Pensava no que abordar para o meu segundo artigo desta Coluna, sempre em mente questões relacionadas à linha de investigação escolhida no programa de Doutorado – globalização neoliberal — tema com muito a se pesquisar, sobretudo pelas consequências nefastas desse fenômeno com a disseminação de um modelo político ideológico de Estado-mercado que vem ceifando vidas e destruindo países.
sexta-feira, 19 de março de 2021
O grito do cacique Babau Tupinambá
Pensava no que abordar para o meu segundo artigo desta Coluna, sempre em mente questões relacionadas à linha de investigação escolhida no programa de Doutorado – globalização neoliberal — tema com muito a se pesquisar, sobretudo pelas consequências nefastas desse fenômeno com a disseminação de um modelo político ideológico de Estado-mercado que vem ceifando vidas e destruindo países.
quinta-feira, 18 de março de 2021
Morre o senador Major Olímpio vítima de Covid-19
O senador Major Olímpio (PSL-SP) teve morte cerebral confirmada nesta quinta-feira (18) em decorrência da covid-19. Ele estava internado desde o início do mês no Hospital São Camilo em São Paulo e teve de ser intubado por dificuldade na respiração. Pelo menos quatro funcionários de seu gabinete também testaram positivo para covid-19. Um de seus assessores permanece em estado grave.
Com muita dor no coração, comunicamos a morte cerebral do grande pai, irmão e amigo, Senador Major Olimpio. Por lei a família terá que aguardar 12 horas para confirmação do óbito e está verificando quais órgãos serão doados.
— Major Olimpio (@majorolimpio) March 18, 2021
Obrigado por tudo que fez por nós, pelo nosso Brasil.
terça-feira, 16 de março de 2021
Mulheres denunciam líder evangélico por abuso sexual: “Transgrida aqui comigo. Sou seu pastor e psicólogo”
“Não se preocupe, tudo faz parte da técnica.” Assim o pastor evangélico Francisco Dias da Silva Filho, ex-líder da Igreja Batista em Campo Grande, no Recife, assediou, estuprou e violentou mulheres dentro do gabinete pastoral da igreja, de acordo com onze vítimas que o denunciaram. Mestre em psicologia pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Silva Filho recebia as fiéis dizendo que pretendia aconselhá-las. O que ocorria, no entanto, não ficava somente nas orientações. Por anos, Silva Filho abusou de mulheres, de acordo com inquérito da Polícia Civil, que começou a investigar o caso depois que as vítimas decidiram romper o silêncio e prestaram queixa contra o líder evangélico. Silva Filho chegou a ser indiciado pela Polícia Civil por assédio sexual, estupro, violação sexual mediante fraude, injúria racial, difamação e violação de segredo profissional, mas morreu no último dia 7 na capital pernambucana, após ser internado com coronavírus.
quinta-feira, 11 de março de 2021
Lula, Ciro e Mandetta bateriam Bolsonaro no segundo turno em 2022, mostra pesquisa Atlas
Se as eleições presidenciais fossem nesta semana, Jair Bolsonaro estaria em maus lençóis no segundo turno. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (DEM) venceriam o ultradireitista com ao menos seis pontos percentuais de diferença na disputa final eleitoral, mostra a pesquisa da consultoria Atlas. O levantamento da empresa, encerrado nesta quarta-feira, quando Lula fez, sem explicitá-lo, seu discurso de lançamento extraoficial de sua candidatura a 2022, mostra que o petista melhorou sua imagem e que Bolsonaro é afetado pela crescente rejeição à sua figura e ao Governo no auge da pandemia no país.
quarta-feira, 10 de março de 2021
Morador de rua é queimado enquanto dormia na Praça da Estação
Um senhor em situação de rua foi vítima de um grave e covarde atentado no fim da madrugada desta terça-feira (9), na Praça da Estação, região Central de Belo Horizonte. Dois homens ainda não identificados jogaram gasolina sobre ele e atearam fogo, segundo o flagrante de testemunhas. O homem, que estava dormindo, sofreu queimaduras severas e teve o socorro ignorado por quem passava pelo local – mesmo com algumas partes do corpo em carne viva.
terça-feira, 9 de março de 2021
História - PARASITA DA VIDA REAL? MULHER ENCONTRA APARTAMENTO SECRETO ATRÁS DO ESPELHO DO BANHEIRO
Após meses notando uma onda de vento partindo de uma fresta do banheiro, a tiktoker Samantha Hartsoe decidiu investigar o motivo que causava incômodo em seu apartamento em Nova York, nos EUA.
segunda-feira, 8 de março de 2021
Ministros querem julgar suspeição de Moro mesmo com decisão contrária de Fachin
A sugestão de Edson Fachin de que o julgamento da suspeição de Sergio Moro fica prejudicado depois que as condenações de Lula foram anuladas não deve ser seguida com facilidade por outros magistrados do STF (Supremo Tribunal Federal).
