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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Waack vai pra rádio “Ku Klux Pan?”

Uma notinha emblemática do site UOL: “O jornalista William Waack, recém-saído da Globo, passou a manhã desta sexta-feira (5) na sede da rádio Jovem Pan, em São Paulo. Segundo algumas fontes, existem boas possibilidades de um acerto com a emissora. A Pan, consultada, nega o encontro”. Caso a especulação seja confirmada, ela é compreensível. O ex-todo-poderoso âncora do 'Jornal da Globo' foi demitido após o vazamento de um vídeo em que revelou o seu racismo. Já a rádio citada é famosa por suas posições fascistas – tanto que já foi apelidada de rádio “Ku Klux Pan”, em uma alegoria à seita racista Ku Klux Klan dos EUA.
Uma notinha emblemática do site UOL: “O jornalista William Waack, recém-saído da Globo, passou a manhã desta sexta-feira (5) na sede da rádio Jovem Pan, em São Paulo.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Temer foi o único dos representantes dos Brics a não ser recebido por Putin em Goa, na Índia

Ao contrário do que declarou à imprensa brasileira nesta terça-feira, 18, o presidente da República foi preterido pelo russo, sendo o único chefe de Estado a não ter tido um encontro bilateral com o líder do Kremlin


A julgar pelas declarações à imprensa brasileira feitas na noite de terça-feira, 18, horário local, em Tóquio, no Japão, o presidente Michel Temer teve um caloroso encontro com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante a cúpula dos Brics realizada no fim de semana em Goa, na Índia.
Mas a realidade foi diferente: o brasileiro foi preterido pelo russo, sendo o único dos chefes de Estado e de governo do grupo a não ter tido um encontro bilateral com o chefe do Kremlin.
A julgar pelas declarações à imprensa brasileira feitas na noite de terça-feira, 18, horário local, em Tóquio, no Japão, o presidente Michel Temer teve um caloroso encontro com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante a cúpula dos Brics realizada no fim de semana em Goa, na Índia.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Mônica Iozzi é condenada a pagar R$30 mil a Gilmar Mendes após criticá-lo em um post no Instagram

A defesa de Gilmar Mendes pediu, inicialmente, R$ 100 mil por entender que a publicação atingia a honra e imagem do ministro a medida que induziria a cumplicidade de Gilmar nos crimes. O juiz Giorgano Resende Costa, entendeu que, por ser uma pessoa pública, Mônica “abusou do seu direito de liberdade de expressão” e portanto, “sua liberdade de expressão deve ser utilizada de forma consciente e responsável“.

Segundo informações do G1, o caso corre na Justiça do Distrito Federal desde 6 de junho deste ano e foi julgado em 21 de setembro.

Abdelmassih foi condenado a 181 anos de prisão e cumpre pena no presídio de Tremembé, no interior do estado de São Paulo. Antes disso, o ex-médico que havia sido condenado a 278 anos de prisão, ficou foragido quando seu habeas corpus foi revogado. Em 2014, foi encontrado pelo repórter Leandro Sant’Ana da Record, e pela Polícia Federal, no Paraguai. Após chegar no Brasil, teve sua pena reduzida para 181 anos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
Mônica postou uma foto, em maio deste ano, em seu Instagram criticando decisão do ministro do STF que concedeu habeas corpus para Roger Abdelmassih, ex-médico indiciado por crimes de estupro e manipulação genética. Na foto, a atriz questiona “cúmplice?” junto da legenda “Gilmar Mendes concedeu Habeas Corpus para Roger Abdelmassih, depois de sua condenação a 278 anos de prisão por 58 estupros“. “Se um ministro do STF faz isso… Nem sei o que esperar…

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Michel Temer tira R$ 30 bilhões de programas sociais e aumenta verba para agronegócio

