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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Impeachment de Dilma vira piada em TV dos EUA

TV norte-americana faz piada e se diz espantada com tentativa de golpe em curso no Brasil, já que "60% dos legisladores que pretendem afastar a presidente Dilma enfrentam acusações que variam de fraude eleitoral até homicídio"
No programa “Last Week Tonight with John Oliver”, não faltaram críticas ao Congresso brasileiro e aos condutores do impeachment. Até o boneco inflável gigante de Lula com roupas de presidiário, chamado de ‘pixuleko’, foi alvo das piadas.
“Os legisladores brasileiros estão se movendo para retirar a presidente [Dilma] Rousseff”, explicou. “Mas eles podem não estar na melhor posição para julgá-la pois 60% deles enfrentam acusações que variam defraude eleitoral até homicídio“, acrescentou, citando números que o jornal americano “The New York Times” usou do portal Transparência Brasil.
“O Legislativo brasileiro potencialmente contém 40% de criminosos per capita a menos que o sistema penitenciário”, concluiu o comediante.
Oliver também afirma que Dilma pode ter agravado a crise do governo ao nomear Lula para a Casa Civil. “Embora Lula afirme que as acusações [contra ele] tenham motivação política, Rousseff não acalmou as coisas”, disse.
O comediante britânico John Oliver abordou a crise política brasileira e o processo de impeachment na última semana em seu programa na HBO (vídeo abaixo).

"Golpe é contra a democracia e a soberania nacional", diz manifesto dos petroleiros

Reunidos em Brasília, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos filiados debateram os desafios e lutas da categoria petroleira e de toda a classe trabalhadora brasileira frente ao atual momento político que o país atravessa.

A luta maior para os petroleiros nesse momento é a defesa da democracia e a construção de novas frentes de enfrentamento para barrar os entreguistas que atuam pelo desmonte do Sistema Petrobras e contra o regime de partilha do pré-sal, que são também os mesmos que defendem o golpe.

O Conselho Deliberativo da FUP aprovou um manifesto da categoria contra o golpe político e institucional em curso no país:

MANIFESTO DA FUP CONTRA O GOLPE

A história de luta dos petroleiros brasileiros sempre esteve ligada à defesa da democracia, da soberania e dos direitos sociais. Nossa luta não é de hoje. Resistimos ao golpe civil-militar que derrubou João Goulart em 1964, fizemos greves contra a ditadura, lutamos pela redemocratização, enfrentamos o neoliberalismo e todas as políticas privatistas e de ataques à classe trabalhadora.
Reunidos em Brasília, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos filiados debateram os desafios e lutas da categoria petroleira e de toda a classe trabalhadora brasileira frente ao atual momento político que o país atravessa.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

7 motivos para entender porque este impeachment é golpe


5. Em 1964, o golpe também não tinha esse nome. Era “revolução”. Era mal disfarçado, como hoje. É pouco provável que o governo seja derrubado com tanques na rua –apesar de muitos opositores de Dilma pedirem isso. Mas há outras formas de se desrespeitar a democracia e derrubar um governante, e é isso o que a oposição, a mídia e setores do empresariado e do judiciário estão fazendo. Não há tanques, e pode se usar o nome que quiser. Mas, na prática, é golpe.

6. Governo não é como roupa, que se não serve ou você não gostou da cor você vai lá e troca. Numa democracia, a troca é pelo voto. Se não, é golpe.

7. Se todos os canhões da mídia, do judiciário e do empresariado estão voltados contra apenas um partido, o interesse não é o bem público ou a moralização da política. O interesse é prejudicar apenas esse partido para ganhar o poder no tapetão. E aí, novamente, não tem como dourar a pílula: é golpe.
Entenda de forma rápida e direta porque esta tentativa de impeachment é sim, um golpe. E espalhe para a sua rede!
1. Dilma Rousseff não é ré em nenhum processo. Não cometeu nenhum crime, e não é investigada pela Lava Jato. Isto, por si só, já encerraria a discussão: impeachment sem crime, é golpe.

Acampamento nacional contra o golpe já reúne 2 mil pessoas em Brasília

Localizado no Ginásio Nilson Nelson, o Acampamento Nacional pela Democracia e Contra o Golpe, que iniciou no dia 10 de abril, já reúne 2 mil pessoas de diversos estados do país.

A palavra de ordem “Não Vai Ter Golpe, Vai Ter Luta”, que se tornou um hino para os que lutam em defesa da democracia, também será o grande mote do Acampamento. Durante a semana, acontece um calendário de lutas contra o golpe, com atividades culturais e formações políticas sobre as grandes questões da conjuntura econômica, política e social do país.