Integrantes da 2ª Turma do STF, onde a ação contra Moro tramita, pretendem manter a análise da suposta parcialidade do ex-juiz nos processos que envolvem o petista.
Nesta segunda (8), Fachin decidiu que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar o ex-presidente nos processos do tríplex, de compra de um terreno para o Instituto Lula, de doações para o mesmo instituto e do sítio de Atibaia.
Com isso, todos os atos dos processos, inclusive o recebimento da denúncia contra o petista, foram anulados.
No mesmo despacho, Fachin considerou que todos os habeas corpus apresentados pela defesa do ex-presidente questionando a conduta da Justiça ficaram prejudicados _ou seja, perdem a razão de ser e devem ser arquivados. Entre eles está a ação que levanta a suspeição de Sergio Moro.
A previsão é que ela seja pautada ainda no primeiro semestre. Os ministros da 2ª Turma vão ter a palavra final sobre a pertinência de que ela ainda seja analisada.
Fonte: Diário do Centro do Mundo
quinta-feira, 4 de março de 2021
17% de toda a comida disponível para consumo no mundo é desperdiçada

quarta-feira, 3 de março de 2021
História - Como bancos ingleses lucraram com escravidão no Brasil
No auge do tráfico de escravos da África para o Brasil, entre 1800 e 1850, mais de 2 milhões de pessoas foram trazidas à força para o país para serem escravizadas, segundo o Banco de Dados do Comércio Transatlântico de Escravos (Transatlantic Slave Trade Database). No total, ao longo de quatro séculos, mais de 4,8 milhões de pessoas escravizadas foram obrigadas a desembarcar em solo brasileiro.
O tráfico era um negócio lucrativo, mas não foram só os traficantes e fazendeiros que se aproveitaram da exploração brutal de seres humanos. Banqueiros ingleses se envolveram com a escravidão no Brasil mesmo depois de ela ter sido abolida nas colônias britânicas, em 1833.
É isso que mostra uma pesquisa do historiador Joe Mulhern, especializado no envolvimento britânico com a escravidão no Brasil, pela Universidade de Durham, na Inglaterra.
"Apesar de o Império Britânico na era vitoriana pensar em si mesmo como um modelo moral quanto à escravidão e fazer pressão para que outros países, inclusive o Brasil, abolissem a prática, os legisladores tiveram dificuldade para cortar os laços econômicos com a escravidão em países estrangeiros", explica Mulhern em entrevista à BBC News Brasil.
Havia duas formas principais de envolvimento dos britânicos, explica o historiador. Uma mais ampla, por meio de empréstimos e a compra de títulos do Tesouro, entre outras relações indiretas com a economia escravocrata. E outra mais direta, em que instituições e indivíduos deram apoio financeiro, na forma de empréstimos e garantias, por exemplo, para o tráfico de escravos ou para fazendas que usavam esse tipo de mão de obra.
Alguns britânicos chegaram a ser diretamente proprietários de escravos — segundo o trabalho de Mulhern, um censo de 1848-1849 mostra que havia, naquele ano, cerca de 3.400 pessoas escravizadas por mestres britânicos.
Entre os envolvidos nessa relação mais direta, havia indivíduos ligados a bancos que foram predecessores de grandes instituições financeiras atuais do Reino Unido.
Lobby no parlamento
Em 1833 o Reino Unido havia extinguido a escravidão em suas colônias, dando compensações para os senhores mas não para os escravizados. O império começou também a fazer pressão diplomática para que a escravidão fosse abolida no Brasil. Essa pressão é apontada por historiadores brasileiros como um dos múltiplos fatores que levaram ao fim da prática no país.
A lei que proibiu o tráfico como parte de um acordo com o Reino Unido, inclusive, deu origem à expressão "para inglês ver", porque durante muito tempo não havia fiscalização e o tráfico continuou.
No entanto, apesar dessa pressão do governo do país europeu, muitos do britânicos envolvidos na prática conseguiam impedir que a legislação britânica fosse mais restritiva em relação às suas atividades no exterior.
"Essa ambivalência no envolvimento do Reino Unido na escravidão (tanto pressionando para o seu fim quanto deixando de cortar laços econômicos existentes) pode ser encontrada na legislação da época", diz o historiador.
Isso porque os envolvidos faziam lobby no Parlamento.
