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terça-feira, 12 de setembro de 2017

A biodiversidade, a cura da AIDS e as tendências da agricultura biológica

Enquanto o Brasil de Temer dá pouca importância à diversidade biológica, potências econômicas entendem muito bem o valor dela no Brasil
Já comentei na coluna os riscos que corre a agropecuária brasileira com as restrições de investimentos e corte de verbas que o atual governo impõe às instituições de pesquisas, aí incluída a inação do hoje estendido Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, chefiado por um não entendido e estendido nessas matérias, Gilberto Kassab.
Já comentei na coluna os riscos que corre a agropecuária brasileira com as restrições de investimentos e corte de verbas que o atual governo impõe às instituições de pesquisas, aí incluída a inação do hoje estendido Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, chefiado por um não entendido e estendido nessas matérias, Gilberto Kassab.

domingo, 25 de setembro de 2016

Documentário aborda efeitos das mudanças climáticas no modo de vida dos indígenas do Xingu

Cerca de 6500 índios de 16 povos diferentes vivem hoje no Parque Indígena do Xingu, localizado no estado do Mato Grosso, região Centro-Oeste do Brasil. Com seu sistema tradicional de manejo do território, eles garantem a preservação das florestas. No entanto, no entorno do Parque a realidade é outra: 86% das florestas foram convertidas em soja, milho e pasto nos últimos 30 anos. As consequências no clima, nos animais, na agricultura são sentidas pelos índios.

Com roteiro de Paulo Junqueira, do ISA, e Mari Corrêa, do Instituto Catitu, que também é a diretora, o documentário de curta-metragem “Para onde foram as andorinhas” mostra como os povos que habitam o Parque Indígena do Xingu estão percebendo em seu dia a dia os impactos das mudanças do clima — seja em sua alimentação, em seus sistemas de orientação no tempo, em sua cultura ou em seus rituais.
Cerca de 6500 índios de 16 povos diferentes vivem hoje no Parque Indígena do Xingu, localizado no estado do Mato Grosso, região Centro-Oeste do Brasil.

terça-feira, 8 de março de 2016

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Questões jurídicas continuam pendentes após 3 meses de acidente em Mariana

Barragem do Fundão, na região de Mariana, em Minas Gerais, se rompeu, espalhando enorme quantidade de lama e rejeitos de mineração. O acidente matou 17 pessoas e devastou o distrito de Bento Rodrigues, que foi coberto pela lama tóxica, que praticamente desapareceu. Repleta de metais, essa lama contaminou cerca de 650 quilômetros de rios entre Minas Gerais e o Espírito Santo.
Três meses depois do acidente, a Samarco Mineração, empresa responsável pela tragédia, se vê envolvida em questões jurídicas e ambientais. Até agora, foram feitos acordos com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) no Espírito Santo envolvendo indenização de vítimas, de populações ribeirinhas e trabalhadores da empresa. A Polícia Federal, por sua vez, indiciou a Samarco e suas controladoras por crime ambiental.
Segundo o MPMG, a Samarco comprovou ter pago R$ 100 mil a 18 famílias de pessoas que morreram no acidente, das 19 registradas. Além disso, a empresa pagou R$ 20 mil a 260 famílias que perderam suas moradias. Esse valor é dividido em R$ 10 mil em caráter assistencial e R$ 10 mil a título de antecipação parcial de indenização. De acordo com o MPMG, foram atingidas cerca de 3 mil pessoas, sendo que 940 perderam as casas.
De acordo com a Samarco, foram entregues 2.500 cartões de auxílio financeiro para atingidos pelo desastre, cinco pontes foram reconstruídas e duas estão em construção. Além disso, 99,7% das famílias desabrigadas foram acomodadas pela empresa em casas antes do Natal. A empresa promete construir novas casas para todos os atingidos até o fim deste ano. Do ponto de vista ambiental, a empresa afirma ter recuperado a vegetação em 2,2 milhões de metros quadrados ao longo do Rio Doce e assistido a 6,8 mil animais.
Em 5 de novembro de 2015, o Brasil viu o maior acidente ambiental de sua história. A Barragem do Fundão, na região de Mariana, em Minas Gerais, se rompeu, espalhando enorme quantidade de lama e rejeitos de mineração.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

ELA DECIDIU VIAJAR DE BIKE PELO HEMISFÉRIO SUL COLETANDO HISTÓRIAS SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS

A bordo de uma simpática bicicleta verde, Devi deixou os Estados Unidos aos 23 anos para encarar de frente essa aventura. Ela já está há um ano na estrada, e percorreu países como Fiji, Tuvalu, Austrália e Nova Zelândia em busca das melhores histórias. Seu objetivo é reunir 1001 relatos de pessoas dispostas a compartilhar suas experiências.

