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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Por trás do desaparecimento de 43 estudantes, militarização do Estado, estupidez da “guerra contra as drogas” e submissão total aos EUA. Agora, sociedade enfrenta sistema político

Após uma semana no exterior, o presidente do México, Enrique Peña Nieto voltou para casa no início de novembro para enfrentar a pior crise política de seu governo.Protestos violentos surgiram depois que uma guarnição local de polícia sumiu com 43 alunos de Ayotzinapa, uma faculdade de ensino rural no estado de Guerrero. Como as investigações continuam, a crise evidenciou a violência e corrupção que dominam grandes partes do país. Liderada por jovens, as manifestações, que se espalham por todo o território, culpam o governo por este ataque e outros semelhantes. No campus Ayotzinapa, onde os pais esperam por notícias de seus filhos, um deles me disse: “O governo sabe onde eles estão” em uma voz carregada de cansaço e tristeza. Na noite de 26 de setembro carros de patrulha da polícia, na cidade de Iguala, bloquearam os ônibus de seu filho e os outros alunos que estavam viajando, e abriu fogo contra os passageiros. Durante a noite, outros alunos de Ayotzinapa chegaram para resgatar seus companheiros. Membros do sindicato dos professores públicos acudiram para ajudar. O tiroteio continuou. Em uma bizarra série de eventos, um comando armado atacou os estudantes nas horas seguintes. Perto dali, um terceiro ataque a um time de futebol local, possivelmente confundido com estudantes Ayotzinapa – deixou outro jovem e outros dois mortos. Fitas de vídeo que estão nas mãos do procurador do estado de Guerrero supostamente mostram que a polícia local também participou deste ataque. A Polícia Federal chegou ao local, pelo menos, duas horas mais tarde e se recusou a atender os feridos. De todo modo, os agentes que aplicam a lei limitaram suas atividades apenas em disparar contra os alunos, desaparecendo com 43 deles. Nenhum agente da lei — de qualquer esfera de governo — protegeu os jovens dos ataques, apesar dos investimentos maciços em segurança feitos nas últimas décadas, na “guerra contra as drogas”. Sobreviventes relatam que levaram um ferido para uma base militar próxima, onde o pessoal do exército recusou-se a ajudá-los. Nenhum soldado adiantou-se para tentar impedir o massacre da juventude. O Centro de Direitos Humanos de Guerrero emitiu um alerta urgente em 29 de setembro afirmando: “Estes eventos demonstram um uso excessivo da força e uma intenção deliberada, da Polícia Militar, de executar extrajudicialmente alunos, como também certa omissão por parte das autoridades estaduais e federais por não implementar medidas de segurança adequadas, que teriam impedido uma segunda agressão e o desaparecimento de 55 estudantes locais”. (atualmente, 43 continuam desaparecidos, enquanto 12 foram localizados com vida). Por que ocorreu o assassinato em massa? É praticamente impossível juntar as peças de forma lógica para chegar a alguma conclusão sobre quem ordenou os ataques e por que. Os executores, em especial, devem ter agido irracionalmente. Sabemos que a emboscada foi planejada de antemão e que os alvos eram os estudantes de Ayotzinapa. Além disso, há um debate acalorado sobre se o crime organizado comandou a polícia local, sob seu poder, no ataque aos alunos, ou se o governo usou as suas relações com o crime organizado para aterrorizar e assassinar os alunos. Para tornar as coisas mais complexas, por trás do debate há um consenso, segundo o qual a linha entre o crime organizado e o governo, na cidade, foi há muito tempo apagada pelo conluio entre as duas partes. O procurador-geral anunciou recentemente que as investigações mostraram que o prefeito de Iguala ordenou os ataques aos estudantes. Ele é acusado de ter laços estreitos com o cartel regional do crime organizado Guerreros Unidos — que supostamente era comandada pelos irmãos de sua esposa, até que dois deles foram assassinados e o terceiro foragiu-se. O governo também é culpado por ter falhado totalmente na manutenção da paz em Guerrero, um estado que combina os piores aspectos do abuso de governo e da violência criminal. A área externa de Iguala é uma das regiões de produção de drogas mais importantes do país. Além disso, a corrupção política do Estado garante a proteção e impunidade. Sua história de oposição, inclusive por grupos armados, faz com que seja também um centro nodal para a repressão.
Após uma semana no exterior, o presidente do México, Enrique Peña Nieto voltou para casa no início de novembro para enfrentar a pior crise política de seu governo.

