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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Ernesto Araújo ataca Venezuela e vira motivo de piada em fórum internacional

Ministro venezuelano sugeriu que brasileiro tomasse um calmante, pediu tolerância e desafiou o militar para um debate

Durante a reunião extraordinária de ministros da Estados Ibero-Americanos, realizada na última segunda-feira (30),de maneira virtual, o ministro de Relações Exteriores Ernesto Araújo do governo Bolsonaro utilizou toda sua intervenção para acusar a Venezuela de ser uma ditadura e rechaçar a presença de representantes do governo de Nicolás Maduro no espaço. Em resposta, o ministro venezuelano Jorge Arreza sugeriu que o ministro brasileiro tomasse um chá para acalmar-se

Durante a reunião extraordinária de ministros da Estados Ibero-Americanos, realizada na última segunda-feira (30),de maneira virtual, o ministro de Relações Exteriores Ernesto Araújo do governo Bolsonaro utilizou toda sua intervenção para acusar a Venezuela de ser uma ditadura e rechaçar a presença de representantes do governo de Nicolás Maduro no espaço. Em resposta, o ministro venezuelano Jorge Arreza sugeriu que o ministro brasileiro tomasse um chá para acalmar-se. 

"Queria recomendar ao chanceler do Brasil uma receita. O comandante Fidel Castro estudou muito a moringa, uma planta extraordinária, com propriedades curativas e também tranquilizante", disse. "Eu quero recomendar um chá de moringa, com um pouco de valeriana. Já vai ver como se abre o espaço para a tolerância ideológica, para que possamos inclusive debater", disse. 

"Podemos inclusive debater eu e o senhor, sozinhos. Eu desafio. Moringa, nos sentamos, falamos de democracia, direitos humanos, da Amazônia, de mudanças climáticas, de geopolítica", afirmou o ministro venezuelano.

A Conferência Ibero-Americana reúne os 22 países da América Latina e da Península Ibérica. O evento, que declarou a necessidade de criação de um fundo emergencial contra a covid-19, é uma atividade prévia à cúpula anual, que será realizada em abril de 2021, em Andorra.
 
Em seu discurso, Ernesto Araújo insistiu que a Venezuela vive uma "tragédia múltipla", expressa em uma crise econômica, política, social, humanitária e de valores. Lamentou a ausência de representantes do autoproclamado presidente Juan Guaidó e ainda sugeriu que o governo brasileiro poderia romper com a organização. 

"A presença do regime madurista nesta sala corrói os pilares fundamentais dessa comunidade, o sentimento de pertencimento e a vontade de estar juntos", declarou Araújo.

:: Governo brasileiro pode estar relacionado com invasão paramilitar na Venezuela :: 
Assim como em outras ocasiões, o chanceler brasileiro acusou, sem provas, o governo de Nicolás de Maduro de ser cúmplice de estruturas internacionais de narcotráfico e crime organizado.
Como únicas propostas para a Conferência Ibero-Americana indicou a criação de estruturas de combate ao tráfico de drogas e outros tipos de delitos internacionais, a criação de mecanismos de aferição do nível de liberdade e democracia dos países, assim como a emissão de sanções contra países que rompam com o Estado democrático de direito.

"Há uma forte expectativa do Brasil que os demais países dessa conferência possam trabalhar conosco pela restauração democracia da Venezuela", conclui o ministro brasileiro.

Discursando depois de Araújo, ainda em tom jocoso, no final da sua declaração, o chanceler Arreaza enviou uma mensagem ao corpo diplomático brasileiro. "Sei que vocês estão em resistência, que tem vergonha das posições de seu chanceler. Mas fiquem tranquilos. Isso é temporário e, no final, nenhum governo, nenhum chanceler pode derrotar a excelência do que representa o Itamaraty. No final, esses anos serão apenas uma má lembrança e nada mais", declarou.

As declarações do chanceler Ernesto Araújo vão ao encontro do que analistas já apontavam como possíveis estratégias da oposição venezuelana e seus aliados internacionais para atacar o governo bolivariano. 

