Siga a gente aqui!

Mostrando postagens com marcador oms. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador oms. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de março de 2021

CRM-DF usa notícia enganosa ao afirmar que OMS “condenou” lockdown

Para justificar sua absurda condenação ao lockdown, Conselho de Medicina usa frase fora de contexto como se fosse da Organização Mundial de Saúde

Com as UTIs do Distrito Federal lotadas, o Conselho Regional de Medicina divulgou uma nota condenando o lockdown decretado pelo governador Ibaneis Rocha na última sexta-feira, 26, para tentar conter o aumento dos contágios e o consequente colapso nos hospitais. Como se não fosse o suficiente, ainda utilizou uma notícia enganosa para justificar seu posicionamento. “O lockdown não salva vidas e faz os pobres muito mais pobres”, diz o texto, citando o “Dr. David Nabarro”, como se este falasse pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e a entidade estivesse “condenando” o lockdown. É mentira.

Com as UTIs do Distrito Federal lotadas, o Conselho Regional de Medicina divulgou uma nota condenando o lockdown decretado pelo governador Ibaneis Rocha na última sexta-feira, 26, para tentar conter o aumento dos contágios e o consequente colapso nos hospitais. Como se não fosse o suficiente, ainda utilizou uma notícia enganosa para justificar seu posicionamento. “O lockdown não salva vidas e faz os pobres muito mais pobres”, diz o texto, citando o “Dr. David Nabarro”, como se este falasse pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e a entidade estivesse “condenando” o lockdown. É mentira.

Em primeiro lugar, Nabarro não é diretor da OMS nem porta-voz da entidade, e sua fala, uma entrevista à revista britânica The Spectator, foi tirada de contexto pelos negacionistas do coronavírus, de acordo com verificação feita pelo projeto de checagem Comprova em outubro do ano passado. Na época, a notícia enganosa estava sendo espalhada no twitter por uma deputada federal bolsonarista, Major Fabiana.
“David Nabarro –que é enviado especial da organização e não seu diretor, como afirma a deputada–, de fato destacou os impactos econômicos e sociais negativos dos lockdowns. Isso não significa, no entanto, que a OMS tenha mudado de posição”, diz a checagem, lembrando que, na mesma entrevista, o representante da entidade afirmou que os lockdowns “são justificados em momentos de crise, para reorganizar os sistemas de saúde e proteger os profissionais que estão na linha de frente do combate à doença. A ideia desta prática é ‘achatar a curva’ de contágio, evitar a superlotação de hospitais e, depois, permitir a reabertura das economias”.

"A OMS estabeleceu seis requisitos para que os países pudessem relaxar quarentenas e lockdowns. Bolsonaro não cumpriu nenhum, mas sobre a má atuação do governo federal na pandemia os Conselhos Regionais e Federal de Medicina continuam em silêncio"

O que de fato Nabarro falou na entrevista é que os lockdowns não podem ser a principal forma de os governos combaterem a pandemia. “Nós realmente apelamos aos líderes mundiais: parem de usar o lockdown como seu método principal de controle”, disse.

Segundo declarou oficialmente a OMS diversas vezes, os países não podem trocar a quarentena por nada. A entidade estabeleceu seis requisitos antes de os governos relaxarem as restrições sobre a população (quarentenas e lockdowns): assegurar que as transmissões estejam sob controle; assegurar que os sistemas de saúde podem cuidar de todos os casos; minimizar riscos de contágio nos hospitais e centros de saúde; estabelecer medidas preventivas em escolas, locais de trabalho e outros lugares essenciais; gerenciar o risco de que o vírus seja importado de outros lugares; educar a comunidade sobre o novo normal, e como eles podem se proteger.

Bolsonaro não cumpriu nenhuma dessas prerrogativas, mas sobre a má atuação do governo federal na pandemia e sobre a mentira do tratamento precoce, os Conselhos Regionais e Federal de Medicina continuam em silêncio.

