quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Ditadura da Schin no carnaval de Salvador: prefeitura confisca cervejas de outras marcas nos supermercados

Gente, o monopólio não é mais considerado ruim! Só é ruim o monopólio se for para retirar o patrimônio do povo das mãos do povo. Petróleo, por exemplo, não é um bom monopólio. Mídia é considerado bom. Quanto mais concentrado, melhor. Mas –surpresa– cerveja também é liberada para monopolizar, e tida como um monopólio bacana –porque foi um prefeito de direita que fez, claro. A Schin, que há anos monopoliza o comércio de cerveja em Salvador, comprou o carnaval da capital baiana. Nos “espaços patrocinados”, só pode vender Schin.
Como se não bastasse, a prefeitura está recolhendo nos supermercados todas as cervejas de outras marcas! Ou seja, se você, cidadão soteropolitano, quiser beber em casa outra marca de cerveja, não pode! Mas o alvo mesmo são os vendedores ambulantes. O pobre, que quando não está segurando as cordas que separam os brancos de abadá da “pipoca”, ganha seu dinheirinho carregando isopores na festa com latinhas de cerveja. Que em seguida, aliás, serão recolhidas por outros pobres para ser vendidas e recicladas. Pois os ambulantes, se quiserem vender cerveja, só poderão vender Schin.
O argumento dado pela Sucom (Secretaria Municipal de Urbanismo) para o recolhimento de todas as latas e garrafas da marca Skol (Ambev) em um supermercado na Barra foi que estavam “vendendo no atacado e não no varejo”. Agora é proibido vender no atacado! Como é que os capitalistas não se revoltam? Livre mercado, hellooo? A Ambev não vai falar nada? Como pode uma empresa impor de forma violenta sua cerveja aos foliões baianos? Não eram os soviéticos que eram criticados porque seus supermercados só tinham uma marca de cada produto? Ditadura da cerveja, vejam só. Bizarro.
Gente, o monopólio não é mais considerado ruim! Só é ruim o monopólio se for para retirar o patrimônio do povo das mãos do povo.
Petróleo, por exemplo, não é um bom monopólio. Mídia é considerado bom. Quanto mais concentrado, melhor. Mas –surpresa– cerveja também é liberada para monopolizar, e tida como um monopólio bacana –porque foi um prefeito de direita que fez, claro. A Schin, que há anos monopoliza o comércio de cerveja em Salvador, comprou o carnaval da capital baiana. Nos “espaços patrocinados”, só pode vender Schin.
Como se não bastasse, a prefeitura está recolhendo nos supermercados todas as cervejas de outras marcas! Ou seja, se você, cidadão soteropolitano, quiser beber em casa outra marca de cerveja, não pode! Mas o alvo mesmo são os vendedores ambulantes. O pobre, que quando não está segurando as cordas que separam os brancos de abadá da “pipoca”, ganha seu dinheirinho carregando isopores na festa com latinhas de cerveja. Que em seguida, aliás, serão recolhidas por outros pobres para ser vendidas e recicladas. Pois os ambulantes, se quiserem vender cerveja, só poderão vender Schin.
O argumento dado pela Sucom (Secretaria Municipal de Urbanismo) para o recolhimento de todas as latas e garrafas da marca Skol (Ambev) em um supermercado na Barra foi que estavam “vendendo no atacado e não no varejo”. Agora é proibido vender no atacado! Como é que os capitalistas não se revoltam? Livre mercado, hellooo? A Ambev não vai falar nada? Como pode uma empresa impor de forma violenta sua cerveja aos foliões baianos? Não eram os soviéticos que eram criticados porque seus supermercados só tinham uma marca de cada produto? Ditadura da cerveja, vejam só. Bizarro.
Eu sou a favor de monopólios cujos lucros sejam revertidos para o povo brasileiro. Monopólios que enriquecem apenas um grupo eu sou contra. O pior da história: imagina você pulando carnaval em um bloco bacana, sem corda, paquerando um broto, sente vontade de tomar cerveja, aquela bem gelada, trincando, no calor da Bahia, e… só tem Schin.
Nos dois primeiros dias de carnaval, mais de 11 mil latinhas de outras marcas de cerveja foram apreendidas pela Sucom. Assistam esse vídeo (vi aqui).
UPDATE: na segunda de carnaval, ambulantes da cidade fazem protestos contra a ditadura da Schin em Salvador. A velha mídia brasileira noticia, mas OMITE o nome da cervejaria. Confira no g1UOLEstadão e até na agência Brasil, que é pública, não tem fins comerciais. Inexplicável.

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