"Eles pressionavam para que seus negócios fossem protegidos, com os mesmos argumentos para defender a escravidão usados no Reino Unido antes de 1833", explica Mulhern.
Os três principais, aponta, eram a defesa da propriedade (porque as pessoas tinham sido vendidas como propriedades); a necessidade de o Reino Unido prosperar nesses mercados que ainda eram escravocratas; e o mito de que os britânicos que exploravam escravos eram "benevolentes".
"Já existia o mito de que os senhores de escravos no Brasil eram benevolentes. Os ingleses diziam que eles eram ainda mais", conta Mulhern. "Mas não há nenhuma evidência de que a escravização, uma prática baseada na violência ou na ameaça dela, era menos cruel quando praticada pelos britânicos".
Seres humanos como garantia
Muitas vezes os escravizados eram parte das propriedades usadas em garantias de empréstimos de um banco. Na dissertação de Mulhern, ele resgatou casos em que bancos ingleses tinham um devedor insolvente e acabavam leiloando os escravizados para cobrar a dívida.
Um desses bancos, mostra Mulhern em sua pesquisa, era o London and Brazilian Bank, criado em 1862 (e comprado em 1923 pelo Lloyd's Banking Group, que existe até hoje).
O banco continuou envolvido com a escravidão até a praticamente a abolição da prática no Brasil, em 1888 — ou seja, mais de 50 anos depois da abolição da escravatura nas colônias britânicas, como Jamaica e África do Sul.
Um dos executivos do London and Brazilian Bank, Edward Johnston, chegou a ser dono de escravos no Brasil e a casar com uma família que era dona de uma fazenda de café no Rio de Janeiro. "A riqueza gerada com a escravidão no Brasil ajudou a estabelecer um banco que investiria na exploração de pessoas", diz Mulhern.
Esses laços, no entanto, eram escondidos de investidores no Reino Unido, onde a opinião pública já não era favorável à escravidão.
Para evitar afugentar investidores no país de origem, a maior parte dos bancos envolvidos com operações relacionadas à escravidão não o fazia diretamente, mas por meio de comissários intermediários, explica Mulhern à BBC News Brasil.
Um desses intermediários era a casa bancária Gavião Ribeiro Gavião, que financiava a economia agrícola de São Paulo e atuava no comércio interno de escravos.
A casa bancária atuou como intermediária para o London and Brazilian Bank. O banco britânico declarava que seu propósito no Brasil era comercial, mas tinha uma carteira de hipotecas cujas garantias eram fazendas de café em São Paulo e mais de 800 pessoas que trabalhavam nelas como escravos.
Terceirização
O historiador também cita o caso da Fazenda Angélica, em Rio Claro, no interior de São Paulo, que acabou se tornando um dos ativos de um banco e sendo administrada por ele. Depois de uma tentativa fracassada de usar mão de obra de imigrantes, o banco resolveu "terceirizar" o uso de mão de obra escrava.
Isso porque, sendo uma empresa inglesa, o banco não poderia ser dono direto de escravizados. Mas uma brecha na legislação permitia que ele "alugasse" a mão de obra escrava de outros senhores de escravo — e foi o que fez.
Quando vendeu a fazenda, o banco afirmou que "não empregava um único escravo" — sem citar que pagou senhores de escravos para usarem as pessoas escravizadas por eles na plantação e que ainda tinha 80 escravos como garantia do financiamento que possibilitou a venda da fazenda.
Empréstimo não pago
"Nem sempre esse envolvimento era bem-sucedido, e agentes britânicos que fizeram as negociações do tipo no Brasil chegaram a ser repreendidos no Reino Unido", conta Mulhern.
Mas a repreensão, diz ele, não foi por questões morais, mas porque muitos dos empréstimos não foram recuperados e algumas instituições acabaram tendo dificuldades financeiras por causa disso.
"Muitos investidores buscavam investir em infraestrutura, em criação de linhas de trem por exemplo, mas os fazendeiros queriam um investimento direto na produção agrícola, que era um negócio muito arriscado", diz Mulhern. "Apesar disso, alguns agentes se envolveram, até contraindo orientações da sede, e depois foram repreendidos porque os negócios não deram certo".
Empréstimos que tinham seres humanos como garantia e não eram pagos tinham impactos diretos na vida dessas pessoas.
Em 1869, o Barão do Turvo, fazendeiro carioca que tinha uma dívida com o London and Brazilian Bank, não pagou um empréstimo que devia.
