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segunda-feira, 29 de março de 2021

Legalização da maconha cria mercado promissor e visa a reparar injustiças em Nova York

Além de receita anual de US $350 milhões ao estado, acordo prevê a destinação de 40% dos lucros para comunidades que sofreram impacto na guerra contra as drogas.

Mais do que assegurar a receita anual de US$ 350 milhões em arrecadação de impostos ao estado, o acordo fechado entre líderes legislativos para o uso de maconha recreativa em Nova York visa a reparar as disparidades nas comunidades afetadas pela prolongada guerra contra as drogas. Estatísticas mostram que os negros são presos por porte de maconha numa proporção de 15 vezes maior em relação aos brancos na cidade de Nova York. Entre os hispânicos, o número é cinco vezes maior.

Mais do que assegurar a receita anual de US$ 350 milhões em arrecadação de impostos ao estado, o acordo fechado entre líderes legislativos
 para o uso de maconha recreativa em Nova York visa a reparar as disparidades nas comunidades afetadas pela prolongada guerra contra as drogas. Estatísticas mostram que os negros são presos por porte de maconha numa proporção de 15 vezes maior em relação aos brancos na cidade de Nova York. Entre os hispânicos, o número é cinco vezes maior.

Veja uma reportagem de 2019 sobre o imposto arrecadado no Canadá com a venda de maconha.https://g1.globo.com/globonews/jornal-globonews-edicao-das-10/video/canada-lucrou-us-139-milhoes-com-o-comercio-de-maconha-7706960.ghtmlSe o projeto de lei for aprovado nos próximos dias pelo Legislativo estadual, que tem maioria democrata, cerca de 40% dos lucros com a venda de cannabis serão revertidos para as comunidades carentes que mais sofreram o impacto de perseguições pela criminalização das drogas.

Elas serão as primeiras da fila a obter benefícios econômicos, resumiu, num comunicado, a entidade The Legal Aid Society, a mais antiga dos EUA a oferecer assistência jurídica gratuita: “Ao acabar com a proibição, a legislação histórica traz justiça ao estado de Nova York, suspendendo registros de condenação, que reduziram as oportunidades a jovens negros e latinos nova-iorquinos.”

Com a legislação aprovada, o estado segue os passos de Nova Jersey e será o 15º dos EUA, além do Distrito de Columbia, a afrouxar as restrições à maconha, eliminando a prisão para os que portam a quantidade da droga inferior a 85 gramas.

Um imposto de 13% sobre as vendas de maconha, apenas aos maiores de 21 anos, recairá para a receita estadual e local, revertido ainda para fundos de educação e de tratamento para usuários de drogas.

Pressionado por investigações por assédio sexual e por tentar dados de mortes de idosos por Covid-19 em asilos, o governador Andrew Cuomo tenta limpar a imagem e salvar a própria pele.

Opositores o acusam de tentar distrair a opinião pública, mas a batalha pela legalização da maconha é anterior aos escândalos: foi longa e enfrentou vários percalços. A movimentação do promissor mercado, com expectativa para criar entre 30 mil e 60 mil empregos, ajudará também a sanear as contas do estado, que acumulou o déficit de US$ 15 bilhões com a pandemia do novo coronavírus.

Fonte: G1

domingo, 5 de julho de 2020

História - Maconha já era fumada há 2.500 anos

Encontrados restos de cannabis em tumbas na Ásia Central com mais potência que as plantas silvestres


Em 2013, arqueólogos chineses desenterraram um cemitério em Jirzankal, no extremo oeste da China. Situado a mais de 3.000 metros de altitude, no planalto do Pamir, encontraram até agora mais de 30 tumbas. A datação por diferentes meios situa os enterros entre 2.560 e 2.370 anos. O cemitério, vinculado talvez ao zoroastrismo, tem várias peculiaridades: é formado por fileiras de pedras brancas e pretas alternadas. Nas tumbas, também cobertas por camadas circulares de pedras das duas cores, foram encontradas pequenas harpas, contas de vidro e, em uma dezena delas, pequenos braseiros de madeira, alguns com pedras queimadas, também em branco e preto.
O historiador da Grécia clássica Heródoto de Halicarnaso escreveu em suas Histórias o seguinte sobre os guerreiros da estepe: “Do mencionado cânhamo tomam, então, a semente os citas impuros e contaminados por algum enterro jogando-a aos punhados sobre as pedras penetradas pelo fogo, enquanto eles ficam dentro de sua estufa. A semente levanta uma fumaça cheirosa e desprende tanto vapor que não há estufa alguma entre os gregos que supere isso. Ao mesmo tempo, os citas gritam de prazer, como se estivessem se banhando em água de rosas e esta função lhes serve de banho, porque nunca se habituaram a tomar banho”. O estudo dos braseiros encontrados a leste da mítica Cítia confirma agora o que foi escrito há 2.450 anos pelo pai da história.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Mundo Bizzaro - Homem é preso após tentar pagar lanche com pacote de maconha nos EUA