As supostas denúncias de crise humanitária generalizada, aliadas à reprodução do discurso de "narcoterrorismo" difundido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seriam as justificativas para ativar o mecanismo Responsabilidade para Proteger (R2P) contra a Venezuela. 
O compromisso R2P tem três pilares: 
1) Responsabilidade de cada Estado de proteger suas populações; 

2) Responsabilidade da comunidade internacional de ajudar os Estados a proteger sua nação; 

3) Responsabilidade da comunidade internacional em proteger uma população das ações de um Estado. 

O último pilar seria utilizado como justificativa para intervir na Venezuela.

No próximo domingo, mais de 20,7 milhões de venezuelanos estão convocados a eleger 277 deputados que irão conformar a nova Assembleia Nacional. Juan Guaidó declarou que não irá participar do processo e convocou uma consulta nacional para o dia 12 de dezembro, a fim de questionar se os venezuelanos querem uma mudança de governo. 

Apesar de a figura jurídica do referendo revogatório estar prevista na Constituição Venezuelana, a oposição guaidosista se apoia num mecanismo sem qualquer previsão legal.
Leia o discurso completo do chanceler Ernesto Araújo:

"Nossos irmãos venezuelanos padecem desde há muito, os efeitos de uma tragédia múltipla, imposta por um regime ilegítimo e ditatorial. Uma crise econômica, política e social, uma crise humanitária e,sobretudo, uma crise de valores.

Temos que nos unir, concordo com o querido amigo, chanceler da Argentina, Felipe Solá. Mas unir-nos em quê? Segundo quais valores? Vamos nos unir simplesmente em torno de um nome, de uma situação geográfica? Não. Precisamos nos unir em torno da democracia, da liberdade, do Estado de direito e da dignidade humana antes de tudo. Não podemos ter vergonha de falar em democracia, em liberdade.
Concordo com a ministra Arantxa González, da Espanha: 'democracia e Estado de direito não são opcionais'. O simples fato de situar-se geograficamente no espaço iberoameircano não dá o direito automático a representantes de ditaduras sentarem ao lado de representantes de nações livres.
A Conferência Iberoamericana tem nos seus pilares a defesa da democracia, o respeito à liberdade e vigência do Estado de direto, além da promoção da prosperidade e da igualdade de oportunidades para todos. Por isso não podemos nos calar diante da tragégida venezuelana. 

Essa conferência é uma etapa rumo à Cúpula Iberoamericana, prevista para abril de 2021, o governo brasileiro entende que esta conferência necessita rumar para a defesa permanente e intransigente da libevrdade e da democracia.

O Brasil é um dos fundadores desse foro e nunca abandonou aqueles valores que mencionei, que alicerçam a congregação dos países iberoamericanos. Nosso engajamento é permanente pela democracia e liberdade. Não é simplesmente um exercício individual, tem que ser coletivo e esse engajamento está ainda mais fortalecido durante o governo do presidente Jair Bolsonaro.
Justamente pelo inerente sentimento de solidariedade e irmandande iberoamericana, o governo brasileira manifesta seu repúdio da presença, nessa reunião, de representantes do regime ilegítimo de Nicolás Maduro. 

Lamento que não haja representantes do governo legítimo de Juan Guaidó, que muitos, senão a maioria de nós aqui representados reconhecemos. 

Por que razão o princípio de união deve dar-se em torno da ditadura e não da democracia é algo que não compreendo.

Não podemos esconder nossa cabeça na areia, temos que trabalhar pela democracia na nossa região e é isso que queremos fazer aqui. O Brasil consdidera que a Conferência Iberoamericana é um espaço essencial para a democracia.

A presença do regime madurista nesta sala corrói os pilares fundamentais dessa comunidade, o sentimento de pertencimento e a vontade de estar juntos. Essa presença é lamentável, mas também expõe fraturas que abrem oportunidade para mobilizar os membros dessa conferência no sentido da valorização e relançamento do Foro como espaço real de democracia e liberdade, com plena vigência do Estado de direito e a promoção da prosperidade e igualdade de oportunidades para todos os nossos cidadãos.

Lembro que dois dos mais importantes foros interamericanos: a Organização do Estados Americanos (OEA) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) já têm como representantes os membros do governo legítimo de Juan Guaidó, governo que honra o nome da Venezuela.
Este instrumento Iberoamericano não deveria estar atrás dos instrumentos pan-americanos? Somos igualmente democráticas os dois e deveríamos ser. 

