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domingo, 3 de julho de 2016

Mônica diz 'Meu corpo, minhas regras' em quadrinho e pessoas acham que roteirista estava fazendo 'apologia ao aborto'

Desde o Dia Internacional de Luta da Mulher deste ano, a Mauricio de Sousa Produções tem buscado levantar questões importantes sobre o empoderamento feminino em seus quadrinhos, com o projeto Donas da Rua.

sábado, 9 de agosto de 2014

Você não precisa ser magra – sobre quilos a mais e felicidade

Você não precisa ser magra – sobre quilos a mais e felicidade
Ela é linda. Tem olhos grandes e expressivos, sorriso brilhante e belos quadris. Interessante, tem papo agradável e outras mil e uma qualidades. Mas quando sobe na balança e o ponteiro passa do que a sociedade julga aceitável, tudo o que ela tem de bom cai no mar do esquecimento e o foco passa a ser os quilinhos que ela “precisa” perder.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Carta elaborada e assinada coletivamente pelos agentes das culturas negras presentes na III Conferência Nacional de Cultura


Ações Afirmativas para a Cultura

Resultado da III Conferência Nacional de Cultura – Brasília 2013

Nós, ativistas da arte e da cultura negra, delegados, convidados e observadores, e aliados brancos e indígenas, comprometidos com a construção da equidade racial e de gênero no país, vimos a público expressar nossa reflexão acerca da necessidade da adoção de ações afirmativas na busca de fortalecimento econômico para garantir a vivência plena da cultura negra.Ação afirmativa é uma iniciativa essencial de promoção da igualdade, é cobrar de cada um o que cada um pode dar, e oferecer a cada um o que for de sua necessidade. Assim, a decisão recente do STF robustecendo a constitucionalidade das ações afirmativas como estratégia legítima e eficaz de combate ao racismo e à discriminação racial alicerça nossa reivindicação de recursos específicos para a arte e cultura negra no Brasil, como estratégia de enfrentamento do racismo institucionalizado que a acha linda, exótica, aberta e inclusiva, levada a termo por negros fortes, tenazes e combativos que, por isso mesmo, não precisam de dinheiro, afinal, são descendentes de escravizados e estão acostumados a “lutar sem reclamar.”

Nós, negros e indíos das vastas terras brasileiras temos uma aliança que vem dos tempos dos primeiros quilombos, ainda no século XVII, quando os irmãos indígenas, definidos como “negros da terra” pelo colonianismo que também os escravizava, nos mostraram os atalhos e caminhos secretos, os acidentes topográficos que dificultariam a chegada dos perseguidores coloniais, para subir as serras e em seu topo enraizar os quilombos.As mulheres negras e indígenas firmaram aliança de irmandade, porque reconhecem a semelhança de sua luta de libertação, desde 2001, durante o processo preparatório da III Conferência Mundial Contra o Racismo, ocorrida em Durban, África do Sul.A Cultura Negra, sempre acolheu os brancos, é só olhar para o carnaval, a capoeira, as casas de asé e gunzo. Entretanto, a mesma sociedade que desfruta de nossas manifestações culturais, não respaldam ações e políticas que dividam recursos econômicos conosco.O racismo engendra privilégios para todas as pessoas brancas, sejam elas racistas ou não. É o que a Sociologia tem caracterizado como branquitude. E sabemos que é necessário ter muita coragem, determinação e firmeza de caráter para abrir mão desses privilégios.

É uma conclamação que fazemos a todas as pessoas de boa vontade. Venham conosco, ao nosso lado, pois à nossa frente estaremos nós mesmos! Pela destinação de 20% dos recursos da Cultura para a arte e cultura afro brasileira!

Fonte: Unegro

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Dia da Consciência Negra: Movimentos saem às ruas pelo fim do genocídio da juventude

