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segunda-feira, 1 de março de 2021

CRM-DF usa notícia enganosa ao afirmar que OMS “condenou” lockdown

Para justificar sua absurda condenação ao lockdown, Conselho de Medicina usa frase fora de contexto como se fosse da Organização Mundial de Saúde

Com as UTIs do Distrito Federal lotadas, o Conselho Regional de Medicina divulgou uma nota condenando o lockdown decretado pelo governador Ibaneis Rocha na última sexta-feira, 26, para tentar conter o aumento dos contágios e o consequente colapso nos hospitais. Como se não fosse o suficiente, ainda utilizou uma notícia enganosa para justificar seu posicionamento. “O lockdown não salva vidas e faz os pobres muito mais pobres”, diz o texto, citando o “Dr. David Nabarro”, como se este falasse pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e a entidade estivesse “condenando” o lockdown. É mentira.

Com as UTIs do Distrito Federal lotadas, o Conselho Regional de Medicina divulgou uma nota condenando o lockdown decretado pelo governador Ibaneis Rocha na última sexta-feira, 26, para tentar conter o aumento dos contágios e o consequente colapso nos hospitais. Como se não fosse o suficiente, ainda utilizou uma notícia enganosa para justificar seu posicionamento. “O lockdown não salva vidas e faz os pobres muito mais pobres”, diz o texto, citando o “Dr. David Nabarro”, como se este falasse pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e a entidade estivesse “condenando” o lockdown. É mentira.

Em primeiro lugar, Nabarro não é diretor da OMS nem porta-voz da entidade, e sua fala, uma entrevista à revista britânica The Spectator, foi tirada de contexto pelos negacionistas do coronavírus, de acordo com verificação feita pelo projeto de checagem Comprova em outubro do ano passado. Na época, a notícia enganosa estava sendo espalhada no twitter por uma deputada federal bolsonarista, Major Fabiana.
“David Nabarro –que é enviado especial da organização e não seu diretor, como afirma a deputada–, de fato destacou os impactos econômicos e sociais negativos dos lockdowns. Isso não significa, no entanto, que a OMS tenha mudado de posição”, diz a checagem, lembrando que, na mesma entrevista, o representante da entidade afirmou que os lockdowns “são justificados em momentos de crise, para reorganizar os sistemas de saúde e proteger os profissionais que estão na linha de frente do combate à doença. A ideia desta prática é ‘achatar a curva’ de contágio, evitar a superlotação de hospitais e, depois, permitir a reabertura das economias”.

"A OMS estabeleceu seis requisitos para que os países pudessem relaxar quarentenas e lockdowns. Bolsonaro não cumpriu nenhum, mas sobre a má atuação do governo federal na pandemia os Conselhos Regionais e Federal de Medicina continuam em silêncio"

O que de fato Nabarro falou na entrevista é que os lockdowns não podem ser a principal forma de os governos combaterem a pandemia. “Nós realmente apelamos aos líderes mundiais: parem de usar o lockdown como seu método principal de controle”, disse.

Segundo declarou oficialmente a OMS diversas vezes, os países não podem trocar a quarentena por nada. A entidade estabeleceu seis requisitos antes de os governos relaxarem as restrições sobre a população (quarentenas e lockdowns): assegurar que as transmissões estejam sob controle; assegurar que os sistemas de saúde podem cuidar de todos os casos; minimizar riscos de contágio nos hospitais e centros de saúde; estabelecer medidas preventivas em escolas, locais de trabalho e outros lugares essenciais; gerenciar o risco de que o vírus seja importado de outros lugares; educar a comunidade sobre o novo normal, e como eles podem se proteger.

Bolsonaro não cumpriu nenhuma dessas prerrogativas, mas sobre a má atuação do governo federal na pandemia e sobre a mentira do tratamento precoce, os Conselhos Regionais e Federal de Medicina continuam em silêncio.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Após superar 250 mil mortos, Brasil registra mais de 1500 óbitos nas últimas 24h

O Brasil registra hoje (25) o dia com mais mortos pela covid-19 desde o início do surto, em março de 2020. Um ano após o primeiro infectado, o país vive seu pior momento. Também hoje foi superada a marca de 250 mil mortos, de acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). Foram 1.541 óbitos no dia, totalizando 251.498 desde o início da pandemia do novo coronavírus.