Lembro que a Venezuela foi suspensa do Mercosul em 2017, por flagrante ruptura da ordem democrática, quando o fechamento da Assembleia Nacional pelo regime ditatorial de Maduro.
O Brasil ressalta que a democracia não é uma opção política para os membros do protocolo de Ushuaia, trata-se de uma obrigação do direito internacional.

Falando em Mercosul, no dia de hoje, celebramos numa conferência entre os presidentes Bolsonaro e Alberto Fernández, os 35 anos da ata de Iguaçú que deu início à integração Brasil - Argentina e posteriormente ao Mercosul. Essa coincidência de data e a rememoração daquele fato mostra que a integração econômica que vivemos hoje no Mercosul, um dos pilares da integração latino-americana, baseou-se, antes de tudo, na democracia. Vivíamos o início do período de redemocratização nos Brasil e na Argentina.

Hoje no acordo de cooperação Mercosul e União Europeia, que pretendemos assinar, também temos um instrumentos de respeito à democracia e aos valores antes da relação comercial, como algo fundamental. 

Se o processo iberoamericano decidir basear-se em outra coisa que não a democracia se prestará para os liberticidas.

Não estamos aqui para guiar ou traçar um denominador comum entre a ditadura e a democracia. A única integração válida é aquela entre nações livres. Não a integração entre os cartéis da droga.
Ao permitir a presença dessa representação por parte de um regime ditatorial estamos expondo os demais países da nossa comunidade a um regime que sabemos, tem uma estreita simbiose com o crime organizado e todas as suas facetas e a corrupção internacional.

Por essa razão a tragédia venezuelana tornou-se um desafio para a segurança regional e mesmo global com o alto nível de desbordamento dessas atividades ilegais para o território dos países vizinhos, o que infelizmente já está acontecendo, também para os países iberios.

Queria lembrar que na semana passada, a Operação Enterprise, operação conjunta entre a Polícia Federal do Brasil e a Europol, apreendeu 12 milhões de euros em espécie em Portugal, produto de atividades relacionadas ao narcotráfico. 

E no âmbito dessa operação já houve apreensões além do Brasil, na Colômbia, Panamá, Portugal, Espanha no total de 463 milhões de reais.

A delegação brasileira propõe duas propostas:

1)  Que a conferência iberoamericana possa deter-se mais a fundo em ampliar e fortalecer estruturas de combate ao crime organizado, ilícitos internacionais ao tráfico de intorpecentes e de seres humanos

2) Que a conferência iberoamericana mantendo os compromissos assumidos, por exemplo, na declaração de 2010, em Mar del Plata, que diziam: que a democracia constitui um valor universal, faz parte do acervo da conferência desde a sua primeira reunião,que essa conferência passe a trabalhar com dedicação no sentido de construir, até a cúpula de 2021, um mecanismo eficaz de defesa da democracia que tenha um procedimento claro e preciso de aferição e decisão, bem como de sanções efetivas contra qualquer país membro que rompa com a ordem democrática. 

Propomos igualemnte que o escopo das secretarias abarque as violações sistemáticas às violação individuais e às liberades dos seres humanos. 

Para concluir, é uma forte expectativa do Brasil que os demais países dessa conferência possam trabalhar conosco pela restauração democrácia da Venezuela."

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Crise na Venezuela opõe aliados e adversários internacionais de Maduro


EUA, Brasil e Colômbia reconhecem oposicionista como presidente venezuelano, enquanto Rússia, China e Turquia apoiam o governo atual
Já o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, pediu que Maduro deixe o poder. “O povo venezuelano já sofreu por tempo suficiente sob a desastrosa ditadura de Nicolás Maduro. Pedimos a Maduro que se afaste em favor de um líder legítimo que reflete a vontade do povo venezuelano”, afirmou, após anunciar o reconhecimento da proclamação dos oposicionistas.

