segunda-feira, 2 de julho de 2012

Uso propagandístico de pesquisas marcou campanha no México

O processo eleitoral em curso foi marcado pelo uso das pesquisas como um mecanismo de proselitismo. De outubro a junho foram difundidas ou reproduzidas 3.441 peças vinculadas a diversas sondagens. Além disso, o processo transcorreu em meio a acusações de compra e coação de voto. Neste contexto, considerando o volume de votantes, haverá cinco regiões chave para o resultado, entre as quais se destacam como as duas primeiras, o estado do México, de onde surgiu Peña Nieto, e o Distrito Federal, que já foi governado por López Obrador.



Como ocorre a cada seis anos, o primeiro domingo de julho é marcado no México pela disputa para a Presidência da República. Também será renovado o Congresso do país, fator chave para definir a margem de governabilidade do futuro mandatário: 128 senadores e 500 deputados serão eleitos neste domingo. 

Nesta disputa, a primeira presidencial com um novo marco legal derivado da reforma eleitoral de 2007-2008, participam: Josefina Vázquez Mota (PAN); Enrique Peña Nieto (coalizão PRI-PVEM); Andrés Manuel López Obrador (coalizão PRD, PT e Movimento Cidadão), e Gabriel Quadri de la Torre, pelo Partido Nova Aliança.

O processo eleitoral em curso foi marcado pelo uso das pesquisas como um mecanismo de proselitismo. De outubro a junho foram difundidas ou reproduzidas 3.441 peças vinculadas a diversas sondagens. Além disso, o processo transcorreu em meio a acusações de compra e coação de voto. Neste contexto, considerando o volume de votantes, haverá cinco regiões chave para o resultado, entre as quais se destacam como as duas primeiras, o estado do México, de onde surgiu Peña Nieto, e o Distrito Federal, que já foi governado por López Obrador. 

O estado do México tem mais de 10 milhões de eleitores, que equivalem a soma dos cidadãos que poderão votar em Aguascalientes, Baja California, Campeche, Colima, Nayarit, Querétaro, Quintana Roo, Morelos, Tlaxcala, Durango e Yucatán. Sem essas dimensões, a capital do país, tem o segundo maior aporte de votes: 7,2 milhões. A lista dos cinco estados com maior número de eleitores é completada por Vera Cruz (5,5 milhões), Jalisco (5,2 milhões) e Puebla (3,9 milhões).

O novo modelo de campanhas
Concluídas as campanhas mais curtas da história, com apenas 90 dias, 79 milhões 454 mil e 802 cidadãos irão às urnas neste domingo. O encurtamento da campanha não impediu a saturação propagandística com mais de 40 milhões spots transmitidos. Os partidos submeterão hoje à prova das urnas a eficácia de suas propostas, a penetração de sua propaganda, o carisma de seus candidatos e, inclusive, o efeito das desqualificações de seus adversários. Noventa dias de mensagens políticas que, neste período, diluíram os 60 mil mortos provocados pela guerra contra o narcotráfico, a violência extrema que atingiu o país, de um modo que não havia sido vivido até o período dos últimos seis anos.

As campanhas ocorreram também em um contexto econômico mundial muito adverso com a crise europeia e o consequente impacto no valor da moeda mexicana e nas expectativas de crescimento econômico e seu impacto na geração de empregos, no ocaso do mandato de Calderón.

Questionadas por serem onerosas, as eleições em 2012 custaram 4,1 bilhões de pesos, expressamente assinalados pelo Instituto Federal Eleitoral ao processo, sem contar os 5,7 bilhões de pesos de orçamento base, que inclui, essencialmente, salários do pessoal do instituto; 5,2 bilhões de pesos de financiamento para os partidos políticos, dos quais 680,5 milhões são expressamente destinados aos gastos de campanha e o restante para o financiamento ordinário dos partidos, o que inclui seus custos operacionais.



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Fonte texto: Portal A Carta Maior

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