O Brasil registra hoje (25) o dia com mais mortos pela covid-19 desde o início do surto, em março de 2020. Um ano após o primeiro infectado, o país vive seu pior momento. Também hoje foi superada
 a marca de 250 mil mortos, de acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). Foram 1.541 óbitos no dia, totalizando 251.498 desde o início da pandemia do novo coronavírus.
O balanço do Conass indica o dia 7 de janeiro como o mais letal, com 1.841 mortos. Entretanto, na ocasião, foram somados registros de dias anteriores em razão da falta de repasse de dados por alguns estados. Diante disso, a partir da métrica sem considerar erros estatísticos, hoje foi o dia com maior número de vítimas. Também é o dia que registra maior média de mortos por dia, calculada em sete dias.

Mortes em alta

A média de mortes está em curva com forte tendência de crescimento. Desde segunda-feira (22), a média de vítimas subiu mais de 10%. Hoje, o cálculo está em 1.149 mortes por dia, número superior ao pior momento do primeiro impacto da covid-19 no país, entre junho e setembro. Também há 30 dias essa média está acima de mil mortes por dia.

Em relação ao número de novos casos diários, igualmente há tendência de crescimento. Isso reafirma o descontrole na pandemia no Brasil desde o início do ano, apontada pelo Imperial College de Londres. No último período, o país registrou 65.998 novos casos. Desde março, são 10.390.461 infectados, sem considerar a subnotificação. O Brasil é o segundo país com mais mortes no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e o terceiro em número de infectados, atrás dos norte-americanos e da Índia.

Colapso na saúde

O pior momento do surto de covid-19 no Brasil está evidenciado no colapso do sistema de saúde de várias cidades. Em São Paulo, as cidades de Araraquara e região vivem o esgotamento de leitos. O estado também registra recordes diários de internados em UTIs. Na Bahia, o governo anunciou medidas rígidas de isolamento com a proximidade da falta de leitos. O cenário se repete por todo o país. Manaus, assim como na primeira onda, antecedeu a tragédia em nível nacional, entrando em colapso já em janeiro.

Em Santa Catarina, a taxa de ocupação das UTIs ultrapassa os 90% em grande parte do estado que, na média, tem 84% de esgotamento. No Paraná e Rio Grande do Sul, situações semelhantes, com as capitais dos respectivos estados com menos de 10% de oferta de leitos. A situação é trágica em todo o Brasil. O Nordeste ainda segue com surto mais controlado, mas as curvas epidemiológicas ascendentes começam a ameaçar a estabilidade local.



Brasil na contramão

O Brasil está na contramão do mundo em relação à disseminação da covid-19. A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou ontem que a média global de infectados e mortos pelo coronavírus caiu pela sexta semana consecutiva. O país sul-americano é uma das poucas exceções dentro dessa tendência. Na última semana, os casos de covid-19 caíram 11% e as mortes, 20%, mas dos 66 mil óbitos registrados em todo o mundo, 7.445 foram no Brasil.

A redução do número médio de mortes no mundo tem relação, especialmente, com medidas de isolamento social adotadas em larga escala na Europa. Elas reduziram drasticamente o contágio (mais de 80% em três meses no Reino Unido, por exemplo). Além disso, o avanço nas campanhas de vacinação. Mas o Brasil retoma de forma tímida o processo de imunização e a campanha nacional segue frágil. A boa notícia é a segurança das vacinas que são atestadas no cotidiano, como informa o cardiologista e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Marcio Bittencourt.

 


Vacinas salvam

Outro país que vê a curva de mortalidade reduzir e o surto de covid-19 ser controlado é Israel. Lá, já foram vacinados com uma dose, mais de 90% da população. E com duas doses, de forma definitiva, mais da metade dos cidadãos. O Reino Unido também tem alcance amplo no processo de vacinação a partir do sistema público de saúde local, o NHS (National Health Service). E se aproxima de 30% da população imunizada.