segunda-feira, 31 de março de 2014

II Jornada de Lutas da Juventude começa com vitória importante em São Paulo

II Jornada de Lutas da Juventude começa com vitória importante em São Paulo
A II Jornada de Lutas da Juventude começou na quarta-feira, 26 de março, em Brasília e São Paulo, e vai até o dia 09 de abril. Estudantes e entidades do movimento estudantil defendem a aprovação do PNE, com investimento de 10% do PIB para educação. Em São Paulo, os estudantes conseguiram pressionar a aprovação do plano de carreira para professores e funcionários do Centro Paula Souza.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

2º Encontro da Juventude da CTB define Coletivo Nacional e apresenta propostas para unir a juventude que trabalha e estuda na luta sindica

Superar o desafio de incorporar a energia transformadora da juventude que trabalha e estuda ao movimento dos trabalhadores e trabalhadoras e intensificar a luta para que o Brasil avance mais rapidamente, incluindo a juventude da cidade e do campo no projeto nacional desenvolvimento. Estas são algumas das propostas contidas na carta “Unir a juventude que trabalha e estuda na luta sindical”, aprovada no encerramento do 2º Encontro Nacional da Juventude da CTB, neste domingo (30), em Belo Horizonte.
A carta, que será encaminhada à direção nacional da Central como contribuição para os debates do 3º Congresso da CTB, que ocorrerá em agosto, também aponta uma série pontos para organizar a juventude trabalhadora da CTB, como: criação de secretarias de juventude em todas as CTBs estaduais e diretorias de entidades filiadas; garantia de previsão orçamentária para a Secretaria de Juventude; ampliação da organização da Juventude da CTB nos ramos onde a Central está presente; criação da escola nacional da CTB com garantia de participação dos jovens; e realização de festivais da juventude do campo e da cidade, entre outros.
Coletivo
No final do encontro, que teve início na sexta-feira (28), também foram definidos os membros do Coletivo Nacional de Juventude da CTB, que integra
homens e mulheres do campo e da cidade, de diversos ramos e de estados de quatro regiões do País. São eles: Vitor Espinoza (CTB-RS), Igor Pereira (CTB-RS), Juliana Matias (CTB Minas), Wallace Melo (Sinpro-PE), Alfredo Santiago (CTB-BA), Rose Santos (Sindicato dos Bancários de Sergipe), Maria Alves (Fetaemg), Dorenice Flor (Contag), Renato Pires (CTB-MS), Robson Porto (Sindicato dos Metalúrgicos de Betim - MG), Wellington Guilherme (Sindicato dos Metalúrgicos de Jaguariúna - SP), Luciane Severo (Sindicato dos Sapateiros Campo Bom - RS) e Kleiton Alder (Sindicato dos Metalúrgicos da Camaçari - BA).
“O Coletivo Nacional que sai deste encontro é muito representativo, composto por entidades fortes de grandes ramos e de estados onde a CTB está organizada. Não é pouca coisa conseguir o compromisso destas entidades com a luta sindical nacional da juventude da CTB. Damos um salto e nos armamos para, na próxima gestão da CTB e da Secretaria da Juventude, poder realizar um trabalho mais coletivo, mais organizado e mais forte, dialogando com as preocupações da juventude e do Brasil”, disse o secretário nacional de Juventude da CTB, Paulo Vinícius.
Participação
A grande representatividade dos delegados e a participação de lideranças nacionais no encontro também foram ressaltadas pelo secretário de Juventude. “Tivemos neste um encontro mais de 30 entidades, que representam centenas de categorias e milhares de trabalhadores, e a presença de importantes lideranças, como a presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Manuela Braga; a presidenta  Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), Luana Bonone; e o dirigente nacional da CTB Adilson Araújo, que veio para ouvir, dar sugestões e firmou compromissos que sinalizam apoio à juventude”.
Sobre as manifestações realizadas no Brasil nas últimas semanas e a tentativa da direita em disputar a juventude, Paulo Vinícius disse que as reflexões realizadas durante o encontro contribuíram para que a juventude da CTB se posicione nesta batalha com mais força, defendendo a pauta de reivindicações da classe trabalhadora.
O coordenador do Coletivo Nacional de Juventude da CTB, Vítor Espinoza, elogiou o encontro. “Foi excelente, pois conseguimos realizar um amplo debate sobre diversos temas de interesse da juventude trabalhadora, como os problemas enfrentados pela juventude trabalhadora urbana e rural, a precarização do trabalho, a questão do estágio e as recentes manifestações”.
