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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Uber libera 'botão de emergência' para segurança de passageiros no Brasil

Em maio, a Uber lançou nos Estados Unidos um novo recurso de segurança que facilita o contato de passageiros com a polícia em casos de emergência. E agora a novidade também está disponível para usuários brasileiros.

Ao longo dos próximos dias, passageiros de corridas da Uber vão encontrar um novo
Em maio, a Uber lançou nos Estados Unidos um novo recurso de segurança que facilita o contato de passageiros com a polícia em casos de emergência. E agora a novidade também está disponível para usuários brasileiros.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Crônica da Incerteza

Estava no meu trabalho e whatsapp dá sinal. Eram meus vizinhos me informando que houve arrombamento no condomínio. Saio do trabalho e vou direto para casa para tentar ver o que houve com minha casa.É fato. Realmente arrombaram minha casa e mais três no mesmo condomínio. Parece que o meliante ou os meliantes, estavam a espreita para entrar no condomínio, que dificilmente ele fica sem alguém presente. Levaram-me uma caixa de ferramentas, um notebook que já não funciona mais e extensões elétricas. Mesmo sendo pouco, foi conquistado com muito suor. Mas outros vizinhos perderam mais. Fiquei muito puto( ainda estou). Veio-me esses pensamentos: como pode um vagabundo entrar num condomínio de periferia para furtar em casa de pessoas trabalhadoras e pobre?Como? Chamamos a polícia e fizemos B.O.
Estava no meu trabalho e whatsapp dá sinal. Eram meus vizinhos me informando que houve arrombamento no condomínio. Saio do trabalho e vou direto para casa para tentar ver o que houve com minha casa.É fato. Realmente arrombaram minha casa e mais três no mesmo condomínio.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Ranking da Veja dá nota máxima para São Paulo e Paraná em “Educação” e “Segurança”

O estudo divulgado pela revista exalta os dois estados – governados pelos tucanos Geraldo Alckmin e Beto Richa respectivamente – que protagonizaram, em 2015, escândalos ligados à violência e à repressão contra professores e estudantes
Quais estados brasileiros oferecem as melhores condições para fazer negócios? Quem são os administradores públicos capazes de melhorar, de fato, as condições de vida da população? Esse é o questionamento sugerido pela revista Veja, no dia 31 de dezembro, ao anunciar o “Ranking de Competitividade dos Estados”.

O estudo divulgado pelo veículo compara as unidades da Federação em diferentes áreas e traz São Paulo e Paraná – governados pelos tucanos Geraldo Alckmin e Beto Richa respectivamente – no topo da lista. Os dois aparecem nos primeiros lugares em segmentos como Educação e Segurança Pública.

A revista ressalta que o ranking funciona, para os eleitores, como “uma maneira de aferir a administração pública”. O que chama a atenção é a avaliação positiva de dois estados que protagonizaram, em 2015, escândalos ligados à violência e à repressão contra professores e estudantes.
Quais estados brasileiros oferecem as melhores condições para fazer negócios?

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Campanha Reaja pede renúncia do secretário de Segurança Pública da Bahia

