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terça-feira, 1 de junho de 2021

Planalto omite da CPI da Pandemia agenda que mostraria aglomerações de Bolsonaro em Brasília

Senadores buscam saber quantas vezes o presidente circulou pela capital e encontrou apoiadores, mas Governo diz que saídas foram de caráter privado. Empresas de comunicação devem fornecer dados



O Palácio do Planalto se recusou a repassar à Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia informações sobre a agenda do 
presidente Jair Bolsonaro no Distrito Federal desde o dia 1º de março de 2020, quando o coronavírus passou a se alastrar pelo Brasil. O pedido era para que o gabinete presidencial informasse em quais ocasiões o presidente circulou pelo comércio de Brasília e do entorno a cidade, o que pode servir para mostrar como Bolsonaro promoveu aglomerações em plena pandemia de covid-19. Mas, em um ofício enviado ao colegiado, o chefe do gabinete pessoal do Presidente, Célio Faria Júnior, afirmou que não havia nenhum compromisso oficial do mandatário aos moldes do solicitado pelo requerimento assinado pelo senador bolsonarista Eduardo Girão (Podemos-CE). “Informo à vossa excelência que eventuais deslocamentos do senhor presidente da República, no período indicado, realizados em caráter privado, não fazem parte de sua agenda oficial”, diz o assessor.

Desde que foi declarada a pandemia é comum ver o presidente promovendo aglomerações em diversas regiões do país. No caso da CPI, a ideia inicial era mostrar em quais ocasiões, mesmo fora de compromissos públicos, Bolsonaro participou de aglomerações no Distrito Federal contrariando as recomendações sanitárias de distanciamento social e de uso de máscaras faciais como medidas para evitar a transmissão do coronavírus.

Uma das principais queixas de membros da CPI é que o Governo tem se recusado a responder diretamente alguns dos requerimentos ou, quando o faz, impõe sigilos que não deveriam ser impostos. “Não podemos permitir de jeito algum que haja espaços cinzentos. O que pudermos fazer para tornar essa investigação pública, vamos fazer”, disse o relator da comissão Renan Calheiros (MDB-AL), em uma entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira. Quase um terço dos mais de 500 documentos entregues ao colegiado possuem esse segredo. No entanto, há a possibilidade de parte deles ser levantado, mediante análise prévia de técnicos da comissão e com a aprovação dos senadores.

Diante da negativa do Planalto de repassar as informações sobre a agenda do presidente, a comissão aprovou nesta semana um requerimento no qual pede que sete emissoras de televisão brasileiras entreguem imagens dos momentos em que o presidente não respeitou as recomendações sanitárias. O requerimento é de autoria do senador oposicionista Randolfe Rodrigues (REDE-AP). “Já que o Planalto inventou uma desculpa, buscamos alternativamente que esses meios digitais sejam fornecidos pelas emissoras”, afirmou Rodrigues.

Ainda que as emissoras não forneçam esses dados, é simples obter essas comprovações. Em uma rápida busca nas redes sociais de Bolsonaro e no YouTube é possível encontrar diversas situações em que o presidente circulou pelo Distrito Federal sem máscaras ou promovendo aglomerações. Nos últimos dois meses, Bolsonaro produziu provas contra si mesmo e registrou em seu Twitter ao menos cinco ocasiões que poderiam resultar em algum tipo de responsabilização. No dia 20 de março, ele esteve em na comunidade de Chaparral, em Taguatinga, onde tirou foto com apoiadores. No dia 10 de abril foi a São Sebastião, conversou com uma família de venezuelanos exilados no Brasil e discursou em uma igreja. Em 24 de abril, visitou a favela do Sol Nascente e o comércio de Ceilândia. Em 9 de maio, esteve em um passeio de motocicletas com centenas de motoqueiros pela região central de Brasília. Por fim, em 15 de maio, participou a cavalo de uma manifestação que produtores rurais em seu apoio.


Após um mês de trabalhos, a CPI inicia nesta semana a fase de oitivas de especialistas. Nesta terça-feira será ouvida a médica Nise Yamaguchi, conselheira informal do presidente e defensora da ineficaz cloroquina no tratamento de coronavírus. Na quarta, outros quatro nomes comparecerão, entre eles o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Clóvis Arns da Cunha, e a presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família, Zeliette Zambom. O microbiologista e youtuber de divulgação científica Átila Iamarino também foi convidado.