Segundo Vítor, a juventude trabalhadora da CTB tem que ir para as ruas participar das manifestações e defender pautas como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução do salário, o fim do fator previdenciário, a destinação de 10% do PIB e de 100% dos royalties do pré-sal para a Educação e a democratização da mídia.
Opiniões
Confira a opinião de outras lideranças que participaram do 2º Encontro Nacional da Juventude da CTB:
Maria Alves de Souza (Fetaemg): “O encontro garantiu o fortalecimento e a criação de novas estratégias para contribuir com o processo construção política da CTB e dos sindicatos, federações e confederações filiados a ela. Saímos do encontro com a possibilidade de uma maior participação e visibilidade da juventude no 3º Congresso da CTB e em espaços estratégicos de decisões políticas da sociedade como um todo. Valeu a pena participar deste encontro porque garantiu a qualificação e formação política dos jovens que aqui estiveram, que servirão de multiplicadores em suas bases, nos seus sindicatos e por onde quer que passem no processo de participação social”.
Alfredo Santiago de Jesus Junior (Sindicato dos Comerciários de Salvador -BA): “O encontro foi um espaço de debates que abriu novos horizontes frente aos acontecimentos no País, nos orientando como proceder e caminhar neste novo momento de junção da luta social com a luta sindical para que os trabalhadores também tenham sua pauta de reivindicações atendidas e, com isso, avançar na qualidade de vida tanto enquanto trabalhador(a) e cidadão(ã) deste País. O debate também nos proporcionou como construir de fato um elo mais próximo do contato com os trabalhadores no seu local de trabalho. Tivemos a oportunidade de expressar o que os trabalhadores estão sentindo e passando, o que costuma ficar nos bastidores e o movimento sindical nem sempre consegue visualizar”.
Lucas Nascimento da Silva (CTB Maranhão): “Vim para este encontro com o objetivo de absorver o maior número de informações possíveis. Aqui, abri muito a minha visão política e tive a oportunidade de discutir com jovens de todo o País, de maneira eficiente e forte, diversas questões sofridas pelos trabalhadores. Aprendi que a juventude tem que se unir e se organizar para ampliarmos nossa participação nos sindicatos e na própria CTB. Considero que a construção do Coletivo Nacional de Juventude da CTB foi muito importante, porque vai nos aproximar da direção nacional e das esferas governamentais, podendo, assim, defender o jovem trabalhador. Saio deste encontro com a convicção de que devemos nos unir, trabalhar e mostrar para o Brasil que o jovem trabalhador e o jovem sindicalista têm que ser ouvido e respeitado”.
Juliana Matias (CTB Minas): O encontro aqui em Minas foi muito propulsor. Fortalece a CTB na ação, crescimento e valorização da classe trabalhadora, principalmente aos trabalhadores que trabalham e estudam e os rurais. O Coletivo Nacional de Juventude certamente proporcionará um diálogo ainda maior com a Central e com os próprios trabalhadores e trabalhadoras”.
Carta
Leia a íntegra da carta do 2º Encontro da Juventude da CTB:
Unir a juventude que trabalha e estuda na luta sindical
A luta dos trabalhadores e trabalhadoras e da juventude nunca dormiu. Em 2013, o povo na rua nas maiores marchas desde o Fora Collor dá uma outra força para avançar nas mudanças e mudar a fase do projeto iniciado com a vitória de Lula em 2003. Queremos mais direitos e desenvolvimento. E precisamos lutar por isso, pois a crise mundial do capitalismo só tem a oferecer miséria, precarização do trabalho, guerras e degradação do meio ambiente. No Brasil, a direita neoliberal liderada pela mídia golpista fará de tudo para interromper o ciclo de vitórias conquistado pela juventude e os trabalhadores.
Expressar a liberdade nas ruas e nas redes, a juventude quer seu lugar no Projeto Nacional de Desenvolvimento. As marchas expressam a luta pela mobilidade e o direito a cidade, melhores serviços na área da saúde e educação, profunda transformação na política, que não representa o povo, mesmo com os avanços que tivemos. Contra isso haverá a resistência e as manipulações das velhas elites. É preciso evidenciar que a mobilidade urbana, os serviços de saúde e educação não vão melhorar enquanto os gastos com banqueiros e especuladores tomarem quase metade do orçamento do Brasil, inviabilizando o desenvolvimento e o lugar da juventude.
