terça-feira, 27 de outubro de 2015

Presença de Kátia Abreu na abertura dos Jogos Mundiais Indígenas gera críticas

Povos originários também protestam contra a obrigatoriedade de credencial para entrar nos espaços onde estão sendo realizado o evento; MPF intimou a organização a liberar o acesso dos indígenas.
A Comissão Indígena Missionária (Cimi) lançou nota no último dia 23 denunciando o “caráter contraditório” da Realização dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas diante do cenário de ataque que os povos originários sofrem no Brasil.

A primeira edição dos jogos está acontecendo na capital do Tocantins, Palmas, e teve a presença da presidenta Dilma Rousseff e da ministra da Agricultura, e grande opositora das pautas indígenas, Kátia Abreu.

Uma liderança Karajá afirmou que a presença de Abreu na cerimônia de abertura é um “horror”. “Estão zombando de nós. Estão cometendo um genocídio contra nossos povos”, afirmou.
A Comissão Indígena Missionária (Cimi) lançou nota no último dia 23 denunciando o “caráter contraditório” da Realização dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas diante do cenário de ataque que os povos originários sofrem no Brasil.
A primeira edição dos jogos está acontecendo na capital do Tocantins, Palmas, e teve a presença da presidenta Dilma Rousseff e da ministra da Agricultura, e grande opositora das pautas indígenas, Kátia Abreu.
Uma liderança Karajá afirmou que a presença de Abreu na cerimônia de abertura é um “horror”. “Estão zombando de nós. Estão cometendo um genocídio contra nossos povos”, afirmou.
Críticas
Na abertura, manifestantes vaiaram a presidenta e pediram a saída da ministra. Eles protestaram contra a PEC 215, que retira da União e entrega para o Congresso Nacional a responsabilidade de demarcar terras indígenas.
Há também uma grande indignação dos indígenas que não conseguiram se credenciar e, assim, não estão podendo entrar nos locais dos jogos para venderem seus artesanatos. “Não sou contra os jogos. Acho até que já deveriam se realizar há mais tempo, só que não concordo com a forma de como estão sendo conduzidos”, expressou uma liderança Guarani-Mbyá de São Paulo.
O Ministério Público Federal (MPF) já foi acionado e intimou a organização a liberar o acesso dos indígenas. Caso contrário, decisões judiciais poderão ser tomadas.

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