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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Rússia divulga vídeo de teste da bomba nuclear mais potente já criada; assista

Bomba foi desenvolvida com energia equivalente a 57 milhões de toneladas de TNT

Com energia equivalente a 57 milhões de toneladas de trinitrotolueno (TNT), a bomba foi desenvolvida durante os anos 1950 e 1960 como parte da corrida armamentista entre Estados Unidos e União Soviética. Devido ao potencial de destruição, até hoje o explosivo possui as maiores dimensões já vistas em uma criação do tipo – oito metros de altura, dois metros de largura e 27 toneladas.

Em outubro de 1961, a Rússia testou a Tsar-Bomba, uma bomba de hidrogênio RDS 220 – considerada a mais potente já criada no mundo. No entanto, até então, as imagens da detonação eram sigilosas. Eis que, em 20 de agosto, o país liberou as filmagens do acontecimento. Agora, é possível ver o potencial da bomba nuclear.

Com energia equivalente a 57 milhões de toneladas de trinitrotolueno (TNT), a bomba foi desenvolvida durante os anos 1950 e 1960 como parte da corrida armamentista entre Estados Unidos e União Soviética. Devido ao potencial de destruição, até hoje o explosivo possui as maiores dimensões já vistas em uma criação do tipo – oito metros de altura, dois metros de largura e 27 toneladas.

O transporte do explosivo foi feito por um avião modelo Tu-95-202 especialmente modificado para acomodar a bomba gigante. Quando chegou ao local designado, o artefato foi lançado acoplado a um paraquedas, para que não chegasse ao solo antes do previsto. Quando tocou o local designado, a explosão gerou um raio de destruição de 35 quilômetros.

O vídeo revelado tem cerca de 40 minutos de duração, com a primeira meia hora dedicada a fazer propaganda do programa nuclear soviético. Apesar disso, as filmagens mostram todo o processo de criação da bomba, desde a construção do equipamento até a detonação.


segunda-feira, 13 de julho de 2020

Vacina para a Covid: Rússia conclui testes e quer iniciar distribuição em agosto

Pesquisadores preveem início da distribuição em massa entre os dias 12 e 24 do mês que vem


A Rússia pode ser o primeiro país no mundo a distribuir, em massa, vacinas contra a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. O antídoto deve começar a ser distribuído em agosto, conforme informação divulgada nesta segunda-feira (13) pela agência de notícias do governo do país.
A Rússia pode ser o primeiro país no mundo a distribuir, em massa, vacinas contra a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. O antídoto deve começar a ser distribuído em agosto, conforme informação divulgada nesta segunda-feira (13) pela agência de notícias do governo do país.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Superman vira comunista, troca símbolo e é sucesso de vendas na Rússia

A história de 140 páginas, mais longa do que o habitual no gênero, cativou russos de todas as idades, justo quando a história em quadrinhos vive um boom neste país, processo que começou na Perestroika (1985).
No meio de uma nova fase de antagonismo entre Rússia e Ocidente, foi publicada pela primeira vez em russo "O Filho Vermelho", lendária história em quadrinhos onde o Superman é um fiel servidor da causa comunista e que se transformou em um êxito de vendas.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Mercosul avalia acordos com Rússia, China e aproximação com Aliança do Pacífico

No Paraguai, mandatários debateram questões econômicas e necessidade de expandir mercados; presidência pro-tempore passa para Uruguai.A ideia foi defendida pela presidente brasileira, Dilma Rousseff, que destacou a necessidade de se realizarem acordos comerciais com países não europeus. Ela reconheceu que a situação do Brasil repercute nos demais países da região e, por essa razão, defendeu o fortalecimento do bloco regional. Dilma destacou ainda os esforços do presidente do Paraguai, Horacio Cartes, para uma abertura e aproximação com a Aliança do Pacífico.

Além de Dilma e Cartes, participam da reunião os mandatários de Argentina, Mauricio Macri; Uruguai, Tabaré Vázquez; Bolívia, Evo Morales; Chile, Michelle Bachelet; e o primeiro-ministro da Guiana, Moses Veerasammy Nagamootoo. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, não compareceu por “compromissos internos” e foi representado pela chanceler Delcy Rodríguez.