Fonte: El País 

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Notícias sobre a covid-19, ao vivo | Teich admite pressão por cloroquina: “Percebi que não teria autonomia”

O ex-ministro da Saúde participa de audiência na CPI da Covid. Também ex-ministro, Mandetta disse aos senadores na terça que, apesar das orientações da Saúde, Bolsonaro seguia assessoramento paralelo. Audiência de Pazuello é adiada para 19 de maio. Brasil registra 2.966 novas mortes nas últimas 24 horas. Índia registra 3.780 mortes por coronavírus e 382.315 novas infecções. Siga as últimas notícias

O ex-ministro da Saúde participa de audiência na CPI da Covid. Também ex-ministro, Mandetta disse aos senadores na terça que, apesar das orientações da Saúde, Bolsonaro seguia assessoramento paralelo. Audiência de Pazuello é adiada para 19 de maio. Brasil registra 2.966 novas mortes nas últimas 24 horas. Índia registra 3.780 mortes por coronavírus e 382.315 novas infecções. Siga as últimas notícias:

O ex-ministro da Saúde Nelson Teich abriu seu depoimento na CPI da Covid falando abertamente sobre os motivos que o levaram a deixar o Ministério após 29 dias de gestão: a falta de autonomia para conduzir a pasta e a divergência com o presidente Jair Bolsonaro sobre o uso da cloroquina, um medicamento sem eficácia para a covid-19. Na sessão de terça-feira, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta afirmou que Bolsonaro não apresentava soluções quando ele indicou a projeção de óbitos no país e que não seguia as orientações técnicas do Ministério da Saúde. Com suspeita de covid-19, o general Eduardo Pazuello será ouvido dia 19 de maio. O Brasil registrou nas últimas 24 horas 2.966 novas mortes pela covid-19, totalizando 411.588 óbitos, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta terça-feira. Os números de mortes e novos casos de covid-19 seguem altos na Índia, epicentro da pandemia no mundo há semanas. Nesta quarta-feira, o país asiático, que tenta com a África do Sul derrubar patentes de vacinas e remédios, estabeleceu um novo recorde local de mortes, 3.780, e as novas infecções seguiam acima de 380.000.
Acompanhe as notícias mais importantes do dia:
Fonte: El País

segunda-feira, 29 de março de 2021

Governador explica funcionamento de Lojas Zema na onda roxa

“Eu quero esclarecer que, há quase cinco anos, eu não participo da gestão das mesmas [Lojas Zema]. Segundo: a maioria dessas lojas, pelo que eu sei, são correspondentes bancários que recebem conta, e assim são tratadas. E terceiro: elas operam com e-commerce e têm o trabalho de retirada de mercadoria dentro delas”, explicou Romeu Zema em stories publicados no Instagram.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), usou as redes sociais nesta quinta-feira (25) para comentar as denúncias de que algumas unidades das Lojas Zema estavam funcionando no estado, mesmo durante a onda roxa – fase de restrições mais rígidas impostas pelo Governo mineiro. 
O governador esclareceu alguns motivos pelos quais os estabelecimentos podiam estar abertos, mas reforçou que, em caso de irregularidades, a população deve denunciar a loja.
“Eu quero esclarecer que, há quase cinco anos, eu não participo da gestão das mesmas [Lojas Zema]. Segundo: a maioria dessas lojas, pelo que eu sei, são correspondentes bancários que recebem conta, e assim são tratadas. E terceiro: elas operam com e-commerce e têm o trabalho de retirada de mercadoria dentro delas”, explicou Romeu Zema em stories publicados no Instagram.

“Mas deixo claro aqui: não aceito privilégio. Se alguém, inclusive essas lojas, estiver operando de forma inadequada, denuncie na polícia, denuncie na prefeitura. Nós estamos vivendo um momento em que todos têm de contribuir”, completou o governador. O serviço prestado pelas Lojas Zema de correspondente bancário, por meio do qual as pessoas podem pagar contas, pode se enquadrar na lista de atividades permitidas na onda roxa como “agências bancárias e similares”.

Denúncias

Nas redes sociais, circulam fotos e vídeos que mostram lojas da rede, em diferentes cidades de Minas, abertas em meio ao comércio fechado por determinação da onda roxa do programa Minas Consciente. Em um dos vídeos, filmado por um morador de Manhumirim, na região da Zona da Mata, é possível ver duas pessoas circulando no interior do estabelecimento.

“Queria que vocês vissem isso aqui, a loja funcionando a pleno vapor, mesmo com decreto de lockdown imposto por ele por uma medida muito mais política do que sanitária. Está aí funcionando, as pessoas entrando, saindo. Infelizmente, este é o país em que a gente vive. A lei só funciona para alguns. Queria que este vídeo chegasse ao governador para ele explicar para a sociedade por que as lojas dele estão funcionando, sendo que os demais comerciantes têm que manter tudo fechado”, diz o homem que grava o vídeo.