Ato marca o aniversário da morte de Zumbi, líder da revolução do Quilombo dos Palmares; além de São Paulo, outras capitais também se mobilizarão
O fim do genocídio da juventude negra e periférica, a desmilitarização da polícia e a defesa da Lei 10639, que traz a história e cultura afro-brasileira para todas as escolas públicas e particulares, serão algumas das reivindicações da 10ª Marcha da Consciência Negra de São Paulo.
O ato ocorre nesta quarta-feira (20), Dia da Consciência Negra. A data marca o aniversário da morte de Zumbi dos Palmares, líder da revolução do Quilombo dos Palmares, marco da luta pelos direitos dos negros no país.
A concentração começa às 11h no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista. A passeata sairá às 14h30 até a Praça da República, no centro da cidade.
Apresentações
Além do ato, artistas ligados a cultura afro farão diversas apresentações amanhã (20) no centro de São Paulo. Na Praça das Artes, nomes celebrados da soul music brasileira, como Di Melo, Tony Tornado, Hyldon e Gerson King Combo, irão se apresentar no festival Mestres da Soul, a partir das 14h.
No Vale do Anhangabaú, várias vertentes da música negra e outras atividades, como saraus e oficinas, ocorrem desde a tarde de hoje (19) até a noite de amanhã. Artistas como Izzy Gordon, Rappin Hood, Lurdez da Luz, Arlindo Cruz, Turma do Pagode, Dexter, Emicida e o norte-americano Keith Sweat se apresentarão no local.
Na Ocupação Mauá, prédio localizado na região da Luz, também no centro, o rap tomará espaço. A partir do meio dia, tem apresentação dos grupos Facção Central, Liberdade e Revolução e Katarse . O imóvel, ocupado por 273 famílias, também foi cenário de boa parte do clipe da música Marighella, do grupo Racionais MCs, no ano passado.
Na periferia da zona norte paulistana o CEU Paz terá na programação uma feira literária com os saraus Elo da Corrente (Pirituba) e Sarau da Brasa (Brasilândia), além das apresentações de Aláfia, Akins Kintê, Lews Barbosa, entre outros.
Além de São Paulo, outras capitais como Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Distrito Federal e Recife, também realizarão atos e debates sobre a luta e resistência dos negros no Brasil.
Em Brasília, um ato organizado pela Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos começa às 17 horas no Hall da Taquigrafia, anexo II da Câmara dos Deputados.
Em Minas Gerais, a UNEAFRO convocou manifestação na Praça Sete, em Belo Horizonte (BH), às 17 horas.
Já em Pernambuco, às 15 horas, acontece a 10ª celebração da Consciência Negra em que o Grupo Mulher Maravilha e a Comunidade Quilombola Queimada dos Filipes farão ato pela afirmação e autonomia das comunidades quilombolas do Sertão do Pajeú e Moxotó, no Quilombo Queimada dos Filipes, em Iguaracy. Mais informações aqui.
Fonte: Brasil de Fato

terça-feira, 19 de março de 2013

Comenda é concedida a D. Yolanda Queiroz


No aniversário de 129 anos da libertação dos escravos no Ceará, celebrado no próximo dia 25, o governo do Estado concederá a Medalha da Abolição à presidente do Grupo Edson Queiroz, D. Yolanda Queiroz; ao empresário Francisco Ivens de Sá Dias Branco, à jornalista Maria Adísia Barros de Sá e também ao artista Chico Anysio (in memoriam).


A outorga da comenda, que é considerada a maior de todo o Estado, para os quatro cearenses foi publicada no Diário Oficial de ontem e está conforme o decreto nº 16.477, de 6 de abril de 1984. A entrega da honraria será feita pelo governador Cid Gomes durante cerimônia no Palácio da Abolição, às 19h.

O prêmio é importante porque o Ceará foi a primeira província brasileira a extinguir o sistema escravista em seu território, em 1884, quatro anos antes da Lei Áurea de 1888, fato que originou o título de Terra da Luz, dado por José do Patrocínio, um dos maiores jornalistas do abolicionismo brasileiro. Até mesmo Victor Hugo, celebrado escritor e poeta francês, enviou da França as suas saudações aos cearenses pelo pioneirismo na abolição dos escravos.

Trabalho social

A presidente do Grupo Edson Queiroz, D. Yolanda Queiroz, também é vice-presidente da Fundação Edson Queiroz, entidade sem fins lucrativos, mantenedora da Universidade de Fortaleza (Unifor).

Com amplo alcance social, desde 1982, a Escola de Aplicação Yolanda Queiroz, que funciona no campus da Unifor, atende, gratuitamente, mais de 600 crianças, na faixa etária de 4 a 10 anos, oferecendo-lhes desde a educação infantil até o 3º ano do ensino fundamental.

Francisco Ivens de Sá Dias Branco iniciou as suas atividades em 1953, em sociedade com o pai, Manuel Dias Branco. 

O empresário Ivens Dias Branco é presidente do Grupo M. Dias Branco, e iniciou suas atividades em 1953

Ocupando o cargo de diretor industrial do Grupo M. Dias Branco, foi responsável pelas principais inovações tecnológicas da empresa, confirmando a sua vocação para o setor. Em 1972, assumiu o cargo de presidente. 

Ele já recebeu premiações, como o Troféu Sereia de Ouro e a Medalha Edson Queiroz, concedida pela Assembleia Legislativa.

Comunicação

Maria Adísia Barros de Sá é bacharela e licenciada em Filosofia pela Faculdade Católica de Filosofia do Ceará. 

Livre Docente, com grau de doutor, em Fundamentos de Filosofia e Comunicação, pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. 

Além disso, é do grupo fundador do curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC) e do grupo fundador e primeira presidente da Associação Brasileira de Ouvidores, seção do Ceará.

Chico Anysio foi humorista, ator, dublador, escritor, compositor e pintor. Na TV Rio, estreou em 1957 o Noite de Gala. Em 1959, estreou o programa Só Tem Tantã, mais tarde chamado de Chico Total.

Além de escrever e interpretar seus próprios textos no rádio, televisão e cinema, sempre com humor fino e inteligente, Chico se aventurou com relativo destaque pelo jornalismo esportivo, teatro, literatura e pintura, além de ter composto e gravado algumas canções.


Vídeo sobre a matéria:

Fonte texto: Portal Unegro