Liberalização

No último domingo (20), os chanceleres do bloco concordaram em avançar em suas relações com países como China e Rússia. Neste sentido, os ministros concluíram que essas aberturas ao maior número de países ou blocos são uma forma de voltar às origens do bloco, que, segundo essa visão, teria vocação para o livre trânsito de bens, serviços e mercadorias.
Como forma de enfrentar a crise econômica que afeta os países sul-americanos, os mandatários presentes na 49ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul (Mercado Comum do Sul) defenderam a expansão do mercado do bloco para além da região, mirando em China e Rússia, além do acordo de livre comércio com a União Europeia (UE), em negociação.

sábado, 27 de dezembro de 2014

A estratégia dos EUA para a guerra contra a Rússia na Ucrânia

Os neoconservadores americanos querem repetir o processo que levou à exaustão a antiga União Soviética. E nós, que temos a ver com tudo isso?
Os Estados Unidos do Prêmio Nobel da Paz Barack Obama empreendem uma guerra virtual contra a Rússia e preparam obstinadamente uma guerra real para ser travada em território ucraniano. Não importa a inviabilidade dessa aventura militar, do ponto de vista estratégico. O objetivo não é controlar o território ucraniano e “salvá-lo para a democracia”, mas esgotar em combate o poderio russo mediante seu estrangulamento econômico e militar numa guerra convencional em terceiro país. É que nem os lunáticos neoconservadores instalados no Pentágono, no Departamento de Estado e no Conselho de Segurança Nacional proporiam um ataque direto à nação russa, dada sua condição de potência nuclear de primeira linha.
Os Estados Unidos do Prêmio Nobel da Paz Barack Obama empreendem uma guerra virtual contra a Rússia e preparam obstinadamente uma guerra real para ser travada em território ucraniano.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Estopim de crise, acordo de livre comércio com a UE é assinado pela Ucrânia

Em seguida, governo da Rússia afirmou que tomará medidas caso a decisão provoque algum impacto negativo para a economia nacional
Estopim de crise, acordo de livre comércio com a UE é assinado pela Ucrânia
A Ucrânia assinou nesta sexta-feira (27/06) um acordo de livre comércio com a UE (União Europeia) -- ponto que deu início a uma grave crise social e política no país no final do ano passado.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Após 18 anos de negociação, Rússia entra na OMC



Nona economia do planeta com quase dois trilhões de Produto Interno Bruto anual, a Rússia era a única nação grande, em nível planetário, que permanecia fora da OMC. A negociação levou 18 anos, 30 acordos bilaterais sobre acesso aos mercados de serviços, 57 sobre acesso aos mercados de mercadorias e seis anos de negociação bilateral com Washington. O generoso cálculo do Banco Mundial é que a Rússia pode ganhar entre 54 e 177 bilhões de dólares por ano com o ingresso na OMC. Mas este futuro cor-de-rosa não parece convencer os próprios russos. O artigo é de Marcelo Justo, direto de Londres.

Nona economia do planeta com quase dois trilhões de Produto Interno Bruto (PIB) anual, a Rússia era a única nação grande, em nível planetário, que permanecia fora da OMC. Com a União Europeia (UE) só se chegou a um acordo em 2010, depois que Moscou aderiu ao Protocolo de Kyoto sobre Mudanças Climáticas. O último grande obstáculo foi a Geórgia, que depois daquela guerra de cinco dias em 2008, estava decidida a bloquear seu ingresso, mas uma negociação sobre trânsito de mercadorias e pressões várias dirimiram o problema. 

A recompensa é a abertura de um mercado de 140 milhões de consumidores e o acesso a seus mercados financeiros, serviços e matérias-primas. O generoso cálculo estimativo do Banco Mundial é que a Rússia pode chegar a ganhar entre 54 e 177 bilhões de dólares por ano graças a esta plena integração ao comercio mundial. Mas este futuro cor-de-rosa não parece convencer os próprios russos. Segundo uma sondagem da Public Opinion Foundation, só 21% da população está a favor da medida. 

O líder do principal grupo opositor ao presidente Vladimir Putin, o comunista Guennadi Ziuganov, acredita que a Rússia vai perder com esta aposta. “A situação dos principais setores da economia não lhes permitem competir com as corporações ocidentais e o que sobra da indústria não fabrica produtos que o comércio mundial demanda”, afirmou. 

A Rússia é o nono exportador mundial, tem as maiores reservas de gás natural do mundo, a segunda de carvão e a oitava de petróleo. Em 2011 exportou mais de 570 bilhões de dólares e importou cerca de 410 bilhões. Mas com a incorporação à OMC desaparecerão ou serão drasticamente reduzidas as taxas de cerca de 700 tipos de produtos manufaturados e agrícolas: a taxa media passará de 10 a 7,4%.

