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quarta-feira, 20 de abril de 2016

EUA agem nas sombras pelo golpe; Rússia joga às claras pela legalidade

Por interesse próprio, os EUA agem a favor da dinâmica golpista que poderá substituir a trajetória de independência e de soberania iniciada em 2003
Ainda que seja difícil hoje comprovar – coisa que em breve algum wikileaks fará –, a presença norte-americana na preparação e ambientação golpista se deu [e continua se dando] de formas invisíveis: dinheiro para financiar ONGs e movimentos suspeitos surgidos em especial em 2013, apoio à guerra cibernética, construção de imagem desfavorável do governo no exterior, coordenação midiática internacional de ataques, projeção de estereótipos militantes etc.
 
É uma presença silenciosa, porém muito corrosiva, muito subterrânea, muito entranhada; uma participação mais imperceptível que aquela que tiveram no golpe de Estado de 1964 e na sustentação da ditadura militar; mas nem por isso menos estratégica.
É intrigante a política silenciosa e leniente do Barack Obama em relação à tentativa de golpe de Estado no Brasil.

Mulheres homenageiam Dilma com flores em Brasília

Centenas de manifestantes fizeram um "abraçaço" na presidenta, em frente ao Palácio do Planalto
O início da noite desta terça-feira (19) foi marcado por uma homenagem a Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, em Brasília. Cerca de 500 mulheres levaram flores em solidariedade à presidenta, após o impeachment ter sido aprovado na Câmara dos Deputados. Segundo as participantes, o ato também serviu como protesto contra as provocações machistas proferidas pelos parlamentares durante a votação.

Elas entoaram cantos e palavras de ordem, com frases como “Não vai ter golpe, vai ter luta”, “Cunha sai, Dilma fica” e “No meu país eu boto fé porque ele é governado por mulher”. Diante do ato de apoio, Dilma desceu a rampa do Palácio para abraçar as manifestantes, posar para fotos e receber as flores. Ovacionada, ela se posicionou junto a uma grade próxima à via pública, acompanhada da secretária de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, e alguns seguranças.
O início da noite desta terça-feira (19) foi marcado por uma homenagem a Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, em Brasília.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Os 119 golpistas com processos na Justiça

No show de horrores da aprovação do impeachment de Dilma na Câmara Federal, no domingo (17), o cinismo dos moralistas sem moral ficou patente
Até alguns "midiotas" que apoiaram o golpe devem ter sentido ânsia de vômito - talvez se arrependendo, no íntimo, da besteira que fizeram. Houve casos grotescos de cafajestice, como o da deputada Raquel Muniz (PSD-MG), que dedicou seu voto "contra a corrupção" ao marido Ruy Muniz, que é prefeito de Montes Claros.

A Câmara em dia inglório e a luta no Senado

Foi um espetáculo grotesco o da sessão da Câmara dos Deputados do dia 17 de abril passado. Durante horas, deputados votaram pela continuidade do processo de impeachment da presidenta Dilma no Congresso Nacional. A cena revelou aspectos inusitados.

Ficou claro que muitos votantes pareciam desconhecer, ou desconsideravam inteiramente , o tema em questão, declarando seus votos por razões que não estão em questão. Uma legião de deputados alteou sua voz  para homenagear mãe, pai, filhos e netos, às vezes nominado-os individualmente. Houve um que foi ao microfone com seu filho de 18 anos a tiracolo e queria que o rapaz votasse em seu lugar. Outro, depois de votar, voltou correndo para dizer que se esquecera de anunciar à Nação o nome de um seu parente, que precisava ser homenageado. Uma mulher fez o elogio de seu marido, prefeito de Montes Claros, cujos méritos eram tais que demonstravam que o “Brasil tinha jeito”, sem imaginar que o dito marido seria preso no dia seguinte pela manhã.
Foi um espetáculo grotesco o da sessão da Câmara dos Deputados do dia 17 de abril passado.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

