Em plena ofensiva reacionária da "bancada do BBB" - bala, boi e bispo
- pela redução da maioridade penal, a "Veja" exibiu na semana passada
uma capa sensacionalista com quatro menores e a manchete terrorista:
O Procurador Geral da República Rodrigo Janot diferencia-se de seu antecessor Roberto Gurgel. É mais preparado, cercou-se dos mais brilhantes procuradores do Ministério Público Federal, ganhou respeito geral da categoria.
‘Veja’ extrapolou todos os seus limites, inclusive foi conduzida ao discurso humorístico pelos militantes, através de jocosas recriações de suas capas
A ‘Veja’ esteve próxima de concretizar mais um golpe eleitoral. Desta feita, rompeu todos os limites: os de sua moribunda credibilidade e o do bom senso do eleitorado.
Veja adota posições cada vez mais extremistas e se alinha abertamente ao assassino. Revista sai em defesa do carniceiro Benjamin Netanyahu, que foi responsável pela morte de mais de mil pessoas nos últimos dias e capaz de bombardear até um hospital e uma escola das Nações Unidas
Responsável pelo primeiro voto, em 1947, pela criação de Israel, o Brasil sempre foi um aliado da causa judaica. No entanto, a política externa do Itamaraty também sempre foi pautada pela defesa dos direitos humanos.
Transitou em julgado a ação em que o ex-presidente Fernando Collor reclamava indenização da Editora Abril por ofensas publicadas em Veja. STF fixou a indenização em R$ 500 mil que, corrigida, ultrapassa R$ 1 milhão
Nesta semana, a Editora Abril, da família Civita, depositará cerca de R$ 1 milhão numa conta bancária indicada pelo senador e ex-presidente da República, Fernando Collor (PTB-AL).
Em entrevista ao jornal Valor nesta quinta-feira (28), Giancarlo Civita, presidente do Conselho de Administração do Grupo Abril - que edita a asquerosa revista Veja - anunciou que a empresa está mudando o foco das suas atividades. Num linguajar tipicamente patronal, ele informou que o objetivo é montar uma estrutura "mais enxuta" - o que significa, na prática, mais demissões e arrocho salarial. "O que eu venho defendendo é que a editora é um pilar, mas temos também outros pilares, que valem ser desenvolvidos", afirmou. Seu plano empresarial visa fortalecer o setor de livros didáticos e cortar os investimentos na área das revistas - o que deve fazer tremer os adoradores da Veja.
Neto de Victor Civita, o direitista importado dos EUA na década de 1950, Giancarlo aposta tudo na Abril Educação e na DGB, que opera na distribuição e logística. "No grupo Abril nós temos mais de 80 empresas. Estamos fazendo uma reestruturação para que essa estrutura fique mais simples, mais limpa, para que seja uma estrutura mais eficiente do ponto de vista fiscal", explica. Enquanto estes dois setores crescem, o Valor informa que a divisão das revistas tem um desempenho preocupante. "A receita deste ano, que deve chegar a R$ 2,7 bilhões, vai ser 'flat' [sem crescimento]", afirma Fábio Barbosa, que comanda esta divisão. "Estamos tentando adiar a queda da curva da receita".
A entrevista dos dois chefões do Grupo Abril ao jornal Valor confirma a violenta crise no setor de revistas deste império midiático. Nada indica, porém, que a abjeta revista Veja esteja com seus dias contados. Ela pode até dar prejuízo, mas é um instrumento indispensável das elites dominantes para interferir nos rumos políticos do país. Além disso, ela conta com os bilionários anúncios publicitários dos governos tucanos e com a ajudinha da Secom (Secretaria de Comunicação) da Presidência da República, que deve ter alguma complexo masoquista. Fonte: Blog do Miro
“O Policarpo nunca vai ser nosso”, texto da atual edição de
Veja, aumenta rol de dúvidas sobre interação entre publicação e contraventor;
com senador Demóstenes como seu braço político, a revista seria sua mão
editorial?; na Inglaterra, suspeitas de relações desvirtuadas com a polícia
levaram o patrão Rupert Murdoch a se explicar no parlamento; aqui, pode
acontecer o mesmo com Roberto Civita, dono da Abril, pelo longo flerte com o
bicheiro?