Proposta Orçamentária enviada por Temer Golpista ao Congresso Nacional e que deve ser aprovada reduz em R$ 30 bilhões a verba para os principais programas sociais. Apesar da redução na área social, Golpista aumentou os gastos com os militares e com o agronegócio
Proposta Orçamentária enviada por Temer Golpista ao Congresso Nacional e que deve ser aprovada reduz em R$ 30 bilhões a verba para os principais programas sociais.
Apesar da redução na área social, Golpista prevê que os gastos totais do governo serão de R$ 3,4 trilhões este ano, R$ 158 bilhões a mais que o previsto por Dilma Rousseff.
Subiram os gastos com os militares e com o agronegócio.
Saiba mais na matéria de Breno Costa, para oThe Intercept:
O governo Temer Golpista começou de fato nessa quarta-feira. Não apenas porque Dilma Rousseff foi destituída do cargo, mas especialmente porque, naquela mesma tarde, chegou ao Congresso Nacionala proposta confeccionada com cuidado pela nova equipe econômica para a distribuição do dinheiro federal para o ano de 2017 – o chamado Orçamento da União.
Proposta Orçamentária enviada por Michel Temer ao Congresso Nacional e que deve ser aprovada reduz em R$ 30 bilhões a verba para os principais programas sociais.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Perfis e crimes dos 61 senadores que votaram o golpe institucional

Grandes paladinos da moral, cruzados contra a corrupção e porta-estandartes da justiça desfilaram discursos para aprovar o impeachment no Senado.

sábado, 6 de agosto de 2016

As vaias a Temer mostraram quanto os brasileiros desprezam quem trai.

Mais do que a impopularidade extrema de Temer, o que se destacou ontem na abertura das Olimpíadas foi sua covardia pusilânime.

Temer fugiu, assustado, melhor, aterrado, das vaias — mas mesmo assim foi alcançado por elas num momento sublime da cerimônia.

A primeira medalha de ouro brasileira foram as vaias a Temer diante não apenas do Maracanã lotado, não apenas dos brasileiros — mas do mundo.

As vaias mostraram, melhor que o espetáculo de abertura, o caráter do brasileiro. Somos um povo que despreza quem trai, quem apunhala pelas costas enquanto sorri, quem usurpa, quem toma pela conspiração sórdida algo que não é seu.

O brasileiro despreza, ainda, a paúra. O jornalista Leandro Fortes lembrou, nas redes sociais, que Dilma suportou estoica insultos de imbecis na Copa do Mundo. Temer se portou como um homem sem fibra e sem caráter, um antiexemplo para os brasileiros.

As manobras para livrá-lo do confronto com a realidade começaram cedo no Maracanã. O protocolo foi quebrado logo no início e seu nome não anunciado.

Depois, quando era inevitável que ele declarasse abertos os jogos, uma fala de oito segundos foi o artifício para tentar escapar de ser notado e vaiado. Um falastrão reduzido a oito segundos por medo da reação.

Não adiantou.
Mais do que a impopularidade extrema de Temer, o que se destacou ontem na abertura das Olimpíadas foi sua covardia pusilânime.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Temer é vaiado durante abertura da Olimpíada no Rio

Presidente em exercício disse frase que abriu oficialmente os jogos.No início da cerimônia, a presença de Temer não foi anunciada. 
No início do evento, ele não havia sido anunciado. Pelo protocolo, o nome do presidente do país-sede é anunciado junto com o do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), mas apenas Thomas Bach foi anunciado antes do hino nacional.
A assessoria de Temer afirmou que o presidente em exercício não pediu à organização para não ser anunciado, e que todo o formato da cerimônia foi definido pelo COI. Inicialmente, havia a informação de que Temer tinha pedido para não ter o nome anunciado.
O presidente em exercício, Michel Temer, foi vaiado durante a cerimônia de abertura da Olimpíada, na noite desta sexta-feira (5), no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. 

sábado, 23 de julho de 2016

domingo, 15 de maio de 2016

Mães de Maio: a reação contra a violência do Estado

Movimento foi fundado depois da morte de 564 pessoas durante 10 dias em 2006; crimes continuam.
A chacina daquele ano ficou conhecida como Crimes de Maio, a maior do século 21 e talvez a maior da história do país - para efeito de comparação, em toda a última ditadura civil-militar, que durou 21 anos, 434 pessoas foram mortas pelo Estado. Uma década depois do massacre de 2006, apenas um agente público foi responsabilizado pelas mortes. Condenado, ele responde a recurso em liberdade e continua atuando como policial militar.

O gritante número de assassinatos e o desinteresse da Justiça em punir os responsáveis deu origem ao movimento Mães de Maio, formado principalmente por familiares das vítimas do massacre.

