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segunda-feira, 16 de março de 2020

Pró-Esia - Fábrica de Versos... Poeta e ativista fijiano promove narrativa para os direitos LGBTQ+ no Pacífico

O poeta e ativista fijiano Peter Sipeli tem promovido os direitos LGBTQ+ através de uma narrativa.
Em uma entrevista por e-mail com este autor, Peter conta que a arte é essencial ao advocacy, fala sobre os desafios que artistas e ativistas enfrentam em Fiji, e destaca a necessidade de repensar como os advocacies são conceitualizados na região da Oceania.

Peter notou como problemas de desenvolvimento são apresentados de muitas maneiras que não refletem por completo as experiências vividas pelos ilhéus do Pacífico. Ele disse que o colonialismo é, em grande parte, responsável pela discriminação contra a comunidade LGBTQ+.
Peter abriu uma livraria e coletivo de poesia que promove leituras, atividades, publica antologias e coleções de poesia, prosa e textos de jovens fijanos. Peter também é conhecido por conduzir sessões para destacar a experiência de pessoas LGBTQ+ em Fiji.
Em uma entrevista por e-mail com este autor, Peter conta que a arte é essencial ao advocacy, fala sobre os desafios que artistas e ativistas enfrentam em Fiji, e destaca a necessidade de repensar como os advocacies são conceitualizados na região da Oceania.
Peter notou como problemas de desenvolvimento são apresentados de muitas maneiras que não refletem por completo as experiências vividas pelos ilhéus do Pacífico. Ele disse que o colonialismo é, em grande parte, responsável pela discriminação contra a comunidade LGBTQ+.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Pró-Esia - Fábrica de Versos...4 curiosidades científicas sobre o amor

Tudo acontece muito rápido. Em um quinto de segundo, naquele rápido momento em que a pessoa mais divertida do escritório passou por você, seu cérebro já ativou 12 áreas diferentes e liberou quatro substâncias químicas: dopamina, ocitocina, adrenalina e vasopressina. E, pronto, num passe de mágica, você se descobre apaixonado.
Tudo acontece muito rápido. Em um quinto de segundo, naquele rápido momento em que a pessoa mais divertida do escritório passou por você, seu cérebro já ativou 12 áreas diferentes e liberou quatro substâncias químicas: dopamina, ocitocina, adrenalina e vasopressina. E, pronto, num passe de mágica, você se descobre apaixonado.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Pró-Esia - Fábrica de Versos... Cidadão quem?

Estive pensando no caso do ator preso. Assunto complicado para se tratar. Mas agora a noite, esse assunto ficou mais vivo em minha mente. Sim, na verdade, dilacerou minha mente a noite. Vinha de um entrevista de emprego. 
Eu e Meia-noite(nome da minha moto velha), quando numa blitz fui parado. Fui parado nos moldes da velha repressão aos mais pobres. Um policial mandou-me parar, outro vindo por atrás de mim com uma mão na arma e outra no meu ombro, mandou-me desligar a moto e tirar o capacete. 
Tive uma primeira revista já em cima da moto. Assim que terminou, mandou-me descer da moto, colocar as mãos na cabeça e abrir as pernas para uma segunda revista. Isso tudo acontecendo no meio da pista. Além do sentimento de marginalização já me corroendo as entranhas, vi ao meu lado, um carro que parece ser importado parar por causa do fluxo do transito ser mais lento pela blitz policial. O carona olhou para mim e disse ao motorista que parece que estavam prendendo um marginal. Fiquei extremamente puto. 
Após todas as revistas, consultas aos documentos e eu ser
Estive pensando no caso do ator preso. Assunto complicado para se tratar. Mas agora a noite, esse assunto ficou mais vivo em minha mente. Sim, na verdade, dilacerou minha mente a noite. Vinha de um entrevista de emprego.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

terça-feira, 7 de julho de 2015

Pró-esia - Fabrica de Versos... Gonçalves Dias - Seus Olhos

Gonçalves Dias (1823-1864) foi poeta e teatrólogo brasileiro. É lembrado como o grande poeta indianista da geração romântica. Deu romantismo ao tema índio e uma feição nacional à sua literatura. É lembrado como um dos melhores poetas líricos da literatura brasileira. É Patrono da cadeira nº 15 da Academia Brasileira de Letras.
Gonçalves Dias (1823-1864) nasceu nos arredores de Caxias, no Maranhão, no dia 10 de agosto de 1823.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A MORTE E AS MORTES DE RENATO RUSSO