Até o momento ela já recolheu 450 histórias.  “Há muita camaradagem na estarda e muita beleza inesperada, e eu acho que são essas coisas que me mantém fazendo isso”, conta. Sobre os próximos relatos, ela ainda não sabe onde deverá encontrá-los, mas imagina que será no Sudeste Asiático ou nasAméricas, embora tudo dependa de onde poderá encontrar um barco para levar sua bicicleta junto na viagem.

Sua ideia é criar um mapa digital ao final da viagem, onde poderá divulgar as histórias gravadas em áudio para que outros possam acompanhar o resultado das mudanças climáticas em diferentes partes do mundo. Se ela passar pelo Brasil, a gente aposta que irá encontrar uma história e tanto em Minas Gerais. =/
Qual ciclista nunca sonhou em viajar o mundo de bicicleta? Apesar de difícil, a ideia é mais do que tentadora. A americana Devi Lockwood foi mais longe e decidiu conferir um sentido à sua viagem. Por isso, ela começou sua incursão pelo Hemisfério Sul buscando histórias sobre água e mudanças climáticas.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Reconhecimento de direitos indígenas diminui desmatamento e narcotráfico na América Central

Estudo mapeou experiências de sucesso na região; 'queremos que governos contem conosco quando tratam de estratégias de segurança', diz líder indígena


De acordo com Andrew Davis, um dos autores do estudo, um dos pontos cruciais é o monitoramento das zonas de risco. “A mais direitos correspondem mais organização, e a mais organização, uma melhor rede de vigilância comunitária. E se esta rede funciona, evita-se que entrem estranhos para fins ilícitos ou, se conseguem entrar, são detidos ou as autoridades são informadas imediatamente para que tomem medidas.” Um dos exemplos mais espetaculares ocorreu em Talamanca (Costa Rica), onde os sistemas de vigilância e monitoramento comunitário alertaram para uma rede de helicópteros que trabalhava para o narcotráfico.Entretanto, se os indígenas não são donos legalmente de suas terras ou não têm senso de comunidade, como acontecia há alguns anos na zona da Mosquitia ou na “terra de ninguém” do Petén guatemalteco, eles permanecem muito mais vulneráveis. Leia também: Após serem demitidas, tailandesas criam cooperativa para fugir de exploração na indústria têxtil O estudo do Prisma aponta exemplos de sucesso. No México, em municípios como Cherán (em Michoacán, no centro do país) ou em Tecpan de Galeana (na costa de Guerrero, no Pacífico) as ações comunais contra o narcotráfico resultaram no reflorestamento de mais de 1.000 hectares e na criação de um viveiro que conta com 1,4 milhão de plantas. Além disso, em ambos os lugares caiu o número de homicídios. Diante de situações tensas, os padrões de atuação têm sido distintos. Nicarágua e Guatemala puseram em ação os chamados “batalhões ecológicos”, unidades pertencentes ao Exército que atuam em coordenação com as comunidades. Em outros casos, como na comunidade garifuna (grupo étnico cafuso) de Vallecito (norte de Honduras), ou os purépechas de Cherán, os próprios indígenas optaram pelo confronto direto (apesar da disparidade de forças), mas sua coragem e insistência fizeram com que pouco a pouco conquistassem parte de seus objetivos, embora ao custo de ações violentas. Leia também: National Geographic redesenha Ártico para refletir mudanças climáticas dos últimos 30 anos Muitos governos ainda se mostram reticentes em contar com as comunidades para elaborar estratégias de segurança, e os planos hemisféricos liderados pelos EUA oferecem principalmente ajuda militar. No entanto, o fortalecimento de redes de base, como demonstram os estudos citados, não só contribuiriam para um maior e melhor desenvolvimento dos povos nativos das florestas latino-americanas, mas também preservariam um dos pulmões do planeta e dificultariam a ação dos narcotraficantes. Outro exemplo, ausente dos estudos, é reconhecido por funcionários do governo do México, ainda que em voz baixa: é caso de um dos grupos indígenas mais organizados do continente, nos territórios que conquistaram autonomia depois do levante do Exército Zapatista de Libertação Nacional, no sudeste de Chiapas. “Onde estão os zapatistas, não há narcotráfico, por isso nós os toleramos.”
“Estamos defendendo nossas florestas até com as unhas.” Cándido Mezúa, líder do Congresso Geral dos Povos Emberá Wounaan, do Panamá, é contundente. Sabe que pela América Central passa 80% da cocaína que chega aos EUA (segundo dados do Departamento de Estado norte-americano).