Nesta quinta-feira (5) está sendo organizada uma campanha mundial pela libertação dos cinco antiterroristas cubanos presos indevidamente nos Estados Unidos. A mobilização será feita com o envio de um correio eletrônico, fax ou chamada telefônica ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
A página digital do Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco orienta que, de qualquer parte do mundo sejam enviadas mensagens ao mandatário para exigir que imediatamente liberte Gerardo, Ramón, Antonio e Fernando e que permita a René regressar a Cuba para junto de sua esposa e filhas.
O presidente Obama sabe que os Cinco são inocentes, pois isso lhe foi dito por intelectuais, religiosos, sindicalistas, estudantes, atores e artistas, parlamentares, prêmios Nobel e milhares de pessoas honestas de todas as partes do mundo, assinala o apelo.
Ele pode e deve pôr fim a 13 anos de injustiça. Só assim poderá ganhar o respeito da comunidade internacional que espera seu gesto humanitário que permita o imediato regresso dos antiterroristas a Cuba, para junto de seus familiares e seu povo, acrescenta o texto da campanha.
“Convidamos vocês a começar 2012 com uma ação coletiva singela pelos cinco patriotas cubanos que será bem mais efetiva se a realizamos no quinto dia do mês e em todas as partes do mundo, conclui a convocação à ação cívica”, diz o chamado.
Por todo o mundo existem comitês de libertação e grupos de solidariedade à libertação de Fernando González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e René González, este último sob as condições liberdade condicional por três anos sem poder sair dos EUA.
“Devemos ganhar a causa dos cinco antiterroristas cubanos informando e sensibilizando cada vez mais pessoas de todo o mundo”, afirmou recentemente Alicia Jrapko, integrante do Comitê Internacional pela libertação dos Cinco.
A ativista afirmou que os meios alternativos difundem o caso de Ramón, Gerardo, Fernando, Antonio e René, presos desde 1998 por monitorarem ações violentas contra Cuba, mas a grande imprensa silencia o caso.
Uma criança síria refugiada no norte do Líbano. A palavra em sua testa é "Saia", em referência ao presidente Assad. Foto: Reuters
A revolução síria é uma criança sem mãe. A “comunidade internacional”, tão vigorosa em suas declarações de apoio aos direitos humanos, nada faz para protegê-la. Os terroristas estatais de Assad têm liberdade irrestrita para assassinar, estuprar e lançar bombas de pregos contra os manifestantes, violentar e castrar crianças.
Para compreender a escala da barbárie, basta escutar Hamza Fakher, um ativista pró-democracia que é uma das fontes mais confiáveis sobre os crimes ocultos pelo blecaute do regime à imprensa. “A repressão é tão severa que os detidos são amontoados em contêineres de navios e despejados em pleno mar”, ele me disse. “A coisa está tão ruim que inventaram uma nova forma de tortura em Alepo, na qual aquecem uma placa de metal e forçam o detido a ficar de pé sobre ela até confessar; imagine a carne derretida atingindo o osso antes que o detido caia sobre a placa. É tão ruim que todos os manifestantes optaram pela resistência armada. Eles sabem que agora se trata de sobrevivência, não mais de liberdade. É preciso salientar isto: os sírios hoje estão lutando por suas vidas, e não por liberdade.”
A Liga Árabe age como o representante da “comunidade internacional” na região, e não acho que “desprezível” seja uma palavra forte demais para descrever seu comportamento. O chefe de sua missão de observadores na Síria é o general Mohammad Ahmed Mustafa al-Dabi, um defensor do presidente do Sudão, Omar al-Bashir, que é procurado pelo Tribunal Penal Internacional por genocídio e crimes contra a humanidade em Darfur. Dabi não é apenas um seguidor. Seus adversários o acusam de responsabilidade pessoal pelos massacres em Darfur.