Em alta velocidade também estão os Estados Unidos. Desde o início do ano – após a saída de Donald Trump da presidência – os norte-americanos reduziram o contágio em mais de 70%. E seguem em ritmo acelerado. Mais de 66 milhões de pessoas receberam alguma dose da vacina, maior número absoluto do mundo. E 20% da população já recebeu pelo menos uma dose de vacina. Os imunizados somam 14%.

Enquanto isso, o Brasil tem 3,55% da população atingida pela primeira dose e 2,8% imunizada. De todas as vacinas disponíveis, 7,6 milhões já foram aplicadas. Além da morosidade no processo de imunização, o país patina diante de um governo federal, sob presidência de Jair Bolsonaro, negacionista. Mesmo diante dos milhares de mortos e milhões de adoecidos, Bolsonaro continua a rejeitar ações de controle do vírus e incentivar aglomerações, como fez desde o início do surto.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Governo pretende assinar contrato de compra da Sputnik V nesta semana

Imunizante russo, que no Brasil é fabricado pela União Química, ainda não obteve autorização de aplicação pela Anvisa

O Ministério da Saúde espera assinar um contrato de compra da vacina russa Sputnik V com o Instituto Gamaleya e a União Química ainda nesta semana.  De acordo com o cronograma de entrega de vacinas, 15 dias após a assinatura, a pasta prevê que receberá 800 mil doses do imunizante. Em abril, serão entregues mais duas milhões de doses. Em maio, devem chegar outras 7,6 milhões de unidades.

O Ministério da Saúde espera assinar um contrato de compra da vacina russa Sputnik V com o Instituto Gamaleya e a União Química ainda nesta semana.  De acordo com o cronograma de entrega de vacinas, 15 dias após a assinatura, a pasta prevê que receberá 800 mil doses do imunizante. Em abril, serão entregues mais duas milhões de doses. Em maio, devem chegar outras 7,6 milhões de unidades.


Os dados ignoram a decisão da Anvisa que não aprovou o uso do imunizante no Brasil. A Agência sofre pressão de parlamentares para agilizar a liberação.


No início do mês, o líder do governo do presidente Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (Progressistas-PR), afirmou que iria pressionar politicamente a diretoria da Anvisa para que se agilize a aprovação de vacinas contra o coronavírus.


“Estou trabalhando. Eu opero com formação de maioria. O que eu apresentar para enquadrar a Anvisa passa aqui (na Câmara) feito um rojão”, disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.


No mesmo dia, o presidente da Agência, Antônio Barra Torres reagiu à declaração e disse que o deputado deveria se retratar ou denunciar alguma irregularidade.


Logo depois, o Senado aprovou uma medida provisória que estabelece o prazo de até cinco dias para que a Anvisa autorize o uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 que já tenham recebido aval de agências reguladoras internacionais. O texto seguiu para sanção de Bolsonaro. A Agência deve recomendar o veto.


Visita a fábrica só em março


A Anvisa anunciou no sábado 13 que vai vistoriar dos dias 8 a 12 de março as instalações de produção da Sputnik V, criada na Rússia, mas em fabricação no Brasil.  O objetivo é acelerar o processo de análise e de aprovação para a aplicação no País.


Caso a fábrica esteja de acordo com os padrões da Anvisa, receberá o Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF).


Até o momento, a Agência justificou a não aprovação da vacina pela falta de dados básicos.


A Anvisa chegou a mudar as regras para que empresas peçam o uso emergencial de imunizantes no País. A agência disponibilizou um guia no qual apresenta os requisitos para solicitações de uso emergencial.


“Serão considerados dados de estudos não clínicos e clínicos, de qualidade, boas práticas de fabricação, estratégias de monitoramento e controle, resultados provisórios de ensaios clínicos, entre outras evidências científicas. Além disso, a empresa deve apresentar informações que comprovem que a fabricação e a estabilidade são adequadas para garantir a qualidade da vacina”, diz nota divulgada pela Anvisa.