Onda roxa


A fase de restrições ainda mais rígidas foi anunciada no início deste mês – até então, as regiões com cenários mais graves eram enquadradas na onda vermelha, que não impunha restrições de circulação, por exemplo. Agora, no entanto, os municípios podem avançar para um estágio ainda mais grave, e, nesse caso, são colocados na onda roxa – é o caso, neste momento, de todas as cidades mineiras. A medida, com determinações rigorosas, foi criada diante do risco de um colapso do sistema de saúde.

Entre as restrições previstas pela onda, está a proibição de circulação de pessoas que não se deslocam para atividades essenciais; o toque de recolher das 20h às 5h; a proibição de reuniões presenciais, inclusive de pessoas da mesma família que não moram juntas; entre outras. Já os cultos religiosos permanecem autorizados em Minas. Confira o que está vetado em todo o estado:

  • Circulação de pessoas e veículos pra atividades não-essenciais;
  • Circulação de pessoas sem máscara em qualquer espaço público ou coletivo, ainda que privado;
  • Circulação de pessoas com sintomas de gripe, exceto para realização ou acompanhamento de consultas e exames médicos e hospitalares;
  • Realização de reuniões/eventos presenciais, inclusive entre pessoas da mesma família que não moram juntas;
  • Qualquer tipo de evento público ou privado que possa provocar aglomeração;
  • Funcionamento de bares e restaurantes (permitido somente para delivery)

Quais são as atividades essenciais?


De acordo com o Governo de Minas, são consideradas atividades essenciais na onda roxa:

  • setor de saúde, incluindo unidades hospitalares e de atendimento e consultórios;
  • indústria, logística de montagem e de distribuição, e comércio de fármacos, farmácias, drogarias, óticas, materiais clínicos e hospitalares;
  • hipermercados, supermercados, mercados, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, padarias, quitandas, centros de abastecimento de alimentos, lojas de conveniência, lanchonetes, de água mineral e de alimentos para animais;
  • produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados;
  • distribuidoras de gás;
  • oficinas mecânicas, borracharias, autopeças, concessionárias e revendedoras de veículos automotores de qualquer natureza, inclusive as de máquinas agrícolas e afins;
  • restaurantes em pontos ou postos de paradas nas rodovias;
  • agências bancárias e similares;
  • cadeia industrial de alimentos;
  • agrossilvipastoris e agroindustriais;
  • telecomunicação, internet, imprensa, tecnologia da informação e processamento de dados, tais como gestão, desenvolvimento, suporte e manutenção de hardware, software, hospedagem e conectividade;
  • construção civil;
  • setores industriais, desde que relacionados à cadeia produtiva de serviços e produtos essenciais;
  • lavanderias;
  • assistência veterinária e pet shops;
  • transporte e entrega de cargas em geral;
  • call center;
  • locação de veículos de qualquer natureza, inclusive a de máquinas agrícolas e afins;
  • assistência técnica em máquinas, equipamentos, instalações, edificações e atividades correlatas, tais como a de eletricista e bombeiro hidráulico;
  • controle de pragas e de desinfecção de ambientes;
  • atendimento e atuação em emergências ambientais;
  • comércio atacadista e varejista de insumos para confecção de equipamentos de proteção individual – EPI e clínico-hospitalares, tais como tecidos, artefatos de tecidos e aviamento;
  • de representação judicial e extrajudicial, assessoria e consultoria jurídicas;
  • relacionados à contabilidade;
  • serviços domésticos e de cuidadores e terapeutas;
  • hotelaria, hospedagem, pousadas, motéis e congêneres para uso de trabalhadores de serviços essenciais, como residência ou local para isolamento em caso de suspeita ou confirmação de covid-19;
  • atividades de ensino presencial referentes ao último período ou semestre dos cursos da área de saúde;
  • transporte privado individual de passageiros, solicitado por aplicativos ou outras plataformas de comunicação em rede.
Fonte:BHAZ

quinta-feira, 18 de março de 2021

Morre o senador Major Olímpio vítima de Covid-19

Ex-aliado de Bolsonaro, Major Olímpio havia se tornado um dos principais críticos do atual governo no Senado. Família avalia possibilidade de doação dos órgãos




O senador 
Major Olímpio (PSL-SP) teve morte cerebral confirmada nesta quinta-feira (18) em decorrência da covid-19. Ele estava internado desde o início do mês no Hospital São Camilo em São Paulo e teve de ser intubado por dificuldade na respiração. Pelo menos quatro funcionários de seu gabinete também testaram positivo para covid-19. Um de seus assessores permanece em estado grave.

Major Olímpio era policial militar, tinha 58 anos e foi deputado estadual por São Paulo, sendo que em seu segundo mandato foi líder da bancada do PDT na Assembleia Legislativa do estado. Em 2014 elegeu-se deputado federal e em 2018 chegou ao Senado.

