Máximo Kirchner, potencial candidato à prefeitura de Río Galegos, berço político de Néstor, comanda organização pró-governo
Um dos maiores movimentos sociais e com maior capacidade de mobilização da Argentina é liderado por um “jovem” de 37 anos. Filho de Néstor e Cristina Kirchner, Máximo Kirchner fundou, em 2006, a agrupação política de orientação peronista La Cámpora. Formada por jovens, a organização se autodefine como um “braço político” da presidente e tem como principal objetivo a defesa do chamado kirchnerismo.
Nas primárias às eleições de outubro, kirchnerismo mostra força no país, mas é derrotado em tradicionais redutos A presidente Cristina Kirchner e sua coalizão, FPV (Frente para Vitória), conquistaram a maioria dos votos na Argentina nas eleições primárias para o Legislativo. O resultado divulgado na noite deste domingo (11/08) aponta para uma vitória governista em todo o país. No entanto, o kirchnerismo foi derrotado nos principais distritos argentinos - o maior revés foi na província de Buenos Aires, principal colégio eleitoral do país.
Agência Efe Cristina Kirchner teve sua popularidade avaliada nas urnas neste domingo
A apuração preliminar, com 90,3% dos votos para deputados contabilizados, revela que o FPV obteve 26% dos votos, seguido pela frente opositora Frente Renovadora, com 8,24%. A Frente Progresista Cívico e Social obteve no total 7,59% dos votos. Na votação de pré-candidatos ao Senado, com 88,34% dos votos apurados, a FPV conseguiu 26,72% dos votos, seguida pela Frente Unen, com 11,86%, e pela Unión-Pro, com 11,67%.
O melhor resultado oposicionista, na província de Buenos Aires, teve 81,7% dos votos apurados, Sergio Massa, da Frente Renovadora, teve 34,7% dos votos, enquanto o candidato kirchnerista Martin Insaurralde conseguiu 29,3%.
Além de principal centro econômico e político, Buenos Aires concentra 37,3% dos eleitores e tem 35 cadeiras de deputados. Cristina também perdeu em sua Província, Santa Cruz, governada há anos pelo kirchnerismo. A lista de oposição da União Cívica Radical foi declarada vencedora com 70% da apuração concluída. Os resultados prévios também apontaram derrota da coalizão governista em Córdoba, Mendoza e Santa Fé.
Nas primárias, com voto obrigatório, os argentinos decidem quais serão os candidatos ao Senado e à Câmara para as eleições de outubro. Os partidos que não alcançarem o mínimo de 1,5% de votos ficam impedidos de participar. A eleição de outubro será decisiva para os dois próximos anos de governo de Cristina Kirchner. Sem maioria na Câmara, a oposição pretende barrar as reformas progressistas adotadas no últimos anos na Argentina. Cerca de 30,5 milhões de argentinos estavam registrados para a votação nas primárias. Nelas são definidas os candidatos que poderão concorrer à próxima eleição legislativa, em 27 de outubro, quando serão renovadas 24 assentos no Senado e 127 na Câmara de Deputados.
O Fundo Monetário Internacional (FMI), organismo responsável pela quebradeira de várias economias do mundo e pelo desemprego e miséria de milhões de habitantes no planeta, divulgou na semana passada uma moção de “censura” ao governo da Argentina. A nefasta instituição alega que o governo do país vizinho manipula os índices de inflação. A “censura” é o primeiro passo de um processo que pode resultar na expulsão da Argentina do FMI, como se este organismo prestasse para alguma coisa nos dias atuais.
Aristocrática e petulante, a capataz do órgão, Christine Lagarde, já havia antecipado a medida em setembro passado. Na ocasião, ela afirmou que “a Argentina já tem o cartão amarelo, agora tem de escolher se quer o cartão vermelho”. De pronto, a altiva presidenta Cristina Kirchner respondeu durante a assembleia da ONU: “A Argentina não é um time de futebol, mas sim um país soberano”. Agora, o FMI volta à carga com sua “censura”. O organismo que destrói as economias europeias volta a meter o bedelho na América Latina.
Os argentinos e latino-americanos sabem o que significa o famigerado FMI. No triste reinado de FHC, o Brasil ficou recém deste antro que representa os interesses dos banqueiros. Os três acordos firmados com o Fundo resultaram em milhares de demissões, retirada de direitos trabalhistas e brutal arrocho salarial. No caso da Argentina, a presidente Cristina, juntamente com seu marido, projetou-se exatamente por combater suas receitas amargas, que levaram o país ao colapso. Quem, de fato, merece a censura dos povos é o FMI!