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quarta-feira, 2 de março de 2016

Maconha e religião: nos EUA, donas-de-casa se reúnem para fumar beck e ler a Bíblia; no Brasil, é sinônimo de tráfico e dá cadeia

Deb Button, uma dona-de-casa de “40 e poucos anos”, era conservadora e nunca tinha fumado maconha na vida até que a erva foi legalizada em seu Estado e ela decidiu provar. Acendeu um baseado para tentar aliviar uma enxaqueca e achou que “veria unicórnios”, mas se sentiu “tão conectada com Deus” que resolveu juntar amigos para discutir a Bíblia e fumar becks em maio do ano passado. “Eu estava sentada em minha sala e literalmente senti Deus. Eu estava cheia de amor, o tipo de sentimento que sempre quis experimentar na igreja e nunca consegui”.
Rapidamente o grupo cresceu e hoje conta com 20 pessoas que se reúnem na casa de Deb, num subúrbio ao sul de Denver, transformada em Bud&Breakfast (trocadilho com Bed&Breakfast, sendo que “bud” é gíria para berlota, camarão de maconha). Entre os membros, há católicos, mórmons, um grego ortodoxo e até um ateu curioso. Deb disse ao portal The Fix que são pessoas que gostam das palavras de Jesus, têm fé, mas que “não são grandes fãs da igreja”. Alguns frequentadores disseram que fumar maconha associada à religião os ajudou a se livrar de outros vícios, como o alcoolismo. O lugar parece uma sala careta qualquer, a não ser pelos vasos repletos de baseados já bolados à disposição dos frequentadores. Os becks passam de mão em mão e os “testemunhas de Jah” começam a ler e discutir passagens da Bíblia.
Os hindus usam a cannabis em seus rituais desde pelo menos 1.000 anos antes de Cristo, com uma beberagem chamada bhang, que tem propriedades medicinais e ainda hoje é tomada durante o Holi ou “festival das cores”, que comemora a chegada da primavera. É possível também que um dos ingredientes do “óleo sagrado” dos cristãos e judeus citado no Velho Testamento seja o cânhamo.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

quinta-feira, 16 de julho de 2015

“UPP não acabou com o tráfico, só trouxe falsa sensação de segurança"

A polícia divide espaço com traficantes no Complexo do Alemão, acusam moradoresEm nota, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora afirma que nenhuma denúncia formal do coletivo foi encaminhada à polícia e os crimes policiais são investigados e punidos. Diz ainda que, de 2007 a maio de 2015, mais de 2 mil policiais civis e militares foram expulsos de suas corporações pelas mais variadas irregularidades. Além disso, “não haverá recuo no processo de pacificação nem a retirada de UPPs do Complexo do Alemão”

*Reportagem publicada originalmente na edição 858 de CartaCapital, com o título
"Na favela não tem traficante, tem varejista. Os traficantes estão na Presidente Vargas, onde fica a sede da Polícia Militar do Rio de Janeiro.”

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Migrantes no Mediterrâneo podem atingir 500 mil em 2015, alerta ONU

O número de migrantes que atravessam o Mediterrâneo pode aumentar este ano para 500 mil se nada for feito contra os traficantes de pessoas, alertou hoje (22) o secretário-geral da Organização Marítima Internacional das Nações Unidas, Koji Sekimizu. Ele apelou para um esforço multinacional para garantir a segurança dos migrantes e para identificar aqueles que fazem o tráfico para obter lucro apesar do risco. “Esta é uma questão muito séria”, disse Sekimizu, ao discursar numa conferência em uma exposição marítima internacional em Cingapura.  “Está na hora de pensar verdadeiramente como acabar com a passagem perigosa de migrantes a bordo de embarcações pequenas e muito inseguras. Temos de agir”, disse.
O número de migrantes que atravessam o Mediterrâneo pode aumentar este ano para 500 mil se nada for feito contra os traficantes de pessoas, alertou hoje (22) o secretário-geral da Organização Marítima Internacional das Nações Unidas, Koji Sekimizu.

Para especialistas, política proibicionista agravou feminicídios relacionados ao narcotráfico no México

40% dos feminicídios da primeira década dos anos 2000 ocorreram após escalada da ofensiva do governo mexicano contra cartéis, em 2007; 'não há política que gere mais violência do que a da proibição', pontua pesquisadoraUma mulher chega a uma delegacia de polícia no México. Sua filha saiu de casa e não voltou. A moça disse que voltaria, mas não se sabe nada sobre ela. “Ela deve ter fugido com o namorado”. “Talvez esteja metida com o tráfico de drogas”. Essas são as respostas que muitas mulheres escutam dos policiais quando vão denunciar o desaparecimento de seus familiares, conta Laura Carlsen, diretora do programa Américas do Centro para Políticas Internacionais (Center for International  Policy), com sede na Cidade do México. As forças policiais chegam a ameaçar as famílias que insistem, lamenta a socióloga e ativista colombiana Tania Correa. Elas denunciam a escalada de violência que a política proibicionista contra o tráfico de drogas provocou em seus países e defendem uma abertura controlada para a legalização dessas substâncias.
Uma mulher chega a uma delegacia de polícia no México. Sua filha saiu de casa e não voltou. A moça disse que voltaria, mas não se sabe nada sobre ela. “Ela deve ter fugido com o namorado”.