Mais do que justiça para os próprios filhos, as Mães construíram, ao longo dos anos de atuação e luta, um movimento social de combate aos crimes do Estado ocorridos durante o período democrático, e se transformaram em referência para outras famílias preocupadas com a marcha fúnebre que vitima milhares de pessoas todos os anos no Brasil.
Há exatos dez anos, entre os dias 12 e 20 de maio de 2006, pelo menos 564 pessoas foram mortas no estado de São Paulo, segundo levantamento da Universidade de Harvard, a maioria em situações que indicam a participação de policiais.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Cetebistas prestam solidariedade ao governo venezuelano

nivaldo maduro
A CTB participou, na última quarta-feira (19), do ato em solidariedade ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que reuniu cerca de cem pessoas em frente ao Consulado da Venezuela em São Paulo.

“A CTB defende Maduro porque ele representa a verdadeira aspiração do

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Mais uma vez com o golpe na Venezuela


Pensamos, talvez ingenuamente, que a vitória do presidente Maduro na última eleição, que teve mais de dez pontos à frente de candidatos Mesa de Unidade, a situação na Venezuela se acalmasse. Capriles, o candidato derrotado na eleição presidencial e no estado de Miranda, veio em dezembro passado em uma reunião do Presidente com o cargo público

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O novo idioma da direita na América Latina


Henrique Capriles lotou ruas de Caracas neste domingo, num gigantesco comício de encerramento da campanha de oposição a Chávez.
Como diz Lula, as elites não brincam em serviço. Na média, os prognósticos dão a Chávez a dianteira no pleito do dia 7, mas um fato é inegável: a reação não fala mais apenas aos trogloditas. 

Capriles construiu um discurso para atrair descontentamentos explícitos e difusos; ademais dos endinheirados, ecoa aspirações de setores populares catapultados pelo próprio chavismo. A direita agora adotou o idioma dos que querem mais. 

Não é exagero enxergar no 'burguesito', como o denomina Chavez, um drone político sobrevoando os céus da América Latina. Se bem sucedido - e para isso não necessariamente precisa atingir em cheio o alvo do próximo domingo - servirá de referência a outros da mesma cepa que cruzarão os ares; inclusive os do Brasil, em 2014, onde o fenômeno Russomano, em São Paulo, confirmou a receptividade a artefatos do gênero. 

Drones, como se sabe, são aqueles aviões teleguiados que permitem cometer atentados e fulminar adversários sem precisar desembarcar tropas ostensivas. 

O golpismo cool concentra recursos em ações pontuais de sabotagens e outras façanhas seletivas, ancorando-se em intensa guerra psicológica & midiática e, claro, fluxos de caixa a lideranças com potencial 'caprílico' 

É o salto no processo de seleção. Não se pode enfrentar um Chávez, Lula, Cristina, Evo etc com a mão pesada aplicada contra Kadafi ou Assad. Além de consagrados pelo voto, os líderes latinoamericanos promoveram mudanças efetivas e m curvas de distribuição de renda secularmente congeladas como o eletrocardiograma de um morto. 

Chávez tirou uns 3 milhões de miséria e permitiu a outros tantos ascenderem na escala da renda. Num país com 29 milhões de habitantes, fez da Venezuela a sociedade menos desigual da América Latina.Quem diz é a ONU. 

No Brasil, sob Lula, a renda dos mais pobres cresceu 90%; a dos mais ricos, 17% ( Ipea). O Brasil é hoje o país menos desigual de toda a sua história. Néstor e Cristina Kirchner fizeram o mesmo na Argentina onde o triturador neoliberal havia empurrado mais de 40% da população para a pobreza.

Sem ter como negar tais feitos, o gigantesco aparato intelectual e logístico que guia os drones ensaia uma vacina para enfraquecer essas conquistas.
"É insustentável', dizem os conservadores sobre a ênfase nas ações de transferência de rendas, adotada pelos governos progressistas.

O perigo desse raciocínio é que ele envolve pedaços de verdade apontados por uma parte da própria esquerda. Desses pedaços os Capriles extraem sua credibilidade para desidratar a dos adversários.