Estão faltando peças no tabuleiro das relações entre a revista
Veja, a de maior circulação do Brasil em papel, e a do contraventor preso pela
Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Precisamente, cerca de 200 peças,
equivalentes ao número de ligações telefônicas grampeadas legalmente pela PF
entre o editor-chefe e diretor da sucursal de Brasília da publicação, Policarpo
Junior, e Carlinhos Cachoeira. Nelas se poderá verificar o verdadeiro padrão do
relacionamento entre o jornalista e sua fonte. Haveria só perguntas e respostas
entre eles ou algum jogo de ataques e defesas editoriais, aprimorado ao longo
do tempo, no interesse comum de Veja e do contraventor? Ou, ainda, ora do
interesse de Veja, ora do interesse do contraventor?
Interrogações
deste mesmo tipo, mas sobre outros personagens, com outra nomenclatura, foram feitas
na Inglaterra, no ano passado, durante os acontecimentos em torno do escândalo
News Corp. O caso resultou no fechamento do centenário tablóide sensacionalista
News of the World, cujos jornalistas atuavam em associação direta com a polícia
investigativa do país – a Scotland Yard --, para a qual distribuíam dinheiro em
troca de informações em primeira mão. O caso começou na redação, apanhou em
cheio a editora executiva Rebekah Brooks, mas recaiu mesmo sobre o colo do
patrão Rupert Murdoch. Ele se viu obrigado a ir ao parlamento do país pedir
desculpas, tentar se explicar e, por fim, anunciar o sepultamento de sua
publicação.
Aqui, no caso Veja-Cachoeira, a aliança da revista, por meio de
seu editor-chefe, se deu, de maneira ainda obscura, com um contraventor preso
sob acusação de liderar um pesado esquema de operação de jogos ilegais e
infiltração em diferentes escalões do poder. Na Inglaterra, jornalistas e
policiais. Aqui, com bandidos. Há fortes suspeitas de que Cachoeira, pelo
método de gravações ilegais com interlocutores de seus próprios auxiliares,
tenha até mesmo fabricado provas comprometedoras contra adversários. As ligações
perigosas de Cachoeira com o líder da publicação em sua área mais estratégica,
a sucursal de Brasília, e as dúvidas sobre uma longa aliança editorial entre
eles já demandam, de per si, uma investigação independente. E esta terá,
necessariamente, de incluir o dono da publicação, Roberto Civita, presidente do
grupo Abril, e não apenas um ou alguns de seus funcionários. É o que lembra, em
post deste sábado 31, o jornalista Luís Nassif, em Esqueçam Policarpo: o Chefe
é Roberto Civita. “Policarpo realmente não era de Carlinhos Cachoeira. Ele
respondia ao comando de Roberto Civita. E, nessa condição, estabeleceu o elo de
uma associação criminosa entre Cachoeira e a Veja”, escreve Nassif, que
continua: “Não haverá como fugir da imputação de associação criminosa. E nem se
tente crucificar Policarpo ou o araponga Jairo ou esse tal de Dadá. O pacto se
dá entre chefias – no caso, Roberto Civita, pela Abril, Cachoeira, por seu
grupo”.
Na edição que chegou às bancas neste sábado, Veja evitou
enfrentar o fato de frente. Não há uma linha sequer sobre a informação
veiculada durante toda a semana, em diferentes canais, mas especialmente na
internet, a respeito do gigantesco volume de grampos nas conversas entre
Policarpo e Cachoeira no período de 2008 a 2010. Na semana retrasada, quando o
assunto já era de domínio público, a revista não veiculou uma palavra sequer
sobre as ligações perigosas entre Cachoeira e o senador Demóstenes Torres
(DEM-GO), que resultaram na saída deste da liderança do partido no Senado, em
abertura de investigação formal dentro da agremiação e numa solicitação de
bastidores para que ele se afaste antes de, inevitavelmente, ser expulso.