A origem da corrupção é o peso do dinheiro na eleição dos representantes. Basta de eleger somente quem os banqueiros, os latifundiários e empresários financiam. Queremos o lugar das mulheres, da juventude, dos negros, da classe trabalhadora. Política não é mercadoria. Reforma política já, com financiamento público e exclusivo de campanha.
A mídia continuará tentando manipular o povo e criminalizar os movimentos sociais enquanto houver o monopólio dos meios de comunicação. A juventude e os trabalhadores(as) estão nas ruas para expressar a liberdade que não encontram na telinha e nos jornalões. É preciso uma nova lei que desconcentre os meios de comunicação, garantindo liberdade, pluralidade e diversidade. Por uma nova lei da mídia democrática já!
Posicionar a juventude trabalhadora nas lutas
Nesse cenário a juventude da CTB realiza em Belo Horizonte o seu 2º Encontro Nacional. Depende de nós o desafio de incorporar a energia transformadora da juventude que trabalha e que trabalha e estuda ao movimento dos trabalhadores e trabalhadoras. Somos mais de 60% da população economicamente ativa, sofremos na pele a dificuldade de conciliar trabalho e estudo, a precarização do trabalho, o desemprego. Lutamos por um Brasil desenvolvido no campo e na cidade, que respeite nossa voz e diversidade, sem preconceitos por nossa idade, orientação sexual, cor da nossa pele, convicções políticas. Queremos mais direitos, e só com unidade da classe trabalhadora em luta que conseguiremos vitórias.
Para isso, a juventude da CTB dialoga com o 3º Congresso dessa vitoriosa central que já reúne cerca de 10% o sindicalismo em apenas cinco anos. Estamos convencidos da importância de nosso diálogo com a juventude trabalhadora a serviço de nossa central.  O povo unido jamais será vencido, e acreditamos muito na união dos jovens trabalhadores, estudantes e mulheres para impulsionar o fortalecimento da luta dos trabalhadores. Com esse bloco podemos acelerar as mudanças, botar o pé no acelerador e trocar de marcha.
É preciso traçar alguns pontos para organizar esse time da juventude trabalhadora da CTB:
- 40 horas semanais já! Fim do fator previdenciário;
- Nenhuma direção da CTB ou sindicato da CTB sem secretaria da juventude! Queremos oportunidade de contribuir para as decisões da luta dos trabalhadores(as);
- Garantir na previsão orçamentária da CTB orçamento próprio da Secretaria de Juventude para as ações e atividades desta;
- Intensificar a luta pela educação. 10% do PIB para educação de qualidade, com creches para o povo, educação pública para a cidadania e o mundo do trabalho em todos os níveis no campo e na cidade com valorização dos trabalhadores da educação;
- Lutar por oportunidades de permanência da juventude no campo, garantindo a sucessão rural, fortalecendo a educação do campo;
- Lutar por reforma agrária garantindo assentamento dos jovens trabalhadores (as) rurais;
- Lutar pelo empoderamento das mulheres em todos os espaços, com equidade salarial de gênero;
- Fora Feliciano! Contra a homofobia;
- Levar o debate do estágio e ingresso no mundo do trabalho para as entidades representativas dos estudantes (grêmios, partidos e movimentos estudantis);
- Fortalecer o relacionamento da juventude da CTB com as centrais da América do Sul e em especial do cone sul Venezuela e Cuba;
- Criar condições para a conciliação do trabalho e estudo;
- Combater o assédio moral e sexual;
- Apoiar o projeto de lei de iniciativa popular que regulamente e democratize a mídia;
- Ampliar e melhorar a comunicação dos nossos sindicatos, aumentando a produção e divulgação de materiais em áudio e vídeo, disponibilizando o compartilhamento desses arquivos na internet;
- Mais transparência no sistema “S” contemplando: inclusão da formação voltada á agricultura de pequena e média escala e a ao empreendedorismo rural;
- Participar dos encontros de estudantes técnicos com campo e cidade;
- Lutar para garantir a qualidade do ambiente de trabalho, e combater a exploração da mão de obra juvenil cobrando que o Ministério do Trabalho tenha uma posição em defesa dos trabalhadores(as);
- Realizar festivais da juventude do campo e da cidade;
- Realizar reuniões do Coletivo Nacional para o ano com a CTB;
- Ampliar a organização da Juventude da CTB nos ramos onde estamos mais organizados;
- Criar uma escola nacional da CTB com garantia de participação dos jovens.
A juventude trabalhadora do campo e da cidade protagonista das mudanças que o Brasil necessita, fortalecendo as ações da juventude brasileira com as nossas bandeiras.
Belo Horizonte, 30 de junho de 2013
Fonte texto: Blog CTB MG