Foi realizada na tarde de hoje, 12/05, a caminhada que marca os 10 anos da campanha Reaja ou Será Morto, Reaja ou Será Morta, uma ação de movimentos e comunidades negras da capital baiana e do interior da Bahia, com articulações em outros estados e até países. Da praça do Campo Grande até a Piedade, moradores de bairros como Cosme de Farias, Engomadeira e da comunidade da Cidade de Plástico, do Subúrbio Ferroviário de Salvador, dentre outros, marcharam contra o extermínio e pedindo por justiça pela morte dos jovens negros. Repetindo a ação realizada há 10 anos, quando ocuparam a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, marco de criação da Campanha. A concentração foi aberta com o discurso do fundador da Campanha, Hamilton Borges, que lembrou aos presentes o que motivou a existência da articulação. “A Reaja só existe porque nossos irmãos e irmãs assassinados não possuem nenhum valor para o Estado, dessa maneira, não temos motivo para comemorar. Contrapondo o que disseram, que a nossa campanha não iria durar meses, aqui estamos”, anunciou Borges. Entre outros fatos, Hamilton lembrou a Chacina do Cabula, que vitimou 18 pessoas (incluindo os desaparecidos) e o assassinato de Giovane, cuja denúncia do Ministério Pública do Bahia aponta ter ocorrido dentro da sede da Rondesp (Rondas Especiais), unidade da Polícia Militar, no bairro do Lobato.  “Esse secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, deveria pedir renúncia imediata, pois em nenhum lugar do mundo, a polícia matou tanto como a instituição liderada por ele, aqui na Bahia”, cobrou Hamilton Borges, sob aplausos dos cerca de cem participantes da marcha.
Foi realizada na tarde de hoje, 12/05, a caminhada que marca os 10 anos da campanha Reaja ou Será Morto, Reaja ou Será Morta, uma ação de movimentos e comunidades negras da capital baiana e do interior da Bahia, com articulações em outros estados e até países.