A simples transferência de renda não gera dinâmicas autônomas que possibilitem aos excluídos ocupar um espaço de inserção emancipadora para superar padrões estreitos de consumo e bem-estar.

O pulo do gato dos drones está em omitir que as reformas requeridas para esse salto são, ao mesmo tempo, fuziladas no berço pelos seus atiradores de elite. 

É o caso, por exemplo, da taxação adicional sobre a riqueza, seja ela de natureza financeira ou patrimonial, assentada em latifúndios rurais e urbanos.

Os Capriles desviam o foco quando se trata de discutir essas rupturas históricos.E iluminam vitrines de acesso rápido ao repertório consumista. Garantem: basta trocar o governante (como se troca o cartão de crédito) e limpar a corrupção da 'financiadora'. Pronto: isso feito, no idioma dos drones, a engrenagem modernizante começa a funcionar ampliando o circuito das gôndolas no acesso ao supermercado global.

A contrapartida dos cidadãos envolve frequentemente outra ardilosa meia verdade: a emancipação social à frio, através da educação. 

A idéia é que é possível anistiar o estoque de iniquidade patrimonial e superpor a ele um outro relevo histórico; e que isso se faz sentado nos bancos escolares.

Escola é crucial em qualquer etapa da vida de uma sociedade, mas o truque oculta uma contradição em termos.

Um Estado privado de recursos tributários adicionais seria incapaz de atender às obrigações correntes e, ademais, promover um efetivo salto educacional de qualidade nas periferias conflagradas. Isso, sem falar do caixa necessário para implantar políticas de desenvolvimento que assegurem a absorção dessa nova mão-de-obra tecnificada.

Nem Chávez e tampouco Lula afetaram o estoque ou o fluxo da riqueza dos 20% mais ricos de seus respectivos países. Mesmo assim são caçados implacavelmente. 

Chávez que venceu meia dúzia de eleições e plebiscitos é repugnado como um ditador grotesco; Lula é tratado como um meliante por Serra que o acusa de 'poderoso chefão' --da quadrilha do dito 'mensalão'.

Jesse Chacon, ex-ministro das Comunicações venezuelano, um quadro qualificado do país, em recente entrevista ao jornal Valor, admite que o modelo ancorado sobretudo em políticas de transferência de renda flerta com o esgotamento. 

O diagnóstico se assemelha ao dos conservadores, mas as conclusões se bifurcam. Chacon evoca o passo seguinte da história. Chama a atenção, por exemplo, para os efeitos políticos de programas de acesso ao consumo que não alteram a lógica do consumismo capitalista. 

Dá a entender que drones como Capriles levitam nessa corrente de ar que sopra permanente insatisfação material e psicológica. 

Chávez desfruta de uma válvula de escape não reproduzível: a Venezuela tem as maiores reservas de petróleo pesado do mundo (230 bi de barris); o caixa da PDVSA dilata seu horizonte político apesar da ira da elite, que antes ficava com todo o resultado da empresa. Mesmo assim, há limites no bombeamento da estatal,cuja infraestrutura se ressente de investimentos pesados.

Nos demais países o poço é bem mais raso. A inércia da desigualdade não será vencida sem políticas de renda que alterem a posse do estoque da riqueza já existente. Alterar a carga fiscal é o primeiro passo; na América Latina ela não excede a média de 18% do PIB. No Brasil é quase o dobro; mas cai substancialmente se contabilizados incentivos e renúncias fiscais. 

Pior que isso: aqui, como na maior parte da AL, a receita disponível provém de uma base que acentua desigualdades em vez de corrigi-las. Na média regional, mais de 50% da receita do Estado é baseada em impostos indiretos, pagos de forma linear por toda população com efeito socialmente nulo ou regressivo. 

O ciclo progressista da AL pode estar batendo no teto de suas ferramentas, mas está longe - muito longe - de ter esgotado a sua pertinência histórica. 

Para ir além, todavia, talvez necessite renovar o instrumental com uma novafamília de políticas e contrapesos. Os drones está chegando: independente dos resultados dia 7, Capriles antecipa o esquadrão que aprendeu a jogar no campo do adversário.