O caso que Veja ignorou, na torcida para que não crescesse como
cresceu, deriva agora, também, para a revelação de uma série de acertos para
ilícitos entre Cachoeira e Demóstenes. Sobrou, na esteira das revelações, até
para o até então insuspeito ator e deputado federal Stepan Nercessian (PPS-RJ),
que emergiu como beneficiário de um empréstimo de R$ 175 mil feito pelo
contraventor. Neste sábado 31, quase simultaneamente à revelação do empréstimo,
Nercessian pediu afastamento do PPS e de seu posto na Comissão de Segurança
Pública e Crime Organizado da Câmara dos Deputados – sem dúvida um cargo
bastante estratégico para o amigo que comanda um poderoso esquema de jogos
ilegais.
Mas não apenas. O governador de Goiás, Marconi Perillo, vai
ficando cada vez mais chamuscado pelas revelações extraídas das investigações
de dois anos da Operação Monte Carlo. A prisão de Cachoeira se deu na elegante
residência em Alphaville Ipês, em Goiânia, que pertencera a Marconi e fora
vendida por ele a um empresário do setor de ensino do Estado. Este, por sua
vez, permitia que Cachoeira ali vivesse. Triangulação de interesses? É uma das
questões que está no ar, uma vez que Valter Paulo Santiago, dono da Faculdade
Padrão, está entre os beneficiados pelo programa de pagamento a instituições de
ensino superior, pelo governo local, de bolsas de estudos. Ou seja, recebedor
de recursos do Estado, Santiago comprou uma casa do governador, o titular da
autoridade cedente, que, por sua vez, registrou a venda em sua declaração de
renda por um valor de aproximadamente um terço do que afirmara – R$ 1,4 milhão
em três cheques versus R$ 417 mil declarados.
Por todas estas e outras, o caso Cachoeira-Demóstenes é um dos
mais explosivos dos últimos tempos, dada a ampla ramificação de interesses do
contraventor e seu apetite por articulações dentro das estruturas de poder. E
dentro desse caso há a questão Veja-Cachoeira ou Cachoeira-Veja. Dono de um
relacionamento bastante próximo com Policarpo, com que dialogava
frequentemente, o contraventor tinha em Demóstenes um braço político e, ao que
deixa claro, via em Policarpo sua mão editorial. “Os grandes furos do Policarpo
fomos nós que demos, rapaz”, disse, no trecho revelado pela própria Veja, o
contraventor a seu auxiliar e ex-araponga da Abin Jairo Martins. “Quantos já
foram rapaz. E tudo via Policarpo”, festejou.
Cachoeira e Policarpo são velhos conhecidos. Já em 2004, como
resgatou 247, a parceria fonte-jornalista funcionava a pleno. Perseguido por
uma CPI aberta na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro para apurar o jogo
ilegal e encerrada com a recomendação, por 58 votos a zero, entre os deputados,
para sua prisão, Cachoeira teve em Policarpo, então, um cioso interlocutor.
Matéria assinada por ele, chamada Sujeira para Todo Lado, repercutiu no então
presidente da Câmara Federal, João Paulo Cunha, que ordenou a abertura de uma
sindicância, uma vez que, de acordo com Veja, alguns parlamentares eram
suspeitos de terem ouvido de auxiliares de Cacheira uma proposta de compra de
votos de R$ 4 milhões no total. Importante: a gravação da conversa sobre a
discussão da proposta foi feita pelos próprios auxiliares de Cachoeira. Pode-se
supor, entre outras hipóteses, que o contraventor resolveu fabricar uma prova,
ao enviar emissários com proposta de compra de votos, para levar a CPI ao
naufrágio, por desmoralização. Na prática, foi isso o que aconteceu. Cachoeira
não foi preso na ocasião, sendo levado pela polícia apenas sete anos depois, em
fevereiro deste ano.
