A Redkix, que levantou cerca de US$ 20 milhões
junto a investidores que incluem Salesforce Ventures, tem escritórios na
Califórnia e em Tel Aviv.
A israelense Redkix, cujo produto combina
mensagens por email e coletivas, anunciou nesta quinta-feira (26) acordo para
ser comprada pelo Facebook, onde vai ingressar na equipe Workplace da rede
social.
Os consumidores poderão instalar equipamentos próprios para controlar a utilização de serviços públicos, como água, luz e gás, e comparar sua medição com a aferida pelo equipamento do fornecedor do serviço.
Em seguida, governo da Rússia afirmou que tomará medidas caso a decisão provoque algum impacto negativo para a economia nacional
A Ucrânia assinou nesta sexta-feira (27/06) um acordo de livre comércio com a UE (União Europeia) -- ponto que deu início a uma grave crise social e política no país no final do ano passado.
Mercado de trabalho é o fator que mais contribui para a queda das desigualdades
A formalização do mercado de trabalho e o aumento do salário dos trabalhadores são os fatores que mais contribuíram para a queda da desigualdade social nos últimos anos.
O que esta em jogo realmente na defesa fanática e ortodoxa de uma taxa Selic maior como instrumento para reduzir a inflação, um maior ou menor crescimento do PIB ou o modelo desenvolvimentista? Vejam, a campanha sistemática pela elevação de novo da Selic encerra uma contradição evidente, que expressa o absurdo do aumento dos juros: persiste, tanto com o baixo crescimento anual, como quando o PIB trimestral dobra de 0,3% para 0,6%.
Para nossos adversários é preciso mudar o modelo e não apenas subir os juros para reduzir a inflação. Até porque o dragão da maldade já dá sinais de recuo. Basta ler os editoriais dos jornais da direita conservadora. Não nos iludamos, o que está em jogo é nosso projeto politico de desenvolvimento nacional e não apenas uma questão de política monetária e/ou da autoridade e autonomia do Banco Central (BC).
A oposição, no sentido amplo que damos a palavra, não tem limites. Vive de campanhas. Primeiro foi a campanha do apagão. Depois, a da Petrobras arruinada, uma mistificação. Na sequência, as do apagão logístico, uma mentira, e a do impostômetro, uma farsa. E agora, mais recentemente, na esteira de boatos fabricados, a campanha contra o Bolsa Família.
Fracassam em suas campanhas, mas deflagram outras
Nesta campanha permanente que fazem, de torcida por uma inflação fora do controle, a versão mais recente teve como símbolo do ridículo o tomate. E como a oposição conta com apoio da mídia de direita monopólica, ela cria expectativas. Como as expectativas que a oposição faz de tudo para criar no exterior contra a imagem do país buscando afugentar os investidores.
Pior, neste caso até conseguiram. Os atores e agentes do mercado, e depois o próprio BC foram capturados pela criminosa campanha do descontrole inflacionário e da necessidade absurda de aumentar os juros com a economia desaquecida, e com o consumo, o comércio, e a inflação em queda.
O que isso significa realmente? Significa que estamos travando uma luta política, de versões, de captura do imaginário, numa batalha que se trava pelos meios de comunicação. Uma luta com a qual os adversários, a partir de problemas reais como o da inflação buscam nos obrigar a abandonar nosso rumo e o programa de governo aprovado pelo povo nas urnas três vezes, em 2002, 2006 e 2010.
Querem apagar o crescimento
O discurso e a proposta da oposição não têm a mínima lógica. Eles oferecem ao nosso povo a opção de perder o valor de seu salário sempre, ou pela desvalorização do dólar ou pelo aumento dos juros e corte dos gastos. Pelo desemprego e pela recessão.
Não se pode voltar à ortodoxia religiosa do tripé juros, câmbio e superávit, como se os dez últimos anos não existissem, apagando o crescimento sustentável do país nesse período, o emprego e da renda, do salário mínimo, dos benefícios da previdência, do Bolsa Família e dos demais programas sociais.
Querem apagar o aumento extraordinário do crédito e a ascensão de dezenas de milhões de brasileiros à cidadania, a redução da pobreza, a política industrial e o papel dos bancos públicos, a política de inovação e educacional, o ProUni, o Fies, as escolas técnicas, a expansão das universidades, a política externa e a integração sul-americana, o PAC e o Minha Casa Minha Vida, o aumento do investimento público em energia, petróleo e gás, o pré-sal e o novo marco regulatório.