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Renato: A juventude está ativa e preparada para lutar pelo Brasil

"A juventude sempre esteve unida contra a opressão. Ela está preparada para lutar por um novo Brasil". Foi o que declarou Renato Rabelo, presidente Nacional do PCdoB, durante participação no 53º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), ao falar sobre o papel jogado pela juventude e o movimento estudantil na luta travada contra a opressão ao longo da história do Brasil.
Renato - congresso da UNE 
A atividade reuniu ainda o presidente da UNE, Daniel Iliescu;  Luiz Dulci, direção nacional do Partido dos Trabalhadores-PT;  André Roberto Menegotto, secretário nacional adjunto do Partido Democrático Trabalhista-PDT; Valdir Raupp, presidente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro-PMDB;  Irapuã Santos (executiva nacional do Partido Pátria Livre-PPL; Ivan Valente, presidente do Partido Socialismo e Liberdade-Psol; Roberto Amaral, vice-presidente do Partido Socialista Brasileiro-PSB; e Heron Barroso Silva de Menezes, comitê central do Partido Comunista Revolucionário-PCR.
Em entrevista à Rádio Vermelho, o presidente do PCdoB que a UNE dá um importante passo ao reunir forças para pensar em um Brasil diferente, em uma nação melhor. Segundo ele, "só quando debatemos e discutimos é que firmamos passos mais sólidos na jornada de transformação. As ideias mais avançadas surgem do fragor das opiniões”, defendeu.