O presidente americano, Donald Trump, por sua vez, disse que Washington usará todo o “peso da economia dos EUA e do poder de diplomacia para pressionar a restauração da democracia na Venezuela”.
Já o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, pediu que Maduro deixe o poder.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Contra “chutes”, Boa Vista faz mutirão de cadastramento de venezuelanos

Ação vai continuar ao longo da semana; resultados devem ser apresentados ainda neste mês

Quantos venezuelanos estão em Boa Vista atualmente? Mesmo as cifras oficiais atualmente são consideradas confusas, o que dificulta a adoção de políticas públicas e gera ainda mais desinformação e preconceito contra os migrantes.
É com o objetivo de responder a essa pergunta da forma mais próxima possível da realidade que uma força-tarefa organizada pela Prefeitura de Boa Vista foi realizada neste sábado (09) em 34 escolas municipais da capital roraimense.
Quantos venezuelanos estão em Boa Vista atualmente? Mesmo as cifras oficiais atualmente são consideradas confusas, o que dificulta a adoção de políticas públicas e gera ainda mais desinformação e preconceito contra os migrantes.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Ataque com helicóptero ao Supremo agrava crise na Venezuela

Maduro denuncia "terrorismo" e "golpismo" e fala em pegar em armas para defender a revolução bolivariana

Granadas foram lançadas contra o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, e tiros foram disparados contra o Ministério do Interior num ataque realizado na terça-feira 27, em Caracas, a partir de um helicóptero sequestrado. Não foram registrados feridos.

O presidente Nicolás Maduro classificou o incidente como
Granadas foram lançadas contra o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, e tiros foram disparados contra o Ministério do Interior num ataque realizado na terça-feira 27, em Caracas, a partir de um helicóptero sequestrado. Não foram registrados feridos.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Macri diz que Venezuela 'não acrescentou' ao Mercosul e que bloco 'estaria melhor' sem Caracas

Brasil, Argentina, Chile, México, Paraguai e Peru divulgaram nota em que se dizem ‘preocupados’ com o que chamam de 'atraso' no processo de referendo na Venezuela


Sobre a situação brasileira, o presidente argentino disse considerar que o processo de impeachment de Dilma Rousseff não foi um golpe de Estado.
“Hoje [o Brasil] é governado pelo vice-presidente da chapa do PT, que ganhou as últimas eleições [presidenciais]”, disse Macri, para quem a parceria com o Brasil está “acima das conjunturas políticas de momento”.
Países se dizem ‘preocupados’ com referendo na Venezuela
Também nesta quarta-feira, as chancelarias de Brasil, Argentina, Chile, México, Paraguai e Peru divulgaram uma nota conjunta em que se dizem ‘preocupadas’ pela decisão do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) da Venezuela de implicar um “método determinado” para realizar a coleta de 20% das assinaturas necessárias para convocar o referendo que pode revogar o mandato de Nicolás Maduro.
O presidente da Argentina, Mauricio Macri, afirmou nesta quarta-feira (29/08) que o Mercosul estaria “melhor” sem a Venezuela, cuja presença no bloco, de acordo com ele, “não acrescentou” à organização.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

UOL publica texto de site de humor e atribui à ministra da Venezuela

Sem admitir a culpa, como sempre faz quando se trata de manipulações e factoides, nesta quinta-feira (28), o site de notícias Uol, da Folha, foi obrigado a publicar uma “errata” para tentar se redimir da escorregada monumental que cometeu na sua ânsia de criticar a Venezuela.

O portal UOL noticiou como verdadeira uma notícia publicada em um site de humor venezuelano. O texto trazia declarações atribuídas à ministra da Saúde, Luisana Melo, que afirmava que a falta de pasta de dente no país seria motivada pelo fato de os cidadãos escovarem os dentes três vezes ao dia.

Num texto bem ensaboado, o UOL não admite a culpa por ter publicado a notícia como verdade, sem sequer apurar a veracidade, apenas joga o problema para o site humorístico. “Via assessoria de imprensa no Brasil, a ministra da Saúde da Venezuela, Luisana Melo, informou que as declarações atribuídas a ela pelo site InfoVlz são falsas e não correspondem a nada que ela tenha dito”, diz a nota do site.
O portal UOL noticiou como verdadeira uma notícia publicada em um site de humor venezuelano.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

As novas aventuras da coluna Aécio

O governo brasileiro reagiu formalmente, em termos diplomáticos, ao que se considerou um constrangimento a parlamentares nacionais que usavam uma aeronave da FAB. Mas o incidente não deve passar desses protocolos.