Não se pode propor que abramos mão de nosso maior recurso, o mercado interno e a distribuição de renda, o papel do Estado e dos bancos públicos, o aumento do crédito e as políticas anticíclicas, a defesa de nossa indústria e da economia popular, da soberania que o Brasil conquistou ao não depender mais do FMI, de ordens do capital financeiro, ao ocupar seu lugar no mundo.
Nossa oposição diz que o crescimento não se pode dar a partir do consumo e do mercado interno, do crédito e dos gastos públicos, e sim do investimento e clama contra o custo Brasil, mas quando o nosso governo reduz os juros – o custo maior de nossa economia, basta ver nosso serviço da dívida interna e os spreads cobrados pelos bancos – o custo da energia e reduz os impostos a produção, investimentos, exportação, quando nosso governo aprova políticas de defesa comercial e cambial, de estimulo ao conteúdo nacional e a inovação, dizem que não basta. Quando não se opõem, como fizeram com a redução da tarifa de energia.
Defendem a recessão
Gritam que é preciso investir mais, mas na prática propõem reduzir os investimentos públicos e privados e mesmo a demanda, ao defender sempre e em quaisquer circunstâncias subir os juros, com os resultados que conhecemos em todo mundo: recessão e desemprego.
Mesmo a alegação correta de que os custos do trabalho e de logística nos tiram competitividade esconde a verdadeira questão no mundo hoje: a desvalorização administrada do câmbio pelos nossos competidores e o real valorizado. Isso sem falar do nosso maior custo, o financeiro, os juros que querem porque querem subir e subir para domar a inflação já em queda e dentro da meta mais a banda.
Todos os países do mundo reduziram os juros. As exceções são o Brasil, o Egito e Gana. Há uma queda do crescimento em praticamente todos países, começando pela China, Rússia, Índia e mesmo a área da Ásia-Pacifico. Desconhecer essa realidade e o impacto da recessão europeia, da queda do comercio mundial, da guerra cambial em nossa economia, o impacto da queda de nosso comércio com a Argentina só pode ter uma finalidade: escamotear os problemas que enfrentam nosso país e nosso governo com fins políticos.
Não há solução em curto prazo para nossos problemas de infraestrutura e inovação, e o governo vem fazendo a lição de casa nessas áreas. Jamais se investiu tanto na infraestrutura do país. E agora com a retomada dos leilões de petróleo e gás, com o programa de concessões e com o apoio cada vez maior à inovação, demos um passo importante para exatamente aumentar os investimentos e a produtividade.
Não há solução mágica para aumentar os investimentos e eles vêm crescendo – tanto os públicos como os privados. Sem falar no aumento ano a ano do Investimento Direito Estrangeiro. Mas propor resolver essas questões abandonando o rumo e o modelo que mudou o Brasil nesses últimos dez anos é um suicídio e uma volta a um passado que a maioria dos brasileiros seguramente rejeitará e repudiará.
Ao contrário do que propõem nossos adversários, a direita conservadora que sempre governou ou os que sempre ditaram regras aos governos, começando pelos barões da mídia, precisamos consolidar o modelo de desenvolvimento nacional que por três vezes nosso povo apoiou nas urnas, única forma de enfrentar a crise que o mundo atravessa e não cair no mesmo abismo que a Europa vive de desemprego e recessão sem resolver os problemas da dívida pública e dos déficits fiscais. Fonte texto: Blog do Miro.
Nona economia do planeta com quase dois trilhões de Produto Interno Bruto anual, a Rússia era a única nação grande, em nível planetário, que permanecia fora da OMC. A negociação levou 18 anos, 30 acordos bilaterais sobre acesso aos mercados de serviços, 57 sobre acesso aos mercados de mercadorias e seis anos de negociação bilateral com Washington. O generoso cálculo do Banco Mundial é que a Rússia pode ganhar entre 54 e 177 bilhões de dólares por ano com o ingresso na OMC. Mas este futuro cor-de-rosa não parece convencer os próprios russos. O artigo é de Marcelo Justo, direto de Londres.
A incorporação da Rússia à Organização Mundial do Comércio (OMC) nessa quarta-feira é o último prego no caixão da guerra fria. A negociação levou 18 anos, 30 acordos bilaterais sobre acesso aos mercados de serviços, 57 sobre acesso aos mercados de mercadorias e seis anos de negociação bilateral com Washington.