Ele também salientou o papel da UNE nessa trajetória de luta. "A UNE é uma entidade de uma experiência e profundidade histórica imensa. E por que afirmou isso? Porque ela ao mesmo tempo que se concebe em um entidade plural, ela é única no movimento estudntil, não se pulverizou. ou seja, ela forte em sua diversidade e pluralidade e a liga que constrói essa união está baseada nas lutas dos seus eternos militantes, nas bandeiras de uma Brasil avançado, nos sonhos dos jovens que nao aceitam mais a desigualdade", explicou o dirigente.

Renato afirma que é preciso pesar a importância da realização de um evento como é o Congresso da UNE. Para o dirigente comunista, um evento como esse só reforça a força a juventude em lutas do Brasil e sinaliza a centralidade de questões antes deixadas de lado pelos setores conservadores do país.

"Um evento como esse tem um marca importante em questões como a defesa de uma educação pública e de qualidade. Também deixa claro o interesse da nossa juventude pelas questões políticas do país. Ou seja, nossa juventude está alerta ao processo político. Ela agenda, discute, cobra e já alcançou diversas conquistas", destacou.

Fonte texto: Portal PCdoB

domingo, 17 de março de 2013

Juventude CTB MG na luta pela moradia.


Aconteceu no domingo dia 17 de março o IV Encontro da União Metropolitana por Moradia Popular. O evento reuniu as mais importantes entidades de luta pela moradia como UNMP(União Nacional por Moradia Popular), UEMP(União Estadual por Moradia Popular), CMP(Central dos Movimentos Populares), Associação Rosa de Saron, entre outras. O encontro que começou as 9hs da manhã com o discurso de dirigentes de algumas das mais expressivas entidades do movimento se encerrou as 17hs com o debate em grupo sobre as estruturações dos espaços urbanos para a conclusão do projeto de moradia.
Compondo com total relevância, a juventude também esteve presente representada principalmente pela juventude classista e de luta da CTB MG que avança nos debates sobre as questões da moradia para a juventude. " É de extrema importância que discutimos a questão das moradias para a juventude, analisando que o jovem está numa disparidade nessas conquistas, através do projeto Minha Casa, Minha Vida. Sentimos a necessidade de ampliar esse debate com os órgãos governamentais para sanar essa disparidade, pois a muitos jovens que se encontram em condições precárias de vida, jovens que são arimos de família e precisam ter sua moradia, mas por questão de sua idade tem uma pontuação menor para os sorteios das casas". Diz o representante da juventude da CTB MG Romney Mesquita.  O encontro serviu principalmente para reforçar os trabalhos das entidades no sentido de formar os próprios projetos e seguir com o Minha Casa, Minha Vida Entidades que é parte do Minha Casa, Minha Vida mas que são captações de recurso que as entidades fazem através de projetos junto a Caixa com o capital público.

Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Blog Juventude CTB MG

sexta-feira, 1 de março de 2013

Moção de repudio contra o extermínio da juventude negra


Pelo fim da violência e exterminio da juventude negra e pela desmilitarização das policias.

... Nos deparamos a cada dia com a ampliação do abismo social entre negros e brancos, com relação à renda, emprego, escolaridade, acesso à justiça e poder. O drama social acomete, com maior gravidade, a população negra, que habita as favelas e periferias desestruturadas, tornando presa fácil da criminalidade, assistindo nossos jovens serem mortos pela violência urbana e nos negando oportunidades de mobilidade social.
Dados levantados junto ao sistema penitenciário brasileiro apontam que o encarceramento, nos primeiros seis meses de 2012, superou a marca de 549.500 presos em todo o país, representando um aumento de 511% nos últimos vinte anos. A maior parte dos aprisionados é composta de jovens negros. 
Dados do Ministério da Saúde mostram que metade das vítimas de homicídios no Brasil tem entre 15 e 29 anos e sete de cada dez jovens assassinados são negros, sendo mais de 90% do sexo masculino. O jovem negro que mora em bairros da periferia é o principal alvo da violência urbana no País. A manutenção ou mesmo ampliação destes índices aponta para uma “banalização” da violência cotidiana, a qual a juventude negra do nosso país é submetida, permeando as práticas tanto do poder público, quanto de grande parcela da sociedade civil e gerando uma realidade por nós compreendida como verdadeiro programa de extermínio da nossa juventude.
A política de guerra às drogas tem servido de justificativa para a criminalização da pobreza e é a principal responsável pelo grande índice de homicídios que vitimizam os jovens negros que habitam as periferias e favelas do nosso país. Essa guerra objetiva punir somente o elo mais vulnerável de toda a cadeia produtiva das drogas ilícitas. Os 'inimigos' a serem eliminados são os pobres, negros, marginalizados e sem acesso à justiça. A organização em que se estrutura a polícia militar no Brasil é marcada por resquícios ideológicos do período ditatorial (1964-1984), que vêem a população pobre e negra como inimigos internos e potenciais criminosos, do mesmo modo pelo qual as forças repressoras eram orientadas no período colonial – combatendo e capturando os negros escravizados, em resistência.


Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Porta UNEGRO

terça-feira, 10 de julho de 2012

CTB participa do Encontro do Cone Sul da Juventude da FSM

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) através de sua secretaria da Juventude participou do I Encontro do Cone Sul da Juventude da FSM, organizada pela Federação Sindical Mundial, através do seu capítulo argentino, entre os dias 29 e 30 de junho, na Argentina.
abertura matéria
A ideia, proposta em Porto Alegre no marco do Fórum Social Temático desse ano pela delegação do Sindicado do Couro do país platino, contou desde o início com o apoio da CTB, e desde então só ganhou força, culminando num exitoso encontro. Além de ter sido um qualificado espaço de debate, o I Encontro marca um momento histórico de intensificação da coordenação política entre as juventudes das entidades afiliadas à FSM no Cone Sul. Ressalte-se a ampliação da influência da FSM na Argentina e a construção unitária que caracterizou o processo de realização dessa primeira reunião de jovens sindicalistas no país irmão, fato que deve servir à contínua consolidação da juventude da FSM na América do Sul.
A abertura da atividade reuniu mais de cem participantes na Federação das Sociedades Galegas da Argentina, com a presença do Secretário da FSM para as Américas, o cubano Ramón Cardona,  com o brasileiro Paulo Vinícius Silva, Secretário de Juventude da CTB, representando o Comitê Internacional da Juventude da Federação, o uruguaio (maior delegação estrangeira presente) Leonardo Batalla  em nome do Encontro Sindical Nossa América (ESNA), o jornalista paraguaio Osvaldo Zayas, e, pela Argentina, Ernesto Trigo, do Sindicato do Couro, Victor Mendivil, Secretário Geral da Federação dos Trab. do Judiciário da  Argentina e Mário Alderete, da Corrente Nacional Agustín Tosco.
 O êxito da convocatória se percebeu desde a abertura, posto que o I Encontro superou as expectativas, contando, além de Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, com a presença do Chile Cuba, Equador e México. Pelo Brasil, além da CTB, estiveram o Secretário de Juventude da Central Sindical de Profissionais, Marcelo Gonçalves e Gustavo Barbosa, da Federação Nacional dos Técnicos Agrícolas.
fechamento
As intervenções tiveram a marca de saudar o bem sucedido processo de articulação da juventude da FSM na América Latina, palco das duas edições internacionais recentes da Conferência Internacional da Juventude ( Lima e Havana) e também dos Encontros sub-regionais centro americanos, e agora no Cone Sul. Todavia, as atenções se dirigiram sobretudo à fala do jovem jornalista Osvaldo Zayas, cujo informe sobre o golpe de Estado contra o governo democraticamente eleito de Fernando Lugo marcou o clima do I Encontro, com solidariedade inequívoca à luta do povo paraguaio pela democracia e pelo processo de mudanças.