A Agência, no entanto, destacou que a autorização de uso emergencial e temporário de uma vacina experimental se restringe a um público previamente definido. “Essa autorização não substitui o registro sanitário no Brasil. Somente as vacinas com registro sanitário concedido pela Anvisa poderão ser disponibilizadas e comercializadas para  toda a população”, ressalta.


Para obterem uma concessão do uso emergencial e temporário, as empresas interessadas devem possuir uma Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) emitida pela Anvisa, “com atividade de fabricar ou importar medicamento”.


É necessário, ainda, que a vacina seja acompanhada de um Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM) aprovado pela Anvisa e que o ensaio clínico na fase 3 esteja em andamento no Brasil.


A União Química, após 60 dias da assinatura do contrato e a partir da incorporação da tecnologia da produção do IFA, deverá passar a produzir mais 8 milhões de doses por mês.


Procurados, o Ministério da Saúde e a Anvisa não responderam até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto. 


Cronograma do governo


O documento do Ministério da Saúde prevê a entrega de 42,5 milhões de doses de vacinas pelo consórcio Covax Facility, sendo 2,65 milhões da AstraZeneca em março e de mais 7,95milhões do mesmo imunizante até junho.


Segundo o cronograma, o Brasil receberá ainda aproximadamente mais 32 milhões de doses de imunizantes produzidos por laboratórios de sua escolha até o final do ano.

A Secretaria de Atenção Especializada à Saúde  do Ministério informou também que a previsão é receber do Instituto Butantan, de São Paulo, 100 milhões de doses da CoronaVac. Em janeiro, de acordo com a secretaria, foram entregues 8,7 milhões de doses. Em fevereiro devem ser mais 9,3 milhões.


O cronograma tem previsões para os meses seguintes março (18,1 milhões), abril (15,93 milhões), maio (6,03 milhões), junho (6,03 milhões), julho (13,55 milhões), agosto (13,55 milhões) e a última entrega é para setembro (8,8 milhões).


Já da Fundação Oswaldo Cruz, o cronograma estima o recebimento de 222,4 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca. Em janeiro, o Ministério informou que recebeu 2 milhões de doses. Para fevereiro, a entrega prevista é de 4 milhões. Em março serão 20,7 milhões, em abril mais 27,3 milhões, em maio 28,6 milhões e em junho 1,2 milhão. Conforme a secretaria, a partir da incorporação da tecnologia da produção do IFA, a Fiocruz deverá produzir e entregar mais110 milhões de doses no segundo semestre de 2021.


Já para a vacina Covaxin – Barat Biotech, a previsão é de receber 20 milhões de doses importadas da Índia e o contrato também deve ser assinado nesta semana.Devem chegar ao Brasil 8 milhões de doses com dois lotes de 4,0 milhões com 20 e 30 dias após a assinatura do contrato. Em abril mais 8 milhões também em dois lotes de 4 milhões com 45 e 60 dias após a assinatura do contrato e em maio 4,0 milhões de de doses com 70 dias após o contrato assinado.


CONSÓRCIO COVAX FACILITY 


Entregas das 42,5 milhões de doses:

Março: 2,65 milhões de doses da AstraZeneca

até Junho: 7,95 milhões de doses da AstraZeneca


O consórcio, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), funciona como um centro de distribuição internacional de vacinas. O Brasil receberá, ainda, aproximadamente mais 32 milhões de vacinas contra Covid-19 produzidas por laboratórios de sua escolha até o final do ano, conforme cronogramas estabelecidos exclusivamente por esse consórcio.


FUNDAÇÃO BUTANTAN – CORONAVAC/SINOVAC 


Entregas das 100 milhões de doses:

Janeiro: 8,7 milhões – entregues

Fevereiro: 9,3 milhões

Março: 18,1 milhões

Abril: 15,93 milhões

Maio: 6,03 milhões

Junho: 6,03 milhões

Julho: 13,55 milhões

Agosto:13,55 milhões

Setembro: 8,8 milhões 


 FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – OXFORD/ASTRAZENECA 


Entregas das 222,4 milhões de doses:

Janeiro: 2 milhões – entregues

Fevereiro: 4 milhões

Março: 20,7 milhões

Abril: 27,3 milhões

Maio: 28,6 milhões

Junho: 28,6 milhões

Julho: 1,2 milhões

Julho: 1,2 milhões


A partir da incorporação da tecnologia da produção do IFA, a Fiocruz deverá produzir e entregar mais 110 milhões de doses no segundo semestre de 2021. 