Sua missão na Síria preencheu todas as baixas expectativas. Dabi tem o dom de produzir fantasias reconfortantes. Ele conseguiu transformar a cidade torturada de Homs, onde milícias de Assad vêm cometendo um massacre por conta própria contra os muçulmanos sunitas, em uma aldeia de Potemkin. Em uma cena digna do teatro do absurdo, Dabi contou à agência Reuters que não viu “nada assustador” em Homs, apesar de seus monitores não conseguirem entrar em um bairro cujos moradores acreditavam que agentes do Estado mantinham prisioneiros porque os tiros ecoavam pelo ar.
Ignorar o som dos disparos resume a reação do mundo às atrocidades cometidas na Síria atualmente. Como ocorre com frequência, os líderes que disseram “nunca mais” depois do último genocídio nada fazem para evitar o próximo. Mas talvez sua indiferença não dure muito. A ferocidade da violência do regime forçou o Conselho Nacional Sírio, grupo que reúne a maior parte da oposição e pedia a desobediência civil e a resistência passiva, a suplicar ajuda externa. Como me disse o dissidente sírio Ammar Abdulhamid, “na luta de tanques contra peitos nus, as probabilidades não são exatamente iguais e a coragem só pode levá-lo até certo ponto”. A versão síria da “rua árabe” de que tanto ouvimos falar hoje quer aviões da Otan nos céus.
A Turquia deixou de ser aliada de Assad para ser sua inimiga, e está falando em mudança de regime. O ministro das Relações Exteriores francês pediu que tropas da Otan protejam os trabalhadores da ajuda. Líderes da oposição síria discretamente tentam convencer simpatizantes no governo Obama a apoiar a revolução.
Os motivos das potências estrangeiras não são totalmente humanitários. A razão disso é melhor explicada por Michael Weiss, um homem notável que vale uma coluna só para ele. É um intelectual de Nova York combativo e muito falante, que despreza os totalitaristas e seus defensores, quaisquer que sejam suas formas. De algum modo ele acabou nos escritórios em Londres da Sociedade Henry Jackson. O grupo de pensadores democráticos faz um trabalho sério, mas mesmo seus melhores amigos diriam que nem sempre está na linha de frente do debate político global.
Desse ponto recuado, Weiss compilou um relatório (http://www.henryjacksonsociety.org/content.asp?pageid=35) sobre como o poderio aéreo americano, britânico e francês poderia se combinar com forças de terra turcas para criar um abrigo seguro no norte da Síria, onde as milhares de tropas do exército sírio poderiam reunir uma força de combate. As autoridades da Otan o estudaram, enquanto Burhan Ghalioun, o presidente do Conselho Nacional Sírio, descreveu o relatório como um “recurso crucial para se compreender como uma intervenção humanitária na Síria ainda pode ser efetuada com responsabilidade”. Quando perguntei por que um mundo em dificuldades deveria se incomodar para ajudar os sírios, Weiss citou “Filho da Europa”, de Czeslaw Milosz, uma das maiores sátiras da era fascista e comunista. Os defensores da ditadura, diz Milosz, devem:
“Aprender a prever um incêndio com extrema precisão
E então queimar a casa para cumprir a previsão.”
As conversas inócuas sobre o Oriente Médio ser um “mundo árabe” unificado ou parte de um “mundo muçulmano” unificado ignoram as verdadeiras divisões. A região é uma confusão de interesses étnicos e sectários concorrentes. Na Síria, eles se combinaram para produzir um Estado de segregação, no qual a minoria xiita alauíta de Assad controla a polícia, o exército e os órgãos de inteligência. As primeiras semanas da revolução foram alegremente antissectárias, enquanto o Conselho Nacional Sírio se recusou a ser uma arma para a maioria sunita vingativa.
Para vencer a oposição e sobreviver, Assad tem de jogar o equivalente à carta da raça. Ele precisa conquistar o apoio de sua tribo dizendo às minorias alauíta e cristã que precisam se unir atrás dele ou enfrentar o extermínio. Para garantir que sua previsão se realize, ele queima a casa, só para ter certeza. Ele organiza a limpeza sectária dos bairros sunitas e tenta transformar sua aposta desesperada de se manter no poder em uma guerra civil sunita-xiita.