Diante da polêmica desatada quanto aos direitos da Legião Urbana sobre a obra de Renato Russo, além do uso criminoso de sua música “Que País é Esse?” nas manifestações de extrema-direita, resolvi investigar e entrar no assunto.Alguns pecados foram cometidos contra a memória de um dos nomes mais talentosos da cultura nacional. Ainda não deixaram em paz o compositor, músico, poeta e artista multimídia Renato Manfredini Júnior. São muitas as mortes do genial Renato Russo.
A primeira foi sua morte física, vitimado pela AIDS aos 36 anos de idade, em 1996. Ele se foi no auge de sua capacidade criativa, no ápice de uma produção brilhante, quando compunha verdadeiros poemas e depois, com o esmero de um ourives, lhes adaptava a melodia.
Diante da polêmica desatada quanto aos direitos da Legião Urbana sobre a obra de Renato Russo, além do uso criminoso de sua música “Que País é Esse?” nas manifestações de extrema-direita, resolvi investigar e entrar no assunto.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Pró-esia - Vermelho

Vim ao mundo de uma forma tumultuada.
Gritava para me manter vivo, desobedeci minha má sorte,
Mexia meus dedos frágeis para segurar o peito e não sentir fome
Ganhei um nome que, sem querer ou não, reflete o que sou.

Lutei desde cedo com marmita fria
Para que os açoites doessem menos
Chorei muitas vezes alimentando quem ria,
Partido em muitas pedaços

Me fiz um, me fiz vários
Tive várias costas para doer
Vários rostos para olhar.
Nasci um , vivi vários

Dei as mãos, caí.
Me levantaram, com a mesma canção.
Meu corpo para muitas pernas
Minhas pernas para vários
Vim ao mundo de uma forma tumultuada.
Gritava para me manter vivo, desobedeci minha má sorte,
Mexia meus dedos frágeis para segurar o peito e não sentir fome
Ganhei um nome que, sem querer ou não, reflete o que sou.

sábado, 11 de outubro de 2014

Pró-esia: Poesia do Congo

Kama Sywor Kamanda - Escritor congolense de origem egípcia, se distinguiu por seus contos literários ao mesmo tempo inspirados em suas experiências pessoais, seu imaginário e as tradições e realidades do continente negro. Narrações fantásticas trazidas por um espírito visionário, seus contos são impregnados da cultura e da civilização das terras africanas para transcender, finalmente, o espaço e o tempo e atingir o universal. Eles exprimem, além do imaginário, os mitos e os símbolos da sociedade negro-africana em toda a sua riqueza e diversidade. Como poeta, ele soube dar um novo sopro e grandeza à poesia contemporânea, graças à riqueza de sua linguagem e ao seu domínio da metáfora. Seus versos são viagens entre o real e o irreal, o imaginário e a razão, o exílio e o enraizamento, a dor e a felicidade, o histórico e o eterno. Ao mesmo tempo clássica e inventiva, sua poesia é ornada de um apelo profundo à harmonia, para além das tormentas dos corpos e dos corações.
Kama Sywor Kamanda - Escritor congolense de origem egípcia, se distinguiu por seus contos literários ao mesmo tempo inspirados em suas experiências pessoais, seu imaginário e as tradições e realidades do continente negro.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Poesia para fortalecer a relação entre polícia e população