terça-feira, 28 de maio de 2013

A inacreditável proposta de Clóvis Rossi para a segurança

A proposta abaixo - de tratar a criminalidade paulistana como ato de terrorismo - não tem nenhuma relevância do ponto de vista de políticas de segurança. Estaria bem na boca de Ricardo Salles - o assessor do governador Geraldo Alckmin, do movimento "Endireita Brasil"- ou de qualquer blogueiro da ultradireita. E será ironizada por qualquer especialista em segurança, do mais empedernido direitista ao mais fanático esquerdista.
Mas é relevante do ponto de vista jornalístico, para mostrar como a linha política de ultradireita, adotada pelos jornais, reflete-se no colunismo.
Seu autor é Clóvis Rossi.
Não se exija dele ir às raízes maiores da violência recente de São Paulo. No jornalismo, o populismo requer apenas que o populista atenda aos anseios do leitor médio. E o estilo neocon adotado pelos jornais criou um leitor médio que quer sangue, vingança.
Não ofereça análises aprofundadas, contrapontos que mostrem a ineficácia das políticas de guerra nas cidades: vai apenas bagunçar a cabeça de quem se contenta meramente com a indignação solidária. E será capaz do leitor troglodita mandar um email para o jornal acusando o colunista de ter propensões esquerdistas e defender os criminosos contra as vítimas.
Raízes da violência
Há muitos pontos a explicar o recrudescimento da violência em São Paulo. Há uma violência difusa - cujo combate passa, sim, pela humanização da cidade, por trabalhos nas escolas, bares, pelo fortalecimento das relações sociais. E uma violência organizada, das organizações criminosas que dominam periferia - e que têm que ser combatidas implacavelmente, mas com inteligência.
O fato recente que estimulou a violência difusa foi a guerra selvagem que a Polícia Militar declarou ao crime organizado, endossada por declarações irresponsáveis do governador Geraldo Alckmin.
Detonada a guerra, rompeu-se o pacto tácito que impedia as organizações criminosas de avançarem o sinal. Antes, ajudavam a reprimir crimes leves e - acima de tudo - evitavam crimes contra autoridades (os PMs) e mesmo contra a classe média, para não deflagrar a grande guerra que atrapalha economicamente seus negócios.
Quando instaurou-se o vale-tudo – isto é, o clima de guerra proposto por Clóvis – virou um salve-se quem puder. A ponto do próprio Alckmin ficar à esquerda de Clóvis Rossi e nomear para a Secretaria de Segurança um secretário cuja primeira medida para conter a violência foi desarmar o clima de guerra.
Depois do maior crime da história - o assassinato de mais de 500 pessoas, em 2006, cometido pela PM paulista em represália à ação do PCC - virou um vale-tudo, no qual as maiores vítimas são os inocentes. Esse é o diagnóstico de um Secretário de Segurança responsável, de um governo ultraconservador, como o de Alckmin.
O Secretário proibiu que PMs atendessem às vítimas de tiros no local do crime, porque sabia que em muitos casos elas seriam executadas, aumentando ainda mais o clima de violência.
E, francamente, taxar como "rendição" o conselho para que os cidadãos (que não tem experiencias com armas, com a violência)  não reajam aos agressores é de causar inveja até ao nobre professor Hariovaldo. Trata-se de norma de prevenção de qualquer polícia do mundo.
Da Folha
por Clóvis Rossi
Não há razão para não rotular de terrorismo a criminalidade que aterroriza São Paulo
Por que o ataque a um soldado britânico numa rua de Londres é considerado um ato de terrorismo e a penca de ataques que ocorrem todos os dias em São Paulo e demais cidades brasileiras não é?
O intuito pode ser diferente (não roubaram nada do soldado), mas o resultado final é idêntico ao que o terrorismo busca: aterrorizar uma determinada comunidade.
São Paulo está visivelmente aterrorizada, faz muitos anos. E só faz ficar mais e mais em pânico, à medida que o tempo passa e nada se faz para enfrentar o terrorismo.
Até a incubadeira de criminosos tem certo grau de parentesco. No Reino Unido, são pregadores fanatizados do islã que distorcem a religião para armar de jovens inadaptados. No Brasil, é, acima de tudo, a inadaptação de jovens à vida se não tiverem a muleta da droga, para cuja obtenção fazem de tudo.
No resto do mundo, o consumo de drogas está inexoravelmente ligado à criminalidade, quando ela não é rotulada de terrorismo.
A grande diferença entre um terror e outro é o comportamento do cidadão comum. São Paulo rendeu-se. Rendição tornada oficial pela orientação da polícia para que ninguém reaja quando assaltado. Entregue o que tem, para tentar salvar a vida. O pior da rendição é que já não impede o fuzilamento sumário da vítima, como visto recentemente.
O Reino Unido, ao contrário, não se rendeu ao terrorismo. Ao contrário. Cobri para a Folha os atentados ao metrô e a um ônibus, oito anos atrás, e encontrei uma cidade disposta a não se dobrar. Não que houvesse um espírito de heroísmo latente em cada cidadão. Havia estoicismo. Todos pareciam dizer: se temos que passar por isso, que o seja da melhor maneira possível.
É sintomático desse tipo de atitude a que tomou Ingrid Loyau-Kenneth, professora aposentada, que se atreveu a dialogar com Michael Adebolajo, o jovem de origem nigeriana que aparece em vídeo amador com as mãos ensanguentadas, segurando uma faca e um cutelo.
Quem no Brasil se atreveria a chegar perto de alguém armado?
Ingrid chegou e travou com ele um diálogo mais ou menos assim:
--Estamos em guerra com vocês, disse Michael.
--Vai perder, você está sozinho e nós somos muitos, retrucou Ingrid.
No Brasil, o diálogo seria ao contrário. O bandido é que diria "perdeu, tio (ou tia)", o habitual grito de guerra com que assaltantes se apossam de algum bem alheio.
Não sei se trocar a rendição pela resistência é bom caminho no Brasil. Talvez só aumente a cota de cadáveres de inocentes. Talvez.
Mas a resistência em Londres é acompanhada de uma sensação de segurança desconhecida em São Paulo e talvez no resto do Brasil. Nunca me esqueci de uma caminhada pelas ruas de Londres, anos atrás, com minha filha que então morava lá e, a horas tantas, soltou: "Pai, você não sabe como é bom poder caminhar pela rua sem precisar olhar para trás."
Não é que não haja criminalidade em Londres ou no resto da Europa. É que nem as autoridades nem a sociedade se renderam.
Fonte texto: Luiz Nassif On Line