UNIÃO QUÍMICA – Sputnik V/Instituto Gamaleya 


Entrega das 10 milhões de doses (importadas da Rússia) – Previsão de assinatura de contrato esta semana.  


Março: 800 mil entregues 15 dias após a assinatura do contrato

Abril: 2 milhões entregues 45 dias após a assinatura do contrato

Maio: 7,6 milhões entregues 60 dias após a assinatura do contrato 


A partir da incorporação da tecnologia da produção do IFA, a União Química deverá passar a produzir mais 8 milhões de doses por mês. 


PRECISA MEDICAMENTOS – Covaxin/BHARAT BIOTECH


Entrega das 20 milhões de doses, importadas da Índia – Previsão de assinatura de contrato esta semana.


Março: 8 milhões – 4 milhões + 4 milhões de doses entregues entre 20 e 30 dias após a assinatura do contrato

Abril: 8 milhões – 4 milhões + 4 milhões de doses entregues entre 45 e 60 dias após a assinatura do contrato

Maio: 4 milhões entregues 70 dias após a assinatura do contrato.


sábado, 4 de julho de 2020

Kalil corre para abrir leitos em BH, mas números pioram e pressão por lockdown cresce

Em uma semana, 138 leitos (34 UTIs e 104 enfermarias) foram adicionados às alas para pacientes com coronavírus. Mesmo assim, ocupação não caiu


Belo Horizonte vive o período mais crítico da pandemia do novo coronavírus desde que o primeiro caso foi registrado, em março. O avanço acelerado da COVID-19 e a consequente sobrecarga no sistema público de saúde fizeram a prefeitura fechar o comércio considerado não essencial desde a última segunda-feira (29/6). Nesse meio-tempo, a administração municipal corre para ampliar a estrutura da rede hospitalar.
Belo Horizonte vive o período mais crítico da pandemia do novo coronavírus desde que o primeiro caso foi registrado, em março. O avanço acelerado da COVID-19 e a consequente sobrecarga no sistema público de saúde fizeram a prefeitura fechar o comércio considerado não essencial desde a última segunda-feira (29/6). Nesse meio-tempo, a administração municipal corre para ampliar a estrutura da rede hospitalar.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Coronavírus: Belo Horizonte tem explosão de casos após reabertura do comércio

Dias depois da reabertura do comércio, Belo Horizonte tem explosão de casos de coronavírus. A ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) específicos para o tratamento de covid-19 mais do que dobrou


A ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) específicos para o tratamento de covid-19 mais do que dobrou na rede hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) em Belo Horizonte desde o início da reabertura do comércio da cidade, em 25 de maio.



Segundo dados da prefeitura, a utilização dos leitos reservados para pacientes com a doença passou de 40%, em 22 de maio, para 82%, conforme relatório mais recente, divulgado na noite de segunda-feira, 15, referente ao dia 14.
A ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) específicos para o tratamento de covid-19 mais do que dobrou na rede hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) em Belo Horizonte desde o início da reabertura do comércio da cidade, em 25 de maio.

terça-feira, 9 de junho de 2020

Como os “conchetos” (coxinhas) de Buenos Aires estão sabotando a quarentena na Argentina

Marchas na capital têm característica de classe muito marcada; ricos portenhos parecem desprezar o sucesso do isolamento


