Bomba foi desenvolvida com energia equivalente a 57 milhões de toneladas de TNT
Em outubro de 1961, a Rússia testou a Tsar-Bomba, uma bomba de hidrogênio RDS 220 – considerada a mais potente já criada no mundo. No entanto, até então, as imagens da detonação eram sigilosas. Eis que, em 20 de agosto, o país liberou as filmagens do acontecimento. Agora, é possível ver o potencial da bomba nuclear.
Com energia equivalente a 57 milhões de toneladas de trinitrotolueno (TNT), a bomba foi desenvolvida durante os anos 1950 e 1960 como parte da corrida armamentista entre Estados Unidos e União Soviética. Devido ao potencial de destruição, até hoje o explosivo possui as maiores dimensões já vistas em uma criação do tipo – oito metros de altura, dois metros de largura e 27 toneladas.
O transporte do explosivo foi feito por um avião modelo Tu-95-202 especialmente modificado para acomodar a bomba gigante. Quando chegou ao local designado, o artefato foi lançado acoplado a um paraquedas, para que não chegasse ao solo antes do previsto. Quando tocou o local designado, a explosão gerou um raio de destruição de 35 quilômetros.
O vídeo revelado tem cerca de 40 minutos de duração, com a primeira meia hora dedicada a fazer propaganda do programa nuclear soviético. Apesar disso, as filmagens mostram todo o processo de criação da bomba, desde a construção do equipamento até a detonação.
Pesquisadores preveem início da distribuição em massa entre os dias 12 e 24 do mês que vem
A Rússia pode ser o primeiro país no mundo a distribuir, em massa, vacinas contra a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. O antídoto deve começar a ser distribuído em agosto, conforme informação divulgada nesta segunda-feira (13) pela agência de notícias do governo do país.
No meio de uma nova fase de antagonismo entre Rússia e Ocidente, foi publicada pela primeira vez em russo "O Filho Vermelho", lendáriahistória em quadrinhos onde o Superman é um fiel servidor da causa comunista e que se transformou em um êxito de vendas.
No Paraguai, mandatários debateram questões econômicas e necessidade de expandir mercados; presidência pro-tempore passa para Uruguai.
Como forma de enfrentar a crise econômica que afeta os países sul-americanos, os mandatários presentes na 49ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul (Mercado Comum do Sul) defenderam a expansão do mercado do bloco para além da região, mirando em China e Rússia, além do acordo de livre comércio com a União Europeia (UE), em negociação.
Os neoconservadores americanos querem repetir o processo que levou à exaustão a antiga União Soviética. E nós, que temos a ver com tudo isso?
Os Estados Unidos do Prêmio Nobel da Paz Barack Obama empreendem uma guerra virtual contra a Rússia e preparam obstinadamente uma guerra real para ser travada em território ucraniano.
Em seguida, governo da Rússia afirmou que tomará medidas caso a decisão provoque algum impacto negativo para a economia nacional
A Ucrânia assinou nesta sexta-feira (27/06) um acordo de livre comércio com a UE (União Europeia) -- ponto que deu início a uma grave crise social e política no país no final do ano passado.
Nona economia do planeta com quase dois trilhões de Produto Interno Bruto anual, a Rússia era a única nação grande, em nível planetário, que permanecia fora da OMC. A negociação levou 18 anos, 30 acordos bilaterais sobre acesso aos mercados de serviços, 57 sobre acesso aos mercados de mercadorias e seis anos de negociação bilateral com Washington. O generoso cálculo do Banco Mundial é que a Rússia pode ganhar entre 54 e 177 bilhões de dólares por ano com o ingresso na OMC. Mas este futuro cor-de-rosa não parece convencer os próprios russos. O artigo é de Marcelo Justo, direto de Londres.
A incorporação da Rússia à Organização Mundial do Comércio (OMC) nessa quarta-feira é o último prego no caixão da guerra fria. A negociação levou 18 anos, 30 acordos bilaterais sobre acesso aos mercados de serviços, 57 sobre acesso aos mercados de mercadorias e seis anos de negociação bilateral com Washington.
Nona economia do planeta com quase dois trilhões de Produto Interno Bruto (PIB) anual, a Rússia era a única nação grande, em nível planetário, que permanecia fora da OMC. Com a União Europeia (UE) só se chegou a um acordo em 2010, depois que Moscou aderiu ao Protocolo de Kyoto sobre Mudanças Climáticas. O último grande obstáculo foi a Geórgia, que depois daquela guerra de cinco dias em 2008, estava decidida a bloquear seu ingresso, mas uma negociação sobre trânsito de mercadorias e pressões várias dirimiram o problema.
A recompensa é a abertura de um mercado de 140 milhões de consumidores e o acesso a seus mercados financeiros, serviços e matérias-primas. O generoso cálculo estimativo do Banco Mundial é que a Rússia pode chegar a ganhar entre 54 e 177 bilhões de dólares por ano graças a esta plena integração ao comercio mundial. Mas este futuro cor-de-rosa não parece convencer os próprios russos. Segundo uma sondagem da Public Opinion Foundation, só 21% da população está a favor da medida.
