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quarta-feira, 24 de julho de 2019

O espaço tem cheiro — e ele não é muito agradável

Donald Pettit, engenheiro químico e astronauta que esteve por bastante tempo na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), explicou que o cheiro de pólvora da poeira lunar que os astronautas sentiram provavelmente foi resultado da interação desse pó com o ar do módulo espacial. Já Gary Lofgren, do Laboratório de Amostras Lunares do Centro Espacial Johnson da NASA, atribui o cheiro à combinação da poeira lunar com íons emitidos pelo Sol, que chegam ao satélite e se misturam dentro da cabine
As representações visuais do espaço são, geralmente, deslumbrantes. Não importa se estamos assistindo a um filme de ficção científica ou vendo imagens reais de agências espaciais: somos impactados com a beleza inóspita de planetas, sistemas estelares, cinturões de asteróides, luas — sejam esses corpos celestes imaginados por um diretor de cinema ou não. Mas isso costuma limitar nossa percepção do espaço ao sentido da visão, apenas. Já parou para pensar qual é a temperatura no espaço e nos mais diversos planetas? Será que as matérias dos corpos celestes têm um sabor? E o cheiro? Qual é o cheiro do espaço?

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Novo tipo de energia pode escapar de buraco negro

Cientistas têm observado que a luz não pode escapar da atração de um buraco negro. Porém, algo pode. Isso seria um tipo de energia chamada de radiação Hawking. Até o momento, ninguém jamais testemunhou a radiação Hawking. Mas um cientista diz que tem evidências que levam a isso: energia escapando de um tipo experimental de buraco negro em laboratório. Se outros cientistas conseguirem repetir suas descobertas, eles também teriam evidências de que a radiação Hawking realmente existe. Daniele Faccio chama a nova experiência de “um trabalho inovador, incrível.” O físico da Heriot-Watt University, em Edimburgo, na Escócia, não participou da pesquisa. Ele diz que o novo trabalho, “demonstra algo que todo mundo achava que era impossível.” O buraco negro é um lugar no espaço onde uma grande quantidade de massa é embalado em um pequeno volume. Um buraco negro supermassivo tem uma tão intensa gravidade (devido à sua grande massa) que a sua força atrativa poderia desempenhar um grande papel na realização de uma galáxia inteira. Os cientistas costumavam acreditar que nada – nem mesmo a luz – poderia escapar de um buraco negro. Mas na década de 1970, o físico Stephen Hawking, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, introduziu uma nova ideia. Ele sugeriu que algumas partículas podem, de fato, escapar. Esta ilustração mostra um buraco negro devorando uma estrela. Um buraco negro devora tudo em sua atração gravitacional. O físico Stephen Hawking, porém, propôs que alguma energia pode escapar. Novos dados sugerem como isso poderia ocorrer. Sua ideia veio do mundo da física quântica. Suas regras governam o movimento e comportamento das partículas que são menores do que os átomos. De acordo com físicos quânticos, os pares de partícula estão sempre surgindo. Mas uma vez que elas colidem, desaparecem novamente. O que aconteceria se essas partículas se fossem formadas na borda de um buraco negro e apenas um fosse atraído? Perguntou-se Hawking. Uma outra partícula poderá escapar, concluiu. E o que seria parecido com essa partícula estava vindo do buraco negro. Ao longo do tempo, com partículas sobreviventes suficientes – eventualmente chamadas radiação Hawking – poderiam fazer todo um buraco negro evaporar. Durante décadas, os cientistas têm procurado a radiação Hawking, obtendo provas experimentais, no entanto, tem sido algo complicado para eles. Afinal, ele só iria aparecer em buracos negros, e os físicos não têm acesso a eles. (O mais próximo está à milhares de anos-luz de distância.) A radiação Hawking também seria tão fraca que até mesmo os telescópios não poderiam pegá-la. Buraco negro analógico Jeff Steinhauer é um físico da Technion-Israel Institute of Technology, em Haifa. Para sua nova experiência, Steinhauer não construiu um buraco negro real. Em vez disso, ele construiu um analógico, um dispositivo que imita algumas propriedades do real buraco negro. Em vez de luz e matéria, seu buraco negro foi construído para aprisionar som. Muito semelhante a luz, o som se propaga como uma onda. Para entender como o buraco negro de Steinhauer funciona, imagine um jato voando mais rápido do que a velocidade do som. Agora imagine que o jato faz um barulho. Apesar do piloto bater na janela do cockpit. Devido ao jato estar voando tão rápido, as ondas de som daquela batida não conseguem sair adiante do jato. Todas ficam para trás. - O experimento de Steinhauer criou uma situação bastante similar. Ele acelerou um fluxo de átomos ultrafrios em velocidades super rápidas. O ponto onde os átomos estavam se movendo era mais rápido do que o som que se tornou em uma espécie de ponto negativo. Isso o tornaria similar ao horizonte de eventos de um buraco negro. Ponto em que não há luz e nem matéria que poderão escapar. Qualquer onda de som criada atrás do horizonte de eventos do laboratório deve ser atraída de forma semelhante. No entanto, algumas ondas sonoras escaparam, diz Steinhauer. Ele conclui que esta é uma evidência de radiação Hawking. Ele descreveu suas descobertas em 12 de Outubro na Nature Physics. O físico William Unruh, da University of British Columbia, em Vancouver, no Canadá, passou décadas estudando sobre buracos negros e radiação Hawking. A nova experiência é “provavelmente o mais próximo que alguém já chegou de encontrar evidências de radiação Hawking”, disse ele à Science News. Ao mesmo tempo, ele diz que as ondas sonoras em fuga podem estar vindo de outro lugar. Então, por enquanto, ele argumenta, que são necessários mais experimentos: “Eu não diria que o caso esteja comprovado.” Um buraco negro sônico é diferente de outro no espaço. Encontrar radiação em um buraco negro analógico construído em laboratório “não prova que pode ocorrer em buracos negros reais”, disse Unruh à Science News. “Porém, aumenta a minha confiança sobre o assunto.
Cientistas têm observado que a luz não pode escapar da atração de um buraco negro. Porém, algo pode. Isso seria um tipo de energia chamada de radiação Hawking. Até o momento, ninguém jamais testemunhou a radiação Hawking.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Avião espacial SpaceShipTwo, da Virgin Galactic, explodiu durante um teste e matou um piloto