É por meio da poesia que cerca de 30 agentes do Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal e polícias Civil e Militar de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, serão formados para atuarem de forma mais próxima e humanizada nas comunidades. A oficina, intitulada “Palavra de Polícia: outras armas”, é promovida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) no âmbito do Programa Conjunto da ONU “Segurança com Cidadania”, em parceria com a Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e a Casa Poema e será coordenada pela atriz e poeta Elisa Lucinda. A atividade acontece nos dias 11 e 12 de julho (próximas quarta e quinta-feiras), no Cine Teatro Lauro de Freitas, das 9h às 17h. O evento será encerrado no dia 12/07 com um recital aberto ao público, às 19h.
A capacitação dos agentes inclui temas relacionados ao dia a dia da segurança pública, direitos humanos, trabalho decente, justiça social e as estratégias mais eficazes para se prevenir a violência. O principal objetivo da atividade é cuidar de quem cuida, aproximando as forças policiais das comunidades, ampliando o diálogo e mediando conflitos. Como resultado do workshop será organizado um sarau com todos os participantes. Essa apresentação, além de motivar e valorizar o esforço dos participantes, dará a chance de compartilhar o que aprenderam, envolvendo todo o público presente no sarau.
A atividade é uma das ações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Programa Conjunto da ONU “Segurança com Cidadania: prevenindo a violência e fortalecendo a cidadania com foco em crianças, adolescentes e jovens em condições vulneráveis em comunidades brasileiras”, que está sendo desenvolvido em três municípios brasileiros – Lauro de Freitas (BA), Contagem (MG) e Vitória (ES).
Financiado pelo Fundo para o Alcance dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, o Programa Segurança com Cidadania é composto por seis agências do Sistema ONU: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-HABITAT) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). O Programa conta ainda com a parceria do Governo Federal, através do Ministério da Justiça.
MAIS SOBRE O PROGRAMA CONJUNTO
O Programa Conjunto visa desenvolver ações dirigidas a prevenir a violência que afeta crianças, adolescentes e jovens entre 10 e 24 anos em situação de vulnerabilidade, por meio do estímulo ao cumprimento voluntário das regras, da auto-regulação do comportamento e da promoção de mecanismos de controle social.
As ações estão sendo realizadas em áreas geográficas específicas, escolhidas por meio de um edital público, que recebeu mais de 82 inscrições de várias regiões metropolitanas do país. São elas: Bairro Itinga, em Lauro de Freitas (BA); Região Nacional, em Contagem (MG); e Região Administrativa VII São Pedro, em Vitória (ES). Ao longo de 2011 foram elaborados diagnósticos integrais, com o intuito de identificar os principais problemas de violência, delinquência e convivência de cada localidade. O programa encontra-se atualmente na fase de construção participativa de planos locais de segurança.



Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Porta da OIT

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Poeta da Vez...


Ferreira Gullar, pseudônimo de José Ribamar Ferreira (São Luís, 10 de setembro de 1930) é um poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor,memorialista e ensaísta brasileiro e um dos fundadores do neoconcretismo.

Sobre o pseudônimo, o poeta declarou o seguinte: "Gullar é um dos sobrenomes de minha mãe, o nome dela era Alzira Ribeiro Goulart, e Ferreira é o sobrenome da família, eu então me chamo José Airton Dalass Coteg Sousa Ribeiro Dasciqunta Ribamar Ferreira; mas como todo mundo no Maranhão é Ribamar, eu decidi mudar meu nome e fiz isso, usei o Ferreira que é do meu pai e o Gullar que é de minha mãe, só que eu mudei a grafia porque o Gullar de minha mãe é o Goulart francês; é um nome inventado, como a vida é inventada eu inventei o meu nome".
Segundo Mauricio Vaitsman, ao lado de Bandeira Tribuzi, Luci Teixeira, Lago Burnet, José Bento, José Sarney e outros escritores, fez parte de um movimento literário difundido através da revista que lançou o pós-modernismo no Maranhão, A Ilha, da qual foi um dos fundadores.
Morando no Rio de Janeiro, participou do movimento da poesia concreta, sendo então um poeta extremamente inovador, escrevendo seus poemas, por exemplo, em placas de madeira, gravando-os.
Em 1956 participou da exposição concretista que é considerada o marco oficial do início da poesia concreta, tendo se afastado desta em 1959, criando, junto com Lígia Clark e Hélio Oiticica, o neoconcretismo, que valorizava a expressão e a subjetividade em oposição ao concretismo ortodoxo. Posteriormente, ainda no início dos anos de 1960, se afastará deste grupo também, por concluir que o movimento levaria ao abandono do vínculo entre a palavra e a poesia, passando a produzir uma poesia engajada e envolvendo-se com os Centros Populares de Cultura (CPCs).

