quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Justiça obriga vereador a deletar vídeo em que difama Juca Ferreira

Jair Di Gregório (PP) está suscetível a multa de R$ 1.000 por dia, caso o vídeo em que ele chama Juca Ferreira de "aberração" e "esse safado" não seja removido das redes sociais em até 24h
O vereador Jair Di Gregório (PP) foi obrigado pela Justiça a retirar do ar o vídeo intitulado “Aberração aqui não Juca Ferreira: BH não é lixo”, em que difama o secretário de cultura de Belo Horizonte, Juca Ferreira, associando-o à exposição “Faça Você Mesmo Sua Capela Sistina”. A mostra, assinada por Pedro Moraleida, está sob responsabilidade da Fundação Clóvis Salgado (FCS), do Estado, e é acusada insistentemente por conservadores de fazer apologia à pedofilia
O vereador Jair Di Gregório (PP) foi obrigado pela Justiça a retirar do ar o vídeo intitulado “Aberração aqui não Juca Ferreira: BH não é lixo”, em que difama o secretário de cultura de Belo Horizonte, Juca Ferreira, associando-o à exposição “Faça Você Mesmo Sua Capela Sistina”.
A mostra, assinada por Pedro Moraleida, está sob responsabilidade da Fundação Clóvis Salgado (FCS), do Estado, e é acusada insistentemente por conservadores de fazer apologia à pedofilia.
Em decisão do juiz Jorge Paulo dos Santos,  da 4ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, Jair Di Gregório está condenado a pagar multa diária de R$ 1.000, caso o vídeo não seja deletado em 24h. “O vídeo postado pelo réu indicia que tenha a parte incorrido em possível negligência na apuração dos fatos, repercutindo negativamente na figura pública do autor, colocando em risco a sua imagem, enquanto gestor”, diz o juiz em um trecho da sentença.
Nas imagens compartilhadas pelo vereador, gravadas no Palácio das Artes, ele se refere a Juca Ferreira como “aberração”, “petista” e “esse safado”. O vídeo também mostra o Di Gregório dizendo que o secretário de cultura “não entende nada de Belo Horizonte” e que a exposição tem “autorização com certeza da prefeitura”.
Frente as calúnias, Juca Ferreira decidiu acionar a Justiça pessoalmente. “Eu movi uma queixa-crime porque esse senhor vereador passou uma semana me caluniando. Mesmo colegas dele na Câmara dizendo que a exposição não tinha nada a ver com a prefeitura, ele continuou com as inverdades. Decidiu me atacar pessoalmente, a minha honra, dando, inclusive, entrevistas para a imprensa e mentindo no Plenário da Câmara”, disse Juca Ferreira, em entrevista a O Beltrano.
Mesmo após retirar o vídeo de seu Facebook, o vereador Jair Di Gregório “continuou mentindo”, segundo Juca Ferreira. “Ele chegou a dizer que estava sendo censurado pelo Facebook e teria que ser obrigado a apagar. Mas foi a Justiça que obrigou. Isso não é censura”, disse Juca.
Em discurso no Plenário da Câmara, na tarde desta terça-feira (10/11), Di Gregório ainda levantou outra polêmica com o nome de Juca Ferreira, dizendo que “tem uma denúncia escrita com nome e telefone, com pessoal que participou de uma reunião com ele (Juca) no Palácio das Artes, e não suportou ouvir o que ele falou de católicos, fizeram chacota”, disse o vereador.
Segundo Juca, mais uma difamação. “É uma atrás da outra. É uma pessoa que parece que não tem apego à verdade, que prefere inventar informações a seu gosto. Até a escolaridade dele é mentira. Diz em seu Facebook que ele tem vínculo com a UFMG, mas o vereador tem o nível médio incompleto. E ele não está frequentando nenhum curso superior, eu tenho a ficha dele aqui completa”, pontuou Juca Ferreira.
“Ele mentiu sobre mim, sobre a cultura e a arte da cidade, mentiu sobre a professora que estava levando alunos a um festival de cinema. Me atacou pessoalmente, atacou a cidade. Temos uma secretária de educação atingida, crianças abaladas, uma professora fragilizada com tudo isso. Não pode e não vai passar impune”, completou o secretário de cultura. Procurado, Jair Di Gregório disse que iria se manifestar somente após receber a decisão judicial. 

Nesta segunda-feira (09/10), a secretária municipal de educação, Ângela Imaculada Loureiro de Freitas, fez duras críticas a Jair Di Gregório em um ofício encaminhado à Câmara Municipal, solicitando que a casa tome medidas contra o parlamentar por “quebra de decoro”. A professora Raquel Sousa, acusada de levar crianças à exposição de Pedro Moraleida, confirmou que vai processar o vereador por associar sua imagem e a de seus alunos às acusações de apologia à pedofilia.
Fonte: O Beltrano

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