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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

África em Conto: 'As testemunhas da Binin', por N´deyonghunfã Ká

Bissau - Mesmo ao colo, já me tornei numa moeda de troca. Por mim, o futuro marido investe na família para garantir o meu casamento. Eu cresci e recebi o carinho dos meus pais, mas nunca me entendi o acordo arrumado entre eles com o meu futuro esposo. 

Aos doze anos eu nem queria que os meus seios, nádegas e o corpo inteiro se transformassem em mulher. Muitas meninas da minha idade já foram dadas ao casamento forçosamente, porque os pais lhes qualificavam pelas mudanças biológicas que viam nelas. 

Os meus pais viviam a custa do famoso comerciante da nossa tabanca. Desde os primeiros dias que eu nasci, a aliança já tinha afirmada entre duas famílias.Eu cresci sem saber que sou a ponte que liga as duas famílias. 

Agora percebi porque Malam me chamou de mãe a caminho de bolanha (pântano para o cultivo de arroz). Malam é o sexto filho de Mamadú e primogênito de Mariama. Três anos maior que eu. Filho da terceira mulher do famoso comerciante. Um amigo de bicia (cuidar de arroz) na bolanha.
Bissau - Mesmo ao colo, já me tornei numa moeda de troca. Por mim, o futuro marido investe na família para garantir o meu casamento.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

O grande erro e a grande dor causada pelo neoliberalismo

A melhor maneira de estimular a economia é dar um giro de 180º, acabando com as reformas contraproducentes que foram impostas à população.
Se você lê a imprensa econômica ou as páginas econômicas da imprensa em geral, deve ter visto que em muitos países estão sendo introduzidas práticas bancárias através das quais as instituições financeiras, em vez de pagar juros pelo dinheiro que o cidadão deposita no banco, cobram do mesmo para guardar esse dinheiro. É o que chamam de juros negativos.
Você se perguntará: por que o fazem? E a resposta a essa pergunta varia de acordo com o economista que responde. As chamadas “ciências econômicas” não são tão científicas como a maioria da população acredita.
 
Uma resposta muito frequente é a de que existe hoje no mundo muitíssimo dinheiro. Na verdade, há tanto dinheiro que não se sabe o que fazer com ele. E, para os ricos, é mais seguro ter o dinheiro depositado no banco que debaixo da almofada da sua casa. A resposta tem certa lógica. Mas o que você faria se tivesse muito dinheiro seria, em vez de colocar o dinheiro debaixo da almofada ou num banco? Tentaria utilizá-lo bem, investindo, comprando propriedades que gerassem renda agora ou num futuro a médio ou longo prazo, aumentando o consumo. Isso é precisamente o que a maioria dos economistas também dirá. Já que o maior problema das economias desenvolvidas é a escassa demanda, parece lógico que se tomem medidas para aumentar o consumo. As autoridades públicas tentam fazer com que, no lugar de guardar o dinheiro, as pessoas utilizem esses recursos comprando. É importante, portanto, que os bancos, em vez de forçar a barra com os juros sobre os depósitos, incrementando a poupança.
Se você lê a imprensa econômica ou as páginas econômicas da imprensa em geral, deve ter visto que em muitos países estão sendo introduzidas práticas bancárias através das quais as instituições financeiras, em vez de pagar juros pelo dinheiro que o cidadão deposita no banco, cobram do mesmo para guardar esse dinheiro. É o que chamam de juros negativos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

domingo, 9 de agosto de 2015

Eleições no Haiti começam neste domingo, 09 de agosto, após 3 anos de atraso

Neste domingo, 09 de agosto, mais de 5 milhões de cidadãos e cidadãs haitianos estão convocados a votarem nas eleições legislativas. Em tais comícios, dos quais participarão 1.853 candidatos, serão eleitos 20 senadores e 119 deputados para a Assembleia Nacional.

terça-feira, 17 de março de 2015

PCdoB articula mudanças no sistema político-eleitoral com relator da reforma política

Bancada se reúne com deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) para discutir o tema. Opiniões convergem em alguns pontos, mas comunistas alertam para possibilidade de retrocesso.
Isso porque o tema voltou com força nesta legislatura, após aceleração pelo atual presidente da Câmara da tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 352/13, que é vista como uma antirreforma política por muitos partidos. Para impedir que este texto avance, a Bancada do PCdoB tem se articulado e defendido a proposta que se originou nos debates com a sociedade e tramita na Casa desde 2013, o Projeto de Lei (PL) 6316. Esta semana, a luta por uma reforma política democrática deu mais um passo. A bancada comunista organizou uma reunião com o relator da reforma política, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), para apresentar suas propostas sobre o tema.
Qual é a reforma política que o país quer e qual é a que o Parlamento discute? Essas perguntas têm sido feitas semanalmente nas ruas e nos corredores do Congresso Nacional neste ano.

terça-feira, 3 de março de 2015

Audiências públicas iniciam debates sobre reforma política na Câmara

Duas audiências públicas iniciam os debates da comissão especial da Câmara sobre a reforma política. As audiências serão feitas durante o período da manhã e da tarde desta terça-feira (3) e reunirão especialistas e entidades dos movimentos sociais e sindicais a respeito da temática dos sistemas eleitorais. A primeira audiência, marcada para as 9h30, terá como convidado o professor da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) Renato Beneduzi, que falará sobre sistemas eleitorais de outros países.
Duas audiências públicas iniciam os debates da comissão especial da Câmara sobre a reforma política. As audiências serão feitas durante o período da manhã e da tarde desta terça-feira (3) e reunirão especialistas e entidades dos movimentos sociais e sindicais a respeito da temática dos sistemas eleitorais.