Nona economia do planeta com quase dois trilhões de Produto Interno Bruto (PIB) anual, a Rússia era a única nação grande, em nível planetário, que permanecia fora da OMC. Com a União Europeia (UE) só se chegou a um acordo em 2010, depois que Moscou aderiu ao Protocolo de Kyoto sobre Mudanças Climáticas. O último grande obstáculo foi a Geórgia, que depois daquela guerra de cinco dias em 2008, estava decidida a bloquear seu ingresso, mas uma negociação sobre trânsito de mercadorias e pressões várias dirimiram o problema.
A recompensa é a abertura de um mercado de 140 milhões de consumidores e o acesso a seus mercados financeiros, serviços e matérias-primas. O generoso cálculo estimativo do Banco Mundial é que a Rússia pode chegar a ganhar entre 54 e 177 bilhões de dólares por ano graças a esta plena integração ao comercio mundial. Mas este futuro cor-de-rosa não parece convencer os próprios russos. Segundo uma sondagem da Public Opinion Foundation, só 21% da população está a favor da medida.
O líder do principal grupo opositor ao presidente Vladimir Putin, o comunista Guennadi Ziuganov, acredita que a Rússia vai perder com esta aposta. “A situação dos principais setores da economia não lhes permitem competir com as corporações ocidentais e o que sobra da indústria não fabrica produtos que o comércio mundial demanda”, afirmou.
A Rússia é o nono exportador mundial, tem as maiores reservas de gás natural do mundo, a segunda de carvão e a oitava de petróleo. Em 2011 exportou mais de 570 bilhões de dólares e importou cerca de 410 bilhões. Mas com a incorporação à OMC desaparecerão ou serão drasticamente reduzidas as taxas de cerca de 700 tipos de produtos manufaturados e agrícolas: a taxa media passará de 10 a 7,4%.
Os serviços serão desregulamentados, entre eles um setor chave para o investimento estrangeiro, como o das telecomunicações. No caso do sistema bancário, a abertura será considerável, mas com limitações. A participação total de bancos estrangeiros não poderá exceder 50% do setor, mas pela primeira vez poderão operar entidades 100% estrangeiras na Rússia.
Segundo os defensores do livre comércio, estas transformações permitirão a modernização russa. “A Rússia vai poder se desfazer do velho e ineficiente modelo baseado na substituição de importações e a industrialização subsidiada para passar a um modelo baseado no comércio e no investimento”, assegurou à Carta Maior Natalia Suseeva, analista russa do Reinassance Capital, um banco de investimentos especializado em mercados emergentes.
A prioridade número um do governo é incentivar o investimento estrangeiro que – esperam as autoridades russas – deveria aumentar com a aceitação das regras da OMC como marco legal. Mas, segundo o Banco Mundial, os principais beneficiários serão os consumidores, pela queda dos preços e o aumento da competição. Com certa temeridade, o Banco Mundial prediz que milhões de pessoas se beneficiarão com este processo.
O problema é que atores similares diziam coisas parecidas no princípio dos anos 90, quando Boris Yeltsin adotou a terapia de choque que os organismos multilaterais recomendavam para a transição comunista ao capitalismo. Segundo o premio Nobel de economia Joseph Stiglitz, esta privatização selvagem produziu uma queda do PIB de 54% entre 1990 e 1999. Nessa década a produção industrial caiu 60%, houve hiperinflação com a liberalização abrupta dos preços e milhões de pessoas caíram, da noite para o dia, na pobreza absoluta.
A atual incorporação à OMC concede um longo período de adaptação ao governo de Vladimir Putin. Um considerável número das reduções tarifárias só entrará em vigor após sete anos. O sistema de subsídios ao setor agrícola, equivalente hoje a nove bilhões de dólares, tem até 2018 para alcançar a cifra pactuada como subvenção: 4,4 bilhões.
A China é um caso de exitosa integração à OMC. A China ingressou em 2002: sua incorporação serviu para alavancar sua presença hegemônica no comercio internacional. A diferença com a Rússia é que a China tinha, nesse momento, uma indústria exportadora diversificada que lhe permitiu aproveitar ao máximo os mercados que a OMC abria.
