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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Lições uruguaias que ainda é tempo de aprender

Lições uruguaias que ainda é tempo de aprender
A Copa do Mundo teve ontem seu melhor jogo.
Não em técnica ou tática, mas naquilo que, quando existe certo nível de equilíbrio entre as equipes, é o que decide.
A paixão. 
Os uruguaios saíram de uma derrota anunciada para uma vitória inacreditável, escorregaram para um empate inevitável e se ergueram para uma vitória impossível.
O artilheiro Luiz Suárez fez os gols, é certo.
Mas foi o zagueiro Álvaro Pereira que mostrou o que venceu o jogo, ao voltar de um quase desmaio provocado por uma joelhada na têmpora e recusar o cuidado do médico que queria poupá-lo.
Alma. Entrega. Coragem.
Que, aliás, sempre foram a alma da Celeste, desde que outro mulato como Pereira, Obdulio Varela, em 1950, disse – ou bem inventou Nélson Rodrigues, que não amarrava as chuteiras com cadarços, mas com suas próprias veias.
O time brasileiro, emocionalmente, parece que ainda não entrou em campo.
Teve um lampejo disso quando teve de reagir ao gol contra de Marcelo, no início do jogo com a Croácia.
E só.
Pode ser que o faça, segunda-feira, no jogo com Camarões,  que já não aspira nada, se é que seus jogadores já aspiraram, mais preocupados – como alguns por aqui – com dinheiro e fama.
Talvez caiba a alguém dizer, em relação às nossas arquibancadas lotadas de  coxinhas o mesmo  que Varela disse ao seu time: “ Nunca miren a la tribuna. El partido se juega abajo”.
Nossa seleção tem um Suárez, aliás, bem mais que um Suárez, porque Neymar é, sem sombra de dúvida, vários degraus acima do goleador espanhol.
Mas ainda tem de achar o seu Álvaro Pereira.
Fonte: O Tijolaço

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