedora de balões é empresário

Polícia identifica proprietário da Mercedes-Benz que arrastou idosa que vendia balões nos arredores de uma festa junina de uma escola particular de elite. Empresário mora em condomínio de luxo e está foragidoO veículo Mercedes-Benz Cla 45 AMG automática, de cor branca, que arrastou uma vendedora de balões em Taguatinga (DF) na noite do último sábado (15) pertence a um empresário. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (17) pelo portal Metrópoles, de Brasília.

A reportagem foi até a casa do empresário, em um condomínio de luxo, mas não o encontrou nem conseguiu falar com seus advogados. Os investigadores também já sabem quem é o homem, mas até agora a sua identidade é mantida em sigilo.
O veículo Mercedes-Benz Cla 45 AMG automática, de cor branca, que arrastou uma vendedora de balões em Taguatinga (DF) na noite do último sábado (15) pertence a um empresário. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (17) pelo portal Metrópoles, de Brasília.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Boulos responde a Bolsonaro: “Se tem algum criminoso nessa campanha não sou eu, é você!”

O líder do MTST e pré-candidato à presidência, Guilherme Boulos, respondeu nesta sexta-feira (9), com um vídeo postado em sua conta no Twitter a Jair Bolsonaro, que o chamou de “marginal do MTST que está ousando ser candidato”, durante a cerimônia de lançamento de sua candidatura:

“Se tem algum criminoso nessa campanha não sou eu, é você!”.
O líder do MTST e pré-candidato à presidência, Guilherme Boulos, respondeu nesta sexta-feira (9), com um vídeo postado em sua conta no Twitter a Jair Bolsonaro, que o chamou de “marginal do MTST que está ousando ser candidato”, durante a cerimônia de lançamento de sua candidatura:

sábado, 9 de dezembro de 2017

Skinhead que enforcou morador de rua na Savassi consegue liberdade após 6 meses

O skinhead assumido Antônio Donato Baudson Peret, conhecido como Donato Di Mauro, de 25 anos, que ficou conhecido depois de postar uma foto no Facebook em que enforcava um morador de rua, na Savassi, deve deixar a Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH, a qualquer momento.
O skinhead assumido Antônio Donato Baudson Peret, conhecido como Donato Di Mauro, de 25 anos, que ficou conhecido depois de postar uma foto no Facebook em que enforcava um morador de rua, na Savassi, deve deixar a Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH, a qualquer momento.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Os 13 nomes da lista de Fachin que foram às ruas "contra a corrupção"

Ao menos 13 políticos da lista de Edson Fachin foram às ruas "contra a corrupção", em defesa da "ética e da moralidade". Eles respondem inquéritos por corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica
Os desdobramentos da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal em março de 2014, aumentaram o número de figurões da política nacional encrencados com a Justiça.
Passados mais de dois anos desde a divulgação da primeira lista, quando 50 políticos foram mencionados em depoimentos, praticamente dobrou a lista de congressistas que, segundo investigadores, beneficiaram-se de esquemas de corrupção com empreiteiras e na Petrobras.
Os desdobramentos da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal em março de 2014, aumentaram o número de figurões da política nacional encrencados com a Justiça.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Filhos e bastardos