Os ricos portenhos estão sabotando o bom combate à pandemia na Argentina, que tem se destacado pelo baixo número de infectados e mortos pelo coronavírus em relação a outros países como o Brasil graças à atuação firme do governo federal. Orquestradas pelos grandes empresários e pela mídia comercial, as manifestações anti-quarentena dos conchetos (como são conhecidos os mauricinhos ou coxinhas no país) estão logrando fazer subir o número de infectados em Buenos Aires, enquanto outras regiões já relaxam o isolamento.
Os ricos portenhos estão sabotando o bom combate à pandemia na Argentina, que tem se destacado pelo baixo número de infectados e mortos pelo coronavírus em relação a outros países como o Brasil graças à atuação firme do governo federal. Orquestradas pelos grandes empresários e pela mídia comercial, as manifestações anti-quarentena dos conchetos (como são conhecidos os mauricinhos ou coxinhas no país) estão logrando fazer subir o número de infectados em Buenos Aires, enquanto outras regiões já relaxam o isolamento.

terça-feira, 26 de maio de 2020

Máscara transparente autolimpante da Huami pode ser usada com o Touch ID

A Huami, mais conhecida pelos seus smartwatches Amazfit, está criando uma máscara N95 transparente autolimpante que parece ser bem interessante. A máscara chamada de Project Aeri tem áreas transparentes que permitem que a câmera do smartphone reconheça as expressões do rosto.

A Huami, mais conhecida pelos seus smartwatches Amazfit, está criando uma máscara N95 transparente autolimpante que parece ser bem interessante. A máscara chamada de Project Aeri tem áreas transparentes que permitem que a câmera do smartphone reconheça as expressões do rosto.

sábado, 16 de maio de 2020

Expostos ao coronavírus, garis trabalham com medo: "Tem muito lixo contaminado"

Serviço prestado pelos trabalhadores da coleta de lixo se torna ainda mais essencial em meio ao combate à covid 19


Ao longo dos 15 anos trabalhando como gari na cidade de São Paulo, Carlos Nério Barbosa nunca imaginou que um dia sentiria tanto receio de ir para as ruas fazer a coleta de resíduos. Enquanto parcela do país está em quarentena, ele faz parte dos trabalhadores de atividades essenciais que não puderam paralisar seus serviços em meio à pandemia da covid-19.
Ao longo dos 15 anos trabalhando como gari na cidade de São Paulo, Carlos Nério Barbosa nunca imaginou que um dia sentiria tanto receio de ir para as ruas fazer a coleta de resíduos. Enquanto parcela do país está em quarentena, ele faz parte dos trabalhadores de atividades essenciais que não puderam paralisar seus serviços em meio à pandemia da covid-19.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

O problema do Brasil se chama Bolsonaro e nenhum nome que preste vai permanecer no Ministério da Saúde. Por Joaquim de Carvalho

O ministro, que havia tomado posse no dia 17 de abril, já estava sendo fritado pelo presidente por não defender o isolamento vertical nem feito a defesa do uso da cloroquina, medicamento sem eficácia comprovada e que pode levar à morte súbita, por parada cardíaca, como aconteceu com Renan Antunes, jornalista que colaborava com o DCM.
Nelson Teich pediu demissão do governo Bolsonaro.

O ministro, que havia tomado posse no dia 17 de abril, já estava sendo fritado pelo presidente por não defender o isolamento vertical nem feito a defesa do uso da cloroquina, medicamento sem eficácia comprovada e que pode levar à morte súbita, por parada cardíaca, como aconteceu com Renan Antunes, jornalista que colaborava com o DCM.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Autora do vídeo que falava em caixão com pedras pede desculpas

Polícia Civil pediu ajuda para identificar mulher que acusava autoridades a enterrar pedras e pedaços de pau no lugar de supostas vítimas

Depois de a Polícia Civil de Minas Gerais pedir ajuda para identificar a autora de um vídeo em que ela acusa autoridades de terem enterrado caixões em Belo Horizonte com pedras e pedaços de pau no lugar de supostas vítimas de COVID-19, ela mesma resolveu aparecer. Por meio do advogado Alexsander Ribeiro, Valdete Pereira Zanco se identificou, reconheceu ter errado e se desculpou pelo ocorrido.
Depois de a Polícia Civil de Minas Gerais pedir ajuda para identificar a autora de um vídeo em que ela acusa autoridades de terem enterrado caixões em Belo Horizonte com pedras e pedaços de pau no lugar de supostas vítimas de COVID-19, ela mesma resolveu aparecer. Por meio do advogado Alexsander Ribeiro, Valdete Pereira Zanco se identificou, reconheceu ter errado e se desculpou pelo ocorrido.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