"O banco então entrou com um processo para recuperar o dinheiro, e como havia pessoas escravizadas como garantia, elas sofreram a consequência", diz Mulhern. Advogados do banco então realizam um leilão de 103 escravizados, incluindo famílias com crianças e bebês. Documentos da época compilados por Mulhern mostram como o banco vendeu pelo menos 30 dessas pessoas no leilão — entre elas a pequena Ancieta, uma bebê escravizada de apenas um ano de idade; e as pequenas Adelina e Marcellina, vendidas com 2 e 6 anos.
Lidando com o passado
O movimento americano Black Lives Matter (Vidas Negras Importam, em português), de protesto contra o racismo e contra o assassinato de negros pela polícia, fez com que muitas instituições viessem a público falar sobre seu histórico racista e mostrar que mudaram de postura, inclusive doando dinheiro para instituições de combate ao racismo.
"Historiadores já sabiam dessas ligações, mas o movimento Black Lives Matter trouxe um novo escrutínio sobre esse passado", diz Mulhern.
Após a publicação de um artigo de Joe Mulhern sobre sua pesquisa, o banco Lloyds Banking Group atualizou seu site para incluir um reconhecimento de que pelo menos seis dos 200 bancos que foram incorporados pelo grupo se envolveram com a escravidão, incluindo o London and Brazilian Bank.
"Embora tenhamos muito do nosso passado para nos orgulharmos, não podemos nos orgulhar de tudo", diz o banco.
"Mas se esse debate vai ir além do reconhecimento e levar de fato a algum tipo de reparação ou doação financeira é algo que eu não sei", afirma o pesquisador.
Fonte: BBC
terça-feira, 2 de março de 2021
Alerta Covid: Taxa de transmissão chega ao nível vermelho em BH
Os indicadores da Covid-19 em Belo Horizonte continuam a subir. Com o nível de transmissão da doença em alerta máximo, a capital tem 74,7% de leitos de UTIs ocupados. O Boletim Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (1) mostra os impactos negativos da falta de isolamento por parte da população.
O número médio de transmissão por infectado (RT) saiu do nível amarelo e já ocupa o vermelho, com o total de 1,20. O número saltou desde o último boletim, que registrava 1,6 pontos. A taxa de ocupação em leitos da enfermaria também acompanhou a crescente, e foi de 56,2% para 58,3%.
Ainda segundo boletim, BH tem apenas 115.558 pessoas vacinas com a primeira dose da vacina. Já com a segunda dose, os números são ainda menores: apenas 59.012. A capital mineira tem 2.375.151 milhões de habitantes.
Negacionistas nas praias
Na última quinta-feira (25), o Prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), chegou a mencionar que a volta às aulas só será possível se os números estiverem baixos. Estamos esperando dar os 14 dias [após] o Carnaval. Muita gente viajou, muito negacionista foi para praia. Estamos com medo.”
Alexandre Kalil também bateu forte no ponto de que BH não tem onde comprar vacinas. O chefe do Executivo disse durante entrevista coletiva que já buscou o imunizante em vários laboratórios. Mesmo com recursos financeiros à disposição para a compra, não há doses à venda.
Kalil disse também que caso houvesse a possibilidade, a PBH compraria o imunizante na mesma hora. “Se tivesse para comprar, a gente compraria para usar só aqui. A gente tem caixa para comprar”, garantiu. Apesar de não ter dado detalhes sobre quais laboratórios teria tentado fazer as compras, Kalil garantiu que vai continuar tentando comprar o imunizante para os mineiros.
Fonte: BHAZ
segunda-feira, 1 de março de 2021
CRM-DF usa notícia enganosa ao afirmar que OMS “condenou” lockdown
Com as UTIs do Distrito Federal lotadas, o Conselho Regional de Medicina divulgou uma nota condenando o lockdown decretado pelo governador Ibaneis Rocha na última sexta-feira, 26, para tentar conter o aumento dos contágios e o consequente colapso nos hospitais. Como se não fosse o suficiente, ainda utilizou uma notícia enganosa para justificar seu posicionamento. “O lockdown não salva vidas e faz os pobres muito mais pobres”, diz o texto, citando o “Dr. David Nabarro”, como se este falasse pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e a entidade estivesse “condenando” o lockdown. É mentira.
WATCH: Dr David Nabarro, the WHO's Special Envoy on Covid-19, tells Andrew Neil: 'We really do appeal to all world leaders: stop using lockdown as your primary control method'. Watch the full interview here: https://t.co/XLdaedsKVS #SpectatorTV @afneil | @davidnabarro pic.twitter.com/1M4xf3VnXQ
— The Spectator (@spectator) October 9, 2020




