Em 2019 foi eleito melhor senador do ano pela votação popular no Prêmio Congresso em Foco. Também foi apontado pela internet como o parlamentar que mais se destacou na defesa do meio ambiente no Congresso. Por isso, recebeu o troféu do público na categoria especial “Clima e Sustentabilidade”.

Major Olímpio foi a favor do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Durante o governo Temer, votou contra a PEC do Teto dos Gastos Públicos. Em 2017, foi contrário à reforma trabalhista e votou a favor do processo de abertura de investigação de Michel Temer. 

Ex-aliado de Jair Bolsonaro, Major Olímpio havia se tornado um dos principais críticos do atual governo no Senado Federal.

terça-feira, 2 de março de 2021

Alerta Covid: Taxa de transmissão chega ao nível vermelho em BH

Os indicadores da Covid-19 em Belo Horizonte continuam a subir. Com o nível de transmissão da doença em alerta máximo, a capital tem 74,7% de leitos de UTIs ocupados. O Boletim Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (1) mostra os impactos negativos da falta de isolamento por parte da população.

Os indicadores da Covid-19 em Belo Horizonte continuam a subir. Com o nível de transmissão da doença em alerta máximo, a capital tem 74,7% de leitos de UTIs ocupados. O Boletim Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (1) mostra os impactos negativos da falta de isolamento por parte da população.

O número médio de transmissão por infectado (RT) saiu do nível amarelo e já ocupa o vermelho, com o total de 1,20. O número saltou desde o último boletim, que registrava 1,6 pontos. A taxa de ocupação em leitos da enfermaria também acompanhou a crescente, e foi de 56,2% para 58,3%.

Ainda segundo boletim, BH tem apenas 115.558 pessoas vacinas com a primeira dose da vacina. Já com a segunda dose, os números são ainda menores: apenas 59.012. A capital mineira tem 2.375.151 milhões de habitantes.

Negacionistas nas praias


Na última quinta-feira (25), o Prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), chegou a mencionar que a volta às aulas só será possível se os números estiverem baixos. Estamos esperando dar os 14 dias [após] o Carnaval. Muita gente viajou, muito negacionista foi para praia. Estamos com medo.”

Alexandre Kalil também bateu forte no ponto de que BH não tem onde comprar vacinas. O chefe do Executivo disse durante entrevista coletiva que já buscou o imunizante em vários laboratórios. Mesmo com recursos financeiros à disposição para a compra, não há doses à venda.

Kalil disse também que caso houvesse a possibilidade, a PBH compraria o imunizante na mesma hora. “Se tivesse para comprar, a gente compraria para usar só aqui. A gente tem caixa para comprar”, garantiu.  Apesar de não ter dado detalhes sobre quais laboratórios teria tentado fazer as compras, Kalil garantiu que vai continuar tentando comprar o imunizante para os mineiros.

Fonte: BHAZ

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Pela segunda vez na semana, Brasil tem mais de 40 mil infectados pela covid em um dia

Ex-ministro Osmar Terra, defensor de teses "fakes" sobre a pandemia, confirma que foi contaminado pelo coronavírus
Pel segunda vez nesta semana, o Brasil voltou a confirmar mais de 40 mil infectados pela covid-19 em 24 horas. Nesta sexta-feira (13), o total de novos pacientes com a doença ficou em 40.113. Segundo dados do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass), o número de pessoas que foram contaminadas desde que o vírus chegou ao país soma 5.819.496. Na quarta-feira (11), o registro foi superior a 48 mil.

Pela segunda vez nesta semana, o Brasil voltou a confirmar mais de 40 mil infectados pela covid-19 em 24 horas. Nesta sexta-feira (13), o total de novos pacientes com a doença ficou em 40.113. 
Segundo dados do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass), o número de pessoas que foram contaminadas desde que o vírus chegou ao país soma 5.819.496. Na quarta-feira (11), o registro foi superior a 48 mil.

Ainda de acordo com o Conass, em um dia houve a confirmação de 712 óbitos. O total de casos fatais desde que o vírus foi identificado pela primeira vez no Brasil já chega a 164.946. O resultado desta sexta-feira (13) pode ser ainda mais expressivo. Levantamento do Consórcio de Veículos de Imprensa, identificou 926 mortes no período. O grupo reúne Folha de S. PauloO Estado de S. PauloExtraO GloboG1 e UOL.

Levantamento diário disponibilizado pelo Ministério da Saúde mostra que os números desta semana interrompem a trajetória de queda em óbitos e infectados, que vinha sendo registrada. Os dados relativos a novos pacientes no período já estão próximos a 200 mil, patamar que não é registrado há quase dois meses. O total de casos fatais já é o maior das últimas quatro semanas. 