O líder do principal grupo opositor ao presidente Vladimir Putin, o comunista Guennadi Ziuganov, acredita que a Rússia vai perder com esta aposta. “A situação dos principais setores da economia não lhes permitem competir com as corporações ocidentais e o que sobra da indústria não fabrica produtos que o comércio mundial demanda”, afirmou.
A Rússia é o nono exportador mundial, tem as maiores reservas de gás natural do mundo, a segunda de carvão e a oitava de petróleo. Em 2011 exportou mais de 570 bilhões de dólares e importou cerca de 410 bilhões. Mas com a incorporação à OMC desaparecerão ou serão drasticamente reduzidas as taxas de cerca de 700 tipos de produtos manufaturados e agrícolas: a taxa media passará de 10 a 7,4%.
Os serviços serão desregulamentados, entre eles um setor chave para o investimento estrangeiro, como o das telecomunicações. No caso do sistema bancário, a abertura será considerável, mas com limitações. A participação total de bancos estrangeiros não poderá exceder 50% do setor, mas pela primeira vez poderão operar entidades 100% estrangeiras na Rússia.
Segundo os defensores do livre comércio, estas transformações permitirão a modernização russa. “A Rússia vai poder se desfazer do velho e ineficiente modelo baseado na substituição de importações e a industrialização subsidiada para passar a um modelo baseado no comércio e no investimento”, assegurou à Carta Maior Natalia Suseeva, analista russa do Reinassance Capital, um banco de investimentos especializado em mercados emergentes.
A prioridade número um do governo é incentivar o investimento estrangeiro que – esperam as autoridades russas – deveria aumentar com a aceitação das regras da OMC como marco legal. Mas, segundo o Banco Mundial, os principais beneficiários serão os consumidores, pela queda dos preços e o aumento da competição. Com certa temeridade, o Banco Mundial prediz que milhões de pessoas se beneficiarão com este processo.
O problema é que atores similares diziam coisas parecidas no princípio dos anos 90, quando Boris Yeltsin adotou a terapia de choque que os organismos multilaterais recomendavam para a transição comunista ao capitalismo. Segundo o premio Nobel de economia Joseph Stiglitz, esta privatização selvagem produziu uma queda do PIB de 54% entre 1990 e 1999. Nessa década a produção industrial caiu 60%, houve hiperinflação com a liberalização abrupta dos preços e milhões de pessoas caíram, da noite para o dia, na pobreza absoluta.
A atual incorporação à OMC concede um longo período de adaptação ao governo de Vladimir Putin. Um considerável número das reduções tarifárias só entrará em vigor após sete anos. O sistema de subsídios ao setor agrícola, equivalente hoje a nove bilhões de dólares, tem até 2018 para alcançar a cifra pactuada como subvenção: 4,4 bilhões.
A China é um caso de exitosa integração à OMC. A China ingressou em 2002: sua incorporação serviu para alavancar sua presença hegemônica no comercio internacional. A diferença com a Rússia é que a China tinha, nesse momento, uma indústria exportadora diversificada que lhe permitiu aproveitar ao máximo os mercados que a OMC abria.
No caso da Rússia é diferente. Oitenta por cento de suas exportações se concentram em matérias-primas, metalurgia, defesa e madeira. A indústria ligeira, a automotiva, o setor agrícola são especialmente vulneráveis a uma abertura. Natalia Suseeva reconhece que nada está garantido. “Tudo depende de como os empresários russos se adaptarão a esta nova situação. Terá que haver uma mudança de práticas em nível dos negócios e em nível institucional para poder competir. Se conseguirem, será benéfico”, disse a Carta Maior.
Se a aposta não der certo, uma nova tormenta político-social pode ser esperada na Rússia.
Há gestos que concentram em si uma perspectiva de mudança epocal. Gandhi o fizera com o “punhado de sal”: desatou o movimento independentista na Índia.
No Conselho de Segurança da ONU, a Rússia vetou novas medidas contra a Síria. Mas, em seguida, a China levantou a mão, somando-se ao veto. Nem era mais necessário. Mas o gesto é clamoroso!
EUA e OTAN pretendem a guerra civil na Síria para enfraquecê-la (e, junto, a Rússia) e preparar o terreno para isolar e agredir o Irã. A nova doutrina militar de Obama não deixa dúvida qual o alvo para eles, no presente e futuro: a China.
China e Rússia estão em reaproximação e aliança. Isso constitui um dos grandes fatos da atualidade de um mundo em transição acelerada.
Sem dúvida, com a evolução da crise capitalista, o mundo não é e não será mais o mesmo. A receita neoliberal faliu, criou a crise e, com sua ideologia e política econômica, só tem “mais do mesmo” a oferecer.
O velho morreu; o novo não nasceu. Os próximos vinte anos serão bem, bem interessantes mesmo.