Os serviços serão desregulamentados, entre eles um setor chave para o investimento estrangeiro, como o das telecomunicações. No caso do sistema bancário, a abertura será considerável, mas com limitações. A participação total de bancos estrangeiros não poderá exceder 50% do setor, mas pela primeira vez poderão operar entidades 100% estrangeiras na Rússia. 

Segundo os defensores do livre comércio, estas transformações permitirão a modernização russa. “A Rússia vai poder se desfazer do velho e ineficiente modelo baseado na substituição de importações e a industrialização subsidiada para passar a um modelo baseado no comércio e no investimento”, assegurou à Carta Maior Natalia Suseeva, analista russa do Reinassance Capital, um banco de investimentos especializado em mercados emergentes. 

A prioridade número um do governo é incentivar o investimento estrangeiro que – esperam as autoridades russas – deveria aumentar com a aceitação das regras da OMC como marco legal. Mas, segundo o Banco Mundial, os principais beneficiários serão os consumidores, pela queda dos preços e o aumento da competição. Com certa temeridade, o Banco Mundial prediz que milhões de pessoas se beneficiarão com este processo. 

O problema é que atores similares diziam coisas parecidas no princípio dos anos 90, quando Boris Yeltsin adotou a terapia de choque que os organismos multilaterais recomendavam para a transição comunista ao capitalismo. Segundo o premio Nobel de economia Joseph Stiglitz, esta privatização selvagem produziu uma queda do PIB de 54% entre 1990 e 1999. Nessa década a produção industrial caiu 60%, houve hiperinflação com a liberalização abrupta dos preços e milhões de pessoas caíram, da noite para o dia, na pobreza absoluta. 

A atual incorporação à OMC concede um longo período de adaptação ao governo de Vladimir Putin. Um considerável número das reduções tarifárias só entrará em vigor após sete anos. O sistema de subsídios ao setor agrícola, equivalente hoje a nove bilhões de dólares, tem até 2018 para alcançar a cifra pactuada como subvenção: 4,4 bilhões. 

A China é um caso de exitosa integração à OMC. A China ingressou em 2002: sua incorporação serviu para alavancar sua presença hegemônica no comercio internacional. A diferença com a Rússia é que a China tinha, nesse momento, uma indústria exportadora diversificada que lhe permitiu aproveitar ao máximo os mercados que a OMC abria. 

No caso da Rússia é diferente. Oitenta por cento de suas exportações se concentram em matérias-primas, metalurgia, defesa e madeira. A indústria ligeira, a automotiva, o setor agrícola são especialmente vulneráveis a uma abertura. Natalia Suseeva reconhece que nada está garantido. “Tudo depende de como os empresários russos se adaptarão a esta nova situação. Terá que haver uma mudança de práticas em nível dos negócios e em nível institucional para poder competir. Se conseguirem, será benéfico”, disse a Carta Maior. 

Se a aposta não der certo, uma nova tormenta político-social pode ser esperada na Rússia.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Portal A Carta Maior

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Rússia e China: gestos de alto teor


Há gestos que concentram em si uma perspectiva de mudança epocal. Gandhi o fizera com o “punhado de sal”: desatou o movimento independentista na Índia.
No Conselho de Segurança da ONU, a Rússia vetou novas medidas contra a Síria. Mas, em seguida, a China levantou a mão, somando-se ao veto. Nem era mais necessário. Mas o gesto é clamoroso!
EUA e OTAN pretendem a guerra civil na Síria para enfraquecê-la (e, junto, a Rússia) e preparar o terreno para isolar e agredir o Irã. A nova doutrina militar de Obama não deixa dúvida qual o alvo para eles, no presente e futuro: a China.
China e Rússia estão em reaproximação e aliança. Isso constitui um dos grandes fatos da atualidade de um mundo em transição acelerada.
Sem dúvida, com a evolução da crise capitalista, o mundo não é e não será mais o mesmo. A receita neoliberal faliu, criou a crise e, com sua ideologia e política econômica, só tem “mais do mesmo” a oferecer.
O velho morreu; o novo não nasceu. Os próximos vinte anos serão bem, bem interessantes mesmo.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte Texto: Blog do Sorrentino