Nesse meio tempo, em 2005, Cachoeira foi responsável pela
entrega a Policarpo da fita que deu origem ao chamado escândalo do Mensalão, na
qual o então diretor dos Correios, Maurício Marinho, recebe um pacote de R$ 3
mil. Essa fita, cujas imagens e diálogos foram veiculados por Veja em primeira
mão, foi gravada por auxiliares do próprio Cachoeira. Àquela altura, o senador
Demóstenes Torres, que já era o braço político do contraventor, sabia que fora
preterido para o cargo de Secretário Nacional de Justiça. Há a suspeita que, em
represália, ele teria atuado com Cachoeira para prejudicar o PT, o governo Lula
e, mais especialmente, o então chefe do Gabinete Civil José Dirceu, que teria
sido o responsável pelo veto ao seu nome. Neste contexto, a propina paga por
homens do próprio Cachoeira a Marinho deu a partida para o surgimento do pior
fato político possível para os adversários de Demóstenes e de seu grupo, que
tem Cachoeira como prócer.
Veja, servindo-se de sua fonte na contravenção, não apenas deu
vazão às fitas gravadas pelo pessoal de Cachoeira, como prosseguiu divulgando,
nos anos seguintes, todo o material que ele produzia e passava às mãos de
Policarpo Junior. É frase dele, repita-se: “Os grandes furos do Policarpo fomos
nós que demos, rapaz”. Este material incluiu o ‘furo’ do pedido de dinheiro por
parte de Valdomiro Diniz, em fita gravada em 2002, desta feita pelo próprio
Cachoeira. A notícia saiu em Veja em 2004, mostrando que a parceria já
funcionava bem.
Não é do interesse de Veja, agora, puxar por essa memória. A
estratégia, manifestada no curto texto “O Policarpo Nunca Foi Nosso”, na edição
desta semana, busca carimbar no editor-chefe a marca do profissional acima de
qualquer suspeita. Para tanto, utiliza Carlinhos Cachoeira como avalista: “O
Policarpo você conhece muito bem. (...) Ele não faz favor para ninguém e muito
menos para você”, disse o contraventor, hoje preso, para seu auxiliar e
ex-araponga Jairo Martins, também encarcerado pela Operação Monte Carlo. “Nós
temos de ter jornalista na mão, ô Jairo. Nós temos que ter jornalista. O
Policarpo nunca vai ser nosso...”. Pelos serviços prestados a Veja, a verdade é
que Policarpo Junior poderia ter ganho, nesta semana, uma defesa melhor, de um
advogado mais qualificado. No editorial do diretor de redação Eurípedes
Alcântara, nenhuma linha a respeito. É como se o diretor da sucursal de
Brasília estivesse sozinho em seu relacionamento com Cachoeira, mas há toda uma
gigantesca máquina editorial por detrás desse circuito.
O ex-Dem-óstenes Torres, o “mosqueteiro da ética” da Veja, não tem mais nada a perder. A votação do pedido da Comissão de Ética do Senado pela sua cassação está agendada para 11 de julho. Ele já sabe que caminha celeremente para o inferno e parece que decidiu desembuchar. Segundo o seu advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, “a partir de segunda-feira (2), ele vai falar”.
Em seu blog, Kakay informa que o ex-líder do DEM “vai ocupar a tribuna todos os dias para fazer o enfrentamento pontual de tudo o que foi imputado a ele”. Desde que foi denunciado por suas ligações com o mafioso Carlinhos Cachoeira, o falso arauto da moralidade estava em silêncio. Segundo Josias de Souza, da Folha tucana, o bravateiro estava “ausente da tribuna do Senado há 116 dias”.