Como na guerra civil espanhola, quando a Grã-Bretanha e a França pregavam a não intervenção enquanto Hitler e Mussolini enviavam armas e homens para ajudar os fascistas de Franco, a “comunidade internacional” nada faz na Síria hoje enquanto o Irã e o Hezbollah despejam tropas xiitas para assassinar os civis. Ao contrário da propaganda estatal síria, os terroristas sunitas da Al Qaeda não estão na Síria para combater o regime ainda. Mas não imagino que eles fiquem de fora por muito tempo.
A intervenção para conter uma guerra regional encerra vastos riscos. Mas deveríamos ser honestos sobre as consequências de consentir com Assad. Um Estado falido e ninho do terrorismo se situará na borda do Mediterrâneo. Mercenários estrangeiros e paramilitares alauítas continuarão massacrando uma população amplamente indefesa e o conflito poderá se espalhar para o Iraque, Israel, Turquia e Jordânia. As notícias que escapam ao controle dos censores sírios nos lembram todos os dias: os que dizem que não devemos fazer nada também têm sangue nas mãos.
Os haitianos que se encontram em Manaus e estão dispostos a se organizar já contam com um instrumento legal para isso: a Associação dos Trabalhadores Haitianos no Amazonas (Atham), entidade registrada em cartório, com CNPJ e estatuto social próprio, criada com a finalidade de se tornar um referencial tanto para os imigrantes daquele país que chegam a Manaus como para a sociedade local interessada em conhecer a cultura, força de trabalho e habilidades daquele povo.Criada oficialmente há menos de um mês, a Atham inicia a partir da próxima semana o processo de cadastramento dos haitianos que estão morando em Manaus.O primeiro passo é conhecer a realidade em que estão vivendo hoje os cerca de 1,6 mil haitianos que se encontram espalhados pela cidade. A enfermeira haitiana Marie Ketly Vibert Franceschi, 58, que há 38 anos mora no Brasil e teve a ideia de criar a associação, explica que hoje a principal preocupação das famílias é com a possibilidade de inserção no mercado de trabalho para garantir a sobrevivência no Brasil.
Mãe de três filhos, Marie conta que viu na entidade a possibilidade de prestar esse serviço para o seu povo. Formada em Enfermagem, ela afirma que a Atham, além de assistência jurídica voltada à regularização do visto de permanência e inserção no mercado de trabalho, vai também prestar apoio em saúde e na quebra da barreira da língua, visto que a grande maioria não fala o português.“Queremos prestar esse apoio com a realização de cursos de língua portuguesa e intermediar contato junto às empresas interessadas na mão-de-obra haitiana para evitar que a língua seja um fator que dificulte o acesso ao trabalho”, afirmou Marie, que conta com o apoio da francesa Helena Chiron e do amazonense Roberto Gilonna nessa empreitada.
Vistos
A Atham quer acompanhar o dia-a-dia da comunidade haitiana em Manaus. Dos 1,6 mil vivendo hoje na cidade, 434 já estão com vistos de permanência concedidos pela Polícia Federal.A entidade se preocupou em estabelecer contato com as instituições visando o amparo legal e trabalhista aos haitianos. Para isso, mantém contato com o Ministério Público do Trabalho - 11ª Região (por meio do procurador do Trabalho Audaliphal Hildebrando), Superintendência da Polícia Federal no Amazonas, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), as empresas do Sistema de Transporte Coletivo e a Pastoral do Migrante.“Muitas empresas demonstram interesse em contratar os haitianos, mas não tinham como estabelecer o contato com a comunidade, e para isso que a associação vai se prestar. Nossa principal preocupação é a de dar dignidade para todos esses homens e mulheres que estão chegando ao Brasil com a finalidade de trabalhar, não querem viver de esmolas”, afirma.