“Prefiro morrer tossindo do que morrer transando”, diz filho '04' de Bolsonaro

Vídeo: Filho mais novo de Jair Bolsonaro admite que contraiu coronavírus, afirma que não passa de “uma gripezinha” e chama pandemia de “história inventada pela mídia”
Jair Renan Bolsonaro, filho mais novo do presidente da República, virou notícia nesta quinta-feira (30) após a divulgação de um vídeo em que ele repete o discurso do pai ao se referir ao novo coronavírus (Covid-19).
Jair Renan Bolsonaro, filho mais novo do presidente da República, virou notícia nesta quinta-feira (30) após a divulgação de um vídeo em que ele repete o discurso do pai ao se referir ao novo coronavírus (Covid-19).

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Vacina suíça contra o novo coronavírus deve estar pronta em outubro

Segundo os pesquisadores da Universidade de Berna, projeto está adiantado e “a chance de que seja um sucesso é bastante realista”


Segundo os pesquisadores suíços, “esta será a primeira, ou uma das primeiras vacinas disponíveis no mundo contra o novo coronavírus”. A declaração foi feita por Martin Bachmann, líder do projeto, que garante que ele estará pronto no máximo até o mês de outubro.
Entre os vários projetos que se mostram como uma esperança na superação da pandemia do coronavírus está o apresentado nesta quarta-feira por cientistas da Universidade de Berna.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Bolsonaro manda Receita Federal processar Flávio Dino por importação de respiradores

Dino tem afirmado que a estratégia só foi adotada após pedidos de ajuda terem sido recusados pelo governo de Bolsonaro


A operação feita pelo governador Flávio Dino, do Maranhão, para trazer 107 respiradores da China, está na mira da Receita Federal, que a considerou ilegal, e por isso tomará as medidas legais cabíveis contra as pessoas envolvidas.
A operação feita pelo governador Flávio Dino, do Maranhão, para trazer 107 respiradores da China, está na mira da Receita Federal, que a considerou ilegal, e por isso tomará as medidas legais cabíveis contra as pessoas envolvidas.

Com falta de recursos, Moçambicanos improvisam no combate à COVID-19

Moçambique tem apenas um ventilador para cada 1 milhão de habitantes


Moçambique entrou no dia 22 de Março na lista de países com casos confirmados da COVID-19. Segundo o Ministério da Saúde, há actualmente 34 casos no país, entre eles 26 de transmissão local, com 23 desses últimos provenientes de um único foco de transmissão da província de Cabo Delgado. Nenhuma morte foi registada até o momento, e duas pessoas se recuperaram, de acordo com órgão.
Moçambique entrou no dia 22 de Março na lista de países com casos confirmados da COVID-19. Segundo o Ministério da Saúde, há actualmente 34 casos no país, entre eles 26 de transmissão local, com 23 desses últimos provenientes de um único foco de transmissão da província de Cabo Delgado. Nenhuma morte foi registada até o momento, e duas pessoas se recuperaram, de acordo com órgão.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Nelson Teich e o bolsonarismo como opção moral

Nem de longe conseguirá utilizar a maior arma de seu antecessor: o discurso de união e solidariedade. Falta-lhe o essencial: a alma.


A primeira, o vídeo onde, friamente, coloca a opção na mesa: se tiver que escolher entre um doente idoso e um jovem, escolha o jovem. As palavras definem a pessoa. Poderia ter temperado sua frieza com ressalvas sobre a importância da vida de ambos, sobre a inevitabilidade da escassez de recursos, sobre o reconhecimento da importância dos idosos. Mas, não, foi um pá-pum: os recursos são escassos, não dá para tratar dos dois, então sacrifique o idoso.
Duas informações sobre o novo Ministro da Saúde Nelson Teich definem de forma irreversível seu caráter.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

“Minha filha morreu à míngua” Parte 2

Sem diagnóstico, nem acompanhamento

A recifense Inabela Souza Tavares, 35 anos, e sua filha Graziella Vitória, 4 anos, que tem microcefalia causada pelo Zika, cumpriram quarentena por suspeita de contaminação pelo novo coronavírus neste mês. No dia 14 de março, Inabela sentiu falta de ar e dor no peito. Foi atendida no Hospital da Restauração, um dos principais da rede pública do Recife, mas liberada com um diagnóstico de virose comum. Dias depois, a falta de ar piorou e surgiram outros sintomas, como diarreia e vômitos.