Osmar Terra contaminado

O deputado federal e ex-ministro da Cidadania, Osmar Terra (MDB-RS), informou que foi infectado pelo coronavírus. Ele é contrário as medidas de isolamento social e atua divulgando mentiras sobre a covid-19. Em abril, ele chegou a dizer que a população era vítima de uma experiência com a quarentena e que as medidas não fariam diferença no crescimento de casos.

Terra, que é médico, previu também a queda nos números da covid no Brasil a partir de maio. No início do período em questão, o Brasil tinha menos de 60 mil infectados. No fim do mês, os números já eram superiores a 174 mil. Foi também em maio que o país registrou mais de 7 mil mortos em uma semana pela primeira vez, entrando em um platô que se manteve até o fim de agosto.

Pelas redes sociais, o ex-ministro informou que está sem sintomas e que ficará em isolamento. Ele ressaltou que iniciou "tratamento precoce com hidroxicloroquina e ivermectina", medicamentos não recomendados para a covid-19 pela Organização Mundial da Saúde e sem comprovação científica de ação contra o coronavírus.

O que é o novo coronavírus

Trata-se de uma extensa família de vírus causadores de doenças tanto em animais como em humanos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Em humanos, os vários tipos de vírus podem provocar infecções respiratórias que vão de resfriados comuns, como a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS), a crises mais graves, como a Síndrome Respiratória Aguda severa (SRAS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença covid-19.

Como ajudar quem precisa?

A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Primeiro caso de reinfecção pela Covid-19 nos EUA é confirmado por estudo

Este é o quinto caso confirmado de reinfecção em todo o mundo. Cientistas recomendam que, mesmo quem já tenha sido infectado, continue com as medidas

Um estudo realizado por pesquisadores do Laboratório de Saúde Pública do Estado de Nevada e da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, confirmou o primeiro caso de reinfecção pela Covid-19 no país. Esse é o quinto caso reconhecido em todo o mundo, o que indica que a exposição ao vírus pode não trazer imunidade total, ao contrário do que se pensa.

Um estudo realizado por pesquisadores do Laboratório de Saúde Pública do Estado de Nevada e da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, confirmou o primeiro caso de reinfecção pela Covid-19 no país. Esse é o quinto caso reconhecido em todo o mundo, o que indica que a exposição ao vírus pode não trazer imunidade total, ao contrário do que se pensa.

De acordo com a pesquisa, publicada nesta segunda-feira (12) no The Lancet Infectious Diseases, o paciente analisado testou positivo para duas infecções por diferentes variantes do Sars-CoV-2 em um espaço de tempo de 48 dias, confirmando que uma segunda pode ocorrer em períodos curtos. O homem, de 25 anos, não pertecence a nenhum grupo de risco ou apresentava problemas anteriores de saúde. Além disso, no período entre as infecções, ele chegou a testar negativo duas vezes para o coronavírus.

Segundo a pesquisa, a segunda infecção do paciente foi mais grave do que a primeira, e ele precisou ser internado e ter suporte de oxigênio. Por esse motivo, os autores afirmam que todos os indivíduos — previamente diagnosticados ou não — devem continuar tomando as precauções recomendadas, como evitar aglomerações, lavar as mãos com frequência e usar máscara em locais públicos.

"Ainda existem muitas incógnitas sobre as infecções pelo Covid-19 e a resposta do sistema imunológico, mas nossas descobertas indicam que uma infecção anterior pode não necessariamente proteger contra futuras", disse em nota Mark Pandori, principal autor do estudo. De acordo com ele, a análise traz novos questionamentos para a compreensão da imunidade ao coronavírus, especialmente enquanto não se tem uma vacina eficaz.

Outros casos

Pelo menos quatro outros casos de reinfecção já foram confirmados na Bélgica, Holanda, Hong Kong e Equador. No entanto, apenas o paciente equatoriano apresentou um quadro pior da doença na segunda infecção, como o americano.

“Precisamos de mais pesquisas para entender por quanto tempo a imunidade pode durar para pessoas expostas ao Sars-CoV-2 e por que algumas dessas segundas infecções, embora raras, são mais graves”, disse Pandori.

Sobre a pesquisa

Os autores reconhecem que não foi realizada a avaliação de uma resposta imune (por exemplo, de anticorpos neutralizantes), nem no primeiro, nem no segundo caso de infecção do paciente analisado. 

No entanto, há a possibilidade do homem ter contraído um vírus mais forte na segunda infecção ou, então, que o Covid-19 estivesse em seu organismo e houvesse uma forma de desativação na sua identificação. Além disso, os estudiosos também explicam que há possibilidade de que muitas infecções possam ser assintomáticas e, portanto, provavelmente permanecerão não detectadas nos testes atuais.