Vídeo sobre a matéria:

Fonte texto: A Carta Maior

sábado, 7 de julho de 2012

Golpistas tentam envolver governo da Venezuela em conspiração com militares paraguaios

Os golpistas paraguaios, que por meio de um golpe destituíram o presidente Fernando Lugo, estão buscando envolver a Venezuela em uma suposta tentativa de insurgir os militares paraguaios contra o golpe. Que idiotice!
Multitud frente a la tv pública 1
Um vídeo, gravado momentos antes do Congresso bastardo e golpista ter destituído Lugo, mostra Nicolas Maduro, Ministro das Relações Exteriores da Venezuela em reunião com militares paraguaios.
Na verdade, Maduro e também a Ministra Maria Àngela Holguín, Ministra das Relações Exteriores da Colômbia, aparecem no vídeo onde estão várias pessoas, dentre elas, militares do Paraguai. A reunião era da UNASUR e tinha como objetivo tentar buscar uma saída para evitar o golpe. Nada mais natural que as pessoas presentes dialogassem umas com as outras.
A conversa de Maduro com os militares ocorreu durante um intervalo da reunião da UNASUR. Nas imagens também aparece a Ministra da Colômbia, e pelo que sabemos, ela não é nada simpática ao processo revolucionário que se desenvolve na Venezuela. O governo colombiano é sabidamente aliado dos EUA.
Uma insólita tentativa para ajudar a direita na Venezuela
Imediatamente após a direita do Paraguai ter divulgado o vídeo da suposta conspiração entre Maduro e militares do Paraguai, na Venezuela, os reacionários, representados por Capriles, candidato da burguesia venezuelana e apoiado pelos EUA, saíram em campo para denunciar a ingerência do governo venezuelano no Paraguai.
A tentativa era evidente: criar uma corrente de opinião, interna e externa, contra Chávez que concorrerá em outubro às eleições presidenciais, acusando-o de articulador de golpe conspirativo esquerdista no Paraguai, portanto uma ameaça à estabilidade da sagrada democracia e quem sabe ter aí mais uma mãozinha dos EUA.
Não se sabe se na articulação desse insólito episódio (divulgação do vídeo) estivera por detrás dele, gente dos EUA, leia-se CIA.
De todo modo, a coisa foi tão pessimamente organizada que se esqueceram do fato de que a tal “reunião conspirativa” entre Maduro e os militares paraguaios (reacionários até a medula) foi realizada no corredor ao lado da sala de despachos da presidência da República, sob os olhos vigilantes de câmeras de TV ligadas ao circuito de segurança do palácio do governo e na presença de várias pessoas representantes de governos na UNASUR.
Vejam dois vídeos sobre o mesmo assunto. O primeiro foi editado e divulgado pela imprensa burguesa. O segundo é o original e divulgado pela TELESUR.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Blog Esquerda Marxista

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Golpe no Paraguay


 Partido Comunista Marxista-Leninista (Brasil) repudia o golpe do “impeachment” cometido contra o Presidente da República do Paraguai Fernando Lugo.
 
O PCML(Br) entende que o golpe no país sul-americano serve aos propósitos reacionários eleitoreiros, não somente dos partidos de direita que controlam o Congresso paraguaio - herdeiros do ditador Alfredo Stroessner, como aos interesses de controle militar da região a serviço das multinacionais do agronegócio, como a Monsanto, Cargill, UGP, etc - e sobretudo à sanha imperialista capitaneada pelos Estados Unidos e oligarquias em nosso Continente.

O golpe no Paraguai se soma à escalada geopolítica e estratégica - iniciada pelo golpe frustrado na Venezuela, pelo golpe no Haiti nas tentativas de golpes na Bolívia e Equador, em Honduras, a anexação da Colômbia – constituindo o círculo de fogo que se fecha sobre a América Latina e Caribe, isolando o Brasil e se contrapondo à tendência à união dos povos latino-americanos em um bloco de resistência ao projeto de recolonização de Nossa América por parte do imperialismo.

O PCML(Br) repudia o massacre dos camponeses paraguaios, ato covarde, cujos autores e mandantes devem ser punidos sem demora, e apresentados à Justiça, como o latifundiário Blas Riquelme, outra cria do stroessnismo, dono da fazenda ocupada pelos camponeses, onde ocorreu a matança dos policiais e camponeses, utilizada politicamente contra o Presidente Fernando Lugo, pela imprensa burguesa a serviço das oligarquias e contra o Povo.