Sede
Passo seguinte será lançar uma campanha para arrecadação de recursos a fim de adquirir ou alugar um imóvel A Atham ainda está longe de ser a entidade dos sonhos da enfermeira haitiana Marie Ketly.Sem recursos para possuir sede própria, a entidade precisará muito do apoio da iniciativa privada e dos próprios haitianos associados para se firmar.“O importante é que já estamos registrados e dispostos a trabalhar pelos e com os haitianos que, futuramente, vão cooperar para manter a associação”, afirma Marie Ketly.Por enquanto, a Atham funciona provisoriamente na casa da enfermeira, no bairro Adrianópolis, mas a intenção é dar início a uma campanha para arrecadação de recursos a fim de conseguirem adquirir ou alugar um imóvel.A entidade já recebeu uma TV de 42 polegadas, ofertada pela superintendente da Suframa, Flávia Grosso, e espera também a contribuição de empresas do Polo Industrial de Manaus, para que possa fazer uma rifa ou sorteio para angariar recursos.
“Futuramente, queremos que a associação forme um time de futebol para participar de competições locais e tenha uma área de lazer onde possam se reunir e reforçar os laços familiares”, ressalta ela. Os haitianos Rosberson Sterling e Rosebel Destine, ambos com 23 anos e desempregados, disseram estar esperançosos com a associação.Rosberson mora no Monte das Oliveiras e trabalhava em um supermercado em Porto Príncipe. Já Rosebel, residente na Paróquia do São Geraldo, era motorista no Haiti.
Plebe Rude é uma banda brasileira de rock, formada em Brasília. Banda formada nos anos 80 por Philippe Seabra, Gutje, André X e Jander Bilaphra. Em Brasília, fizeram parte da turma da Colina, integrada por outras bandas como Os Paralamas do Sucesso e Aborto Elétrico (que posteriormente deu origem Capital Inicial e Legião Urbana). O estilo da banda, repleto de críticas sociais e políticas, reflete toda a cultura punk da época, porém com uma preocupação maior nas composições e elaboração dos arranjos e melodias. Por estes fatores, é considerado uma mistura do punk rock com a influência post punk inglesa e sua invasão oitentista do new wave.
Plebe Rude era umas das mais famosas bandas de Brasília, uma marco importante foi quando.A Plebe Rude e a Legião Urbana fizeram um show num festival de rock em Patos de Minas em 05 de Setembro 1982, primeiro show da recém formada Legião Urbana, abrindo para a Plebe Rude. Após as apresentações, acabaram sendo presos por causa de suas letras, Plebe Rude por uma música chamada "Voto em Branco" e Legião Urbana pela "Música Urbana 2", mas todos acabaram soltos após a polícia local ser informada por eles mesmos que eram de Brasília, temendo que fossem filhos de políticos.
Plebe Rude chamava muita atenção por onde passava. Tocaram em todas as danceterias importantes do eixo-Rio São Paulo e ainda no legendário Circo Voador. E numa destas apresentações no Circo Voador conheceram Herbert Viana, que haviam “homenageado” na música “Minha Renda”. No principio, o encontro entre os plebeus e o paralama foi tenso, mas logo Herbert sacou todo o inteligente sarcasmo da Plebe Rude e a partir daquele momento tornou-se um dos que mais ajudaram a Plebe a estourar nacionalmente.
Em 2003, Gutje e Jander Bilaphra deixam a banda. Plebe Rude volta na forma definitiva com Clemente, que também integra a banda Inocentes, e Txotxa, que já havia integrado a banda Maskavo Roots. Marca a banda mais madura e que é ainda umas das grandes banda do rock nacional. Em 2006, com esta nova formação, lançaram o álbum independente intitulado R ao contrário, lançado pela revista OutraCoisa do Lobão. Com destaque para as músicas "O que se Faz", "R ao Contrario" e "Vote em Branco",música que alis foi tocada pela banda no show de Patos de Minas em 1982 junto a Legião Urbana.
Em 2009, a banda gravou de forma independente o CD e DVD Rachando Concreto - 30 Anos Ao Vivo.Mostra que banda continua com letras críticas e atuais com sua relevância e atitude.Concorre a Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro. Em 2010, a banda assina com a gravadora Coqueiro Verde e confirma o lançamento do projeto no primeiro trimestre de 2011. Ainda em 2010, a faixa "The Wake" é destaque na trilha sonora do filme "Federal", com Selton Mello, Michael Madsen e Carlos Alberto Riccelli no elenco e direção de Erik de Castro.
