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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Série: “Os brasileiros mataram meu papai?” parte 5

Diego Portillo tinha 3 anos quando o seu pai, Rubén, morreu e também foi internado com um quadro de febre e vômitos em 2011.

Guerra química?

A realidade dos camponeses paraguaios repete a dos brasileiros.

Serie: “Os brasileiros mataram meu papai?” parte 4

A luta por justiça chega à ONU
Aos quase 40 anos, algumas rugas começam a se desenhar no rosto da camponesa. Ela sorri muito, mas o semblante muda quando fala de justiça. Para essa mulher capaz de viajar quilômetros para votar nulo em cada eleição, casada com o filho de um torturado pela ditadura, a justiça pode ser algo tão simples como dizerem, oficialmente, que ela tem razão.
“Fui ao lançamento de três livros sobre a morte do meu irmão. E todo mundo me dizia que a história ia ficar só nisso, nos livros”, diz Norma. “Mas eu não queria isso. Quero justiça.”

Aos quase 40 anos, algumas rugas começam a se desenhar no rosto da camponesa. Ela sorri muito, mas o semblante muda quando fala de justiça. Para essa mulher capaz de viajar quilômetros para votar nulo em cada eleição, casada com o filho de um torturado pela ditadura, a justiça pode ser algo tão simples como dizerem, oficialmente, que ela tem razão.

Serie: “Os brasileiros mataram meu papai?” parte 3

A ligação entre agrotóxicos, soja, doleiros e a Lava Jato
Mas o caso Yerutí não foi a última vez que as duas empresas chegaram às manchetes dos jornais. A Comissão Bicameral de Investigação do Senado Paraguaio pediu em 2018 que se investigasse se a KLM S.A. era parte do esquema de lavagem de dinheiro de Darío Messer, o “doleiro dos doleiros”, preso pela Lava Jato em julho deste ano. Messer é amigo do ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes, que hoje também tem sua prisão decretada pela Lava Jato. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Cartes enviou US$ 500 mil para ajudar Messer a fugir da Justiça.

Em Yerutí, sobraram poucas famílias, entre elas a de Rubén Portillo

As empresas Cóndor S.A./KLM S.A. e Hermanos Galhera S.A. ficaram fora do processo criminal. Elas receberam apenas uma notificação administrativa da Seam, com uma multa.

Serie: “Os brasileiros mataram meu papai?” parte 2

País é o primeiro a ser condenado no Comitê de Direitos Humanos por uma morte relacionada ao uso de agrotóxicos

Ambas as empresas pertencem a sojeiros brasileiros. Porém, elas não tinham licença ambiental para plantar soja ou pulverizar os agroquímicos que se dispersavam com aeronaves leves, cujos tanques eram lavados em um riacho próximo. “Nenhuma delas cumpria com as mínimas normas ambientais”, afirmou na ocasião o engenheiro Ulises Lovera, diretor da Direção Geral de Controle de Recursos Naturais e Qualidade Ambiental, do Ministério de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Mades).
Ambas as empresas pertencem a sojeiros brasileiros. Porém, elas não tinham licença ambiental para plantar soja ou pulverizar os agroquímicos que se dispersavam com aeronaves leves, cujos tanques eram lavados em um riacho próximo. “Nenhuma delas cumpria com as mínimas normas ambientais”, afirmou na ocasião o engenheiro Ulises Lovera, diretor da Direção Geral de Controle de Recursos Naturais e Qualidade Ambiental, do Ministério de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Mades).

Série: “Os brasileiros mataram meu papai?” parte 1

Como a morte de um agricultor por uma possível intoxicação por agrotóxico na fronteira sojeira com o Brasil levou o Paraguai a ser condenado pela ONU
As melancias que Rubén Portillo havia plantado estavam a ponto de serem colhidas quando, em 6 de janeiro de 2011, ele não conseguiu se levantar, enfraquecido pela febre e vômitos. Esses sintomas pareciam diferentes, foi o que pensou sua parceira, Isabel Bordón, ao lembrar das erupções que tinham aparecido ao redor da boca e nos dedos algumas semanas antes. Isabel chamou sua cunhada, Norma Portillo, e pediu que o levasse de casa, a última que sobrara na Colônia Yerutí, até o centro de saúde da comunidade.
As melancias que Rubén Portillo havia plantado estavam a ponto de serem colhidas quando, em 6 de janeiro de 2011, ele não conseguiu se levantar, enfraquecido pela febre e vômitos. Esses sintomas pareciam diferentes, foi o que pensou sua parceira, Isabel Bordón, ao lembrar das erupções que tinham aparecido ao redor da boca e nos dedos algumas semanas antes. Isabel chamou sua cunhada, Norma Portillo, e pediu que o levasse de casa, a última que sobrara na Colônia Yerutí, até o centro de saúde da comunidade.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Monsanto no banco dos réus: fazendeiro culpa glifosato pelo câncer que o vitimou

Enquanto isso, no Brasil, a Anvisa acaba de concluir que não há evidências de que o produto faça mal à saúde


Um julgamento que começou nesta segunda-feira nos EUA coloca mais uma vez a multinacional do veneno Monsanto no banco dos réus. O fazendeiro norte-americano Edwin Hardeman, de 70 anos, acusa o pesticida Roundup (nome comercial do glifosato) de ser o responsável pelo câncer que lhe afeta, diagnosticado em 2015. Em 2015, a Agência Internacional Para Pesquisa do Câncer da Organização Mundial de Saúde já associou o uso de glifosato à doença, mas a empresa continua negando que o produto seja cancerígeno.
Um julgamento que começou nesta segunda-feira nos EUA coloca mais uma vez a multinacional do veneno Monsanto no banco dos réus.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Programa analisa os riscos do uso excessivo de agrotóxicos

 
O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e para discutir os meios para reduzir os impactos negativos ao meio ambiente e à saúde humana decorrentes do uso excessivo de defensivos e pesticidas o apresentador Luis Nassif receberá no programaBrasilianas.org desta noite, às 20h, na TV Brasil, o chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Morandi, o professor de Gestão Ambiental na USP Leste, Luis Cesar Schiesari e o coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Orlando Melo de Castro.
 

 
Uma pesquisa divulgada recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontou que 36% das amostras de frutas e verduras analisadas em 2011 continham irregularidades na presença de agrotóxicos, contra 29% das amostras analisadas em 2012. A utilização dessas substâncias químicas em grande quantidade, além de prejudicar a saúde humana, é capaz de causar desequilíbrios ambientais com impactos negativos sobre a produção de alimentos.
Fonte: Luis Nassif On Line