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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Juros do cheque especial dispara e vai para 312,6% ao ano

Não está fácil pagar os juros abusivos cobrados pelos bancos em atuação no Brasil. Quem caiu no cheque especial ou no rotativo do cartão de crédito pagou mais caro em dezembro. De acordo com o Banco Central, a taxa do cheque especial subiu 6,9% e chegou 312,6% ao ano. Já a do cartão de credito saltou para 285,4%.
Não está fácil pagar os juros abusivos cobrados pelos bancos em atuação no Brasil. Quem caiu no cheque especial ou no rotativo do cartão de crédito pagou mais caro em dezembro.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Livro abre a caixa-preta da digitalização das finanças

TIC, HFT, milissegundos e outros termos comuns a profissionais da tecnologia e dos mercados financeiros permeiam as páginas de “A Finança Digitalizada: capitalismo financeiro e revolução informacional”, de Edemilson...


TIC, HFT, milissegundos e outros termos comuns a profissionais da tecnologia e dos mercados financeiros permeiam as páginas de “A Finança Digitalizada: capitalismo financeiro e revolução informacional”, de Edemilson Paraná, lançado este ano pela Editora Insular. No entanto, ao contrário do que pode sugerir a ampla menção a esses jargões tecnológico-financeiros, o autor apresenta uma escrita clara o suficiente para trazer luz a um assunto ao mesmo tempo intrincado e pouco discutido, mas presente em nosso cotidiano mesmo que não percebamos.

Na busca pelo encurtamento da relação espaço-tempo para a maximização de seus ganhos, os agentes do mercado têm aperfeiçoado cada vez mais os mecanismos capazes de drenar em suas roletas grande parte dos orçamentos de dezenas de países – o Brasil incluído – por meio de transações cambiais e de compra e venda de títulos da dívida pública.
TIC, HFT, milissegundos e outros termos comuns a profissionais da tecnologia e dos mercados financeiros permeiam as páginas de “A Finança Digitalizada: capitalismo financeiro e revolução informacional”, de Edemilson Paraná, lançado este ano pela Editora Insular.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Taxas de Juros


Parece que está no ar um consensozinho das Garças. Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú-Unibanco, e Teresa Ter-Minassian, do FMI, defendem superávit estrutural como “saída” para o Brasil. Saída para quê? Nenhuma palavra sobre desenvolvimento e investimento.
O setor financeiro privado não quer saber nada de investimento no desenvolvimento. Fala ainda em elevar a poupança, não o crédito para o investimento. Nenhuma palavra sobre os spreads bancários privados. Nada sobre o câmbio ou superávite em conta corrente. Enfim, o país deles é eterno candidato a se desenvolver com poupança externa.
Está acostumado a financiar a dívida pública, garantida exatamente pelo superávit. Antes, tinham o argumento da inflação, o regime de metas. Com a pressão cadente da inflação, não lhe sobra nada para argumentar, apenas o cinismo de quem quer garantir sua condição de peixe de aquário, ou seja, cevado garantidamente pelo pagamento de juros da dívida pública. Nem as carpas no Jardim Japonês do Ibirapuera em São Paulo têm tanto.
Aécio Neves, o neo-oposicionista, vai ao ponto, sem pudor: “a perda de competitividade no Brasil está ligada ao crescimento excessivo do gasto público”. Fecha-se o círculo.
Um “consenso” bem pobre esse.
***
Mais um recibo de operação blindagem de Marconi Perillo. Antes, fora na Folha e no JN-Globo. Agora, no Estadão: o governador é tratado candidamente, e como cândido ele exerce um pré-direito de defesa que já equivale a um julgamento com auto-declarada inocência.
Em meio a tantos casos do mesmo tipo, mas de sinal inverso – ou seja, gente do governo –, chega a ser escandaloso o papel da mídia em conluio com a oposição. Só não se aventaram a defender Demóstenes. Pudera: o senador desmoralizou até a desonestidade!


Fonte texto: Blog do Sorrentino

Renato Rovai: Juro, a maior cartada de Dilma Roussef



Consta que na transição de governo em 2010 Lula teria feito poucas sugestões de nomes para o ministério de Dilma. Ao contrário do que se pensa, preferia ouvir as ideias da atual presidente e a partir daí dar seus pitacos. O que não quer dizer que Lula não tenha sido um ator importante de muitas nomeações. E o que não quer dizer que em alguns casos ele não tenha praticamente vetado nomes.

Por Renato Rovai*
Mas numa área Lula insistiu para que Dilma tomasse muito cuidado, deixando claro que preferia que ela não mudasse os titulares. No ministério da Fazenda e na presidência do Banco Central. Lula achava que a dupla Mantega e Henrique Meirelles garantiam o equilíbrio necessário à equipe econômica.

Mas neste caso, Dilma teria batido o pé, afirmando que considerava necessário ousar um pouco mais para baixar a taxa de juro. E que sabia que com Meirelles à frente do BC isso seria impossível. Seu nome para o cargo era o de Alexandre Tombini.

Lula sentiu que Dilma estava convencida da operação e silenciou. Não sem deixar claro que faria diferente.

Quando em setembro do ano passado, o BC de Tombini anunciou o corte de 0,5% na taxa Selic houve uma grita impressionante contra a decisão. A turma que fala pelo mercado financeiro na mídia não teve a menor desfaçatez para desancá-lo e dizer que a medida era de alto risco e faria o país voltar ao ciclo inflacionário.

O Estadão, por exemplo, produziu um editorial que merece ser relido, cujo título era “O BC cede à pressão”.

E que terminava com a seguinte frase: “Ao dobrar a espinha do BC, a presidente Dilma Rousseff rejeitou uma das poucas heranças benditas da era Lula – a autonomia de fato da autoridade monetária, que o ex-presidente fez questão de prestigiar mesmo às vésperas de eleições importantes para seus projetos de permanência do PT no poder.”

Agora Dilma negociou com os bancos públicos a redução dos juros diretos ao consumidor. E cá pra nós, deve ter tido muito trabalho para convencer os “técnicos” desses bancos públicos de que isso precisava ser feito. E que eles teriam que fazer ou fazer…

E a grita voltou. Agora, a história é de que Dilma está pondo em risco o sistema financeiro nacional.

A verdade é que essa é a operação mais arriscada do seu governo. Ela está mexendo num vespeiro terrível. Se conseguir vencer essa parada, terá pavimentado o terreno para poder realizar um mandato em outro nível.

Dilma já conseguiu dar um chega para lá numa parte ultra-fisiológica da Câmara e do Senado, o que não quer dizer que ainda não precise deles. E que não esteja negociando com os tais. Mas do jeito que procedeu mostrou que não tem medo de cara feia.

E agora, está tentando enquadrar o sistema financeiro privado. O que não quer dizer que esteja disposta a estatizá-lo, por exemplo.

Esses seus movimentos, a despeito das críticas que tenho feito aqui a muitos setores do governo, mostram uma coragem diferenciada da presidenta. E merecem atenção.

Fonte texto: Blog do Gilson Reis