A rigor, também para a chamada opinião pública tanto faz se a comitiva foi vítima de truculência ou se foi se meter em assunto afeto à soberania do país vizinho – aquela parcela da população que acredita em tudo que sai na imprensa vai continuar pensando que a Venezuela é governada por uma tirania comunista.
Os jornais de sexta-feira (19/6) tratam como saga a barafunda em que se meteram senadores brasileiros que tentavam intervir em problemas internos da Venezuela.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Unasul rechaça golpismo na Venezuela

A União de nações Sul-americanas (Unasul) rechaça qualquer intento de desestabilização democrática na Venezuela, seja de ordem interna ou externa, afirmou nesta sexta-feira seu secretário geral, Ernesto Samper. 
O presidente venezuelano solicitou o apoio do bloco de integração regional depois de apresentar provas de uma manobra de setores da oposição junto a um reduzido grupo da Aviação militar com apoio dos Estados Unidos, que buscavam derrubar seu governo. A delegação é composta por Samper e os chanceleres Ricardo Patiño, do Equador, Mauro Vieira, do Brasil e Maria Angela Holguín, da Colômbia, designados para mediar o conflito venezuelano. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, apresentou a comissão de chanceleres da Unasul evidências sobre fatos que ameaçam o país e diante dessas provas, Samper reafirmou, em nome do organismo multilateral a vontade de preservar o Sul como cenário de paz.
A União de nações Sul-americanas (Unasul) rechaça qualquer intento de desestabilização democrática na Venezuela, seja de ordem interna ou externa, afirmou nesta sexta-feira seu secretário geral, Ernesto Samper. 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Estados Unidos acelera golpe na Venezuela

O plano de golpe chamado Operação Jericó foi abortada pelos órgãos de segurança bolivarianos em 11 e 12 de fevereiro deste ano.
Entre os objetivos estabelecidos pelo plano era o ataque ou bombardeamento de Miraflores Palace, o Ministério da Defesa e Telesur. Dizem que na guerra a primeira vítima é a verdade, e os Estados Unidos teve de sofrer repetidamente derrotas dos grandes meios de comunicação, como no golpe contra o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, graças às verdades transmitidas pela Telesur do campo.
O plano de golpe chamado Operação Jericó foi abortada pelos órgãos de segurança bolivarianos em 11 e 12 de fevereiro deste ano.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Cetebistas prestam solidariedade ao governo venezuelano

nivaldo maduro
A CTB participou, na última quarta-feira (19), do ato em solidariedade ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que reuniu cerca de cem pessoas em frente ao Consulado da Venezuela em São Paulo.

“A CTB defende Maduro porque ele representa a verdadeira aspiração do

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Mais uma vez com o golpe na Venezuela


Pensamos, talvez ingenuamente, que a vitória do presidente Maduro na última eleição, que teve mais de dez pontos à frente de candidatos Mesa de Unidade, a situação na Venezuela se acalmasse. Capriles, o candidato derrotado na eleição presidencial e no estado de Miranda, veio em dezembro passado em uma reunião do Presidente com o cargo público

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Venezuela começa a punir empresários que descumprirem lei de preços

Desde o ano passado, o governo venezuelano tem lançado medidas para combater a crise econômica, a escassez de alimentos e a especulação monetária
Os empresários e comerciantes venezuelanos devem cumprir, a partir de hoje (10),

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA REVELA VENEZUELA QUE NEM TODOS CONHECEM