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Vacina russa contra Covid-19 gerou imunidade sem efeito colateral, diz The Lancet

A revista científica “The Lancet”, uma das mais importantes do mundo, divulgou um estudo nesta sexta-feira 4  em que indica que a vacina russa para a Covid-19 não teve efeitos adversos e induziu resposta imune.

A revista científica “The Lancet”, uma das mais importantes do mundo, divulgou um estudo nesta sexta-feira 4  em que indica que a vacina russa para a Covid-19 não teve efeitos adversos e induziu resposta imune.

A “Sputnik V” foi registrada no mês passado na Rússia, mas a falta de estudos publicados sobre os testes gerou desconfiança na comunidade internacional.

O relatório divulgado pela revista mostra que os resultados, referentes às fases 1 e 2 dos testes, não apresentaram efeitos adversos até 42 dias depois da imunização dos participantes.
Todos desenvolveram anticorpos para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) dentro de 21 dias.
Na fase 3, o objetivo é verificar a eficácia em larga escala. As etapas costumam ser conduzidas separadamente, mas, no caso da pandemia, por causa da urgência dos resultados, várias vacinas têm sido testadas simultaneamente em mais de uma fase.

Posição da OMS

No mês passado, o diretor-assistente da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa da Silva Júnior, afirmou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estava em contato com as autoridades regulatórias da Rússia para receber informações sobre o desenvolvimento da vacina.
Em coletiva de imprensa virtual, Barbosa Júnior afirmou que a OMS só recomendará a vacina quando tomar conhecimento dos procedimentos utilizados.

“Somente depois de analisar todos esses dados, é que é possível para a OMS fazer alguma recomendação”, afirmou. “Para que uma vacina seja recomendada pela OMS, e que possa ser adquirida por intermédio do Fundo Rotatório de vacinas, essa vacina tem que ser pré-qualificada pela OMS. E para pré-qualificar, a OMS tem que fazer toda essa revisão, sobre segurança e qualidade. Mesmo com uma emergência de saúde pública, há processos para atender essa avaliação de maneira mais rápida. Então, só depois dessa revisão, depois de ter acesso de maneira transparente de todos os dados, é que a OMS vai poder tomar uma posição e a OPAS vai poder fazer uma avaliação desta e de qualquer outra vacina.”

O diretor da Opas explicou ainda que o fabricante da vacina deve realizar ensaios clínicos de três fases, para assegurar a eficácia. Em seguida, a autoridade regulatória do país examina um relatório com os dados do desenvolvimento da vacina. Até agora, a OMS não tem essas informações sobre a vacina russa e é “impossível fazer uma avaliação neste momento”.

“Em princípio, o produtor da vacina tem que realizar ensaios clínicos de fase 1, 2 e 3.  Não se pode utilizar uma vacina ou um medicamento sem que essas etapas todas sejam cumpridas. Então, depois de determinar os ensaios clínicos, o produtor solicita a autorização da autoridade regulatória em seu país e de outros países onde quer comercializar a vacina. A autoridade regulatória faz uma análise sobre o dossiê de registro da vacina, que vai desde a qualidade do fabricante até revisar bem todos os dados dos ensaios clínicos, porque esta é a garantia que uma vacina é segura e é eficaz”.

O imunizante foi produzido pelo Instituto Gamaleia de Moscou e batizado de Sputnik V. De acordo com uma emissora estatal russa, um professor do instituto, Víctor Zúyev, afirmou que “não há nada surpreendente” e que “fizeram esta vacina na mesma plataforma que a do ebola, por isso foi criada tão rapidamente”.
Testes no Paraná

Os voluntários para os testes da fase 3 da vacina russa contra a Covid-19 no Paraná deverão ser profissionais da saúde dos hospitais universitários, segundo o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).

Os testes só serão iniciados após aprovação dos órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e podem envolver 10 mil voluntários ou mais.
O governo do Paraná e a Rússia assinaram no dia 12 de agosto um documento para o desenvolvimento da vacina russa.