A tese da morte por emboscada dos seis policiais das forças especiais, treinadas na Colômbia sob a supervisão da CIA, através do famigerado Plano Colômbia, sugere uma traição interna dentro da própria força de segurança, como parte de um plano golpista, visando sua utilização política na caricatura de impeachment de Lugo. Une-se à tese do golpe, o rápido reconhecimento da posse do vice-presidente Federico Franco, por parte dos Estados Unidos, a exemplo do golpe contra Chávez na Venezuela, e Zelaya em Honduras.

Que o Povo Brasileiro não se esqueça do círculo de fogo que se fecha contra a América Latina, que poderá isolar e golpear o Brasil. Pois não podemos esquecer que a ascensão da esquerda aos governos em Nossa América resulta da contra tendência à estratégia geopolítica neoliberal de hegemonia dos Estados Unidos sobre a região. Mas este processo se desenvolve em uma conjuntura resultante do período histórico dominado por ditaduras sanguinárias que reprimiram, torturaram, assassinaram o povo e organizações revolucionárias, ceifando os quadros revolucionários, de que tanto necessitam os governos atuais progressistas para avançar rumo à definitiva independência, soberania, e igualdade em seus países. Governos como o de Lugo, Correa, Chávez, Morales, Cristina, e até mesmo o de Dilma, correm sobre o fio da navalha de composições ora mais à direita, ora mais à esquerda.

Abaixo o Golpe contra o Povo Paraguaio!
Não à destituição de Fernando Lugo da Presidência da República do Paraguai!
Pelo não reconhecimento por parte do Brasil, da Unasul, e do Mercosul do governo golpista!
Viva a união dos Povos de Nossa América!

Vídeo sobre a matéria:

Fonte texto: Blog do Velho Comunista

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Não existe neutralidade na imprensa


O diretor de redação do jornal francês Le Monde Diplomatique, Ignácio Ramonet, acredita que a mídia deveria se posicionar claramente sobre a linha ideológica e política que segue. Doutor em Sociologia e professor de Teoria da Comunicação, o jornalista, que comanda um periódico abertamente de esquerda, diz que não existe a tão aclamada neutralidade da imprensa.


“Um jornal que diz que é objetivo é um jornal alinhado à direita e que tenta esconder seu ponto de vista”, explica. Ramonet entende que os veículos de comunicação deveriam deixar claras as posições políticas e ideológicas que defendem. “Não tenho nada contra um jornal ser de direita, acho interessante que existam. Mas que fique claro que representa o ponto de vista dos empresários, da burguesia e da classe conservadora”, aponta.

O jornalista esteve em Porto Alegre na semana passada para participar das atividades do Fórum Social Temático e mesmo com uma apertada agenda encontrou tempo para conversar durante meia hora com a reportagem do Sul21. Nesta entrevista, ele analisa também o papel das esquerdas na crise capitalista que assola a Europa e contrapõe a situação no velho continente ao momento vivido pela América Latina. “A América Latina está construindo o Estado de bem-estar social, enquanto na Europa ele está sendo destruído”, compara.

O senhor escreveu o livro A tirania da comunicação. Quais os propósitos por trás da atuação jornalística dos grandes veículos e comunicação?

O jornalismo está vivendo várias crises. A primeira delas é a dominação pelos grandes grupos globais. Esses grupos são multimídia, detêm televisões, imprensa escrita, rádios e sites. E se comportam como atores da globalização, o que faz com que não tenham a mesma relação direta com os leitores. A segunda crise jornalística foi criada pela internet. Em muitos países, a imprensa escrita está desaparecendo, sendo substituída pelos meios digitais. E aí vem também uma crise econômica, porque o modelo de sustentação da imprensa escrita não funciona mais. Caíram a publicidade e as tiragens.

A internet não trouxe benefícios ao jornalismo?