Atílio Borón debate com a juventude da FSM
 A mesa de conjuntura, realizada no auditório do Sindicato do Couro, contou com a presença do Doutor em Ciência Política pela Universidade de Harvard e Sociólogo, Atílio Borón, professor da Universidade de Buenos Aires que por durante 9 anos foi Secretário Executivo do Conselho Latino Americano de Ciências Sociais (CLACSO), que em sua exposição abordou a crise capitalista, alertando para as movimentações militares e políticas dos estados Unidos e da Europa no contexto da crise e quanto ao cerco que se promove à  América Latina, tendo por um lado a Quarta Frota e as ilhas britânicas no Atlântico – sete no total, por isso a ocupação da última delas, as Malvinas Argentinas -  que se colocam diante da costa da América do Sul.
E pelo outro lado, as bases militares estadunidenses, claros sinais da cobiça do imperialismo sobre as imensas riquezas da América do Sul. A seguir, o Secretário Geral do Sindicato Único da Construção (SUNCA), o jovem operário Óscar Andrade interveio, colocando os desafios do movimento sindical classista na América do Sul em face da crise capitalista e das armadilhas colocadas ante a integração latino-americana.
 A plenária se dividiu em três comissões de trabalho, abordando a Crise Capitalista, a Integração Latino-Americana e a Agenda da Juventude da FSM, subsidiando com suas relatorias a Declaração Final do Encontro.
Atílio Borón
II Encontro da Juventude da FSM do Cone Sul será em Montevidéu
  As diversas organizações da região se mobilizarão para o Dia Internacional de Lutas que a FSM convoca para 03 de outubro com a consigna “Alimentos, água potável, livros, moradia, medicamentos para todos os(as) trabalhadores(as)”.  O I Encontro se somará às atividades de solidariedade ao povo paraguaio diante do Golpe de estado, e ampliará sua articulação sub-regional nesse sentido. A partir de agora, a cada ano, um país do Cone Sul sediará o Encontro da Juventude da FSM da sub-região, sendo que a segunda edição do evento ocorrerá em Montevidéu, Uruguai.
Outro passo no sentido da articulação da FSM foi a decisão de avançar para um maior convívio entre as organizações participantes através das redes sociais e do apoio às atividades conjuntas da juventude no interior dos ramos na região.
 O I Encontro finalizou com a entrega dos certificados às delegações e com um especial momento em que o Capítulo Argentino organizou uma apresentação de tango que cativou todos os presentes, regada a vinho e empanadas argentinas. O Capítulo da FSM da Argentina cumpriu com grande êxito seu papel, com a organização do I Encontro da Juventude da FSM do Cone Sul deu uma grande demonstração de unidade e compromisso com a luta da juventude classista e latino-americana.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Portal CTB 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Inácio Arruda saúda aprovação do Estatuto da Juventude


Depois de três horas de discussão e polêmica em torno da confecção da carteira estudantil, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (15), o parecer favorável sobre o Estatuto da Juventude (PLC 98/11).
Ao defender a aprovação do Estatuto, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) afirmou que “a solução para os problemas vividos pela juventude não está apenas na edição de um diploma legal, mas ela também passa por esse marco jurídico, que favorecerá a criação de políticas públicas sociais destinadas aos jovens brasileiros”.

O parlamentar destacou a necessidade de ações governamentais específicas que atendam as demandas, “na área educacional, sobretudo, que possibilitarão, por exemplo, a inserção, de forma digna, do jovem no mundo do trabalho”.

O projeto dispõe sobre os direitos dos jovens, os princípios e diretrizes das políticas públicas de juventude, o estabelecimento do Sistema Nacional de Juventude e dá outras providências. É o resultado de um intenso trabalho desenvolvido pelos parlamentares que atuam nas questões juvenis, a começar pela formação da Frente Parlamentar em defesa da Juventude, que fez gestões visando à criação da Comissão Especial Destinada a Acompanhar e Estudar Propostas de Políticas Públicas para a Juventude, instalada em 7 de maio de 2003.

A matéria vai à Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

Vídeo sobre a matéria:


Fonte Texto: Portal PCdoB