“(...) toda sociedade é, por definição, conservadora, uma vez que, sem princípios e valores estabelecidos, seria impossível o convívio social. Uma comunidade cujos princípios e normas mudassem a cada dia seria caótica e, por isso mesmo, inviável.”
— Ferreira Gullar,
Prêmios
Ganhou o concurso de poesia promovido pelo Jornal de Letras com seu poema "O Galo" em 1950. Os prêmios Molière, o Saci e outros prêmios do teatro em 1966 com "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come", que é considerada uma obra prima do teatro moderno brasileiro.
Em 2002, foi indicado por nove professores dos Estados Unidos, do Brasil e de Portugal para o Prêmio Nobel de Literatura. Em 2007, seu livro Resmungos ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção do ano. O livro, editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, reúne crônicas de Gullar publicadas no jornal "Folha de São Paulo" no ano de 2005. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.
Foi agraciado com o Prêmio Camões 2010.
Em 15 de outubro de 2010, foi contemplado com o título de Doutor Honoris Causa, na Faculdade de Letras da UFRJ.
Em Imperatriz ganhou em sua homenagem o teatro Ferreira Gullar, que é palco de muitas peças que emociona e contagia a alegria do povo imperatrisense e regiâo.
Em 20 de outubro de 2011, ganhou o Prêmio Jabuti com o livro de poesia Em Alguma Parte Alguma, que foi considerado "O Livro do Ano" de ficção.

Bibliografia
Poesia
  • Um pouco acima do chão, 1949
  • A luta corporal, 1954
  • Poemas, 1958
  • João Boa-Morte, cabra marcado para morrer (cordel), 1962
  • Quem matou Aparecida? (cordel), 1962
  • A luta corporal e novos poemas, 1966
  • História de um valente, (cordel; na clandestinidade, como João Salgueiro), 1966
  • Por você por mim, 1968
  • Dentro da noite veloz, 1975
  • Poema sujo, (onde localiza-se a letra de Trenzinho do Caipira) 1976
  • Na vertigem do dia, 1980
  • Crime na flora ou Ordem e progresso, 1986
  • Barulhos, 1987
  • O formigueiro, 1991
  • Muitas vozes, 1999
  • Um gato chamado gatinho, 2005
  • Em Alguma Parte Alguma, 2010
Antologias
  • Antologia poética, 1977
  • Toda poesia, 1980
  • Ferreira Gullar - seleção de Beth Brait, 1981
  • Os melhores poemas de Ferreira Gullar - seleção de Alfredo Bosi, 1983
  • Poemas escolhidos, 1989
Contos e crônicas
  • Gamação, 1996
  • Cidades inventadas, 1997
  • Resmungos, 2007
Teatro
  • Um rubi no umbigo, 1979
Crônicas
  • A estranha vida banal, 1989
  • O menino e o arco-íris, 2001
Memórias
  • Rabo de foguete - Os anos de exílio, 1998
Biografia
  • Nise da Silveira: uma psiquiatra rebelde, 1996
Ensaios
  • Teoria do não-objeto, 1959
  • Cultura posta em questão, 1965
  • Vanguarda e subdesenvolvimento, 1969
  • Augusto do Anjos ou Vida e morte nordestina, 1977
  • Tentativa de compreensão: arte concreta, arte neoconcreta - Uma contribuição brasileira, 1977
  • Uma luz no chão, 1978
  • Sobre arte, 1983
  • Etapas da arte contemporânea: do cubismo à arte neoconcreta, 1985
  • Indagações de hoje, 1989
  • Argumentação contra a morte da arte, 1993
  • O Grupo Frente e a reação neoconcreta, 1998
  • Cultura posta em questão/Vanguarda e subdesenvolvimento, 2002
  • Rembrandt, 2002
  • Relâmpagos, 2003
Televisão
  • Araponga - 1990/1991 (Rede Globo) - colaborador
  • Dona Flor e Seus Dois Maridos - 1998 (Rede Globo) - colaborador
  • Irmãos Coragem - 1995 (Rede Globo) - colaborador
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Wikipédia

domingo, 22 de janeiro de 2012

O Poeta da Vez...

Mário Quintana
____________________________________
Mário de Miranda Quintana  (Alegrete, 30 de julho de 1906
 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e 
jornalista brasileiro.