Em comentário à pesquisa, Akiko Iwasaki, professora da Universidade de Yale, EUA, que não esteve envolvida no estudo, diz: “à medida que mais casos de reinfecção surgem, a comunidade científica terá a oportunidade de entender melhor os correlatos de proteção e com que frequência as infecções naturais com Sars-CoV-2 induzem esse nível de imunidade. Esta informação é a chave para entender quais vacinas são capazes de cruzar esse limite para conferir imunidade individual e coletiva.”

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Vacina russa contra Covid-19 gerou imunidade sem efeito colateral, diz The Lancet

A revista científica “The Lancet”, uma das mais importantes do mundo, divulgou um estudo nesta sexta-feira 4  em que indica que a vacina russa para a Covid-19 não teve efeitos adversos e induziu resposta imune.

A revista científica “The Lancet”, uma das mais importantes do mundo, divulgou um estudo nesta sexta-feira 4  em que indica que a vacina russa para a Covid-19 não teve efeitos adversos e induziu resposta imune.

A “Sputnik V” foi registrada no mês passado na Rússia, mas a falta de estudos publicados sobre os testes gerou desconfiança na comunidade internacional.

O relatório divulgado pela revista mostra que os resultados, referentes às fases 1 e 2 dos testes, não apresentaram efeitos adversos até 42 dias depois da imunização dos participantes.
Todos desenvolveram anticorpos para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) dentro de 21 dias.
Na fase 3, o objetivo é verificar a eficácia em larga escala. As etapas costumam ser conduzidas separadamente, mas, no caso da pandemia, por causa da urgência dos resultados, várias vacinas têm sido testadas simultaneamente em mais de uma fase.

Posição da OMS

No mês passado, o diretor-assistente da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa da Silva Júnior, afirmou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estava em contato com as autoridades regulatórias da Rússia para receber informações sobre o desenvolvimento da vacina.
Em coletiva de imprensa virtual, Barbosa Júnior afirmou que a OMS só recomendará a vacina quando tomar conhecimento dos procedimentos utilizados.

“Somente depois de analisar todos esses dados, é que é possível para a OMS fazer alguma recomendação”, afirmou. “Para que uma vacina seja recomendada pela OMS, e que possa ser adquirida por intermédio do Fundo Rotatório de vacinas, essa vacina tem que ser pré-qualificada pela OMS. E para pré-qualificar, a OMS tem que fazer toda essa revisão, sobre segurança e qualidade. Mesmo com uma emergência de saúde pública, há processos para atender essa avaliação de maneira mais rápida. Então, só depois dessa revisão, depois de ter acesso de maneira transparente de todos os dados, é que a OMS vai poder tomar uma posição e a OPAS vai poder fazer uma avaliação desta e de qualquer outra vacina.”

O diretor da Opas explicou ainda que o fabricante da vacina deve realizar ensaios clínicos de três fases, para assegurar a eficácia. Em seguida, a autoridade regulatória do país examina um relatório com os dados do desenvolvimento da vacina. Até agora, a OMS não tem essas informações sobre a vacina russa e é “impossível fazer uma avaliação neste momento”.

“Em princípio, o produtor da vacina tem que realizar ensaios clínicos de fase 1, 2 e 3.  Não se pode utilizar uma vacina ou um medicamento sem que essas etapas todas sejam cumpridas. Então, depois de determinar os ensaios clínicos, o produtor solicita a autorização da autoridade regulatória em seu país e de outros países onde quer comercializar a vacina. A autoridade regulatória faz uma análise sobre o dossiê de registro da vacina, que vai desde a qualidade do fabricante até revisar bem todos os dados dos ensaios clínicos, porque esta é a garantia que uma vacina é segura e é eficaz”.

O imunizante foi produzido pelo Instituto Gamaleia de Moscou e batizado de Sputnik V. De acordo com uma emissora estatal russa, um professor do instituto, Víctor Zúyev, afirmou que “não há nada surpreendente” e que “fizeram esta vacina na mesma plataforma que a do ebola, por isso foi criada tão rapidamente”.
Testes no Paraná

Os voluntários para os testes da fase 3 da vacina russa contra a Covid-19 no Paraná deverão ser profissionais da saúde dos hospitais universitários, segundo o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).

Os testes só serão iniciados após aprovação dos órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e podem envolver 10 mil voluntários ou mais.
O governo do Paraná e a Rússia assinaram no dia 12 de agosto um documento para o desenvolvimento da vacina russa.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Instituto Butantan distribuirá vacina chinesa gratuitamente a partir de janeiro

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta segunda-feira (27) que a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantã, em parceria com a chinesa Sinovac, deve ser distribuída gratuitamente a partir de janeiro de 2021.
Anúncio foi feito pelo governador João Doria. Os testes da fase 3, realizados em 9 mil voluntários, devem ser concluídos em outubro

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta segunda-feira (27) que a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantã, em parceria com a chinesa Sinovac, deve ser distribuída gratuitamente a partir de janeiro de 2021.