O período eleitoral da Venezuela foi cercado de contradições para quem acompanhava as informações do Brasil. Um povo com amplo direito à liberdade ou cerceado de suas atividades cidadãs e democráticas? As respostas a estas perguntas estão na exposição fotográfica que será aberta na sexta-feira (23/08) às 19h no Espaço Cultural dos Bancários, em Curitiba.
“Palante Venezuela” é o resultado do trabalho do repórter fotográfico Joka Madruga que reuniu imagens das duas últimas eleições no País. Madruga esteve em Caracas e Trujillo, em agosto de 2012 e Caracas em abril de 2013, integrando a equipe do ComunicaSul - coletivo de comunicação colaborativa formado por veículos e jornalistas da mídia alternativa. “O jogo na Venezuela é muito claro. Existe esquerda e existe direita e cada um tem seu lado assumido, não é como aqui que tem uma maquiagem. Isto é mostrado nas imagens que retratam o cotidiano dos venezuelanos durante as eleições”, explica o fotógrafo.
Uma das 73 fotos da exposição, que começa nesta sexta-feira (23)Uma das 73 fotos da exposição, que começa nesta sexta-feira (23)
Ao todo são 73 fotografias que mostram eleitores votando, o povo levando sua constituição em mãos, o presidente eleito Nicolás Maduro logo após o anúncio de sua vitória, crianças venezuelanas participando de comícios e até mesmo a participação de Diego Maradona nas eleições. “Acima de tudo foi um grande fenômeno social, com ampla participação e, ao contrário do que se diz, sem nenhum cerceamento a liberdade de nenhum dos lados. Imagine uma eleição sem voto obrigatório e com 80% de participação. Foi o que vi na Venezuela e agora trago nesta exposição”, completa Joka.
Durante a abertura, programada para o dia 23 de agosto, será realizado um debate com tema “Imprensa e Democracia na Venezuela” e já está confirmado, além do repórter fotográfico, o jornalista Leonardo Severo, autor de diversos livros e que também participou da cobertura das eleições.
A entrada é sem custo, mas Joka avisa que as fotografias estarão disponíveis para  venda com objetivo de angariar recursos, para novas coberturas com temas relacionados aos trabalhadores na América Latina.
A exposição ficará no Espaço Cultural dos Bancários até o dia 6 de setembro. O endereço é Rua Piquiri, 380, no bairro Rebouças.
Fotografias poderão ser adquiridas pelo público; entrada é franca.Fotografias poderão ser adquiridas pelo público; entrada é franca.
Serviço:
Abertura da exposição “Palante Venezuela”
Data: 23/08 (sexta-feira)
Horário: 19h
Endereço: Espaço Cultural dos Bancários. Rua Piquiri, 380, bairro Rebouças. Curitiba – PR.
Entrada franca.
Informações: Joka Madruga (41)9938-3744
Fonte: Portal Barão de Itararé

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Líderes latino-americanos saúdam eleição do novo presidente da Venezuela

maduro vitoriaOs presidentes Cristina Kirchner (Argentina), Evo Morales (Bolívia), Raúl Castro (Cuba) e Rafael Correa (Equador) parabenizaram o presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, pela vitória na disputa eleitoral deste domingo (14). A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) apelou para que o resultado das eleições seja respeitado. O apelo ocorre porque o candidato de oposição, Henrique Capriles, exige a recontagem dos votos.
Segundo a missão de observadores da Unasul, os resultados das eleições devem ser respeitados, assim como o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que conduziu o processo na Venezuela. De acordo com Carlos Álvarez, líder da missão de observadores, as reclamação, e os questionamentos devem seguir um processo jurídico legal.
De acordo com o CNE, os “resultados  eleitorais são irreversíveis”. Os dados indicam que Maduro obteve 50,66% dos votos e Capriles 49,07%. Apesar do apelo de Capriles pela recontagem dos votos, vários presidentes latino-americanos enviaram mensagens de felicitações a Maduro.
Cristina Kirchner enviou mensagem pela rede social Twitter: “Felicitações a todo o povo da Venezuela pela exemplar jornada cívica”, disse a presidenta argentina. Morales também enviou mensagem: “Quero parabenizar o povo venezuelano por sua demonstração cívica e democrática durante a jornada eleitoral, mesmo que região da América seja diferente e distinta, essa vitória é uma vitória da América Latina”, disse.
Rafael Correa também elogiou o processo eleitoral na Venezuela. “Do alto da região amazônica, minhas felicitações a Nicolás Maduro, ao povo venezuelano e à Revolução Bolivariana. Viva a Pátria Grande”, disse ele, que faz uma viagem a cinco países da Europa e das Américas.
Raúl Castro classificou a vitória de Maduro de “transcedental”. Em comunicado, ele disse que  foi a vitória da Revolução Bolivariana. “[O que] demonstra a fortaleza das ideias e da obra do comandante Hugo Chávez”, disse. Para ele, a “decisiva vitória” assegura a “continuidade da Revolução Bolivariana e da genuína integração da nossa América.”
O vice-presidente de El Salvador, Salvador Sánchez Cerén, também enviou mensagens a Maduro. “Felicito o presidente Nicolás Maduro e o povo venezuelano por essa nova vitória da democracia para a América Latina”, ressaltou.
Sistema eleitoral sólido
Representantes internacionais que foram à Venezuela para acompanhar as eleições presidenciais ressaltaram o bom desenvolvimento e o ambiente de tranquilidade presentes no processo eleitoral venezuelano.
O representante especial da missão de acompanhamento internacional da União das Nações Sul-americanas (Unasul), Carlos Álvarez, destacou em declarações à imprensa que a votação transcorre satisfatoriamente. "A missão da Unasul saiu desde cedo na manhã deste domingo para verificar como se iniciava o processo de votação com a abertura das mesas nos colégios eleitorais e o que vimos foi uma absoluta normalidade, as pessoas já estão familiarizadas com o sistema automatizado e tudo se desenvolve com muita fluidez", afirmou.
Igualmente, Álvarez disse à "Agência Prensa Latina" que o sistema eleitoral venezuelano funciona muito bem e é eficiente, seguro e invulnerável do ponto de vista técnico.
A esse respeito ele recordou que durante a recente reunião da missão da Unasul com os engenheiros de informática da oposição venezuelana, estes reconheceram a solidez do sistema eleitoral, um dos mais seguros da América Latina, ao possuir um voto automatizado muito avançado em comparação com o manual que ainda prevalece na região.
Por outro lado, a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, que também acompanha o processo eleitoral como integrante de uma delegação de 22 pessoas, destacou no centro de votação do Liceu Miguel Antonio Caro que a Venezuela vive uma "festa de democracia que é exemplo para o mundo". Nesse sentido, reiterou a confiabilidade, a solidez e a seriedade do sistema eleitoral da Venezuela.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Portal CTB

