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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Temer, Globo e a fábrica de ciladas

Vivemos nesses últimos dias a aceleração da indústria do boato para apressar a votação no Senado antes da desmoralização completa do governo Temer. Alguns senadores já começaram a dar sinais de impaciência, se isso é indignação verdadeira ou só uma pressão oportunista para descolar um agrado, ainda não está claro. Mas, para evitar um final infeliz, planta-se nas redes um frisson artificial, uma espécie de linchamento digital de Dilma, exatamente como se fez com Lula algum tempo atrás. Toda essa aceleração é ditada por Temer e pela Rede Globo.

No caso de Lula, quando foi nomeado para o ministério, a Globo mobilizou num instante o lacaio FHC que, durante um evento de agências de seguro, talvez ligadas a grandes bancos, em São Paulo, usou todos os adjetivos para avacalhar a imagem de Lula. Foi a senha para que outros, como Gilmar Mendes, viessem à ribalta cuspir também seus impropérios. Para alcançar o efeito desejado, FHC desceu fundo no vocabulário mais ofensivo, recuperando expressões que eram usados durante a Ditadura, quando se dizia que Lula era analfabeto:
Vivemos nesses últimos dias a aceleração da indústria do boato para apressar a votação no Senado antes da desmoralização completa do governo Temer.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Nomes de Wi-Fi estão sendo usados para ofender ou dar indiretas a vizinhos

É inegável que as tecnologias reduziram o contato entre pessoas. Em bairros, já não é tão comum que os vizinhos conversem uns com os outros, sobretudo em áreas urbanas. No entanto, alguns moradores têm usado um artifício pouco comum para mandar aquele papo reto para seus vizinhos: dando indiretas ou ofendendo mesmo (em alguns casos) pelo nome da rede Wi-Fi. Usar nomes criativos em redes sem fio não é uma novidade. Agora, reclamar de problemas pelo nome do Wi-Fi eleva a trollagem a um novo patamar. O tabloide britânico “Daily Mail'' reuniu algumas capturas de tela (todas em inglês) com nomes de redes Wi-Fi que mostram o (baixo) nível que algumas pessoas chegaram para ofender o vizinho:
É inegável que as tecnologias reduziram o contato entre pessoas. Em bairros, já não é tão comum que os vizinhos conversem uns com os outros, sobretudo em áreas urbanas. No entanto, alguns moradores têm usado um artifício pouco comum para mandar aquele papo reto para seus vizinhos: dando indiretas ou ofendendo mesmo (em alguns casos) pelo nome da rede Wi-Fi.

sábado, 20 de setembro de 2014

Alibaba passa valor de mercado do Facebook e chega a US$ 228 bilhões

Depois de apenas duas horas oferecendo ações na Bolsa de Nova York, a gigante chinesa Alibaba conseguiu bater o Facebook em valor de mercado. A companhia chegou à marca de US$ 228,4 bilhões (cerca R$ 540,1 bilhões), enquanto a rede social de Mark Zuckerberg ficou avaliada em US$ 200,2 bilhões (R$ 520,7 bilhões) em sua IPO.
Antes das ações começarem a ser vendidas, o preço inicial da ação da Alibaba era de US$ 68, mas, como informa o Mashable, a empresa chegou ao valor de US$ 92,70 após alta de 38%. Além do Facebook, a Alibaba ultrapassou também o valor de grandes empresas como o HSBC, Verizon e Toyota. As companhias atingiram valor de mercado de US$ 206,7 bilhões, US$ 205,9 bilhões e US$ 203,6 bilhões, respectivamente. Já o valor da oferta pública inicial ficou em US$ 21, 8 bilhões, ultrapassando Visa (US$ 17,8 bilhões), Facebook (US$ 16 bilhões), General Motors (US$ 15,77 bilhões) e outras empresas.
Depois de apenas duas horas oferecendo ações na Bolsa de Nova York, a gigante chinesa Alibaba conseguiu bater o Facebook em valor de mercado. A companhia chegou à marca de US$ 228,4 bilhões (cerca R$ 540,1 bilhões), enquanto a rede social de Mark Zuckerberg ficou avaliada em US$ 200,2 bilhões (R$ 520,7 bilhões) em sua IPO.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A neutralidade da internet morreu

A neutralidade da internet morreu
Uma decisão do tribunal de apelação dos EUA que abala o princípio da neutralidade da internet pode significar o fim do ideal de uma rede aberta
Quer saber se alguém é entendido em internet? Basta lhe perguntar por que devemos nos importar com a neutralidade da rede. Se a pessoa entender da tecnologia, aguarde uma palestra sobre por que é vital que todos os dados na rede sejam tratados igualmente pelos provedores de serviços (ISP na sigla em inglês) e por que é essencial que os que fornecem os "tubos" que nos conectam à rede não tenham influência no conteúdo que flui por esses tubos.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Marina e a Rede: nem esquerda, nem direita, muito pelo contrário