Em 2011, após o lançamento do DVD Rachando Concreto, o baterista Txotxa, deixou a banda para ir tocar no Natiruts. Em seu lugar, entrou o baterista Marcelo Capucci.
Integrantes
Formação atual
Philippe Seabra (guitarra e voz)
Clemente (guitarra e voz)
André X (baixo)
Marcelo Capucci (bateria)
Ex-integrantes
Gutje
Jander Bilaphra
Txotxa
Discografia
Álbuns de Estúdio
1985 - O Concreto Já Rachou (EMI)
1987 - Nunca Fomos Tão Brasileiros (EMI)
1988 - Plebe Rude III (EMI)
1993 - Mais Raiva Do Que Medo (Natasha Records/Sony Music)
2006 - R ao Contrário (Independente/OutraCoisa)
Álbuns Ao Vivo
2000 - Enquanto a Trégua Não Vem (EMI)
2011 - Rachando Concreto: Ao Vivo em Brasília (Coqueiro Verde)
Polícia vai ouvir clientes e funcionários para saber se realmente houve preconceito
A Polícia Civil de São Paulo vai investigar quem eram os funcionários e os clientes que estavam em um restaurante da capital paulista no momento em que um menino de 6 anos teria sido expulso do local. Os pais do garoto, que é negro e foi adotado há dois anos na Etiópia, acusam o estabelecimento de racismo.
Segundo o casal de espanhóis, o menino disse que um senhor o colocou para fora do estabelecimento. O advogado do restaurante alega que o menino saiu espontaneamente após ser abordado pelo proprietário. A criança foi encontrada pela família a um quarteirão do local.
De acordo com o portal G1, a mãe do menino, que quis ser identificada apenas como Cristina, de 42 anos, procurou o 36º Distrito Policial, no bairro do Paraíso, e registrou um boletim de ocorrência. No mesmo dia, a mulher prestou depoimento. O delegado Márcio de Castro Nilsson, titular da delegacia, instaurou um inquérito anteontem e deve ouvir outras pessoas para apurar se houve preconceito de raça ou cor. Contudo, nenhum outro depoimento foi marcado.
O advogado do restaurante reconhece que o dono do estabelecimento abordou a criança, mas nega que tenha havido racismo.
VersõesOs pais do garoto disseram que foram se servir e deixaram o filho na mesa. O gerente do restaurante, porém, garante que houve um desencontro entre o menino e o casal.
A prisão de um homem com uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e um Registro de Identidade (RG) falsificados pode revelar um esquema de vendas de documentos que estaria ocorrendo na feira da Toshiba, em Contagem, na região metropolitana da capital.
De acordo com a Polícia Civil, Anderson dos Santos Paiva, de 30 anos, foi abordado em uma blitz com uma CNH e um RG com as suas fotos, mas com os dados de outra pessoa. De acordo com a delegada Paloma Boson, o suspeito afirmou que pagou R$ 800 pelos documentos, mas não revelou o nome do falsificador. "Vamos investigar se uma quadrilha está por trás do esquema", garantiu Paloma.(RV)
Até lá, passarão pelo viaduto apenas os veículos que seguem no sentido BH/RJ. Pelo Viaduto das Almas ainda vão transitar quem percorrer no sentido contrário
A inauguração do viaduto já foi adiada seis vezes pelo Dnit
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) anunciou para novembro a liberação do tráfego nos dois sentidos do Viaduto Márcio Rocha Martins, construído para substituir o macabro Viaduto das Almas, na BR-040, em Itabirito, Região Central de Minas. A previsão inicial era maio de 2011, mas a conclusão das obras de contenção de encosta que estão sendo feitas no acesso ao novo pontilhão deverá ser antecipada, segundo o engenheiro do Dnit Alexandre de Oliveira. A nova estrutura foi parcialmente liberada neste domingo para os carros que seguem no sentido Belo Horizonte/Rio de Janeiro. A partir de agora, passará pelo velho Vila Rica, nome oficial do Viaduto das Almas, apenas o fluxo contrário.