"Colegas fogem de seus telefonemas"
Agora, pelo jeito, ele resolveu abrir o bico. O "ingênuo" Demóstenes deve reafirmar que não conhecia as atividades criminosas de Cachoeira e deverá pedir clemência aos seus pares no Senado – desculpando-se por se projetar como um cruel assassino de reputações. Mas, segundo os boatos, ele também pode atacar os seus antigos aliados, que o abandonaram no momento mais difícil da sua carreira.
O ex-demo não perdoa os dirigentes do seu antigo partido, a quem tanto ajudou nas campanhas eleitorais. “Demóstenes teve de bater em retirada do DEM para não ser expulso. Ele perdeu a aura de paladino da ética e o título de líder. Passou a frequentar o plenário só de raro em raro. Longe dos refletores, os colegas fogem dos seus telefonemas”, relata Josias de Souza.
Ao decidir “soltar a língua”, o senador que era tão paparicado pela mídia pode complicar a vida de muita gente. Será que irá falar sobre as suas relações privilegiadas com a Veja? De como ajudou a produzir várias capas sensacionalistas da revista? Será que vai abrir o jogo sobre o financiamento ilegal para as campanhas dos demotucanos, inclusive para presidente da República em 2010? A conferir!
Um dos principais argumentos para dizer que o ex-Presidente Lula tinha conhecimento dos esquemas de depósitos ilegais de dinheiro para parlamentares em seu primeiro governo é o fato de que o governador de Goiás, Marconi Perillo, afirma tê-lo avisado de que estaria ocorrendo o “mensalão”.
Por Fernando Brito* Perillo diz ter sido alertado pelo deputado tucano Carlos Leréia. Ambos, como todos sabem, mais do que ligados a Carlinhos Cachoeira.
O caso começou, todos se recordam, com a filmagem de um funcionário dos Correios, Maurício Marinho, recebendo R$ 3 mil de interlocutores, num “furo de reportagem” de Policarpo Júnior, da Veja.
Sabe-se agora que a gravação foi providenciada pelo araponga Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, sargento reformado da Aeronáutica a serviço de Carlinhos Cachoeira. Dadá é aquele que “revelou” a Policarpo Júnior o suposto “dossiê” que se fazia contra a candidatura Serra que, de tão secreto, virou o livro “A privataria tucana”, de Amaury Ribeiro Júnior.
Cachoeira é, por sua vez, o autor da gravação de Waldomiro Diniz, na época dirigente da empresa de loterias do Governo do Rio de Janeiro, pedindo propina, outro “furo” de Policarpo Júnior.
Agora, não podendo mais ocultar a “série de coincidências” – embora, ao contrário de outras vezes, tenha poupado uma capa sobre o escândalo – Veja mostra que associação entre seu editor e o banqueiro do bicho era de natureza “cívica”.
Sabendo que o áudio vazara, o publica como prova de sua “total transparência”, com a garantia do próprio bicheiro: "O Policarpo nunca vai ser nosso".
Não, apenas estão trabalhando juntos pela moralidade pública:
- Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho pro Brasil, essa corrupção aí. Quantos (furos de reportagem) já foram, rapaz? E tudo via Policarpo.
Chega a ser comovente tanta pureza.
E é também tocante o discernimento de toda a grande imprensa brasileira, que se convenceu, automaticamente, que a associação Policarpo-Cachoeira era quase uma benemerência, uma cruzada moralizadora para livrar o Brasil da corrupção.
É certamente por esse elevado sentido de honradez que todas estas informações foram sonegadas aos leitores. O homem que mandava corromper e gravava a propina queria apenas o bem do Brasil e Policarpo, dono de um altíssimo sentido de dever pátrio, seguia suas orientações, profusamente transmitidas em dezenas e até centenas de telefonemas.
Só falta dizer que é dele a imagem no Santo Sudário, ao qual apelou a Veja para esconder sob Cristo o seu pecado Demo-Cachoeirista.
Enquanto isso, Lula, com a garganta – aquela que salvou do impeachment que a Veja desejava – recém recuperado, vai fazendo o milagre de contar, como prometera, tudo o que esteve encoberto na história do “mensalão”.