PDT VAI EXPULSAR DEPUTADO QUE VOTAR A FAVOR DO IMPEACHMENT

A Executiva nacional do PDT, reunida com a maioria da bancada, a Comissão de Ética e os presidentes dos movimentos partidários, decidiu nesta sexta-feira (15/4) expulsar todos os deputados federais do PDT que votarem a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, além de imediatamente destituí-los de  cargos que ocupem na direção do partido.
O Diretório Nacional do partido já foi convocado – dia 30 de maio- para referendar os processos de expulsão que serão abertos pela  Comissão de Ética já nesta segunda-feira contra  os deputados que não seguirem a determinação do Diretório Nacional e da Executiva, sendo garantido a todos amplo direito de defesa como prevê o Estatuto. O PDT também recorrerá à Justiça para exigir de volta o mandato dos infiéis.
Os processos de expulsão serão abertos já na próxima segunda-feira (18/4),  exceto o do deputado Giovanni Cherini (PDT-RS),  já  aberto, porque ele manifestou publicamente a sua decisão de apoiar o impeachment.
A Executiva nacional do PDT, reunida com a maioria da bancada, a Comissão de Ética e os presidentes dos movimentos partidários, decidiu nesta sexta-feira (15/4) expulsar todos os deputados federais do PDT que votarem a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, além de imediatamente destituí-los de  cargos que ocupem na direção do partido.

Deputada Raquel Muniz (PSD-MG) GOLPISTA - Deputada que votou 'sim' pelo impeachment amanhece com a PF na sua casa

Na noite de ontem na Câmara dos Deputados, segurando uma bandeira do Brasil, a deputada Raquel Muniz (PSD-MG) citou, ao vivo, o seu marido como exemplo de gestor público e votou contra a corrupção e 'por um Brasil que tem jeito'. Seu voto foi um dos mais caricatos da sessão (ela chegou a pular várias vezes enquanto gritava 'sim'). Na manhã de hoje, a Polícia Federal prendeu o seu marido por corrupção
“O meu voto é pra dizer que o Brasil tem jeito, e o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com a sua gestão”, bradou Raquel, antes de citar os filhos, a neta e a mãe como justificativas para o voto.
O voto da deputada foi um dos mais caricatos da noite — ela chegou a pular várias vezes enquanto gritava ‘sim’ pelo impeachment e era saudada pelos colegas de parlamento.
Ainda na sexta-feira, quando foi iniciada a discussão do impeachment na Câmara, Raquel Muniz já tinha antecipado sua posição em discurso na tribuna e a gestão do marido foi vendida por ela como exemplo no combate à corrupção.
“A corrupção que assola o nosso País é a ferrugem que impede o desenvolvimento. Não podemos mais permitir essa situação. Em Montes Claros, minha cidade natal, o Prefeito Ruy Muniz, senhoras e senhores, criou a Secretaria de Prevenção à Corrupção. E, lá, temos lutado para dar mais qualidade de vida aos montes-clarenses, para garantir dignidade à nossa gente” disse Raquel Muniz.
A Polícia Federal prendeu na manhã desta segunda-feira, em Brasília, o prefeito de Montes Claros (MG), Ruy Muniz. Ele foi preso em função das investigações da ‘Operação Máscara da Sanidade II – Sabotadores da Saúde’.

domingo, 17 de abril de 2016

Entenda os próximos passos do impeachment contra Dilma Rousseff

Após votação na Câmara, parecer passa por Senado, que define por condução do processo e afastamento de presidenta do cargo
A Câmara dos Deputados autorizou neste domingo 17 a abertura de processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.
A decisão, no entanto, não significa que Dilma tenha de deixar o Palácio do Planalto imediatamente. Entenda o que acontece a partir de agora e quais os próximos passos para que o impeachment contra Dilma prossiga.

Para onde segue o processo depois da votação na Câmara?

Conforme definido pelo Supremo Tribunal Federal, depois da votação na Câmara, caberá ao Senado definir se há razões para a continuidade da ação, o que deve acontecer em cerca de um mês. O pedido de impeachment será enviado na segunda-feira 18 ao Senado, que é composto por 81 integrantes.

A previsão é que a denúncia seja lida em plenário na Casa no dia 19 de abril, terça-feira. A partir de então, o Senado terá de criar uma comissão especial com 21 participantes para analisar o caso.

Dentro de 48 a comissão deve definir presidente e relator. A comissão tem dez dias úteis para apresentar um parecer admitindo ou não a abertura do processo de impeachment.
A Câmara dos Deputados autorizou neste domingo 17 a abertura de processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.

Eduardo Cunha altera regra para votação do impeachment de última hora

De última hora, Eduardo Cunha altera regra de votação do impeachment que diz respeito às segundas chamadas. Trata-se de mais uma estratégia para garantir a aprovação do processo contra a presidente. Questionado por parlamentares, Cunha respondeu que a decisão cabe a ele e não vai voltar atrás
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), alterou na última hora um dos critérios de votação com os quais o governo conta para conseguir a quantidade necessária de votos para derrubar o impeachment de Dilma Rousseff, a segunda chamada dos deputados.