A Virgin Galactic é a empresa do bilionário Richard Branson que quer iniciar a era do turismo espacial. A SpaceShip Two está sendo testada há meses e já tem uma fila de ricões dispostos a visitar o espaço. O acidente Na sexta-feira, em meio a mais um dos muitos testes que estão sendo feitos com a SpaceShip Two, a nave espacial explodiu no ar na Califórnia, nos EUA. Ainda não há confirmação da causa do acidente, mas especula-se que tenha sido algo relacionado a um novo tipo de combustível que estava sendo testado pela primeira vez em um voo. Como diz a Aviation Week: O voo estava testando o desempenho de novos grãos a base de poliamida, que foram adotados no lugar do polibutadieno com terminação hidroxílica, uma forma de borracha que foi usada na primeira série de testes. A Scaled [Composites] e a Virgin, que anunciaram a decisão de alterar o combustível em maio, fizeram a troca na esperança de oferecer uma queima mais longa, energética e com oscilações de impulso inferiores. O fotógrafo Ken Brown, da Associated Press, capturou o momento exato da explosão do avião espacial – é a foto que abre o post. Abaixo, outra imagem da explosão:
Uma “anomalia durante o voo” a bordo da SpaceShip Two, da Virgin Galactic, fez com que o avião espacial explodisse no ar, matando um dos pilotos e deixando o outro ferido.

sábado, 18 de outubro de 2014

O campo magnético da Terra pode se inverter dentro de 100 anos

O campo magnético da Terra muda constantemente, e a cada 200.000 ou 300.000 anos, o norte e o sul invertem completamente. Atualmente estamos atrasados para uma dessas alterações – e cientistas agora dizem que ela pode acontecer em questão de 100 anos, mudando completamente a vida no nosso planeta de maneiras inesperadas. Por muito tempo imaginou-se que essas inversões demoravam até 7.000 anos para se completarem, como diz um estudo de 2004 financiado pela National Science Foundation. Mas ao longo dos últimos anos outros cientistas sugeriram que as mudanças ocorrem avelocidades anteriormente não imaginadas. E um novo estudo publicado no Geophysical Journal International por uma equipe de cientistas da Europa e dos EUA dá mais detalhes sobre essas mudanças rápidas – sugerindo que a última alteração em 180 graus demorou apenas 100 anos. Como eles percebem as mudanças no campo magnético que datam de centenas de milhares de anos atrás? Ao testar camadas de cinzas depositadas por erupções vulcânicas ao longo de 10.000 anos, encontradas em um leito de lago próximo a Roma. De acordo com um release da Universidade de Berkeley, as direções do campo magnético estão “congeladas” nessas camadas de cinzas, o que pode ser datado de forma confiável para saber quando as conversões ocorreram e quanto tempo levou para elas completarem. “Não sabemos se a próxima inversão vai ocorrer de repente, como foi esta, mas também não sabemos se ela não vai” disse Paul Renne, um dos autores do estudo.
O campo magnético da Terra muda constantemente, e a cada 200.000 ou 300.000 anos, o norte e o sul invertem completamente. Atualmente estamos atrasados para uma dessas alterações – e cientistas agora dizem que ela pode acontecer em questão de 100 anos, mudando completamente a vida no nosso planeta de maneiras inesperadas.

sábado, 9 de agosto de 2014

Você não precisa ser magra – sobre quilos a mais e felicidade

Você não precisa ser magra – sobre quilos a mais e felicidade
Ela é linda. Tem olhos grandes e expressivos, sorriso brilhante e belos quadris. Interessante, tem papo agradável e outras mil e uma qualidades. Mas quando sobe na balança e o ponteiro passa do que a sociedade julga aceitável, tudo o que ela tem de bom cai no mar do esquecimento e o foco passa a ser os quilinhos que ela “precisa” perder.