“A quantidade necessária para iniciar a imunização da população brasileira, pode ser aplicada já no início de janeiro com o SUS, com aplicação gratuita em toda população. A melhor notícia que poderíamos ter é a vacina”, declarou o governador em entrevista à Rádio Itatiaia.

O tucano declarou ainda que os testes da fase 3, realizados em 9 mil voluntários, devem ser concluídos em outubro. Com isso, a vacina deve obter autorização para distribuição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até os primeiros dias de dezembro.

“Abril do ano que vem já teremos, com toda segurança, a imunização e a tranquilidade que as pessoas poderão celebrar festas, atividades, eventos musicais ou esportivos, sem risco para sua saúde ou sua vida”, disse Doria.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Índia é terceiro país do mundo a superar 1 milhão de casos de covid-19

Governo impôs um dos mais severos regimes de distanciamento do mundo, mas flexibilizou regras após danos à economia


Com os dados, o gigante asiático continua sendo o terceiro país do mundo mais afetado pela pandemia, depois de Brasil, que superou os 2 milhões nesta quinta-feira, e Estados Unidos, com mais de 3,5 milhões de casos confirmados, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins.
A Índia se tornou nesta sexta-feira (17/07) o terceiro país do mundo a superar um milhão de casos confirmados de covid-19 e o primeiro na Ásia, que pode se transformar no novo foco da pandemia.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Vacina para a Covid: Rússia conclui testes e quer iniciar distribuição em agosto

Pesquisadores preveem início da distribuição em massa entre os dias 12 e 24 do mês que vem


A Rússia pode ser o primeiro país no mundo a distribuir, em massa, vacinas contra a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. O antídoto deve começar a ser distribuído em agosto, conforme informação divulgada nesta segunda-feira (13) pela agência de notícias do governo do país.
A Rússia pode ser o primeiro país no mundo a distribuir, em massa, vacinas contra a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. O antídoto deve começar a ser distribuído em agosto, conforme informação divulgada nesta segunda-feira (13) pela agência de notícias do governo do país.

terça-feira, 30 de junho de 2020

Trabalhador que pegar COVID-19 no trabalho pode processar empresa; veja direitos

O advogado Ivandick Cruzelles, professor do Mackenzie nas áreas do Direito do Trabalho e Previdenciário, afirmou à CNN, nesta quarta-feira (1º), que o empregador brasileiro pode ser responsabilizado e provocado a pagar indenização a trabalhadores, se houver contaminação de coronavírus por falta de medidas de segurança no ambiente de trabalho.
O advogado Ivandick Cruzelles, professor do Mackenzie nas áreas do Direito do Trabalho e Previdenciário, afirmou à CNN, nesta quarta-feira (1º), que o empregador brasileiro pode ser responsabilizado e provocado a pagar indenização a trabalhadores, se houver contaminação de coronavírus por falta de medidas de segurança no ambiente de trabalho.

terça-feira, 23 de junho de 2020

Homem coloca veneno nas máscaras de proteção da ex-mulher

Homem é preso após embeber as máscaras de proteção facial da ex-mulher com veneno. A vítima tinha medida protetiva judicial contra o ex-marido em razão de agressões e ameaças anteriores


Um homem de 55 anos foi preso na madrugada de hoje acusado de embeber as máscaras de proteção facial da ex-mulher com veneno de matar baratas e outros insetos, em Presidente Prudente, interior de São Paulo.



A vítima acionou a Polícia Militar alegando que a casa foi invadida pelo suspeito, que a ameaçou e agrediu, além de ter danificado o imóvel. Ela tinha medida protetiva judicial contra o homem em razão de agressões e ameaças anteriores
Um homem de 55 anos foi preso na madrugada de hoje acusado de embeber as máscaras de proteção facial da ex-mulher com veneno de matar baratas e outros insetos, em Presidente Prudente, interior de São Paulo.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Margareth Dalcolmo ao EL PAÍS: “As vacinas não são para essa epidemia”

Profissional da Fiocruz, com sede no Rio, conversou sobre a crise do coronavírus no Brasil em série de entrevistas multiplataforma do jornal


 médica Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e uma das pneumologistas mais experientes do Brasil, considera promissores estudos em curso para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus. Ela acredita que o país conseguirá controlar a epidemia em médio prazo, mas alerta que essas vacinas, mesmo que tenham comprovação prática, não serão para esta pandemia. “Nós hoje já podemos conjecturar que as vacinas não são para esta epidemia. Isso que está acontecendo agora não vai ser resolvido com essas vacinas. [Elas são] para uma eventual segunda onda”, afirmou em entrevista para o EL PAÍS nesta quinta-feira.
A médica Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e uma das pneumologistas mais experientes do Brasil, considera promissores estudos em curso para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus. Ela acredita que o país conseguirá controlar a epidemia em médio prazo, mas alerta que essas vacinas, mesmo que tenham comprovação prática, não serão para esta pandemia. “Nós hoje já podemos conjecturar que as vacinas não são para esta epidemia. Isso que está acontecendo agora não vai ser resolvido com essas vacinas. [Elas são] para uma eventual segunda onda”, afirmou em entrevista para o EL PAÍS nesta quinta-feira.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Contaminação de indígenas em Dourados partiu de frigorífico da JBS