O problema é que temos dois modelos – o impresso e o digital – e nenhum deles funciona. Provavelmente, o que vai prevalecer será o modelo digital, até porque a informática se aprimora cada dia mais nos países em desenvolvimento. Uma consequência do advento da internet é o que os cidadãos podem intervir muito mais do que antes. O público não é mais passivo, hoje existe a possibilidade de comentar e de difundir a informação. Isso também afeta o trabalho do jornalista, que acaba possuindo um papel diferente, não está mais num pedestal. Não é mais só o jornalista que fala. A relação hoje em dia é muito mais interativa. Por outro lado, isso gera uma crise de identidade: se todo mundo pode ser jornalista, o que é, de fato, ser jornalista? Onde está a especificidade de um jornalista, se qualquer pessoa pode sê-lo?

A internet, com a força das redes sociais, está se convertendo numa ferramenta efetiva contra o monopólio da informação pela mídia tradicional?

O panorama está mudando. A internet pode romper os monopólios? Sim, pode ser que seja possível. Mas não acredito que se deva pensar que se alcançará uma fase de democratização da informação. O que há é uma ilusão de democratização, já que hoje em dia todos podemos produzir e difundir informação. Há uma noção de que estaríamos nos auto-informando. Mas, na realidade, todos são auxiliados pelas fontes centrais de informação. Então há uma maior participação das pessoas, mas ainda existem os monopólios. E esses monopólios já integram o Facebook, o Twitter e possuem suas páginas digitais. A democratização existe, mas os monopólios não se enfraqueceram. No fundo, o que está mudando é a defesa das pessoas contra a tentativa de domesticação levada adiante pela mídia dominante. Do ponto de vista ideológico, o objetivo dos grandes meios de comunicação é domesticar a sociedade. Com as novas ferramentas digitais e com as redes sociais, surge um modo de se defender disso.

Aqui no Brasil a mídia se diz imparcial e desprovida de objetivos políticos. Nenhum jornal da imprensa tradicional se qualifica abertamente como de esquerda ou de direita. O senhor, como diretor do Le Monde Diplomatique, um jornal de esquerda, avalia que é necessário haver maior transparência quanto à posição ideológica da mídia?

Acredito que são os leitores que dão identidade a um jornal. O jornal não diz “somos de esquerda”. Mas, sem dúvida, a neutralidade não existe. Um jornal que diz que é objetivo é um jornal alinhado à direita e que tenta esconder seu ponto de vista. Não tenho nada contra um jornal ser de direita ou de centro-direita, pelo contrário, acho interessante que existam. Mas que fique claro que representa o ponto de vista dos empresários, da burguesia e da classe conservadora. Não acredito que se possa dar a informação de maneira objetiva. Existem fatos objetivos, mas o comentário sobre eles será sempre diferente. E é importante que seja assim, desde que se jogue com as cartas na mesa.

O governador Tarso Genro disse num evento do FST que a esquerda precisa perder o medo da mídia e enfrentar temas que a imprensa “mastiga de forma negativa”. É exagerada a cautela dos políticos em relação à mídia?

Os meios de comunicação têm uma função absolutamente indispensável numa sociedade democrática. Mas não são partidos políticos e não devem pensar que o são. Se querem se transformar em partidos, que se apresentem nas eleições. O papel crítico da mídia é indispensável na democracia. Mas não podem confundir crítica com oposição. Na América Latina muitos veículos de comunicação que têm dominado a vida intelectual acreditam que são mais importantes que os partidos políticos. Nesse continente, os latifundiários da imprensa são os novos amos das consciências. Acreditam que podem domesticar a população e não aceitam a autonomia do poder político.

O senhor entende que a esquerda não está conseguindo propor alternativas ao capitalismo. A esquerda também é culpada pela atual crise do sistema?

Claro que sim. A esquerda europeia, por exemplo, não apenas não propôs nenhuma alternativa, como tem se prestado a legitimar as políticas impostas pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Central Europeu. A esquerda social-democrata, quando estava nos governos, deu provas de sua incapacidade, até mesmo teórica, de enfrentar essa crise. Não apenas é uma crise econômica, é também uma crise das esquerdas.

E qual a alternativa, já que a esquerda tradicional não está dando conta?

Existem outros partidos de esquerda que estão decididos a adotar políticas diferentes, por exemplo, mudando a relação com o Banco Central Europeu, que não permite ajuda aos países. Há partidos que dizem que se deve obrigar o Banco Central a ajudar, que é preciso adotar uma política de estímulo, não apenas para reduzir o déficit, mas para promover crescimento econômico. Mais ou menos como faz Barack Obama nos Estados Unidos, e ele não é nenhum revolucionário. Mas está promovendo uma política de estímulos, uma política neo-keynesiana e não conservadora. Existem forças propondo uma mudança efetiva, mas elas ainda não estão nos governos europeus.

