terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Cientistas estão trabalhando para gerar eletricidade a partir dos gases do efeito estufa

A mudança climática é ruim, e nós, humanos, estamos a causando com nossos carros e fábricas que baforam os gases do efeito estufa na atmosfera. Agora que isso está claro, e já que não parece que as autoridades estejam planejando fazer algo a respeito, e se nós usássemos essas emissões para o bem, como produzir energia?

Cientistas da Penn State estão sonhando formas de usar o dióxido de carbono para criar eletricidade através de células de combustível. Outros trabalharam com a ideia antes, mas resultados anteriores eram caros e não produziam muita energia. A nova célula de combustível produziu duzentas vezes mais energia por tamanho da unidade do que tentativas anteriores. Melhor, mas não muito ainda
A mudança climática é ruim, e nós, humanos, estamos a causando com nossos carros e fábricas que baforam os gases do efeito estufa na atmosfera.
Agora que isso está claro, e já que não parece que as autoridades estejam planejando fazer algo a respeito, e se nós usássemos essas emissões para o bem, como produzir energia?

Cientistas da Penn State estão sonhando formas de usar o dióxido de carbono para criar eletricidade através de células de combustível. Outros trabalharam com a ideia antes, mas resultados anteriores eram caros e não produziam muita energia. A nova célula de combustível produziu duzentas vezes mais energia por tamanho da unidade do que tentativas anteriores. Melhor, mas não muito ainda. Baterias que usam CO2 não vão resolver os problemas climáticos tão cedo, mas é possível que elas possam oferecer uma maneira a curto prazo de usar algumas dessas emissões e mantê-las longe da atmosfera.
A bateria funciona ao criar um gradiente entre dois canais com diferentes concentrações de prótons carregados positivamente, ou pHs. Em um canal, uma solução de bicarbonato de sódio e água foi misturada com ar; no outro, a solução foi misturada com dióxido de carbono. Isso criou uma diferença no pH, com uma maior concentração de prótons do lado do dióxido de carbono. Esse esquema todo foi colocado entre dois eletrodos de óxido de manganês. O gradiente entre as soluções faz com que elétrons carregados fluam do eletrodo com menor concentração de prótons, o lado do ar, para o eletrodo com maior concentração de prótons, o lado do dióxido de carbono, criando uma corrente. Os pesquisadores podem recarregar a bateria ao trocar a solução. Eles publicaram seus resultados no periódico Environmental Science and Technology Letters, no mês passado.
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Ainda assim, existe uma série de coisas que precisa acontecer antes desse tipo de célula estar pronta para carregar o seu iPhone. No momento, a densidade de potência da bateria é muito, muito pequena, por volta de um watt por metro quadrado. Existem outras tecnologias de célula combustível com densidades de potência parecidas, incluindo um esforço de pesquisa voltado para gerar eletricidade usando água dos oceanos e rios. Mas uma bateria de um metro quadrado funcionando durante uma hora ainda daria menos energia do que uma pilha AA. Além do mais, a célula, como está, usa dióxido de carbono puro ao invés de combustível de escapamento. Recursos adicionais seriam necessários para destilar o gás de escapamentos de carro ou chaminés de fábricas, para poder ser usado na bateria.
Por fim, a bateria apresentada aqui poderia ser uma forma barata e útil de produzir energia de dióxido de carbono. Poderia também ser um total desperdício de dinheiro se a energia gerada for menor do que a energia necessária para construir e carregar a bateria. Ainda assim, é legal pensar que ainda existem coisas que nós podemos fazer com nossos gases de efeito estufa além de deixá-los ir para a atmosfera.
Perguntamos aos pesquisadores exatamente quanta energia essa coisa consegue produzir e vamos atualizar o post quando recebermos uma resposta.

[Environmental Science and Technology Letters]
Fonte: Gizmodo

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