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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Pará: Advogado critica ação da Justiça em reintegração de posse que deixou 10 mortos

Juiz dispensou comissão especial criada para mediar reintegrações de posse e permitiu que PM encabeçasse a ação
O estado do Pará foi cenário de mais um violento processo de reintegração de posse. Na manhã desta quarta-feira (24), 10 posseiros foram assassinados no município de Pau D’arco, na Fazenda Santa Lúcia, em ação realizada pela Polícia Militar de Redenção. Os agricultores faziam parte do Acampamento Nova Vida, onde 150 famílias estavam acampadas desde maio do ano passado, de acordo com informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Nilson Júnior, advogado popular que atua na região em casos referentes à reforma agrária, conta, em entrevista à Caros Amigos, que o episódio teve conivência da Justiça. Segundo ele, o juiz Erichson Alves Pinto, da Vara da Reforma Agrária de Redenção, dispensou o serviço da Comissão de Missões Especiais (CME), criada por lei após o Massacre de Eldorado dos Carajás, justamente para fazer uma mediação com os trabalhadores e evitar que chacinas se repetissem.
O estado do Pará foi cenário de mais um violento processo de reintegração de posse. Na manhã desta quarta-feira (24), 10 posseiros foram assassinados no município de Pau D’arco, na Fazenda Santa Lúcia, em ação realizada pela Polícia Militar de Redenção.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Acusados de participação em chacina na cidade de Belém vão a júri popular

Investigados na CPI das Milícias serão denunciados pelo homicídio de dois jovensA avó de Felipe Galucio Chaves, Maria Auxiliadora Galucio Neves, mostra o antigo quarto do neto. Ao lado, ela aponta um outro cômodo, ainda faltando reboco: a sala de estudos do menino, que queria ser policial. Maria Auxiliadora criou o neto desde pequeno e o tinha como filho. Felipe Galucio tinha 16 anos quando foi assassinato no dia 4 de novembro de 2014, na chacina de Belém. 

Ele e mais dez jovens foram mortos, mas apenas duas vítimas tiveram os inquéritos concluídos e os acusados pelo crime indiciados.
A avó de Felipe Galucio Chaves, Maria Auxiliadora Galucio Neves, mostra o antigo quarto do neto.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

CAI O APOLOGISTA DA BARBÁRIE DO GOVERNO TEMER

A declaração foi feita quando ele comentava a chacina nos presídios.Diante da repercussão negativa, ele tentou se justificar, mas não adiantou.

O secretário nacional de Juventude, Bruno Júlio, foi demitido nesta sexta-feira, depois de defender novos massacres nos presídios brasileiros;

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

As mortes na Cidade de Deus: O medo de bandidos, da polícia e de nós mesmos

Os corpos de sete jovens da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, foram encontrados em um matagal, neste domingo (20), após uma ação policial na comunidade que começou um dia antes. Não se sabe ainda quem foram os responsáveis pela morte dos jovens, que estariam ligados ao tráfico, mas moradores acusam a polícia militar.

Durante a operação, um helicóptero caiu durante a operação, matando quatro policiais. Segundo o secretário de Segurança Pública do Rio, Roberto Sá, informações preliminares indicam que nem os PMs, nem o helicóptero foram atingido por armas de fogo.

Ou seja, ao menos temos 11 mortos em mais um capítulo da estúpida guerra contra as drogas. Em meio ao tiroteio entre policiais e grupos de criminosos, a população ficou espremida em um campo de batalha urbano que não deixa nada a dever a conflitos deflagrados em outras partes do mundo, como na Síria. Com o agravante de que, aqui, não se busca criar um Estado independente.
Os corpos de sete jovens da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, foram encontrados em um matagal, neste domingo (20), após uma ação policial na comunidade que começou um dia antes.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

CHACINA DE UNAÍ - MANDANTES CONTINUAM IMPUNES - JULGAMENTO É ADIADO


FOTO DA QUADRILHA DE UNAÍ

Uma manobra protelatória que foi acolhida pelo STF através do Ministro Marco Aurélio Mello, adiou o julgamento de NORBERTO MÂNICA, um dos acusados de ser mandante dos funcionários do Ministério do Trabalho em Unaí -MG - no longínquo ano de 2004. Quase dez anos depois, os executores do sórdido e cruel assassinato foram condenados, mas, os mandantes continuam sem julgamento e, portanto, impunes. A celeuma da vez é onde será o julgamento. A defesa quer que ele ocorra em UNAÍ, região onde o acusado tem influência e pode exercer algum tipo de pressão e intimidação sobre o JURI. 

Espera-se que o ministro Dias Toffoli não demore para fazer a sua "vista" do processo, que o julgamento seja realizado (Em Belo Horizonte) e que o Brasil vire essa página vergonhosa de sua história. Que Justiça é essa que leva DEZ anos para julgar o Mensalão do PT/BASE, DEZ anos para julgar uma CHACINA de servidores federais, e em QUINZE ANOS não conseguiu julgar o MENSALÃO do PSDB ?