Caso ocorreu em drive-thru no estado da Flórida.
Um homem de 23 anos foi preso no estado americano da Flórida após tentar pagar por um lanche em um drive-thru da lanchonete McDonald's com um pacote de maconha.
Um homem de 23 anos foi preso no estado americano da Flórida após tentar pagar por um lanche em um drive-thru da lanchonete McDonald's com um pacote de maconha.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Anvisa registra pela primeira vez remédio à base de maconha

A agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de registrar o primeiro medicamento à base de Maconha (Cannabis Sativa) no Brasil. O medicamento servirá para tratar espasticidade – rigidez excessiva dos músculos – em pacientes com esclerose múltipla.
A agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de registrar o primeiro medicamento à base de Maconha (Cannabis Sativa) no Brasil. O medicamento servirá para tratar espasticidade – rigidez excessiva dos músculos – em pacientes com esclerose múltipla.

A droga já é aprovada em outros 28 países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Suíça e Israel, onde é conhecido por Sative
A agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de registrar o primeiro medicamento à base de Maconha (Cannabis Sativa) no Brasil.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Maconha e religião: nos EUA, donas-de-casa se reúnem para fumar beck e ler a Bíblia; no Brasil, é sinônimo de tráfico e dá cadeia

Deb Button, uma dona-de-casa de “40 e poucos anos”, era conservadora e nunca tinha fumado maconha na vida até que a erva foi legalizada em seu Estado e ela decidiu provar. Acendeu um baseado para tentar aliviar uma enxaqueca e achou que “veria unicórnios”, mas se sentiu “tão conectada com Deus” que resolveu juntar amigos para discutir a Bíblia e fumar becks em maio do ano passado. “Eu estava sentada em minha sala e literalmente senti Deus. Eu estava cheia de amor, o tipo de sentimento que sempre quis experimentar na igreja e nunca consegui”.
Rapidamente o grupo cresceu e hoje conta com 20 pessoas que se reúnem na casa de Deb, num subúrbio ao sul de Denver, transformada em Bud&Breakfast (trocadilho com Bed&Breakfast, sendo que “bud” é gíria para berlota, camarão de maconha). Entre os membros, há católicos, mórmons, um grego ortodoxo e até um ateu curioso. Deb disse ao portal The Fix que são pessoas que gostam das palavras de Jesus, têm fé, mas que “não são grandes fãs da igreja”. Alguns frequentadores disseram que fumar maconha associada à religião os ajudou a se livrar de outros vícios, como o alcoolismo. O lugar parece uma sala careta qualquer, a não ser pelos vasos repletos de baseados já bolados à disposição dos frequentadores. Os becks passam de mão em mão e os “testemunhas de Jah” começam a ler e discutir passagens da Bíblia.
Os hindus usam a cannabis em seus rituais desde pelo menos 1.000 anos antes de Cristo, com uma beberagem chamada bhang, que tem propriedades medicinais e ainda hoje é tomada durante o Holi ou “festival das cores”, que comemora a chegada da primavera. É possível também que um dos ingredientes do “óleo sagrado” dos cristãos e judeus citado no Velho Testamento seja o cânhamo.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Anvisa simplifica processo de importação de canabidiol por pessoas físicas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) simplificou hoje (18) os trâmites necessários para importação de produtos à base de canabidiol, beneficiando pessoas físicas e o uso próprio. A partir de agora, a documentação apresentada pelos interessados na importação terá validade de um ano, sendo necessária apenas a apresentação da receita médica a cada novo pedido de importação.
Para a primeira importação de derivado do canabidiol, a pessoa física deverá preencher formulário com dados gerais, além de apresentar prescrição e laudo médico. O solicitante também deverá assinar termo de responsabilidade, juntamente com o médico responsável pelo tratamento. A partir da primeira autorização, o solicitante terá autorização de importação excepcional por um ano.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) simplificou hoje (18) os trâmites necessários para importação de produtos à base de canabidiol, beneficiando pessoas físicas e o uso próprio. A partir de agora, a documentação apresentada pelos interessados na importação terá validade de um ano, sendo necessária apenas a apresentação da receita médica a cada novo pedido de importação.