“Minha filha morreu à míngua” Parte 1

Vítimas da epidemia do Zika e parte do grupo de risco para o novo coronavírus, crianças com microcefalia estão desassistidas na pandemia
Melissa Gabrielly tinha apenas um ano e meio. Ela foi internada no último 4 de abril, no Hospital de Pediatria Helena Moura, da rede municipal do Recife (PE), com uma crise de asma. Os sintomas levantaram a suspeita de contaminação pelo novo coronavírus, embora a menina, que nasceu com microcefalia pela síndrome congênita do Zika vírus, já tivesse sido internada outras vezes com quadro asmático.

Melissa Gabrielly tinha apenas um ano e meio. Ela foi internada no último 4 de abril, no Hospital de Pediatria Helena Moura, da rede municipal do Recife (PE), com uma crise de asma. Os sintomas levantaram a suspeita de contaminação pelo novo coronavírus, embora a menina, que nasceu com microcefalia pela síndrome congênita do Zika vírus, já tivesse sido internada outras vezes com quadro asmático.

terça-feira, 14 de abril de 2020

Covid-19: cearense isolada na Índia com bebê de 15 dias relata falta d'água e energia

Quarentena impede Camila Moreira de obter a documentação necessária para retornar com o filho ao BrasilA cearense Camila Moreira, de 39 anos, está isolada em condições precárias em um vilarejo em Tamil Nadu, sul da Índia, com o filho recém-nascido. O Itamaraty viabilizou a repatriação de cerca de 300 cidadãos por meio de um voo que sairá da capital indiana, Nova Delhi, nesta terça-feira (14).A cearense Camila Moreira, de 39 anos, está isolada em condições precárias em um vilarejo em Tamil Nadu, sul da Índia, com o filho recém-nascido. O Itamaraty viabilizou a repatriação de cerca de 300 cidadãos por meio de um voo que sairá da capital indiana, Nova Delhi, nesta terça-feira (14).

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Médica que convocou às ruas morre de coronavírus no Ceará

A médica Lúcia de Fátima Dantas de Abrantes, de 65 anos de idade, morreu vítima de coronavírus.
Ela estava internada em uma UTI de Iguatu, no Ceará.

Um bebê de três meses de idade, que sofria de problemas renais, já havia falecido na cidade no dia 3, também contaminado pelo vírus.

Iguatu, de 100 mil habitantes, fica 370 quilômetros ao sul de Fortaleza.

O Ceará é o terceiro estado brasileiro em número de casos, depois de São Paulo e Rio de Janeiro.
Ela estava internada em uma UTI de Iguatu, no Ceará.
Um bebê de três meses de idade, que sofria de problemas renais, já havia falecido na cidade no dia 3, também contaminado pelo vírus.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Coronavírus: a festa que pode ter espalhado o vírus em uma família de SP e levado à morte de 3 pessoas

Uma festa de aniversário na noite de 13 de março, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, marcou para sempre uma família. Depois do evento, ao menos 14 convidados tiveram sintomas da covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. Entre os casos, três irmãos, com mais de 60 anos, tiveram complicações graves e morreram pouco mais de duas semanas depois.
Um dia antes da festa, a responsável pelo evento, a servidora pública Vera Lúcia Pereira, havia completado 59 anos. O avanço do novo coronavírus quase fez a família desistir da comemoração.
Um dia antes da festa, a responsável pelo evento, a servidora pública Vera Lúcia Pereira, havia completado 59 anos. O avanço do novo coronavírus quase fez a família desistir da comemoração. "Ficamos em dúvida, mas decidimos fazer, porque não eram tantos casos no país", conta a aniversariante à BBC News Brasil.