quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Ministra de Direitos Humanos se nega a falar sobre crise penitenciária e chora diante de cartaz “Fora Temer”

Embora esteja à frente do Ministério dos Direitos Humanos, Luislinda Valois se negou a falar sobre os massacres em presídios brasileiros deste ano. A auxiliar de Temer esteve ontem, em Natal, para oferecer um curso de mediação, dentro do Plano Nacional de Segurança Pública (PNSP).
Ao perguntar a opinião da ministra sobre os massacres de presos dentro penitenciárias e a participação do Governo Federal para enfrentar o problema, Luislinda respondeu: “Sua pergunta só quem pode responder é sua excelência o ministro da Segurança Pública ou então sua excelência o presidente da República, doutor Michel Temer. Onde não posso colocar minha mão, eu não me manifesto”.
Embora esteja à frente do Ministério dos Direitos Humanos, Luislinda Valois se negou a falar sobre os massacres em presídios brasileiros deste ano.
A auxiliar de Temer esteve ontem, em Natal, para oferecer um curso de mediação, dentro do Plano Nacional de Segurança Pública (PNSP).
Ao perguntar a opinião da ministra sobre os massacres de presos dentro penitenciárias e a participação do Governo Federal para enfrentar o problema, Luislinda respondeu: “Sua pergunta só quem pode responder é sua excelência o ministro da Segurança Pública ou então sua excelência o presidente da República, doutor Michel Temer. Onde não posso colocar minha mão, eu não me manifesto”.
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE perguntou então se as chacinas não entravam em conflito com os direitos humanos. Apesar do nome do seu Ministério, ela disse que não tem poder para atuar nessa questão. “Claro que conflitua. Exatamente por isso que estamos aqui hoje. Nós viemos trazer aqui o que nós temos de pronto para amenizar este volume de situações danosas que estão ocorrendo no Brasil”.

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Choro
Um cartão em branco com as palavras “Fora Temer” fez a ministra dos Direitos Humanos chorar por breve momento. Sentada em uma das primeiras fileiras, uma participante do curso levantou um cartão de dimensões semelhantes a folha de papel sufite. Luislinda reagiu. “Você quer me magoar, né? Não faça isso comigo. Eu gostei tanto de você”, disse a ministra.
A participante explicou que a mensagem não era para a juíza, mas para o presidente da República. “Mas ele não está aqui. Não faça assim não. Deixa eu lhe amar, deixa eu continuar lhe querendo bem, querida (SIC)”, contra-argumentou a juíza. Com voz embargada, Valois ameaçou deixar o auditório da Escola de Governo. “Se você levantar isso aí de novo, eu vou pedir licença, vou me sentir agredida e vou embora. Eu não mereço isso. Tenho toda certeza que não mereço isso”.
Os demais participantes aplaudiram a auxiliar de Temer, foi quando ela se emocionou e chorou. Uma assessora ofereceu-lhe um lenço de papel. Depois de quase dois minutos de constrangimento,  a ministra pediu desculpas e prosseguiu com o curso.
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