terça-feira, 10 de maio de 2016

Temer mira a Caixa; abertura de capital será realizada em até 24 meses

A edição desta segunda-feira (9), do Estado de S. Paulo (Estadão), estampa mais uma manchete que sinaliza para o desmatelamento de um projeto em construção. O pretenso presidente Michel Temer mira na Caixa Econômica Federal e sinaliza que abertura de capital do estatal é o caminho desenhado para os próximos dois anos. 

De acordo com a equipe de Temer, o banco precisa sofrer uma espécie de saneamento operacional, com a privatização de três áreas: seguros, loterias e cartões. O já indicado por Temer para novo presidente, Gilberto Occhi, aponta em seus discursos que tais procedimentos serão fundamentais para que a instituição volte a se concentrar na atividade bancária.

Temer já sinalizou que haverá uma operação
A edição desta segunda-feira (9), do Estado de S. Paulo (Estadão), estampa mais uma manchete que sinaliza para o desmatelamento de um projeto em construção.
O pretenso presidente Michel Temer mira na Caixa Econômica Federal e sinaliza que abertura de capital do estatal é o caminho desenhado para os próximos dois anos. 
De acordo com a equipe de Temer, o banco precisa sofrer uma espécie de saneamento operacional, com a privatização de três áreas: seguros, loterias e cartões. O já indicado por Temer para novo presidente, Gilberto Occhi, aponta em seus discursos que tais procedimentos serão fundamentais para que a instituição volte a se concentrar na atividade bancária.
Temer já sinalizou que haverá uma operação "pente fino” na Caixa, especialmente na questão dos subsídios. É bom lembrar que a Caixa é o principal financiador do Minha Casa, Minha Vida e do Bolsa Família.
A equipe de Temer indica que para a abertura de capital será preciso rever o preço que o banco estatal cobra pelos serviços prestados ao governo federal, como a administração de fundos (como o FGTS) e o pagamento de benefícios, incluindo o Bolsa Família. Feito isso, em seis e nove meses, já se desenharia  um “novo banco”.
É interessante destacar que ao deixar de ser uma empresa estatal integral e passando a ter parte do capital entregue a investidores privados, o país sofrerá grande impacto político e econômico, sobretudo em programas estruturantes que estão em curso desde 2004.
Conselhão da privatização
Para a façanha de privatizar tudo que for possível, o loteador Michel Temer irá criar um conselhão às avessas. As Concessões, privatizações e parcerias público-privadas vão estar sob responsabilidade de um grupo técnico vinculado à Presidência da República, que deverá ser chefiado por Wellington Moreira Franco.
O grupo técnico será responsável por qualquer tipo de privatização ou até mesmo PPPs, mesmo que de outras áreas, como saúde e educação. E terá o objetivo de sinalizar ao mercado a intenção do governo de realizar tudo que for possível para garantir ganhos.
Fonte: Porta CTB

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