Confira as imagens do pontilhão já funcionando
Alexandre de Oliveira negou que tenha havido falhas no projeto executivo do Viaduto Márcio Rocha Martins, que não previa obras de contenção de encostas. “O projeto foi feito dentro das normas, mas houve ocorrência de grande quantidade de chuva, que causou o escorregamento do talude”, disse o engenheiro. De acordo com ele, além das intervenções para conter o desmoronamento de terra, será preciso refazer o piso em parte da variante que leva à nova estrutura. Foram investidos R$ 19,5 milhões no projeto inicial e serão gastos mais R$ 13,9 milhões no complementar.
A inauguração do novo pontilhão já foi adiada seis vezes. Enquanto não é aposentado, o Viaduto das Almas, com traçado em curva e de pista simples, terá mão única, apenas para o tráfego sentido Rio de Janeiro/Belo Horizonte. Para isso, está passando por adaptações, como a inversão de dois radares de 60 km/h instalados nas suas pontas – agora serão quatro no sentido único. “Amanhã (hoje), serão quebrados os tachões (olhos de gato) que dividem os dois sentidos da pista sobre o viaduto e feitas as adequações na sinalização vertical. Não será preciso interromper o trânsito”, afirmou Alexandre de Oliveira.
A liberação parcial do Viaduto Márcio Rocha Martins ocorreu às 11h40 de ontem. Antes, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) fez vistorias e exigiu melhorias na sinalização. O inspetor Djalma Felisberto afirmou que a fiscalização será reforçada no trecho até o feriado do dia 12 de outubro. “Trabalho aqui há 16 anos e ainda não vivi essa situação, de um mesmo sentido do trânsito no viaduto em curva (das Almas). A uma velocidade de 60 km/h, dá perfeitamente para os condutores descerem lado a lado, sem nenhum problema. Basta redobrar a atenção”, avaliou, ressaltando que o tráfego de caminhões é intenso na região, muitos transportando minério. O presidente do Sindicato da União dos Caminhoneiros e Afins, José Natan, comemorou a liberação parcial da nova estrutura. “Tá chegando em boa hora, a tempo de salvar muitas vidas”, disse. Segundo ele, desde que o Viaduto das Almas foi inaugurado, em 1957, pelo menos 200 pessoas perderam a vida em acidentes no pontilhão ou próximo a ele. “Vamos continuar cobrando a duplicação da BR-040 até o trevo de Ouro Preto.”
Segundo os bombeiros, corpo estava dentro de um veículo. Primeiro taxista foi encontrado nesta terça-feira (3).
Buscas dos bombeiros em Ouro Preto (Foto: Carlos Rhienck/Hoje em Dia /AEARLOS RHIENCK)
O corpo do segundo taxista foi encontrado nesta quarta-feira (4) em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, de acordo com os bombeiros. Ainda segundo a corporação, o corpo estava dentro de um veículo e debaixo dos escombros. Na noite desta terça (3), o corpo do primeiro taxista foi resgatado.
Os bombeiros informaram que as buscas por novas vítimas e a remoção do deslizamento vão continuar nesta quarta-feira (4). Cerca de 50 homens, quatro máquinas e 10 caminhões trabalham no resgate.
O primeiro taxista, de 28 anos, estava dentro do veículo em que trabalhava e morreu quando a laje da rodoviária desabou. O corpo foi localizado no fim da manhã, mas, de acordo com o Corpo de Bombeiros, o peso da terra e dos escombros dificultou o resgate.
Segundo relatos, os dois taxistas estariam na rodoviária, quando a laje foi atingida pelo desmoronamento de um barranco e desabou. A encosta desmoronou por causa da chuva que atinge o município. Os bombeiros disseram que os motoristas estavam dentro dos táxis, estacionados na entrada principal do terminal, aguardando por passageiros.