As diferenças entre o impeachment de Dilma e o de Collor


Um dos aspectos do atual processo de impeachment que mais tem suscitado debates diz respeito à comparação com outro processo, ocorrido há 24 anos. Collor versus Dilma: entenda as diferenças

— No caso de Collor havia, ainda, depoimentos que ligavam o presidente como beneficiário direto de recursos ilícitos.
— Em relação à Dilma, a oposição reconhece que não há indícios de práticas de corrupção que envolvam diretamente a Presidenta, não havendo inquérito investigativo sobre sua pessoa.
— Também as chamadas pedaladas fiscais não podem ser consideradas crimes de responsabilidade, pelos seguintes motivos:
— O atraso de repasse de recursos para instituições financeiras oficiais responsáveis por operar programas sociais não se confunde com operações de créditos, prática esta vedada pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF);
— Governos anteriores também atrasaram repasses para instituições financeiras (“pedaladas fiscais”) sem que isto tivesse sido motivo de reprovação de contas por parte do TCU. Embora seja possível o Tribunal mudar seu entendimento, a sanção só pode valer para casos futuros (em direito, chama-se isto de princípio da confiança legítima).
— No processo de aprovação das contas em que se verificaram as pedaladas, o TCU apenas opina. Cabe ao Congresso Nacional aprovar, ou não, as contas, que estão em apreciação na Comissão Mista de Orçamento (CMO), com parecer do relator pela aprovação.
Um dos aspectos do atual processo de impeachment que mais tem suscitado debates diz respeito à comparação com outro processo, ocorrido há 24 anos, que culminou com a renúncia do ex-presidente Fernando Collor de Mello.

A lista das figuras públicas que são contra e as que são a favor do impeachment

Para o sociólogo da USP Wagner Iglecias, é difícil fugir do ditado "diga-me com quem andas..." neste momento decisivo para a história política do Brasil
O levantamento a seguir foi feito pelo cientista social da USP, Wagner Iglecias, que recentemente foi entrevistado pela BBC Brasil para tratar do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

sábado, 16 de abril de 2016

Futebol e política se misturam, sim!



Padre Valdecir detona o golpe em nome da família e de Jesus

Bolsonaro, Malafaia e Magno Malta: com Cunha, em nome de Jesus? Evangélicos e católicos detonam a tentativa de usar Deus para justificar o golpe
A declaração da 54ª Assembleia Geral da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) “sobre o momento nacional”, publicada no último dia 14, começa citando um trecho do diálogo entre Jesus e um mestre de Israel, Nicodemos: “Quem pratica a verdade aproxima-se da luz” (Jo 3,21).

Nicodemos nutria simpatias pela pessoa e mensagem de Jesus, mas às escondidas. Ele vai encontrar Jesus à noite (Jo 3,2), no anonimato das sombras, mas Jesus o desafia a pôr à descoberto os interesses que ele, Nicodemos, defendia.
Esse impeachment é mentira das elites e cinismo de certos setores da sociedade
A declaração da 54ª Assembleia Geral da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) “sobre o momento nacional”, publicada no último dia 14, começa citando um trecho do diálogo entre Jesus e um mestre de Israel, Nicodemos: “Quem pratica a verdade aproxima-se da luz” (Jo 3,21).

Lula: "Se Temer quer ser candidato, espere 2018"

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou na manhã deste sábado (16) o acampamento de manifestantes de movimentos sociais contra o impeachment de Dilma Rousseff em Brasília.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Acompanhe o Sessão Deliberativa Extraordinária


Defensores públicos lançam manifesto contra o golpe!

Manifesto de Defensoras e Defensores Públicos contra o Impeachment
Diante da ausência dos pressupostos jurídicos que legitimariam o grave processo de impedimento presidencial em curso na Câmara dos Deputados, as Defensoras e Defensores Públicos abaixo assinados, conscientes de seu dever cívico de expressar sua veemente desaprovação à violação da Constituição da República, vêm manifestar aos Senhores Parlamentares a sua perplexidade com as articulações exclusivamente políticas voltadas à destituição da Presidente da República, eleita democraticamente por voto direto da maioria.