Mário Quintana era filho de Celso de Oliveira Quintana e de Virgínia de Miranda, fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias. Trabalhou para a Editora Globo, quando esta ainda era uma instituição eminentemente gaúcha, e depois nafarmácia paterna.
Considerado o "poeta das coisas simples", com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, ele trabalhou como jornalista quase toda a sua vida. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust, Mrs Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e Sangue, deGiovanni Papini.
Em 1953, Quintana trabalhou no jornal Correio do Povo, como colunista da página de cultura, que saía aos sábados, e em 1977 saiu do jornal.
Em 1940, ele lançou o seu primeiro livro de poesias, A Rua dos Cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966, foi publicada a sua Antologia Poética, com sessenta poemas, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus sessenta anos de idade, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o poema Quintanares, de sua autoria, em homenagem ao colega gaúcho. No mesmo ano ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano. Em 1976, ao completar setenta anos, recebeu a medalha Negrinho do Pastoreio do governo do estado do Rio Grande do Sul. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra.

Vida pessoal


A Casa de Cultura Mario Quintana, antigo Hotel Majestic.
Mário Quintana não se casou nem teve filhos. Solitário, viveu grande parte da vida em hotéis: de 1968 a 1980, residiu no Hotel Majestic, no centro histórico de Porto Alegre, de onde foi despejado quando o jornal Correio do Povo encerrou temporariamente suas atividades, por problemas financeiros e Quintana, sem salário, deixou de pagar o aluguel do quarto. Na ocasião, o comentarista esportivo e ex-jogador da seleção Paulo Roberto Falcãocedeu a ele um dos quartos do Hotel Royal, de sua propriedade. A uma amiga que achou pequeno o quarto, Quintana disse: "Eu moro em mim mesmo. Não faz mal que o quarto seja pequeno. É bom, assim tenho menos lugares para perder as minhas coisas".
Essa mesma amiga, contratada para registrar em fotografia os oitenta anos de Quintana, conseguiu um apartamento no Porto Alegre Residence, um apart-hotel no centro de Porto Alegre, onde o poeta viveu até sua morte. Ao conhecer o espaço, ele se encantou: "Tem até cozinha!".
Em 1982, o prédio do Hotel Majestic, que fora considerado um marco arquitetônico de Porto Alegre, foi tombado. Em 1983, atendendo a pedidos dos fãs gaúchos do poeta, o governo estadual do Rio Grande do Sul adquiriu o imóvel e transformou-o em centro cultural, batizado como Casa de Cultura Mario Quintana. O quarto do poeta foi reconstruído em uma de suas salas, sob orientação da sobrinha-neta Elena Quintana, que foi secretária dele de1979 a 1994, quando ele faleceu.
Segundo Mário, em entrevista dada a Edla Van Steen em 1979, seu nome foi registrado sem acento. Assim ele o usou por toda a vida.
Faleceu em 1994 em Porto Alegre. Encontra-se sepultado no Cemitério São Miguel e Almas em Porto Alegre.


Em 2006, no centenário de seu nascimento, várias comemorações foram realizadas no estado do Rio Grande do Sul em sua homenagem.

Relações com a ABL

O poeta tentou por três vezes uma vaga à Academia Brasileira de Letras, mas em nenhuma das ocasiões foi eleito; as razões eleitorais da instituição não lhe permitiram alcançar os vinte votos necessários para ter direito a uma cadeira. Ao ser convidado a candidatar-se uma quarta vez, e mesmo com a promessa de unanimidade em torno de seu nome, o poeta recusou.
Cquote1.svgSó atrapalha a criatividade. O camarada lá vive sob pressões para dar voto, discurso para celebridades. É pena que a casa fundada por Machado de Assis esteja hoje tão politizada. Só dá ministro.Cquote2.svg
— Mário Quintana
Cquote1.svgSe Mário Quintana estivesse na ABL, não mudaria sua vida ou sua obra. Mas não estando lá, é um prejuízo para a própria Academia.Cquote2.svg
— Luís Fernando Veríssimo
Cquote1.svgNão ter sido um dos imortais da Academia Brasileira de Letras é algo que até mesmo revolta a maioria dos fãs do grande escritor, a meu ver, títulos são apenas títulos, e acredito que o maior de todos os reconhecimentos ele recebeu: o carinho e o amor do povo brasileiro por sua poesia e pelo grande poeta e ser humano que ele foi…

Vídeo sobre a matéria:


Fonte texto: Wikipédia