A ideia bonita e gratificante de que, no Brasil, praia é lugar democrático por excelência, onde classes e raças se misturam harmoniosamente, sofreu dias atrás um contundente revés. Aconteceu em Ipanema, a orla mais badalada e rica do País, celebrada por ­poetas, músicos e turistas, o que torna o incidente, ainda que pequeno, bastante significativo.
Tudo começou por culpa do altinho, um jogo de praia muito apreciado pelos jovens. O jogo consiste em passar a bola, com o pé ou a cabeça, aos companheiros(as) em roda, sem deixá-la cair na areia. Em suma: embaixadinha de grupo. Acontece que, respondendo a numerosas queixas dos banhistas, a prefeitura proibiu, faz anos, o altinho e o frescobol das 8 até as 17 horas na beira d’água, onde essas práticas exuberantes de uma minoria comprometiam, de fato, o conforto e a segurança da maioria praieira.
O desafio repetido à proibição por parte de um grupo, numa terça-feira de sol, foi seguido de pesados xingamentos à Guarda Municipal, e da ação/reação desmedida desta, transformando o “mítico” Posto 9 em uma espécie de campo de batalha entre gangues rivais. Depois do ataque verbal de um banhista arrogante, os guardas partiram para a violência física “engravatando” o rebelde. Como faísca na gasolina, tal ação desencadeou a reação descontrolada de centenas de banhistas que, com furor digno de outras batalhas, reagiram e enfrentaram as forças públicas com o lançamento de cocos, cadeiras e guarda-sóis, obrigando-as à retirada. Os insultos repetidos de alguns banhistas contra os guardas, agora na calçada, resultaram em um ataque com cassetetes, particularmente raivoso, contra um jovem jogado na areia. Seguiram-se novos insultos de banhistas, dedo em riste, enfrentando os guardas por intermináveis minutos, até que a tensão, finalmente, baixou.
Não é o caso de entrar em mais detalhes desta crônica sobre a qual os interessados podem encontrar documentação abundante na internet e no YouTube. Acredito que vale a pena refletir sobre o que aconteceu em Ipanema, porque, ao contrário das interpretações folclóricas difundidas pela mídia, o episódio, aparentemente farsesco, na realidade esconde sérios dramas e contradições sociais.
A mentalidade de quem identifica a proibição do altinho como “falta de liberdade”, “autoritarismo” ou “repressão do esporte por parte dos guardas” representa, no mínimo, uma la­cuna grave de educação cívica. Deveria ser ensinado nas escolas que a convivência civil supõe que a liberdade individual não seja ilimitada, mas esteja circunscrita aos limites traçados pelos direitos dos outros. Do mesmo modo, os guardas, chamados pelo Estado, ou seja, por nós, a zelar por respeito às leis, não podem ser definidos com tanta superficialidade como repressores pelo simples fato de tentar impor a legalidade. Considerando que a polícia carioca está entre as mais mal pagas do Brasil, resulta quase patético o apelo de certos sábios por um melhor treinamento e profissionalismo. Mais construtivo seria, talvez, ao lado disso, reivindicar maiores financiamentos para a Segurança.
O fato de que uma força pública, de extração social humilde, presida a praia de Ipanema, como nenhum outro lugar do País, para garantir segurança aos banhistas sete dias por semana, confesso que suscita em mim uma instintiva simpatia por ela, a parte mais fraca. É evidente que qualquer forma de violência desnecessária pela força pública é inaceitável, mas me atrevo a dizer que esses homens mereceriam outro tratamento dos cidadãos beneficiados. Não só: acho que seria honesto refletir sobre o diferente deslocamento das forças públicas nos bairros da cidade. Não será difícil, assim, chegar à conclusão de que vivemos em uma situação em que os cidadãos não recebem, todos, a mesma proteção.
Ao mesmo tempo, não posso esquecer que a polícia do Rio não é só aquela que mais morre, mas é também aquela que mais mata no Brasil: é filha de uma cultura de violência e prepotência, na qual foi historicamente treinada, em uma sociedade que continua sendo, pelo visto, profundamente autoritária e desigual.
De volta aos acontecimentos da praia carioca, é certo que, antes da pancadaria, a tensão começou com a frase “sou filho de juiz”, por parte de um jovem ­jogador, e explodiu depois com outros iluminantes epítetos, como: “Ipanema é nossa, ­bando de fodidos”. Essas frases estão gravadas e, além de atestar a confusão mental daqueles que as pronunciaram, são incontestável expressão de uma mentalidade mais ampla, que se expressou plasticamente na fúria anarcoide dos banhistas combatentes. É a cultura da diferença – de classe e de raça – que separa o nós e os outros, os privilegiados e os discriminados. Não somente nas praias, mas nas consciên­cias. É dramaticamente essa condição, como se o pai Brasil tivesse filhos e bastardos.
Fonte texto: A Carta Capital