“Está em curso no Brasil uma ofensiva da classe dominante, por meio de seus braços no Congresso Nacional, no Poder Judiciário (articulado com Ministério Público e Polícia Federal) e nos grandes meios de comunicação para dar um golpe contra a democracia brasileira, afastar a presidenta Dilma Rousseff e impor um programa de retrocessos políticos, sociais e econômicos no nosso país. Esse momento de luta pela democracia é de muita importância porque até hoje, o povo brasileiro e as organizações políticas da classe trabalhadora têm a cicatriz da repressão, mortes e torturas dos tempos da ditadura militar, instaurada com o golpe de 1964, e lutará com todas as forças para impedir um novo golpe no Brasil”, destaca Marco Antônio Baratto, membro da Coordenação Nacional do MST, uma das organizações que integra a Frente Brasil Popular.
Mobilizados em todo o país, movimentos populares, centrais sindicais, entidades estudantis, coletivos de cultura e comunicação, decidiram montar um acampamento em Brasília para acompanhar o processo de discussão do impeachment no Congresso Nacional.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Nem Lava Jato, nem Sergio Moro. O combate à corrupção no Brasil acelerou por conta de medidas aprovadas no governo Dilma Rousseff

Novas leis mudaram mais o cenário do que "lava jato", diz Pierpaolo Bottini
O criminalista destaca que quando uma pessoa decide fazer a delação premiada, ela deve escolher bem a autoridade com quem firmará a colaboração e o escopo que suas informações vão alcançar. Essa escolha, segundo ele, ajuda na hora de negociar a redução da pena e deve ser feita com cautela, pois, ao firmar a colaboração, o delator renuncia o direito de permanecer calado para não produzir prova contra si e de contestar qualquer ato, além de não poder mentir.
Entenda a Lei Anticorrupção

Sobre a delação premiada, o advogado afirma que a medida, apesar de estar em leis mais antigas, seu uso ainda é recente e está “em construção”, ou seja, tem pontos positivos, mas é preciso cautela, pois “o delator deve ser visto com muita desconfiança e cuidado”.
Nem operação "lava jato", nem juiz Sergio Moro, o combate à corrupção no Brasil acelerou por conta das recentes mudanças na legislação nacional.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Eduardo Cunha corre contra o tempo

A investigação sobre sua falta de decoro avança justamente na reta final do impeachment na Câmara, uma coincidência a expor a natureza vingativa da aceitação do pedido de cassação. Pior para os defensores do “Fora Dilma”.

Após meses travado por manobras de Cunha, o Conselho de Ética da Câmara ouviu na quinta-feira 7 o primeiro depoimento no processo contra o deputado. A testemunha foi Leonardo Meirelles, sócio-laranja do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato. Meirelles tinha empresas e contas no exterior por meio das quais auxiliava o doleiro a distribuir dinheiro sujo a políticos, entre outros.

Segundo ele, sua participação na engrenagem teria rendido a Cunha 5 milhões de dólares, fruto de chantagem contra um lobista atuante na Petrobras. Graças ao episódio do achaque, Cunha tornou-se réu no Supremo Tribunal Federal.

Meirelles disse ter recebido 5,1 milhões de dólares em Hong Kong em contas de duasoffshore, a RFY e a DGX, operado para os recursos em reais chegarem ao escritório de Youssef em São Paulo e ouvido do sócio em um almoço que o dinheiro era destinado a Cunha. Os dólares foram depositados em três parcelas, em 2012, pela Vigela Associated, empresa do lobista Julio Camargo, com quem Meirelles firmara um contrato fictício.
Réu por corrupção, vulgo “Caranguejo” na lista de doações da empreiteira Odebrecht, dramaturgo (a julgar pelas histórias contadas para se defender das acusações), Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, merecia mais um epíteto: Senhor Impeachment.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

sábado, 9 de abril de 2016

Como acontece o Impeachment?

Fonte: Canal TV Poeira

Nise, o gato e eu.

Os ateliês de pintura e modelagem fizeram com que muitos artistas fossem descobertos entre os “loucos” que eram tratados por ela no Centro Psiquiátrico do Hospital Pedro II, no Rio de Janeiro. No final da década de 1940, grandes exposições de arte apresentaram ao país nomes descobertos nos ateliês, como o do pintor Emygdio de Barros (1895-1986). A pioneira Nise, única mulher em sua turma de 157 formandos da Faculdade de Medicina da Bahia em 1926, foi a grande inspiradora do movimento antimanicomial e da reforma psiquiátrica.
Além das artes, Nise da Silveira também introduziu cães e gatos na vida de seus pacientes, para que se apegassem a eles, criando um elo com o mundo real. “Observei que os resultados terapêuticos das relações afetivas entre o animal e o doente eram excelentes. Mas era difícil que essa idéia tivesse campo para desenvolver-se. No Brasil a aproximação entre doente e animal, infelizmente, ainda não era cultivada. Amigos distantes foram solidários: Boris Levinson, psicanalista americano, comentou por carta: ‘Sem dúvida, para muitos desses doentes, os animais eram a sua única linha de vida para a saúde mental'”, escreveu Nise no livro Gatos, A Emoção de Lidar, dedicado ao último dos seus bichanos, Carlinhos (em homenagem a Carl Jung) e atualmente fora de catálogo. Uma pena.
O economista José Carlos Peliano conta com exclusividade para o blog sobre sua amizade com a psiquiatra alagoana Nise da Silveira (1905-1999), que passou à história por se rebelar contra as “terapias” agressivas que eram utilizadas para “tratar” pessoas com distúrbios mentais: eletrochoques, camisa de força, isolamento. “Isto é tortura”, denunciou Nise, que partiu para abordagens alternativas, como a terapia ocupacional e a arte.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Torcedores do Liverpool protestam contra impeachment de Dilma Rousseff