Brasília – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista do processo que adiou julgamento do fazendeiro Norberto Mânica, acusado de ser um dos mandantes do assassinato de três auditores fiscais e de um motorista do Ministério do Trabalho. O crime ocorreu em 28 de janeiro de 2004, na cidade de Unaí (MG), e ficou conhecido como Chacina de Unaí.

No dia 16 de setembro, o ministro Marco Aurélio decidiu adiar o júri até que o Supremo analise um pedido feito pela defesa de Mânica a fim de transferir o julgamento para a Justiça Federal em Unaí, onde o crime ocorreu. O julgamento estava previsto para o dia 17 de setembro, em Belo Horizonte.

O processo voltou a ser analisado na sessão de hoje (1º) da Primeira Turma do STF, e o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Dias Toffoli. Apenas dois ministros votaram. Marco Aurélio determinou que o processo seja julgado pela comarca federal de Patos de Minas (MG), jurisdição responsável pela região de Unaí. A ministra Rosa Weber votou pela manutenção do processo em Belo Horizonte.


No dia 31 de agosto, a Justiça Federal em Belo Horizonte condenou três réus acusados de participação no assassinato. Erinaldo de Vasconcelos Silva, Rogério Alan Rocha Rios e William Gomes de Miranda foram condenados por homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha. A maior pena foi para Rios: 94 anos de reclusão em regime fechado.
Fonte: 007BONDblog

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Chacina de Unaí: oito anos de impunidade



O crime conhecido como “Chacina de Unaí” completou oito anos no dia 28 de janeiro, sem que nenhum dos nove réus tenha sido julgado pelo assassinato dos três auditores fiscais do Trabalho - Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva - e do motorista Ailton Pereira de Oliveira, todos servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ocorrido em 2004.
A presidenta do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Rosângela Rassy, e o procurador da República em Minas Gerais, Edmundo Dias, se reuniram, no dia 26 com a Juíza Federal Substituta da 9ª Vara Federal, Raquel Vasconcelos Alves de Lima, responsável pelo caso, para saber por que o acusado Rogério Alan Rocha Rios ainda não foi julgado. Em maio do ano passado, o Superior Tribunal de Justiça determinou que o réu fosse julgado, o que não ocorreu. 
Segundo a presidente do Sinait, a juíza disse que está aguardando o envio dos autos processuais originais para marcar o julgamento, pois “precisa ter segurança jurídica”. “Ela disse que todas as providências que antecedem o júri já estão sendo tomadas”, explicou Rosângela Rassy.
Em novembro do ano passado, a juíza Raquel encaminhou ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando os autos originais do processo. Os autos estão no STF por conta de um novo recurso apresentado, em dezembro de 2011, por Hugo Alves Pimenta, um dos acusados da chacina. “Ontem, o STF respondeu dizendo que o ministro Ricardo Lewandowski deve apreciar em breve o recurso para remeter os autos à 9ª Vara Federal”, disse a presidenta do Sinait.
Em 2011, cinco réus tiveram seus processos desmembrados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e já podem ser julgados: Erinaldo de Vasconcelos Silva, Francisco Elder Pinheiro, José Alberto de Castro, Rogério Alan Rocha Rios e Willian Gomes de Miranda. Destes, apenas José Alberto encontra-se em liberdade. Os outros estão presos na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Assim como Hugo Alves Pimenta, os réus Antério Mânica e Norberto Mânica, estão em liberdade. Antério, que foi eleito prefeito de Unaí, somente será julgado depois da conclusão do julgamento de todos os outros, e em foro especial.
O uso de inúmeros recursos adia o julgamento dos acusados. “Desde o início, a defesa dos acusados entra, incessantemente, com recursos protelatórios, até hoje todos negados em diversas instâncias”, disse. Em entrevista à agência Repórter Brasil, Antério disse que “aguardava ansioso pelo julgamento”.


Manifestação


Como parte da programação da Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, no dia 27 o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) e a Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho de Minas Gerais (AAFIT/MG) promoveram um ato público em frente ao prédio da Justiça Federal, em Belo Horizonte (MG). O local foi escolhido por ser a origem do processo contra os nove réus indiciados, e também é a instância que deverá conduzir o julgamento.
A data 28 de janeiro foi escolhida como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo por conta dos assassinatos dos auditores fiscais que atuavam no combate ao trabalho escravo. Há três anos, a última semana do mês de janeiro é marcada por eventos em todo o País. Este ano a semana começou com o lançamento do Manual de Combate ao Trabalho Escravo do Ministério do Trabalho e Emprego.
Na opinião presidenta do Sinait, que é auditora fiscal e atuou na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Pará (SRTE/PA), o caso de Unaí é emblemático. “Sempre soubemos do risco da profissão, mas a partir do momento em que houve um crime tão bárbaro e o Estado não responde à altura, julgando os culpados, a preocupação aumenta”, desabafa.
Os três auditores fiscais - Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva - e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, estavam em uma estrada da zona rural na região de Unaí (MG) quando foram assassinados a tiros à queima-roupa. O grupo estava fiscalizando fazendas de feijão. 
Vídeo sobre a matéria:

Fonte Texto: Blog da CTB MG/Repórter Brasil.