sábado, 7 de julho de 2012

Golpistas tentam envolver governo da Venezuela em conspiração com militares paraguaios

Os golpistas paraguaios, que por meio de um golpe destituíram o presidente Fernando Lugo, estão buscando envolver a Venezuela em uma suposta tentativa de insurgir os militares paraguaios contra o golpe. Que idiotice!
Multitud frente a la tv pública 1
Um vídeo, gravado momentos antes do Congresso bastardo e golpista ter destituído Lugo, mostra Nicolas Maduro, Ministro das Relações Exteriores da Venezuela em reunião com militares paraguaios.
Na verdade, Maduro e também a Ministra Maria Àngela Holguín, Ministra das Relações Exteriores da Colômbia, aparecem no vídeo onde estão várias pessoas, dentre elas, militares do Paraguai. A reunião era da UNASUR e tinha como objetivo tentar buscar uma saída para evitar o golpe. Nada mais natural que as pessoas presentes dialogassem umas com as outras.
A conversa de Maduro com os militares ocorreu durante um intervalo da reunião da UNASUR. Nas imagens também aparece a Ministra da Colômbia, e pelo que sabemos, ela não é nada simpática ao processo revolucionário que se desenvolve na Venezuela. O governo colombiano é sabidamente aliado dos EUA.
Uma insólita tentativa para ajudar a direita na Venezuela
Imediatamente após a direita do Paraguai ter divulgado o vídeo da suposta conspiração entre Maduro e militares do Paraguai, na Venezuela, os reacionários, representados por Capriles, candidato da burguesia venezuelana e apoiado pelos EUA, saíram em campo para denunciar a ingerência do governo venezuelano no Paraguai.
A tentativa era evidente: criar uma corrente de opinião, interna e externa, contra Chávez que concorrerá em outubro às eleições presidenciais, acusando-o de articulador de golpe conspirativo esquerdista no Paraguai, portanto uma ameaça à estabilidade da sagrada democracia e quem sabe ter aí mais uma mãozinha dos EUA.
Não se sabe se na articulação desse insólito episódio (divulgação do vídeo) estivera por detrás dele, gente dos EUA, leia-se CIA.
De todo modo, a coisa foi tão pessimamente organizada que se esqueceram do fato de que a tal “reunião conspirativa” entre Maduro e os militares paraguaios (reacionários até a medula) foi realizada no corredor ao lado da sala de despachos da presidência da República, sob os olhos vigilantes de câmeras de TV ligadas ao circuito de segurança do palácio do governo e na presença de várias pessoas representantes de governos na UNASUR.
Vejam dois vídeos sobre o mesmo assunto. O primeiro foi editado e divulgado pela imprensa burguesa. O segundo é o original e divulgado pela TELESUR.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Blog Esquerda Marxista