O jogo entre Liverpool e Borussia Dortmund, válido pelas quartas de final da Liga Europa, não foi marcado apenas pelo retorno de Jurgen Klopp ao estádio Signal Iduna Park, onde comandou o clube alemão durante oito anos.
Durante o jogo, dois torcedores levaram um cartaz vermelho com a foto do ex-jogador Sócrates e os dizeres “sem golpe no Brasil'', protestando contra as articulações que estão sendo feitas para tirar a presidente Dilma Rousseff da presidência.
O jogo entre Liverpool e Borussia Dortmund, válido pelas quartas de final da Liga Europa, não foi marcado apenas pelo retorno de Jurgen Klopp ao estádio Signal Iduna Park, onde comandou o clube alemão durante oito anos.

Mais de 60% dos russos querem reconstituir a URSS

O Centro de Pesquisa da Opinião Pública Russo (VTsIOM) realizou uma enquete e veio a saber que 64% dos russos responderam “sim” à pergunta se é necessário manter a União Soviética como uma federação de repúblicas igualitária em que vão garantir-se os direitos e liberdades do homem de qualquer nacionalidade.

A mesma pergunta foi colocada no referendo de 17 de março de 1991 em que a maioria dos cidadãos também deu uma resposta positiva.

A Folha não diz que site que recebeu da JBS para caluniar Sakamoto é de Kim, seu colunista. Veja

A Folha, hoje, publica matéria dizendo que “documentos produzidos por ordem judicial sugerem que as empresas JBS e 4Buzz promoveram, por meio de anúncio pago no Google, a exposição de um texto difamatório contra o jornalista e ativista Leonardo Sakamoto, da ONG Repórter Brasil e blogueiro do UOL”.

A JBS é a dona da Friboi, aquela que a turma da extrema-direita fica dizendo que “é do Lulinha”, como dizem que o apartamento é do “Lulão”.

Segundo o texto, a história que liga a JBS-Friboi ao ataque ao blogueiro “começou em maio de 2015, quando a página “Leonardo Sakamoto Mente” passou a ser promovida. O link levava o internauta para o texto “Sakamoto recebe mais de R$ 1 milhão para chamar opositores de mercenários, denuncia Luciano Ayan”, abrigado no site FolhaPolítica.org. Sem autoria conhecida nem relação com a Folha, o FolhaPolítica tem 1,1 milhão de seguidores no Facebook. Mescla posts desfavoráveis ao PT com notícias falsas.”
A Folha, hoje, publica matéria dizendo que “documentos produzidos por ordem judicial sugerem que as empresas JBS e 4Buzz promoveram, por meio de anúncio pago no Google, a exposição de um texto difamatório contra o jornalista e ativista Leonardo Sakamoto, da ONG Repórter Brasil e blogueiro do UOL”.

Jovem acusada de mentir sobre assédio em ônibus está sendo ameaçada

Grazi Oliveira conta que está sendo ameaçada por pessoas que querem deslegitimizar seu relato e critica a cultura do estupro, que culpa a vítima e tenta justificar o crime do agressor. A jovem revela que sua postagem não foi deletada, mas suspensa pelo facebook após receber milhares de denúncias
Os últimos dias não têm sido dos mais fáceis na vida de Grazi Oliveira, de 22 anos, estudante de publicidade de Curitiba (PR), que na última terça-feira decidiu postar em seu Facebook um relato chocante sobre o assédio sofrido por ela em um ônibus (relembre aqui).