Aqui no Brasil existem outros partidos de esquerda que propõem ações não previstas no programa do governo federal. Mas alguns deles defendem, inclusive, uma ditadura do proletariado. Até que ponto é possível buscar alternativas mais à esquerda sem incorrer no totalitarismo?

Não faz mais sentido falar em ditadura do proletariado. A história já passou por isso. Hoje, qualquer alternativa deve partir do respeito aos mecanismos democráticos. Quando eu falo de outras esquerdas, não estou falando de esquerdas fora da esfera democrática. A esquerda dentro da democracia é a única que interessa. É a única que pode ser realista e que pode trazer soluções num panorama totalmente democrático.

Como o senhor avalia o contexto político da América Latina, mais especificamente da América do Sul, onde a maioria dos países é governada pela esquerda?

Para muitas esquerdas no mundo, a América Latina é algo que está funcionando. Aqui implementam políticas originais. Não seguem os ditames do FMI, promovem políticas de integração continental, de inclusão social e não de exclusão. A América Latina está construindo o Estado de bem-estar social, enquanto na Europa ele está sendo destruído. E, lá, as esquerdas participam dessa destruição. A América Latina, pela primeira vez na história, aparece para toda a esquerda mundial como uma prática na qual podem se inspirar.

Pode surgir daqui uma saída para a crise capitalista?


A América Latina está num período de construção do Estado de bem-estar e de classes médias. É a mesma situação que viveu a Europa após a Segunda Guerra Mundial. A América Latina lembra a Europa que o Estado é um ator importante, não somente os mercados. Na Europa os mercados governam e os estados e a política não conseguem se impor. E a América Latina lembra o mundo inteiro que a política ainda vale, que os dirigentes políticos ainda valem e que, por consequência, a política e as eleições ainda têm sentido. Na Grécia, na Itália e na Inglaterra os jovens se revoltam. Estão indignados, porque consideram que os políticos não fazem nada e são cúmplices das soluções propostas pelos mercados. A América Latina mostra ao mundo que é possível o Estado se impor aos mercados.

Mas há diferenças entre as esquerdas que governam na América Latina. Venezuela, Bolívia e Equador intensificam reformas e mudanças anticapitalistas que países como Brasil, Argentina e Uruguai não parecem dispostos a implementar.

Essa suposta oposição entre as esquerdas na América Latina é muito mais uma invenção dos meios de comunicação ocidentais, que têm interesse em criar oposições artificiais. É evidente que cada país é diferente, mas globalmente todos estão fazendo políticas de inclusão social. Cada um com seus métodos, mas estão construindo o Estado de bem-estar e uma democracia participativa. Tudo isso tem muito mais semelhanças do que diferenças. É claro que há diferenças, mas não há oposição. Toda a América Latina vai pela primeira vez na mesma direção, isso é muito importante.

A Europa está dominada hoje por governos conservadores. Inglaterra, Alemanha, França, Grécia, Itália e Espanha são governados pela direita e implementam soluções reacionárias e autoritárias para sair da crise. Este ano tem eleições na França, se a esquerda vencer o país pode se tornar uma luz no fim do túnel europeu?

Se essa esquerda que tem possibilidade de ganhar as eleições se comportar de maneira diferente da esquerda que estava no poder na Grécia, na Espanha, em Portugal… Se agir da mesma forma, não haverá nenhuma mudança. É bem provável que François Hollande (do Partido Socialista) possa ganhar a eleição. Fará uma política diferente? Muitas pessoas desejam isso. Mas será que ele poderá fazer algo diferente? Os mercados permitirão? A Alemanha permitirá? Não sabemos. O que é seguro dizer é que se a França muda sua política de maneira racional, mas atrevida, terá uma grande influência no mundo inteiro e na Europa. E isso pode mudar as coisas, inclusive numa aliança com a América Latina.


Vídeo sobre a matéria:




Fonte texto: Blog do Miro/Por Samir Oliveira, no sítio Sul21