No caso da Rússia é diferente. Oitenta por cento de suas exportações se concentram em matérias-primas, metalurgia, defesa e madeira. A indústria ligeira, a automotiva, o setor agrícola são especialmente vulneráveis a uma abertura. Natalia Suseeva reconhece que nada está garantido. “Tudo depende de como os empresários russos se adaptarão a esta nova situação. Terá que haver uma mudança de práticas em nível dos negócios e em nível institucional para poder competir. Se conseguirem, será benéfico”, disse a Carta Maior.
Se a aposta não der certo, uma nova tormenta político-social pode ser esperada na Rússia.
Aqueles interessados na produção cultural brasileira devem ter percebido uma equação inusitada. Enquanto a última década foi marcada por um crescimento econômico real e pelo advento de uma dita nova classe média, a cultura brasileira parece em ritmo de estagnação. Interessante notar que os momentos de crescimento econômico brasileiro foram acompanhados pela consolidação da produção cultural.
Desde Cidade de Deus, o cinema nacional parece ter se acomodado à exposição da vida social, a partir das lentes da violência espetacular
O melhor exemplo foi o boom de crescimento do fim dos anos 1950 e começo dos anos 1960. Ele foi acompanhado da maturidade de nossa melhor produção literária (Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto), pelo melhor de nossas artes visuais (Hélio Oiticica, Lygia Clark e o grupo Neoconcreto), pela bossa nova, pelas experiências teatrais de vanguarda e pelo aparecimento do cinema novo. Nada sequer parecido foi identificado nesta última década.
Não é possível colocar a conta da improdutividade em alguma espécie de espírito geral de época. Vemos vários exemplos de países que conseguiram nesses últimos anos apresentar produção cultural significativa. A Argentina e seu cinema de alta qualidade, que vem desde as produções de Lucrecia Martel, é um exemplo paradigmático. Poderíamos lembrar ainda do Chile e de sua literatura (Roberto Bolaño foi sem dúvida um dos grandes escritores do começo do século). Mesmo a China com seu crescimento tem apresentado bons artistas plásticos, além de uma impressionante quantidade de intérpretes relevantes de música erudita.
Várias são as razões que podemos levantar para esta miséria da cultura brasileira, com suas honrosas exceções. Podemos começar pensando sobre o cinema nacional. Desde Cidade de Deus (Fernando Meirelles, 2002), o cinema nacional parece ter se acomodado à exposição da vida social, a partir das lentes da violência espetacular e da visualidade de alto impacto herdeira da estilização publicitária. Uma via coroada com Tropa de Elite e que parece expor como o desejo de constituir uma indústria do entretenimento transformou-se na essência da produção cultural nacional.
Não é sem interesse comparar essa via com aquela traçada pelo cinema argentino. A diferença entre as duas experiências não deve ser posta apenas na conta da ausência de dinheiro do cinema argentino ou do fato de seus principais diretores não terem vindo, como no Brasil, do mercado publicitário. Na verdade, está em jogo aqui a maneira com que sociedades decidem como integrar seus conflitos, os impasses de seu passado. A maneira com que a sociedade pensa a si mesma, narra para si mesma seus próprios impasses.
De fato, a avaliação da produção brasileira em setores como artes plásticas e música apenas reitera como a verdadeira preocupação nacional é a inserção do Brasil como player no mercado internacional de entretenimento e de glamour de alta comercialização. Dificilmente poderíamos descrever de outra forma produções de artistas como Beatriz Milhazes ou Vik Muniz.
No interior desse processo, o Brasil perdeu, inclusive, a capacidade de transformar sua música popular e seus músicos em debatedores preferenciais da vida sociocultural nacional. Por mais que se possa discordar das intervenções de músicos como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé ou Chico Buarque, é fato que não se espera mais de músico popular algum uma capacidade de reflexão sobre os meandros da vida nacional.
Nesse sentido, o modelo de financiamento público da cultura apenas aprofunda essa tendência. Ao transformar indiretamente os departamentos de marketing das empresas em atores que decidem sobre qual produção será financiada, instrumentos como a Lei Rouanet acabam por reforçar a tendência de vazio cultural no campo da cultura. Corre-se assim o risco de a cultura brasileira do século XXI ser lembrada pela sua bem-sucedida inserção mercantil e pela incapacidade de ser o que toda arte deve ser: a imagem daquilo que a sociedade ainda não é capaz de pensar.