Balanço Ouro Preto é uma das 66 cidades que decretaram situação de emergência, desde o início do período chuvoso, em Minas Gerais. A cidade histórica entrou na lista da Defesa Civil estadual nesta quarta. Outros 12 municípios também foram incluidos nesta quarta: Dona Euzébia, Lamim, São Pedro dos Ferros, Senador Firmino, Ubá e Viçosa, na Zona da Mata, Itanhomi, Tarumirim e Tumiritinga, no Vale do Rio Doce, e Conselheiro Lafaiete, Jeceaba e Santo Antonio do Rio Abaixo, na Região Central..
Vítimas Além do corpo do taxista retirado dos escombros nesta quarta em Ouro Preto, o corpo de outro taxista foi resgatado no mesmo local sem vida nesta terça.
Ainda nesta quarta-feira (4), a Defesa Civil confirmou uma morte em Guidoval, na Zona da Mata. Nesta terça (3), outra morte na mesma cidade havia sido confirmada.
Na segunda-feira (2), uma mulher morreu soterrada dentro de casa, após um deslizamento de terra em Visconde do Rio Branco, na mesma região. Na madrugada de segunda, um homem morreu no desabamento de um prédio em Belo Horizonte.
No dia 28 de outubro, um motoqueiro morreu ao ser atingido por um eucalipto em Reduto, na Região da Zona da Mata. Em Governador Valadares, na Região do Vale do Rio doce, uma mulher foi arrastada pela correnteza no dia 19 de novembro.
As mortes registradas pela Defesa Civil são desde o começo do período de chuva em Minas Gerias, em outubro.
Defesa Civil confirmou duas mortes nesta quarta-feira por causa da chuva. Cerca de 2,1 milhões de pessoas foram afetadas pela chuva no estado.
Ponte Nova, na Zona da Mata mineira, continua inundada nesta quarta-feira (4). Cidade é uma das 66 que decretaram situação de emergência. (Foto: Divulgação/Ascom/Prefeitura de Ponte Nova)
A Defesa Civil de Minas Gerais informou nesta quarta-feira (4) que 66 cidades decretaram situação de emergência por causa da chuva no estado. Ainda segundo o órgão, a morte de um taxista encontrado em Ouro Preto e o de uma pessoa em Guidoval, na Região da Zona da Mata, foram confirmadas nesta quarta-feira (4) como decorrentes das chuvas. Ao todo, oito pessoas já morreram por causa da chuva em Minas Gerais, de acordo com a Defesa Civil. As últimas cidades a decretar situação de emergência foram Dona Euzébia, Lamim, São Pedro dos Ferros, Senador Firmino, Ubá e Viçosa, na Zona da Mata, Itanhomi, Tarumirim e Tumiritinga, no Vale do Rio Doce, e Conselheiro Lafaiete, Jeceaba, Ouro Preto e Santo Antonio do Rio Abaixo, na Região Central.
De acordo com a Defesa Civil, uma mulher está desaparecida em Santo Antônio do Rio Abaixo. No total, 119 municípios foram atingidos pelas tempestades durante o período, afetando cerca de 2,1 milhões de pessoas. Destas, 9.864 pessoas estão desalojadas e outras 436 estão desabrigadas.
Balanço de mortes Na tarde desta quarta-feira, o Corpo de Bombeiros retirou dos escombros o corpo do segundo taxista soterrado na rodoviária de Ouro Preto, na Região Central. A primeira vítima foi encontrada e resgatada sem vida nesta terça.
Também nesta quarta-feira (4), a Defesa Civil confirmou uma morte em Guidoval, na Zona da Mata. Nesta terça (3), outra morte na mesma cidade havia sido confirmada.
Na segunda-feira (2), uma mulher morreu soterrada dentro de casa, após um deslizamento de terra em Visconde do Rio Branco, na mesma região. Na madrugada de segunda, um homem morreu no desabamento de um prédio em Belo Horizonte.
No dia 28 de outubro, um motoqueiro morreu ao ser atingido por um eucalipto em Reduto, na Região da Zona da Mata. Em Governador Valadares, na Região do Vale do Rio doce, uma mulher foi arrastada pela correnteza no dia 19 de novembro.
As mortes registradas pela Defesa Civil são desde o começo do período de chuva em Minas Gerias, em outubro.