De acordo com o post de Grazi, o agressor teria gemido e respirado fundo sobre seu ombro, tendo inclusive ejaculado em sua saia. Na publicação, a jovem incluiu a foto com a saia suja.
Em questão de horas, o depoimento de Grazi foi alvo de críticas e ataques nas redes sociais. Seu post, inicialmente compartilhado por milhares de pessoas, foi retirado do ar. A jovem concedeu entrevista ao jornal Extra sobre o episódio. Confira trechos:
“Não apaguei a postagem. O Facebook a suspendeu depois de várias denúncias. Por mim, ele continuaria existindo”, confessa Grazi, mencionando a criação de perfis fakes e páginas criadas especificamente para atacá-la. “Essas continuam no ar. Segundo o Facebook, não violam os termos de uso de imagem. Vai entender…”

Os últimos dias não têm sido dos mais fáceis na vida de Grazi Oliveira, de 22 anos, estudante de publicidade de Curitiba (PR), que na última terça-feira decidiu postar em seu Facebook um relato chocante sobre o assédio sofrido por ela em um ônibus (relembre aqui).

Mídia abafa escândalos da Globo após vazamento dos Panama Papers

Como revelaram reportagens posteriores do “Diário do Centro do Mundo”, “Tijolaço”, “Viomundo”, “Rede Brasil Atual”, “O Cafezinho”, “Revista Fórum”, “Conversa Afiada” e “GGN”, a mansão dos Marinho em Paraty (a Paraty House), o heliponto que fica nessa mansão e o helicóptero que a dinastia usa são ou foram, todos, de propriedade de uma dessas empresas de papel criadas pela Mossack Fonseca. Em 25 de fevereiro e em 02 de março eu e outros deputados já havíamos pedido investigações criminais a respeito ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Geral da República.

Mas agora os “Panama Papers” revelam mais.

Oportal holandês trouw.nl e o “Het Financieele Dagblad” (ou “A Tribuna Financeira”), um jornal de alta circulação na Holanda, fizeram uma análise minuciosa dos documentos vazados. No artigo ”Het balletje rolt” (“Bola Rolando”) , o que se retrata é o vazamento de documentos que colocam a Rede Globo no centro de um esquema de fraudes e sonegação de impostos em uma parceria criminosa com instituições ligadas ao futebol como a CONMEBOL e a FIFA e alguns de seus dirigentes, por meio de contratos falsos e garantias de exclusividades em transmissões.

Os contratos, segundo as reportagens, dizem respeito aos jogos da Copa Libertadores, cujos direitos de transmissão foram cedidos pela Conmebol “mediante pagamentos extras”. Os contratos seriam muito enxutos, com objetos excessivamente amplos, e sem cláusulas de exclusividade  - tudo incomum para acordos desse tipo. Isso, aliado aos valores altíssimos, levantam suspeita sobre sua veracidade. O marqueteiro de esporte holandês Frank van den Wall Bake, um dos entrevistados, é categórico: “todos os contratos que envolvem esses atores são falsos”. O artigo ainda cita diversas empresas holandesas envolvidas nos esquemas. Dentre elas, duas com nome T&TSM. Uma, com sede nas Ilhas Caymann, responsável por negociar os direitos de transmissão no continente à Rede Globo, outra, com sede na Holanda, que recebeu todos os repasses.
Veio à tona um novo escândalo de corrupção global. O que a mídia brasileira esconde é que a Globo está envolvida nele
Fraudes, evasão de divisas, sonegação de impostos, superfaturamento, trafico de influência.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Pró-Esia - Fábrica de Versos... Gravuras eróticas: a arte lasciva

Os séculos XVIII e XIX nos remetem à ideia de puritanismo, moralismo, regras sociais rígidas. Quando estudamos mais detalhadamente o período, percebemos que a sociedade não era tão casta assim. “O laço entre a hipocrisia das convenções, próprias às camadas ricas e a tensão erótica que elas contribuem a reforçar, fornecerá o tema essencial para a libertinagem. Inspirada pela máscara da boa educação, esta retórica exprimia os constrangimentos de uma sociedade galante que matava o amor, ao transformá-lo em vício. Falar de sexo tornou-se uma compensação agradável para o vazio espiritual de uma elite”, conta Mary del Priore, em História do Amor no Brasil.
         Na segunda metade do século XIX, não faltaram os chamados “romances para homens”. Na forma de brochuras com inúmeras gravuras e estampas, os textos eram muito apreciados. “Escritos escandalosos marcavam a maneira das elites protestarem contra o puritanismo oficial. Afinal, em numerosas regiões do Ocidente moderno, as autoridades religiosas já tinham tido sucesso em transformar o sexo em ato abjeto e qualquer distração sensual, em tentação diabólica. É preciso, contudo, desconfiar da liberação idealizada cantada nos textos eróticos ou pornográficos. Expressão de necessidades não satisfeitas, esta literatura mais representa um contraponto à progressiva imposição da repressão sexual. Repressão que atingiu”, destaca Mary.
Os séculos XVIII e XIX nos remetem à ideia de puritanismo, moralismo, regras sociais rígidas. Quando estudamos mais detalhadamente o período, percebemos que a sociedade não era tão casta assim.