Em 28 dias, na cidade do Mato Grosso do Sul onde fica a reserva mais populosa do país, contaminados por coronavírus aumentaram 3.500%


Todos os dias, ônibus de vários municípios da Grande Dourados, no Mato Grosso do Sul, desembarcam os mais de 4 mil funcionários da fábrica da JBS Foods Seara em Dourados, a 233 km da capital Campo Grande. Mais de 30 desses trabalhadores vivem na reserva indígena de Dourados, localizada a menos de 5 km do centro da cidade. Foram trabalhadores indígenas da JBS/Seara e seus familiares os primeiros infectados pelo coronavírus no território.
Todos os dias, ônibus de vários municípios da Grande Dourados, no Mato Grosso do Sul, desembarcam os mais de 4 mil funcionários da fábrica da JBS Foods Seara em Dourados, a 233 km da capital Campo Grande. Mais de 30 desses trabalhadores vivem na reserva indígena de Dourados, localizada a menos de 5 km do centro da cidade. Foram trabalhadores indígenas da JBS/Seara e seus familiares os primeiros infectados pelo coronavírus no território.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Vacina anti-covid de Oxford será testada no Brasil

Primeira fase de testes clínicos ocorreu no Reino Unido


Segundo informações obtidas pela ANSA, a próxima fase de testes da vacina ChAdOx1 nCoV-19 envolverá cerca de 5 mil voluntários saudáveis no Reino Unido - já selecionados - e a mesma quantidade em território brasileiro.
A vacina contra o coronavírus Sars-CoV-2 desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com uma empresa italiana de biotecnologia será testada em humanos também no Brasil.

terça-feira, 26 de maio de 2020

Número de mortes por covid-19 em Minas pode ser seis vezes maior do que o informado

O número de mortes por covid-19 em Minas Gerais pode ser seis vezes maior do que o divulgado oficialmente pela Secretaria Estadual de Saúde. A subnotificação é apontada em um estudo da Universidade Federal de Uberlândia. Para o coordenador da pesquisa, o professor Stefan Vilges de Oliveira, Minas Gerais está ‘apagando o incêndio de olhos fechados’.
O número de mortes por covid-19 em Minas Gerais pode ser seis vezes maior do que o divulgado oficialmente pela Secretaria Estadual de Saúde. A subnotificação é apontada em um estudo da Universidade Federal de Uberlândia. Para o coordenador da pesquisa, o professor Stefan Vilges de Oliveira, Minas Gerais está ‘apagando o incêndio de olhos fechados’.

terça-feira, 19 de maio de 2020

Brasil, o país da banalização da vida

É angustiante ver que, quanto mais o novo coronavírus avança no Brasil, menos as pessoas ficam em casa. Na semana em que nosso país chegou ao quarto lugar dentre os países com maior número de infectados do mundo e soma mais de 16 mil mortos (tendo um aumento de 5 mil em uma semana), o isolamento social diminuiu para menos de 50% na maioria das capitais.
É angustiante ver que, quanto mais o novo coronavírus avança no Brasil, menos as pessoas ficam em casa. Na semana em que nosso país chegou ao quarto lugar dentre os países com maior número de infectados do mundo e soma mais de 16 mil mortos (tendo um aumento de 5 mil em uma semana), o isolamento social diminuiu para menos de 50% na maioria das capitais.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Com falta de recursos, Moçambicanos improvisam no combate à COVID-19

Moçambique tem apenas um ventilador para cada 1 milhão de habitantes


Moçambique entrou no dia 22 de Março na lista de países com casos confirmados da COVID-19. Segundo o Ministério da Saúde, há actualmente 34 casos no país, entre eles 26 de transmissão local, com 23 desses últimos provenientes de um único foco de transmissão da província de Cabo Delgado. Nenhuma morte foi registada até o momento, e duas pessoas se recuperaram, de acordo com órgão.
Moçambique entrou no dia 22 de Março na lista de países com casos confirmados da COVID-19. Segundo o Ministério da Saúde, há actualmente 34 casos no país, entre eles 26 de transmissão local, com 23 desses últimos provenientes de um único foco de transmissão da província de Cabo Delgado. Nenhuma morte foi registada até o momento, e duas pessoas se recuperaram, de acordo com órgão.