As jornadas de junho mudaram totalmente a conjuntura política do Brasil. A reeleição de Dilma Rousseff, que já era dada como certa, ficou em xeque com a queda de sua popularidade, que segundo pesquisa da Datafolha caiu de 65%, em março deste ano, para 36% em agosto. Até já circula pelos meios políticos um suposto “Volta Lula!”.
Mas o privilégio não foi apenas da atual presidente. Ocorreu uma queda quase que sincronizada de todos os governadores e prefeitos dos principais estados e cidades, além disto, o congresso nacional também assistiu sua avaliação (já não muito) positiva cair de 21%, em março, para 13% em agosto.
No entanto, um nome despontou junto a este período conturbado, o da ex-senadora Marina Silva. Na pesquisa da Datafolha, Marina foi a única pré-candidata a presidência que permaneceu em ascendência nas pesquisas, passando de 14% em março para 22% em agosto (maior pontuação entre a oposição).
Marina Silva conta com a construção de uma nova estrutura partidária para a disputa eleitoral do próximo ano, a Rede Sustentabilidade. O novo partido ainda está em fase de legalização, e já conta, segundo seu site oficial, com 859 mil assinaturas de eleitores brasileiros, número que contrasta com o que os cartórios registraram como aptos a serem considerados legais, que está muito abaixo das 500 mil assinaturas necessárias, problema que está emperrando o registro do seu partido, mas que provavelmente não será problema até outubro.
Nem de direita, nem de esquerda, nem de centro
A Rede se traveste de uma “nova política”, mas parece que o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, começou esta prática antes da “ambientalista”, ao dizer, enquanto legalizava seu partido, o PSD, que “não será de direita, não será de esquerda, nem de centro”. Marina acrescentou mais um elemento em seu discurso: “nem situação, nem oposição”.
Ela pega carona no que o dramaturgo alemão, Bertolt Brecht, chamaria de “tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada” para convencer seus eleitores de que não há mais diferença entre esquerda e direita, praticamente mais uma alusão ao fim da história, como Fukuyama já havia feito pós-queda do muro de Berlim.
Apesar da tentativa de se colocar acima do bem e do mal, o que não falta são contradições entre a sua política e o seu discurso.
Quem não se lembra da campanha de 2010? Ao ser questionada sobre uma das principais pautas dos movimentos ambientalistas internacionais – a construção de Belo Monte –, a ex-Partido Verde se colocou em cima do muro ao dizer: “Não sou contra e nem a favor. O projeto deve ser objetivo. Do ponto de vista cultural, social e ambiental, o empreendimento deve ser ético e respeitar a diversas culturas da região”.
Outro ponto é a diversidade, que a pré-candidata afirma ser uma das características do seu novo partido. Mas e a defesa ao principal símbolo de intolerância – seja homofobia, racismo ou machismo – da atual política nacional, o pastor Marco Feliciano (PSC)? Marina declarou, em maio deste ano, no auge do debate sobre a presidência da comissão de direitos humanos, que o parlamentar estava sendo hostilizado “mais por ser evangélico do que por suas posições políticas equivocadas”, tentando blindá-lo das críticas.
E a transparência? Segundo reportagem do Estadão, o processo de legalização do partido já consumiu R$800 mil, e até o prazo final a estimativa dos gastos é que aumente ainda mais 15%. E quem paga esta conta? Sobre isto, a REDE apenas declarou ao mesmo jornal que “são centenas de doadores financeiros que contribuíram com os gastos até o momento e milhares de pessoas que doaram seu tempo, em coleta de assinaturas, em processamento e relação com cartórios”. Mas entre eles estão nomes ligados às maiores empresas do País, como Neca Setubal, herdeira do banco Itaú, e o bilionário Guilherme Leal, um dos donos da Natura, que foi candidato à vice na chapa de Marina, pelo PV, nas eleições presidenciais de 2010.
Como já diria um ditado popular, “quem paga, escolhe a música!”, e na política não é diferente. Este é o padrão já seguido por outras grandes candidaturas, principalmente o PSDB e o PT na empreitada à presidência da república, que são bancados pelas maiores empresas do país, como o Bradesco e o Itaú, que investem milhões nas suas campanhas.
O que esperar, então, de um partido que já nasce com tantas contradições? Eu apostaria em mais do mesmo! Talvez pior do que isto, pois segue a tendência criada, neste país, pelo PMDB, e que agora é seguida pelo PSD, onde se constrói a imagem de que está todo mundo junto e misturado, não existe esquerda, nem existe direita, somos todos brasileiros prontos para ajudar o nosso glorioso país!
Fonte: Blog O Escrevinhador.